Surpresa: Flávio reafirma compromisso de criar cargos para essa gestão

Medida foi cogitada no calor das eleições como uma forma de acomodar a oposição, uma vez que estatuto não permitia formação de chapa única durante o processo.

Elaine Vládia e Karla Larissa,
Em entrevista ao Nominuto.com logo após a vitória nas eleições da Fiern, o presidente reeleito, Flávio Azevedo, declarou algo que já não se esperava, diante de tanto embate jurídico entre as chapas. Ele reafirmou o compromisso de mudar o estatuto da federação, acrescentando novos cargos, sinalizando para um acordo com a oposição, visto que no calor da campanha foi cogitada essa possibilidade para que membros da chapa 2 se unissem à situação, quando foi descartada a composição de uma chapa única pelo grupo do presidente.

"Temos que adequar à nova realidade", justificou Flávio, que expressou o desejo de integrar a oposição à sua gestão. Em tom pacífico e de sinalização para a abertura de diálogo, Flávio Azevedo destacou que, durante todo o processo, o seu adversário Sílvio Bezerra usou de lealdade. "Vou convocar a oposição para se integrar, freqüentar a Fiern e fazer uma crítica construtiva", disse.

Pouco tempo antes, Silvio Bezerra declarou ao portal que não sabia se ainda buscaria recorrer à Justiça, para tentar mudar o quadro da eleição.

Possível acomodação
No dia 8 de agosto passado em entrevista ao Nominuto.com, Flávio Azevedo informou que, em reunião da chapa 1, os candidatos decidiram que depois das eleições fariam uma assembléia geral para aprovar mudanças no estatuto, já que a última reforma foi feita em 1997, quando a Fiern tinha 21 sindicatos e hoje são 27.

“Então sentimos a necessidade de criar novas vagas”, justificou na época Azevedo. Esses novos diretores serão escolhidos em uma eleição particular, após as eleições da Fiern e, possivelmente, serão cinco vagas. “Eles poderão se candidatar e quem sabe não se chegaria a um consenso”, salientou Azevedo, que frisou que a decisão não estava sendo tomada naquele em função da proposta de Sílvio de uma chapa de consenso, mas para atender a necessidade com o aumento das empresas filiadas.

No entanto, no dia seguinte, 9 de agosto, Silvio Bezerra, não se mostrou favorável à idéia. Quando indagado sobre a criação de novos cargos na Fiern, que serviriam para acomodar membros da oposição, como sugeriu o atual presidente, Flávio Azevedo, Sílvio foi enfático: “Isso é uma brincadeira. Nós não queremos cargos”.
A+ A-