Eduardo Coutinho é assassinado a facadas no Rio de Janeiro

Documentarista foi morto pelo filho, que também tentou matar a mãe e se suicidar.

Da redação,
eduardo_coutinho_370O cineasta Eduardo Coutinho foi morto ontem (2), na casa onde vivia, no bairro da Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro. O suspeito de matar o carioca de 80 anos é o filho Daniel Coutinho, 41 anos. Ele também esfaqueou a mãe, Maria das Dores de Oliveira Coutinho, 63 anos, e tentado se matar em seguida. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Maria das Dores levou duas facadas nos seios, três no abdômen e teve ainda uma lesão no fígado. Ela está internada no Hospital Miguel Couto e seu estado é grave. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Daniel Coutinho também passou por cirurgia e está internado na unidade intermediária do hospital. Daniel levou duas facadas no abdômen e tem quadro estável.

Os policiais do batalhão do Leblon, que foram ao apartamento do cineasta, moradores disseram que o filho surtou, esfaqueou os pais e depois tentou o suicídio. O corpo do cineasta foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Indiciamento

Em entrevista coletiva concedida na noite deste domingo, o delegado-chefe da Divisão de Homicídios do Rio, Rivaldo Barbosa, disse que Daniel Coutinho será indiciado por homicídio doloso e tentativa de homicídio.

Obra

Em mais de 30 anos, Eduardo Coutinho dirigiu filmes importantes como As canções (2011), Peões (2004), Edifício Master (2002), Babilônia 2000 (1999) e Boca de Lixo (1993). Ele é considerado um dos principais documentaristas brasileiros.

Coutinho dirigiu "Cabra Marcado Para Morrer", filme censurado pela ditadura e terminado em 1981, em Pernambuco; e "Theodorico, o Imperador do Sertão", ambientado no Rio Grande do Norte sobre o coronelismo do Majó Thedorico Bezerra.

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