Guerra comercial faz Bolsa despencar ao menor nível em quatro meses

Chineses anunciaram retaliação aos Estados Unidos após governo Trump voltar a elevar tarifas.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Renato S.Cerqueira

A tensão que afeta os mercados internacionais provocada pelo impasse comercial Estados Unidos e China atingiu em cheio o Ibovespa, que perdeu o patamar dos 92 mil pontos nesta segunda-feira (13). O principal índice de ações do País registrou forte queda de 2,69%, fechando aos 91.726,54 pontos.

É o menor nível da Bolsa em quatro meses (em 7 de janeiro, o índice fechou aos 91.699,05 pontos). À exceção dos papéis da Via Varejo e da BRF, todas as ações que fazem parte do Ibovespa terminaram o dia no vermelho.

No mercado de câmbio, o real chegou a superar a marca dos R$ 4 pela manhã, mas se recuperou e acabou o pregão negociado a R$ 3,9795, em alta de 0,87%. 

Depois que os EUA ampliaram as tarifas de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, o gigante asiático elevou as tarifas de US$ 60 bilhões em produtos americanos. O cenário de aversão ao risco coincide com uma agenda esvaziada no mercado doméstico, com os investidores à espera de novidades sobre a tramitação da reforma da Previdência.

Em relatório divulgado nesta segunda, a agência de classificação de risco Moody's disse que as economias de mercados emergentes enfrentam um cenário de menor crescimento da economia mundial. "O estresse macroeconômico sobre os negócios variará de acordo com a região, país e indústria", disse a diretora-gerente da Moody's Marianna Waltz.

De acordo com ela, as tendências de consumo na América Latina irão refletir "as condições econômicas de cada país, o desenvolvimento de projetos de infraestrutura será lento e a demanda por imóveis refletirá, em grande escala, a saúde das economias locais em 2019 e 2020".

A agência disse esperar que a produção industrial terá leve recuperação no Brasil e continuará crescendo no México em 2019.

Tags: Bolsa de Valores guerra comercial
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