Governo federal vai retomar oferta de 3.182 bolsas de pesquisa congeladas

Elas fazem parte do montante de 5.613 que não seriam renovadas.

Da redação, Estadão Conteúdo,
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
Ministro da Educação, Abraham Weintraub revelou que as novas bolsas fazem parte do montante que não seriam renovadas.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), vai ofertar em 2019 e no ano que vem 3.182 novas bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado. A nova oferta foi negociada com o Ministério da Economia.

Ao todo, R$ 600 milhões serão destinados à manutenção das bolsas vigentes e à oferta de novos auxílios. A gestão Jair Bolsonaro vinha sendo alvo de críticas e protestos por causa do bloqueio de verbas para a ciência.

As novas bolsas fazem parte do montante de 5.613 que não seriam renovadas, conforme anúncio feito pelo governo no último dia 2. Com a garantia de mais recursos, a Capes voltou a garantir a oferta de parte delas.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as novas bolsas serão todas ofertadas em programas com notas 5, 6 e 7 (numa escala de 1 a 7) nas avaliações da Capes. “São dos programas das melhores notas porque esses dão maior retorno para a sociedade”, disse o ministro nesta terça-feira (11).

“Como a gente não tinha a solução, segurou. Encontramos a solução, estamos soltando 3.182 novas bolsas. As pessoas que já estavam fazendo pesquisa têm recursos para continuar recebendo até o final da pesquisa deles”, complementou.

Com o incremento de R$ 600 milhões, o orçamento da Capes para 2020, que estava previsto em R$ 2,48 bilhões, passa para R$ 3,05 bilhões, de acordo com MEC.

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