Após a forte alta, preços do petróleo recuam no mercado internacional

Cotações caem com informação de que produção na Arábia Saudita pode voltar ao normal em 3 semanas.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Reuters
Refinaria de petróleo de Abqaiq, na Arábia Saudita, que é responsável por 5% da produção mundial, tem nuvem de fumaça ao fundo.

Após a forte alta registrada na segunda-feira (16), os preços do petróleo estão nesta terça-feira em sentido inverso no mercado internacional. Informações de fontes da Arábia Saudita  de que a produção no país  poderá voltar aos níveis normais em duas ou três semanas – prazo mais rápido que o previsto inicialmente – fizeram com que as cotações do petróleo chegassem a recuar mais de 6%.

Às 10h54 (de Brasília), o barril do petróleo tipo WTI para entrega em outubro caía 4,82% em Nova York, cotado US$ 59,87, enquanto o do tipo Brent para entrega em novembro recuava 5,40% em Londres, para US$ 65,29.

No fim de semana, a indústria petrolífera saudita sofreu ataques que comprometeram a produção de 5,7 milhões de barris por dia, ou cerca de metade da sua produção. Logo após os ataques, a produtora estatal Saudi Aramco disse a algumas refinarias asiáticas que cumprirá seus compromissos de petróleo, embora possivelmente com algumas mudanças, disseram fontes.

Mas não foi dado um cronograma específico para a retomada da produção total do país, que é o maior exportador de petróleo do mundo e, geralmente, o fornecedor de última instância.

O ministro da energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, realizará uma entrevista coletiva às 14 horas (horário de Brasília).

“Todos os olhares estarão voltados para a coletiva de imprensa saudita”, disse Samuel Ciszuk, sócio fundador da ELS Analysis, de Estocolmo. “Precisamos de uma avaliação adequada dos danos, e então precisamos ver um plano de recuperação. Antes disso, não sabemos realmente quanto petróleo ficará fora (do mercado) e por quanto tempo, e essa é a pergunta básica que as pessoas têm feito desde sábado”.

Tags: cotação mercado internacional preços do petróleo
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