Greve da Caixa aumenta filas das casas lotéricas

Correntistas da Caixa recorrem às lotéricas para fazer sagues e depósitos.

Gabriela Duarte,
Gabriela Duarte
Quem enfrenta as filas reclama da greve dos bancários
Os funcionários da Caixa Econômica Federal estão em greve por tempo indeterminado desde a última quinta-feira (4). O banco está com suas agências fechadas em todo o Estado. Alguns caixas eletrônicos,  abastecidos pela última vez na terça-feira (2), já estão sem dinheiro, deixando as casas lotéricas como única opção para quem precisava efetuar saques, ou depósitos.

Segundo a atendente de uma casa lotérica no Alecrim, Nicarla Lima, a alternativa não atende as necessidades dos correntistas, pois o limite de depósito por conta, nos correspondentes bancários, é de R$ 500 por dia. “Por causa do limite de R$ 500,00 muitos cheques que estão sendo compensados estão ficando sem fundos, causando transtorno a população”, explicou.

Além da compensação de cheques outros serviços estão sendo realizados pelas casas lotéricas, como pagamento de benefícios, pagamentos diversos e saques de valores, onde o limite é de R$ 1.000 por dia, “tem gente que chega aqui precisando fazer saques mais altos, só que a lotérica não é autorizada para esse serviço, para valores mais altos a pessoa tem que apresentar alguns documentos e ter autorização do gerente da agência bancária, isso acaba prejudicando e atrasando alguns pagamentos”, disse Nicarla Lima.

População reclama
“As filas já eram longas, depois da greve da Caixa Econômica, elas estão quilométricas, a casa lotérica foi criada para fazer jogo, agora virou banco, uma vez que os funcionários decidem paralisar, isso é um absurdo”, disse o funcionário público Flauberto Bezerra, que aguardava na fila.

A cozinheira Leilta da Silva também reclamou, “essas filas longas são péssimas, só atrasam a gente. A greve da Caixa só está prejudicando a população, porque esses bancários não estão nem aí”.

“Casa lotérica é para fazer jogo e eventualmente pagar alguma conta, aí esse povo entra em greve e quem paga o pato é a gente”, reclamou Evaniel Borges, autônomo.

“Essa greve está atrasando vários pagamentos, aí depois reclamam com a gente, consumidor, porque não paga as contas em dia. Não sei porque essa greve, os bancários ganham bem, não recebem salário mínimo como a gente, aí chegam e se acham no direito de fazer greve, isso é um absurdo”, disse o ASG, Welington da Silva.
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