788 novas vagas de trabalho são criadas em julgo no Estado

Médias e microempresas foram responsáveis pelo saldo positivo de contratações com carteira assinada.

Da redação,
O mercado de trabalho formal – aquele feito através do regime celetista – no Rio Grande do Norte dá indícios de recuperação pelo segundo mês consecutivo em 2019. Em julho, o saldo de empregos com carteira assinada, que é o resultado das contratações menos as demissões, foi de 788 novos postos de trabalho criados.

Contudo, esse quantitativo é cerca de 36% menor que o saldo em junho deste ano. O Rio Grande do Norte registrou o quarto melhor índice de criação de empregos entre os estados do Nordeste no mês, atrás da Paraíba (1.870 vagas), Alagoas (1.470 vagas) e Ceará (850).  Com isso, o RN acumula em sete meses um saldo positivo de 4.384 empregos formais.

Os dados foram analisados nesta sexta-feira (23) pelo Sebrae no Rio Grande do Norte com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, e revelam que o saldo positivo foi alcançado devido ao bom desempenho das médias e microempresas, que abriram 566 e 118 novas vagas no mês. As médias empregaram 2.989 trabalhadores e dispensaram outros 2.593. Já nas microempresas, foram admitidas 5.723 pessoas e demitidas 5.197.

E são as corporações desse porte que têm o maior número de contratações no Rio Grande do Norte. Das 13.174 pessoas empregadas com carteira assinada no estado em julho, 5.723 desempenham atividade numa microempresa e 2.817 em uma pequena empresa. Juntos, esses pequenos negócios responderam por quase 65% do estoque de empregos do Rio Grande do Norte no sétimo mês do ano. 

Nas empresas dos demais porte, as demissões foram maiores que as admissões, gerando assim um saldo negativo. Nas grandes empresas, julho encerrou com 378 vagas a menos, enquanto, nas pequenas empresas, o saldo foi negativo em 43 vagas perdidas.

Analisando por setor, o agronegócio foi o segmento econômico onde foi registrado o maior número de contratações em julho. Foram criadas nesse setor 1.105 novas vagas. O comércio foi o segundo setor que mais admitiu mão de obra no período: 362 novos trabalhadores com carteira assinada, seguido da construção civil (29 vagas). O extrativismo mineral gerou 25 vagas e a indústria de utilidade pública 23 postos de trabalho. Já a indústria de transformação perdeu 241 vagas e o setor de serviços 513 vagas, o recordista no período em desligamentos na relação com as contratações.

Tags: Economia
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