Funcionários do Samu decidem nesta quarta se entram ou não em greve

Assembléia da categoria será realizada na sede do Samu, no bairro Dix-Sept Rosado.

Ana Paula Oliveira,
Ana Paula Oliveira
Técnicos e enfermeiros do Samu decidem greve na quarta
Em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta terça-feira (25), na sede do Sindsaúde-RN, técnicos e enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Natal informaram que a deflagração ou não de uma greve da categoria dependerá de uma assembléia, que será realizada, na noite desta quarta-feira (26), na sede do Samu, no bairro de Dix-Sept Rosado, em Natal.

Segundo a enfermeira do Samu, Wilma Dantas, tudo será definido na reunião. “Se nós decidirmos pela paralisação, definiremos como vai ser”, explicou a enfermeira garantindo que
“Caso a greve seja confirmada, garantiremos os 30% de funcionamento, seguindo orientação da CLT. Mas, esperamos conseguir ainda hoje (terça-feira) audiência com o prefeito para não precisarmos paralisar os nossos serviços”.

No entanto, a enfermeira comemora alguns avanços nas negociações com a secretária de Saúde, Aparecida França. Na primeira reunião, por exemplo, houve acordo sobre a carga horária, ficando definida a redução dos plantões de 12 para nove horas.

Além disso, a secretária garantiu a convocação e a contratação imediata de 21 técnicos em enfermagem, aprovados no concurso público realizado em 2004. Os técnicos em enfermagem reclamam, entretanto, do cancelamento, pela secretária, de uma reunião que deveria ter ocorrido na sexta-feira (21), na qual seria definida a reivindicação de reajuste salarial.

Um outro problema grave, apontado pelos técnicos em enfermagem do Samu, é o que eles chamam de “greve forçada por que passa o funcionamento da estrutura do serviço”.

De acordo com o técnico em enfermagem, Jair Cavalcanti, quando as ambulâncias do Samu chegam ao Hospital Walfredo Gurgel (HWG) ficam impedidas de sair para as ocorrências porque as vitimas se utilizam das macas. “Tem momento de ter até seis macas paradas no HWG. Temos profissionais que ficam lá até 12 horas, aguardando a liberação das macas”, revelou Cavalcanti.
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