Proposta de corte de salários é vista como salva-vidas para imagem do Congresso

Porcentagem descontada e categorias atingidas já são alvos de debate entre parlamentares.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Roque de Sá/Agência Senado
Congresso pode debater corte nos salários do funcionalismo para destinar recursos ao combate do coronavírus.

SELO-CORONA-100Os entusiastas da proposta de cortar parte dos salários de servidores públicos para engordar os recursos usados no combate ao coronavírus acreditam que a medida pode ser uma espécie de salva-vidas ao tão desgastado Legislativo. Por outro lado, a medida apoiada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e encabeçada por parlamentares do PSDB encontra ainda resistência de alguns líderes de centro.

Na última segunda-feira (23), Maia estimou que o enfrentamento à pandemia de coronavírus pode alcançar R$ 400 bilhões e defendeu a ajuda de todo o poder público para bancar as despesas, o que poderá incluir redução de salários de integrantes do Legislativo, Judiciário e Executivo. Segundo ele, o governo precisará utilizar todos os recursos disponíveis para combater a doença e recuperar a economia.

“Tem que começar a gastar e se precisar tirar da política, judiciário, de quem precisar tirar, porque nós sabemos que o gasto para o enfrentamento dessa crise do ponto de vista social, econômico e principalmente da estrutura de saúde pública para garantir as vidas vai ser na ordem de uns R$ 300, R$ 400 bilhões”, afirmou

A forma, a porcentagem e as carreiras afetadas ainda são alvo de debate, mas um consenso de que o tema pode entrar na agenda do Congresso nas próximas semanas está sendo construído. Maia tem reforçado, contudo, que a iniciativa deve partir do Executivo e incluir todos os Poderes.

A proposta que ganha força, do PSDB, inclui Executivo, Judiciário e Legislativo, incluindo quem tem mandato eletivo e propõe um corte de 10% para quem ganha acima de R$ 5 mil e abaixo de R$ 10 mil. No caso de quem recebe acima de R$ 10 mil, o corte pode variar entre 20% a 50%.

Contudo, os profissionais das áreas da saúde e de segurança pública que estão atuando durante a pandemia da covid-19, seriam poupados. Os cortes valeriam por um período inicial de 3 meses podendo ser estendido até o prazo final do estado de calamidade.

A informação é de que Rodrigo Maia já começou a procurar as bancadas para construir um texto de consenso para apresentar ao governo.

Tags: Coronavírus Rodrigo Maia
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