Técnicos e enfermeiros do Samu reivindicam redução de carga horária

Decisão sobre greve será tomada após reunião com a secretária de Saúde de Natal, marcada para o dia 10 de setembro.

Ana Paula Oliveira,
Vlademir Alexandre
Enfermeiros do Samu cobram também gratificação de insalubridade
Os técnicos e enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ameaçam  parar atividades. Eles estão descontentes com a falta de entendimento com a secretária  Municipal de Natal, Maria Aparecida França.

Segundo o enfermeiro do Samu-Natal, Agripino Fernandes, eles já estão negociando com a Secretaria há dois anos. No entanto, a secretária, acenou há quatro meses com a possibilidade de chegar a um consenso.

Pauta
A categoria reivindica que a carga horária dos técnicos e enfermeiros seja reduzida para dez plantões durante o mês. Atualmente eles trabalham com 12 plantões, o que, de acordo com Fernandes, é humanamente impossível. Além disso, eles pedem reposição salarial de acordo com a inflação e o reajuste do salário mínimo.

Outro ponto na pauta de reivindicações é a instituição da gratificação salarial de insalubridade. “Estamos sempre trabalhando com riscos. Passamos muitas horas dentro de uma ambulância em alta velocidade. Existe caso de enfermeiro que quebrou o braço, vítima de uma queda dentro do carro”, lamentou.

Ele citou também que o Samu normalmente chega aos locais solicitados antes da polícia. “Nós tivemos o caso do coordenador geral do Samu, que foi atender a um chamado de violência familiar e o agressor ainda estava no local, e colocou um revólver na sua cabeça”, indignou-se.

A contratação de técnicos e enfermeiros também foi citada como ponto de pauta reivindicatória. Hoje a Samu conta com 12 enfermeiros. Porém, segundo informou Fernandes, para um atendimento pleno e de qualidade se faz necessária a contratação de mais 11 profissionais. Com relação aos técnicos, a Samu dispõe de 47, mas o número ideal seria 87.

De acordo com o enfermeiro, os funcionários de enfermagem e técnicos do Samu não vão paralisar os trabalhos, por enquanto. “No dia 10 de setembro estaremos reunidos com a secretária para discutir as nossas reivindicações. Caso, a gente não chegue a um acordo decidiremos em assembléia no mesmo dia sobre uma possível paralisação".
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