Guedes diz que vai anunciar 17 privatizações nesta quarta-feira

Ministro afirmou que o governo vai surpreender porque 'tem gente grande que acha que não será privatizado, mas vai entrar na faca'.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Agência Senado
Guedes disse ter saído positivamente surpreso de conversa que teve com lideranças do Senado em relação a prazos para a reforma tributária.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na noite dessa terça-feira (20) que o governo deve anunciar hoje (21) a privatização de 17 empresas. "E nós achamos que vamos surpreender. Tem gente grande aí que acha que não será privatizado e vai entrar na faca", disse o ministro, que afirmou em seguida que "ano que vem tem mais".

"Nós vamos seguir (com as privatizações), é um tempo bom, vai dando certo. Achamos que quatro anos é um tempo bom, faltam três anos e meio, dá tempo ainda", disse o ministro. "Essa fusão da Embraer com a Boeing é um negócio extraordinário. Se conseguirmos fazer mais duas ou três grandes fusões de grandes empresas brasileiras", disse.

Conversa com o Senado

Guedes disse ainda ter saído positivamente surpreso de conversa que teve ontem com lideranças do Senado em relação a prazos para a reforma tributária e para a proposta de pacto federativo.

O ministro contou que chegou para a reunião com uma previsão de que a reforma tributária levasse de cinco a seis meses para ser votada e que o pacto levaria de oito meses a um ano. No entanto, os senadores lhe disseram esperar concluir tudo em dois a três meses. "Eu saí de lá assobiando", afirmou o ministro. "Foi uma conversa extraordinariamente positiva."

O ministro, que participou de evento de premiação de empresas em São Paulo, quis compartilhar com os presentes um pouco do que tem sido sua experiência em Brasília. Segundo ele, a capital federal tem "muito ruído", porque "dá emoção", mas ressaltou que os sinais são muito bons. "O que vejo em Brasília é muito diferente do barulho, não é isso o que está acontecendo", disse.

Guedes disse que tem visto os parlamentares com vontade política para realizar mudanças. "Estamos contrariando a expectativa de que seria um governo sem sustentação parlamentar", afirmou o ministro, em referência ao andamento da agenda econômica no Congresso, sem deixar de dar o mérito para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

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