Onyx diz que corte na educação é como economia para compra de vestido de festa

Ministro da Casa Civil afirma que que ‘houve confusão’ entre o que é corte e o que contingenciamento.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Ernesto Rodrigues
Onyx negou que a discussão entre parlamentares sobre um eventual recuo nos cortes de verbas no MEC possa atrapalhar a tramitação da reforma.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, voltou a negar que haverá cancelamento do contingenciamento no Ministério da Educação, na manhã desta quarta-feira (15). Segundo ele, houve “uma confusão” entre os parlamentares sobre o que é contingenciamento e o que é corte.

“Não, não vai (haver recuo). Houve uma confusão entre o que é contingenciamento e o que é corte”, disse Onyx em coletiva de imprensa. Ele ponderou que é “natural” e “até desejável” que os parlamentares “lutem por suas universidades”.

“O contingenciamento é guardar, é poupar. É como o pai que tem um salário e sabe que tem que comprar o vestido de 15 anos da filha em outubro, mas está em maio. Aí ele vê o que está entrando e o que está gastando e pensa ‘pode ser que não dê’. Então ele contingencia, protege o seu gasto. Isso é uma atividade responsável, é o que o governo está fazendo”, defendeu.

Nesta terça-feira (14), líderes partidários disseram que o presidente Jair Bolsonaro ligou para o ministro Abraham Weintraub na frente deles para suspender o contingenciamento nas universidades. A informação gerou confusão e teve que ser desmentida posteriormente pelo MEC, pela Casa Civil e pelo Planalto.

Onyx negou que a discussão entre parlamentares sobre um eventual recuo do presidente nos cortes de verbas no MEC possa atrapalhar a tramitação da reforma. “Não. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, disse.

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