Pressionados, funcionários do Samu não aprovam greve

Segundo o Sindisaúde, os funcionários do Samu desistiram da greve devido a ameaças de demissão.

Ana Paula Oliveira,
Fábio Rabelo
Servidores do Samu voltam a negociar reajuste no dia 5 de outubro
Técnicos e enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) decidiram, em assembléia na noite desta quarta-feira (26), recuar da decisão do indicativo de greve.

Segundo a diretora de comunicação do Sindicato dos Servidores da Saúde, Simone Dutra, a decisão foi tomada por causa das constantes ameaças de demissões feitas pela secretária de Saúde, Aparecida França, e pelo diretor do Samu, Luiz Roberto.

“Eles estão publicamente reprimindo o pessoal, através de assédio moral. Isso é considerado um crime”, desabafou a diretora revelando que, na próxima semana estará denunciando a secretária na Procuradoria Regional do Trabalho.

A diretora, no entanto, afirmou que as negociações com a secretária continuam. “No dia 5 de outubro, teremos mais uma audiência com ela".

Atualmente os técnicos do Samu recebem R$ 525. A categoria reivindicou R$ 1 mil, mas a proposta da secretária foi de R$ 700,00. Já os enfermeiros ganham R$ 2.100, o sindicato reivindicou R$ 2.600, porém, o valor oferecido foi de R$ 2.200.

“As propostas não foram aceitas pela categoria. Os valores oferecidos estão abaixo do índice de inflação. Estamos sem reajuste há pelo menos quatro anos”, explicou
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