Oposicionistas dizem ter assinaturas suficientes para criar CPI da Petrobras

Oposição já tem 28 assinaturas, uma a mais do que o necessário. Aliados do governo dizem que oposição quer transformar CPI em palco pré-eleitoral.

JN, Rede Globo,

oposicao_senado_3701Em Brasília, os partidos de oposição dizem que já conseguiram o número suficiente de assinaturas para a criação de uma CPI sobre a Petrobras. E mais um ministro foi convidado para falar sobre o assunto no Congresso.

Duas comissões da Câmara aprovaram hoje (26) os novos convites. Os deputados querem ouvir de Guido Mantega, ministro da Fazenda, e de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, as explicações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Cerveró foi o responsável pelo resumo executivo que embasou a decisão do Conselho de Administração da Petrobras.

Além das audiências, partidos de oposição se esforçam para a criação de uma CPI. Nesta quarta-feira (26), os oposicionistas apostavam as fichas em uma CPI só de senadores. Precisavam de 27 assinaturas.

Para desarticular a criação da CPI, o governo tentou mostrar que estava disposto a dar esclarecimentos. Nesta quarta, o líder do PT, Humberto Costa, acertou com a presidente da Petrobras, Graça Foster, e com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, as datas da vinda deles ao Senado, nos dias 8 e 15 de abril. E anunciou isso no plenário. Foi uma tentativa de baixar a temperatura, diminuir o calor pela instalação de uma CPI.

“Contribuir para que o Congresso se convença da lisura de tudo que está sendo feito à frente da Petrobras e ao mesmo tempo mostrar que o próprio governo está fazendo as devidas investigações, além de outros órgãos de controle, para esclarecer esses assuntos”, explica o senador Humberto Costa, do PT-PE, líder do partido.

Mas a tentativa do governo não deu resultado. No início da noite, a oposição já tinha 25 assinaturas, quando o líder do PSB anunciou, no plenário, o apoio do partido à CPI. Mais três assinaturas. Depois de efetivadas, serão 28 assinaturas. Uma a mais do que o necessário.

“Nós entendemos que maior serviço que o Brasil pode prestar à Petrobras neste momento é jogar luzes sobre ela, é dar transparência total a todos os processos existentes na gestão da Petrobras”, declara o senador Rodrigo Rollemberg, PSB-DF, líder do partido.

Os aliados do governo dizem que a oposição quer transformar a CPI em um palco pré-eleitoral.

“Eu acho que isso faz parte do jogo político, parlamentar, faz parte do jogo eleitoral. Quem quer CPI é a oposição. Quer criar traumas, quer criar traumas, problemas para o governo”, afirma Paulo Bernardo, ministro das Comunicações.

“É uma questão de preservar e proteger a principal empresa estatal brasileira, a Petrobras, que está aí sendo levada a situações, assim, de constrangimento e de grandes prejuízos. Portanto, essa posição do governo não corresponde, não é isso”, declara o deputado Antonio Imbassahy, PSDB-BA, líder do partido.

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