‘Hoje nós temos cerca de 72% de déficit de efetivo’, diz presidente da Adepol

Delegada Paoulla Maués pede celeridade na solução dos problemas que impedem a realização de concurso para a Polícia Civil.

Flávio Oliveira,
Ricardo Júnior/Nominuto
Delegada Paoulla Maués pediu prioridade ao Estado para que resolva os problemas apontados pelo MP na comissão do concurso da Polícia Civil.

A presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adepol), delegada Paoulla Maués, pediu celeridade por parte do Estado para resolver as irregularidades apontadas pelo Ministério Público (MP) nos atos da comissão do concurso da Polícia Civil.

Em entrevista na manhã desta terça-feira (9) para o Jornal 96, a delegada reafirmou a necessidade urgente da contratação de novos profissionais para recompor o quadro de policiais efetivos no Rio Grande do Norte. No entanto, defendeu que as nomeações ocorram com transparência e lisura no processo seletivo. “A gente está muito sobrecarregado, porém é inadmissível contratar pessoas que entrem já com suspeitas de fraudes”, disse Paoulla.

“Hoje nós temos cerca de 72% de déficit de efetivo. Temos 1.415 mais ou menos. Isso se considerar um número bruto. Sem considerar exceções, as vacâncias. O [número] líquido de agentes investigadores para todo Estado só temos 900, quando deveríamos ter 4 mil. Deveríamos ter 5.150 policiais civis, hoje temos pouco mais de 1 mil atuando”, revelou a delegada.

Com todo o imbróglio acerca do certame, a presidente da Adepol acredita que o edital do concurso público não deverá ser concluído neste ano. “É preciso urgente e é preciso principalmente um respeito e uma prioridade em solucionar essa questão. A gente tem que se organizar, ver essas questões apontadas pelo Ministério Público e ao mesmo tempo ser célere”, defendeu.


Confira a entrevista com a presidente da Adepol, delegada Paoulla Maués:


Tags: Adepol Concurso da Polícia Civil Polícia Civil
A+ A-