Estado cumpre exigências e segue rumo à mudança de status em relação à aftosa

Governadora anuncia concurso para contratação de técnicos e inicia nova campanha de vacinação do rebanho.

Ana Paula Oliveira,
Fábio Rabelo
Governado abre a 2ª etapa da campanha de vacinação contra aftosa
“A nova classificação do Rio Grande do Norte vai beneficiar a nossa economia, principalmente a exportação”. A declaração sobre reclassificação do estado em relação à incidência de febre aftosa é do presidente da Associação Norte-rio-grandense de Criadores, José Bezerra Júnior, na reunião do Conselho dos Secretários de Agricultura do Nordeste, realizada na manhã desta terça-feira (2), no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

Na ocasião, a governadora Wilma de Faria anunciou a publicação no Diário Oficial do Estado, do edital do concurso para a contratação de 97 profissionais que integrarão o quadro do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária (Idiarn). Essa era uma das últimas exigências que o Rio Grande do Norte deveria cumprir para se tornar área livre de aftosa (hoje o estado é apontado pelo Ministério da Agricultura como “Área de Risco Desconhecido").

Ela também abriu oficialmente a 2ª etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que vai até o dia 31 de outubro. “Apelo a todos os criadores para que venham vacinar seus animais e logo em seguida façam a declaração do rebanho vacinado na Emater”, disse a governadora.

Segundo o secretário nacional de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, da Pecuária e do Abastecimento, Inácio Afonso Kroetz, conseguir uma área livre não é difícil, o difícil é manter o status.

No entanto, ele admitiu que para se ter um sistema de defesa agropecuária é necessário que o Estado preencha alguns requisitos como: estrutura física, equipamentos de transporte e comunicação, cadastro atualizado de propriedade e inventário animal.

“Nesse caso, precisamos saber qual o animal é susceptível a doença. Além disso, quem são seus donos, ou seja, saber toda a história de vida do animal”, explicou.

Ele revelou que os estados de Bahia e Sergipe já são áreas livres de aftosa. Pernambuco e Maranhão possuem grau médio. E o RN está a um passo de se transformar em área livre. “O RN está preenchendo todos os requisitos, faltando apenas a contratação de profissionais, a qual eu julgo ser uma das mais importantes”.

Questionado sobre a disparidade entre alguns estados do Nordeste, ele afirmou que “A idéia é que os outros estados que ainda buscam a reclassificação avancem no mesmo nível”, avaliou.
A+ A-