Dólar volta a bater em R$ 4,50 e Bolsa brasileira tem forte queda

Em mais um dia de apreensão com o avanço do coronavírus, casas de câmbio já negociam a moeda americana a mais de R$ 4,70.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Jorge Araújo/Fotos Publicas
Em Nova York o mercado também abriu em baixa, em meio ao temor generalizado com a disseminação do coronavírus.

O dólar voltou a bater em R$ 4,50, mesmo com mais um leilão de US$ 1 bilhão em swap cambial do Banco Central - estratégia para conter o avanço da moeda americana frente ao real - nesta sexta-feira (28), o terceiro da semana e atípico para o último dia do mês. Às 12h06, o dólar à vista subia 0,64%, a R$ 4,5053. Na máxima, registrou R$ 4,5097 (+0,74%).

De acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, com nove casas de câmbio, o dólar turismo já é negociado a mais de R$ 4,70. A cotação variava na casa de R$ 4,64 a R$ 4,71.  

O petróleo em sua sexta queda seguida e o recuo do cobre em consequência dos efeitos do coronavírus sobre a demanda mundial por matérias-primas justificam o movimento de busca por segurança em dólar em mercados emergentes.

No exterior, o índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, recua, refletindo as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) cortará a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 pontos-base na reunião de março, visando conter os impactos do coronavírus sobre a economia do país.

Bolsa tem forte queda

O Ibovespa continua seu movimento de queda, depois de recuar 7% na quarta-feira e 2,59% na quinta. Às 12h06, a Bolsa brasileira perdia 2,46%, baixando para os 100.453,77 pontos, depois de atingir a mínima de 100.050,81.

Em Nova York o mercado também abriu em baixa, em meio ao temor generalizado com a disseminação do coronavírus. Às 11h34 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 2,03%, enquanto o S&P 500 recuava 2,11% e o Nasdaq, 2,08%. As ações da Apple, na mesma marcação, cediam 3,73%.

As Bolsas asiáticas fecharam a semana com acentuadas perdas, seguindo a tendência dos mercados financeiros globais, à medida que a rápida disseminação do novo coronavírus fora da China gera apreensão e prejudica o apetite por ativos considerados mais arriscados, como ações.

Tags: Bolsa de Valores Economia
A+ A-