José Neto, auditor fiscal, substitui Marcos Cintra

Ministro da Economia, Paulo Guedes, já vinha dando sinais de que demitiria Marcos Cintra.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Arquivo/Agência Brasil
A interlocutores, Guedes já havia demonstrado ceticismo com a capacidade de Cintra ser o articulador político da reforma tributária.

Com a saída de Marcos Cintra da Receita Federal, o auditor fiscal José de Assis Ferraz Neto vai assumir o cargo de secretário interinamente. Segundo nota do Ministério da Economia, a pasta ainda não tem um projeto de reforma tributária finalizado. A resistência política à proposta de recriação de um novo tributo aos moldes da extinta CPMF defendida por Cintra acabou levando à sua queda.

“A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento. A proposta somente será divulgada depois do aval do ministro Paulo Guedes e do presidente da República, Jair Bolsonaro”, diz o texto.

Sinais

Com a proposta de criação de uma contribuição sobre pagamentos (CP) nos moldes da extinta CPMF sob tiroteio no Congresso Nacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já vinha dando sinais de que o agora demitido secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, balançava no cargo.

Em reunião sobre a reforma tributária na última segunda-feira, 9, Guedes foi questionado sobre se a equipe econômica tinha um ‘plano B’ para bancar a desejada desoneração da folha de pagamento das empresas, caso a nova CPMF não fosse aprovada pelos parlamentares. 

Segundo relato de fontes, o ministro respondeu apenas que “se cai o ITF (como o ministro chamou a CP), se cai tudo, cai o Cintra também”.

Tags: demissão José de Assis Ferraz Neto Marcos Cintra Receita Federal
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