Veja o que os candidatos à Presidência pensam sobre a violência no Brasil

Quantidade de mortes violentas em 2017 voltou a bater recorde no país, com 63.880 vítimas.

Da redação, Estadão Conteúdo,

SELO-ELEIÇÕES-2018-100Em um ano marcado pela intensificação da guerra entre facções criminosas, a quantidade de mortes violentas em 2017 voltou a bater recorde no país, com 63.880 vítimas, o equivalente a 175 casos por dia, alta de 3,7% em relação ao ano anterior. O número absoluto de homicídios é o maior entre todos os países e a taxa de 30,8 registros por 100 mil habitantes coloca o Brasil entre os dez mais violentos do mundo.

Os dados, compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com informações das secretarias estaduais de Segurança e Polícias Civis, foram divulgados nesta quinta-feira (9). A alta foi puxada por 12 Estados, nove deles das Regiões Norte e Nordeste, onde os efeitos das disputas das organizações criminosas foram sentidos em maior intensidade. 

Em período aberto de disputa para a Presidência da República, os candidatos nas eleições de 2018 foram procurados para comentar sobre o tema. Confira:

Geraldo Alckmin (PSDB)

“O governo deve estabelecer um sistema inovador de metas nacionais para a redução de homicídios que envolva os governos estaduais, os órgãos federais de Segurança e Justiça e as prefeituras".

Marina Silva (Rede)

“Vamos atuar no aumento da capacidade de investigação da Polícia Civil, usando tecnologia, e pretendemos criar um conselho para integrar órgãos estaduais e federais".

Ciro Gomes (PDT)

“A solução não é despejar nas ruas ainda mais armas. Quanto mais armas, mais violência e mais mortes. Para mudar esse quadro, é necessário aumentar a presença do governo federal na segurança".

Guilherme Boulos (PSOL)

“Segurança se resolve com investimento em inteligência e prevenção e não com mais arma, cadeia e repressão. Vamos combater o mal pela raiz: seguir o dinheiro sujo".

João Amoêdo (Novo)

“Acreditamos que as penas existem para serem cumpridas. Não dá para ter presos progredindo de modo automático. Também é preciso acabar com indulto e saída em data comemorativa".

Álvaro Dias (Podemos)

“A União deve atuar com base no tripé indução-capacitação-financiamento. Uma vez elaborado um plano nacional, é preciso induzir os Estados a adotarem políticas baseadas em evidências".

Henrique Meirelles (MDB)

“Primeiro, a União deve agir ao lado dos Estados, aumentando os contingentes das polícias, treinando e equipando. Em seguida, é preciso reformar o sistema prisional".

Outros candidatos

Entre os principais candidatos à presidência, Jair Bolsonaro (PSL) não respondeu sobre propostas para o tema (a assessoria disse que candidato estava totalmente incomunicável nesta quinta). Da mesma forma, o PT não informou qual será a plataforma do partido na área.

Tags: Eleições 2018 Violência
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