Dólar bate R$ 4,10 com tensões no governo e guerra comercial

Moeda americana teve cotação máxima de R$ 4,1032 nesta sexta-feira.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Arquivo/Agência Brasil
Na quinta-feira, o dólar à vista fechou cotado a R$ 4,0357, no maior valor desde setembro de 2018, e a Bolsa caiu 1,75%.

Com as preocupações de investidores com o cenário político no País e o fortalecimento do dólar em relação a divisas de emergentes, a moeda americana superou a barreira dos R$ 4,10 nesta sexta-feira (17). Mesmo assim, o mercado de ações vê a recuperação de perdas recentes, justificada pelo desempenho de empresas.

Às 13h38, o dólar à vista era negociado a R$ 4,0962, em alta de 1,50%. Na máxima, a divisa chegou aos R$ 4,1032. No mercado futuro, os R$ 4,10 já são uma realidade desde cedo neta sexta.  

No exterior, o viés predominante é negativo, com os mercados repercutindo ainda os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), o aprofundamento das tensões comerciais nesta semana provocou a maior fuga de recursos de investidores estrangeiros das bolsas da China desde 2015.

Nesse período, foram retirados do mercado acionário chinês US$ 2,76 bilhões, que se somaram à saída líquida de US$ 2,56 bilhões na semana anterior, totalizando US$ 5,32 bilhões em apenas 15 dias.

Às 13h38, o índice Dow Jones tinha baixa de 0,03%, enquanto o S&P-500 e o Nasdaq perdiam 0,22% e 0,51%, respectivamente. Já o Índice Bovespa tinha alta de 0,87%, chegando aos 90.810,20 pontos.

 Na quinta-feira (16), o dólar à vista fechou cotado a R$ 4,0357, no maior valor desde setembro de 2018, e a Bolsa caiu 1,75%, chegando aos 90.024 pontos.
Bolsonaro distribui mensagem sobre dificuldades para governar

O noticiário político é mais escasso nesta sexta-feira, o que de certa forma conserva o mau humor do investidor nos últimos dias. Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro distribuiu em diversos grupos de WhatsApp um texto de "autor desconhecido" que trata das dificuldades que ele estaria enfrentando para governar.

O texto diz que o presidente está "sofrendo pressões de todas as corporações, em todos os poderes" e afirma que o País "está disfuncional", não por culpa de Bolsonaro, mas que "até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou".

Procurado pelo Estadão para comentar sobre a mensagem, o presidente respondeu por meio do porta-voz: "Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Infelizmente os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o país de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!"

Tags: dólar guerra comercial
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