Senadores temem que crise prejudique investimento da Petrobras nos estados

Parlamentares lembraram obras e projetos em curso com risco de serem prejudicados num momento em que a estatal tenta se reestruturar.

Da redação,

Com a Petrobras mergulhada em crise financeira e em escândalos de corrupção, os senadores mostraram-se preocupados com os investimentos da companhia em seus respectivos estados.

Na audiência conjunta das comissões de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE) desta terça-feira (28), eles lembraram obras e projetos em curso com risco de serem prejudicados num momento em que a estatal tenta se reestruturar. Os parlamentares cobraram soluções do presidente Aldemir Bendine.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), por exemplo, lembrou que o Espírito Santo é o segundo maior produtor de petróleo e gás do país e tudo que acontece com a Petrobras tem impactos positivo ou negativo na economia local.

"A minha indignação é contra esse amontoado de delinquência que nós observamos ao longo desses últimos anos. Evidentemente, para falar em futuro, é preciso que revisitemos o passado, para que coisas como essa não voltem a acontecer", disse Ferraço, que também cobrou o compromisso da empresa com a construção de uma fábrica de fertilizantes no norte do Espírito Santo.

O senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) reclamou da promessa de implantação de refinarias no Ceará, Maranhão e Sergipe. Os empreendimentos não saíram do papel e, segundo ele, governos e prefeituras gastaram bilhões sem perspectiva de retorno.

"Alguns líderes políticos ainda dizem que estão lutando pela refinaria do Ceará. Mas acho que este capítulo está liquidado. Não existe essa possibilidade. Eu só queria a verdade para que o governo tome outra direção e não fique vivendo em cima de mais uma mentira", afirmou.

Reclamação semelhante fez o senador Lasier Martins (PDT-RS), que narrou a frustração de parte do Rio Grande do Sul com a paralisação de atividades do Polo Naval de Rio Grande para construção de duas plataformas de petróleo.

"Para lá, correram comerciantes de toda a ordem, construindo hotéis, restaurantes, pousadas, escritórios, na expectativa de que haveria a redenção econômica da região. A Petrobras seria a solução. Entretanto, há duas plataformas paralisadas, uma frustração muito grande e sonhos destruídos", reclamou.

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