Em Natal, Meirelles diz que opiniões de Bolsonaro são delírios e chama Haddad de estátua

Presidenciável do MDB afirmou que ‘candidatos dos extremos’ são negativos para o país.

Flávio Oliveira,
Reprodução/Jornal 96
Candidato do MDB à Presidência, Henrique Meirelles, concedeu entrevista na manhã desta segunda-feira para o Jornal 96.

SELO-ELEIÇÕES-2018-100O candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, chegou nesta segunda-feira (24) a Natal para cumprir agenda de campanha e concedeu entrevista na manhã de hoje aos jornalistas Diógenes Dantas e Luciano Kleiber, para o Jornal 96.

O presidenciável atacou os dois concorrentes que estão à frente nas pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), afirmando que os dois não irão melhorar a imagem do Brasil. “A população sabe que tem dois candidatos dos extremos. São negativos para o país, seja de um lado o candidato da extrema direita, Jair Bolsonaro, e do lado da esquerda, o Fernando Haddad”, disse Meirelles.

O ex-ministro ressaltou a inexperiência administrativa do candidato líder nas pesquisas e disse que suas opiniões são “delírios”. “Bolsonaro tem todas essas dificuldades. Nunca administrou nada, não fez nada, etc. Tem opiniões que são totalmente irrealistas e que não vão a lugar nenhum, é só delírio”, declarou.

Já sobre o representante do Partido dos Trabalhadores, Meirelles destacou a má atuação do ex-prefeito de São Paulo, que não conseguiu a reeleição na maior capital do país.  “Nós temos Fernando Haddad cujo único cargo de maior relevância que ele já ocupou foi de prefeito de São Paulo. Fracassou, fez uma má administração e perdeu. Foi um fato em São Paulo inédito. Foi um prefeito candidato à reeleição que conseguiu perder em todas as zonas eleitorais da cidade. Não ganhou nenhuma, zero. Perdeu em todas as urnas”, lembrou o emedebista.

Meirelles ainda criticou a candidatura de Haddad por considerar uma candidatura imposta ao povo, diante da ausência do maior representante do PT, o ex-presidente Lula, que está preso e inelegível. “Isso é o candidato, o candidato ungido, etc, que não é o candidato escolhido de fato pela população, por uma carreira. É mais digamos assim, talvez colocar lá uma estátua para representar, mas não é o que o Brasil precisa. É mais uma estátua para representar, mas não é o que o Brasil precisa de um candidato à Presidência da República”, disparou.

Durante a entrevista, o presidenciável ainda respondeu perguntas sobre a reforma da Previdência, o pacto federativo e a guerra fiscal entre os estados.



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