Congresso inicia votação de vetos, mas sessão é suspensa por causa de tumulto nas galerias

Sessão começou sob tensão, com a cobrança feita por vários parlamentares de que fosse liberada a entrada de pessoas.

Da redação, Agência Senado,

Confusão envolvendo manifestações nas galerias provocou, agora há pouco, a suspensão da sessão do Congresso Nacional convocada para votar dois vetos presidenciais e o projeto de lei que reduz as metas fiscais do governo federal (PLN 36/2014).

A sessão começou sob tensão, com a cobrança feita por vários parlamentares de que fosse liberada a entrada de pessoas que pretendiam acompanhar os trabalhos das galerias. O presidente do Senado, Renan Calheiros, que preside a sessão desta terça-feira, disse que o acesso havia sido autorizado, mediante entrega de senhas às bancadas partidárias, em número proporcional ao tamanho de cada uma delas.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) destacou que a distribuição de cotas nas galerias só faz sentido quando há disputa pelo espaço e que esse não seria o caso da sessão desta terça.

"Nós temos as galerias praticamente desocupadas. O que há é, sim, uma tentativa de cercear a entrada do povo na casa do próprio povo", protestou.

O tumulto começou depois de Renan abrir a Ordem do Dia (parte de uma sessão legislativa destinada a votações), colocando em discussão o veto 28/2014, que trata do projeto de lei que propõe mudar o nome do Instituto Federal Baiano para Instituto Federal Dois de Julho.

A primeira oradora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), criticou a estratégia da oposição de obstruir a sessão, excedendo-se no uso de questões de ordem, e defendeu a revisão da meta de superávit do governo. Durante seu pronunciamento, as galerias - que, regimentalmente, são obrigadas a se manter em silêncio - se manifestaram contra o discurso da senadora e o clima esquentou ainda mais.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB–RJ) disse que manifestantes chamaram a senadora Vanessa de “vagabunda” e pediu a desocupação das galerias.

Renan, que condenou o comportamento de "galerias partidarizadas", acatou a solicitação:

"Não há menor condição de continuarmos com a sessão. Peço que a polícia legislativa evacue a galeria",  ordenou.

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