Ponte Newton Navarro: Último ano da obra

O que aconteceu no ano remarcado para a entrega final do projeto.

Gabriela Barreto,
Elpídio Júnior
Festejos de inauguração custarão mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos
Os últimos 12 meses da costrução da Ponte Newton Navarro foi marcado pelas denúncias de superfaturamento e pelo atraso no processo de desapropriação para a construção das vias de acesso.

Mais de um ano depois do anúncio da inauguração, a obra da ponte não dava sinais de que seria finalizada em breve. Em julho, os acessos pelo lado da Redinha ainda não estavam prontos e o orçamento já atingia os R$ 194 milhões.

O Ministério Público Federal, no mês de agosto, entra com uma ação de improbidade administrativa em relação às obras, contra a governadora Wilma de Faria, o secretário da Infra-Estrutura Adalberto Pessoa, além de ex-secretários e outras pessoas envolvidas. Wilma, entretanto, é excluída da ação. O processo corre até hoje.

Chega setembro e os moradores da região a ser desapropriada reclamam do baixo valor oferecido pelas suas casas. Em outubro, a obra parece que não vai acabar: além dos acessos, os pilares centrais de produção também não estavam prontos.

Finalmente, a inauguração 

Mesmo faltando alguns detalhes, como a conclusão da iluminação, a inauguração é marcada para o dia 20 de novembro. Dias antes, Adalberto Pessoa garante que tudo estará pronto na data marcada, mas é desmentido por operários que afirmam veementemente que o tempo não é suficiente.

E, depois de (quase) tudo pronto, mais uma polêmica cerca a tão esperada Ponte de Todos. Por cinco dias de comemoração, com shows, atividades culturais e esportivas, o governo desembolsará mais de R$ 1 milhão.

E num balanço final, o que poderia ter se tornado, e de fato se tornou, um grande marco na trajetória política de Wilma de Faria, também se transformou num prato cheio para os seus adversários.
A+ A-