Período de férias atrai comércio temporário para as praias

Em Pirangi do Norte, muitos mercadinhos, lanchonetes e postos de entrega de água e gás deverão funcionar apenas no veraneio.

Karla Larissa,
Karla Larissa
Estabelecimentos temporários aproveitam aumento de população nas praias.
Com a chegada do período de férias, muita gente se muda dos centros urbanos para o litoral, o que acaba sendo uma oportunidade de negócio para algumas pessoas, que aproveitam o aumento da população nas praias para abrir algum tipo de comércio temporário.

Em uma das praias mais badaladas do litoral potiguar, Pirangi do Norte, muitos mercadinhos, lanchonetes e postos de entrega de água e gás deverão funcionar apenas no veraneio.

Final de tarde e muita gente procura o que lanchar. Uma creperia foi uma dos estabelecimentos abertos somente no período de férias.

Segundo o cozinheiro Jonas Lima, a creperia, que funciona em Natal durante todo o ano, abre uma filial na praia apenas durante o verão, desde o ano passado, e não permanece durante o resto do ano, pois, segundo ele, não conseguiria se manter.

Mesmo assim, a expectativa é de crescimento no faturamento em 50% com relação ao último ano. “Depois do carnaval, todo mundo vai embora e a praia fica deserta“, explica.

O irmão de Rosinete Mota também decidiu abrir um mercadinho nesse período de veraneio. Trabalhando no estabelecimento, ela explica que, dependendo do movimento, será avaliada a permanência durante o resto do ano. “Muita gente vem nesse período e só os estabelecimentos permanentes não dão conta”, afirma.

Já uma proprietária de um mercadinho, que funciona durante todo o ano, Isabeli Fernandes, reclama da abertura dos estabelecimentos temporários.

Ela argumenta que esse tipo de comércio não tem que arcar com nenhuma responsabilidade legal, como firma aberta, encargos trabalhistas e impostos. “É uma concorrência desleal, só para atrapalhar, porque eles não pagam nada”, critica.
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