Atividade do varejo perde fôlego e cresce 1,41% em setembro

Pesquisa CNDL/SPC Brasil aponta também alta de quase 7% no comércio atacadista.

Da redação, SPC Brasil,
Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil
Alta do comércio varejista é pouco menor do que a constatada em setembro do ano passado. Entre 2015 e 2017, resultados estavam no vermelho.

Após retomar a trajetória de crescimento em 2018, o comércio varejista apresentou desempenho mais tímido no último mês de setembro. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Atividade do Varejo cresceu 1,41% no acumulado em 12 meses até setembro deste ano.

No mesmo mês do ano passado, a atividade do segmento varejista havia sido um pouco maior, com alta de 1,60%. Já nos anos anteriores, em meio a recessão econômica, os dados estavam no vermelho, com queda sucessivas de -1,37% em 2017, -5,89% em 2016 e –3,42% em 2015.

Os dados do indicador também mostram que apesar do crescimento no último mês, o ritmo de alta na atividade do varejo está menor do que o verificado nos primeiros meses de 2019, que encerrou janeiro com avanço de 2,88% e manteve nos meses seguintes altas próximas a faixa de 2%.

“Os números comprovam a tendência de recuperação do comércio após amargar perdas no auge da crise econômica. No entanto, o ritmo ainda é lento e demandará tempo para superar o patamar anterior à recessão. Fatores como renda e desemprego, que avançam timidamente, são essenciais para que a atividade varejista possa mostrar resultados mais vigorosos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

O Indicador de Atividade do Comércio é construído a partir do volume de consultas de CPFs e é um termômetro da intenção de compras a prazo por parte do consumidor, abrangendo os segmentos varejistas de supermercados, lojas de roupas, calçados e acessórios, móveis e eletrodomésticos, entre outros.

Outro dado também apurado pelo indicador é o nível de atividade no comércio atacadista. Nesse caso, que não leva em consideração a venda de veículos e motocicletas, o crescimento no acumulado em 12 meses até setembro foi de 6,90%. Trata-se do melhor resultado desde setembro de 2018, quando a alta havia sido de 7,28% na mesma base de comparação.

Para Pellizzaro Junior, o avanço mais robusto entre o segmento atacadista do que no varejo é um sinal positivo e que demonstra confiança dos empresários mais à frente. “O empresariado atacadista trabalha com prazos mais dilatados e muitas vezes se antecede a um movimento futuro no varejo. O crescimento expressivo da atividade econômica nesse segmento pode se refletir em mais vendas no varejo dentro de alguns meses”, explica o presidente.

Tags: comércio Economia
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