Médicos apresentam proposta para amenizar problemas da saúde pública ao MP

Em reunião com a promotoria da Saúde, o presidente do Sindicato dos Médicos, Geraldo Ferreira, propôs ações em 10 pontos para problemas da saúde pública.

Karla Larissa,
Uma proposta para melhoria do atendimento na saúde pública foi apresentada pelo presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Geraldo Ferreira, à promotora da Saúde, Iara Pinheiro, em reunião nesta quinta-feira (30), que teve início às 15h30, na sede da promotoria.

Na ocasião, o presidente também colocou sua preocupação com a validação do Plano de Cargos e Carreira da categoria e com o contrato com a Cooperativa dos médicos, que deve encerrar em setembro.

De acordo com Geraldo Ferreira, a proposta visa uma série de medidas, divididas em dez pontos, com o objetivo de amenizar os problemas da saúde pública.

“O primeiro ponto é a necessidade de uma escala mínima, com anestesista, clínico médico, pediatra, ortopedista, obstetra e cirurgião geral. O que acontece é que quando tem uma especialidade falta a outra. E com essas seis especialidades, é possível atender 90% da demanda”, afirma.

Segundo o presidente do Sinmed, os dez pontos estabelecidos pela proposta passam por ações emergenciais, como contratação de leitos; a médio prazo, que seria fazer os hospitais funcionarem com sua capacidade; e a longo prazo, com a construção de mais hospitais. “Essa imoralidade do Walfredo Gurgel não pode continuar”, enfatiza e lista: “faltam pelo menos dois mil leitos e mil médicos para atender à demanda, além da necessidade de adquirir equipamentos”.

Plano de Cargos e Carreira

O presidente do Sinmed também externou à promotora Iara Pinheiro a preocupação com a validação do Plano de Cargos e Carreiras dos médicos. “Os efeitos do plano ainda não chegaram até agora. A expectativa é que comece em setembro, mas estamos ouvindo boato que muita gente não foi enquadrada. Esperamos que o Estado cumpra sua parte, para evitar que os médicos retomem o movimento”, disse a promotora.

Unidade de gerenciamento de vagas

À promotora da saúde, Geraldo Ferreira, acompanhado do vice-presidente do Sinmed, José Gurgel, também criticou a Unidade de Gerenciamento de Vagas (UGV), que segundo ele, estaria gerando problemas aos pacientes.

“A UGV está funcionando como unidade de contenção de custo”, declara. Conforme Ferreira, os pacientes estariam tendo que esperar a presença do auditor para definir quando poderá ser atendido. “O governo alimentou uma idéia que não tinha problema de vagas, mas é preciso criar mais vagas”, destaca.

Ortopedistas e Neurocirurgiões

Sobre a situação dos hospitais de traumotologia e dos neurocirurgiões, Geraldo Ferreira afirma que o procurador geral do Estado, Francisco Sales, prometeu dar o parecer até esta sexta-feira (31).

Mas, os hospitais só voltaram a atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quando sair o pagamento dos meses atrasados. “Não existe uma greve, e sim um contrato que não foi cumprido”, salienta.
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