Neurocirurgiões podem paralisar atendimentos a partir de 1º de outubro

O contrato com a Sesap não foi assinado, com isso 10 neurocirurgiões estão sem receber desde julho.

Gabriela Duarte,
Mais uma crise na saúde. Desta vez está relacionada aos neurocirurgiões. Na última greve desses profissionais, que durou oito meses, de setembro de 2006 a maio de 2007, ficou acordado que dos 16 neurocirurgiões que atuam no estado, dez fariam um contrato terceirizado com a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap).

Os profissionais criaram uma empresa, a Clineuro, que prestaria serviço ao Estado, evitando os contratos temporários. “Os médicos começaram a partir de maio de 2007 a prestar os atendimentos pela empresa, porém só receberam o pagamento correspondente a maio e julho, que foi realizado através de indenização”, disse o médico Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos do RN.

Geraldo Ferreira explicou que o contrato não foi aprovado nem assinado, pois antes de chegar ao Secretário Estadual de Saúde Pública, Adelmaro Cavalcante, o contrato deve passar pela Procuradoria Geral do Estado e pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico.

Caso o contrato não seja assinado os dez neurocirurgiões irão paralisar os atendimentos a partir do dia 1º de outubro, “o atendimento será interrompido, uma vez que receber por indenização não é correto, além de atrasar bastante. Caso isso aconteça, apenas seis neurocirurgiões ficarão na escala, o que tornaria o atendimento inviável”, disse.

O chefe do serviço de neurocirurgia do hospital Walfredo Gurgel, Luciano Araújo, informou a equipe de reportagem do Nominuto.com, que será realizada uma reunião ainda nesta sexta-feira (28), com a direção do HWG para tentar resolver a situação, “acho que esse impasse vai ser resolvido logo, só recebemos maio e junho, tem que ter um contrato, pois sem ele, como é que a Procuradoria vai realizar um pagamento se não existe contrato?”, argumentou.
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