Deficiências do SUS são discutidas em congresso

“Construindo cenários: (re) politizando o SUS no RN” será encerrado nesta quarta-feira (10).

Redação,
Foto: Divulgação
Evento é voltado para administradores públicos, funcionários e profissionais do setor.
Nesta terça-feira (9) foi iniciado o congresso “Construindo cenários: (re) politizando o SUS no RN”, realizado pelo Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do RN (COSEMS/RN). Neste primeiro dia estão sendo discutidos temas relacionados aos quatro pilares do SUS, que envolvem ações relativas ao monitoramento e às atividades dos agentes participativos, incluindo gestores - como secretários de saúde - e cidadãos.

O evento é voltado para administradores públicos, funcionários e profissionais do setor e tem como finalidade a formulação de estratégias que mobilizem a sociedade rumo à consolidação do SUS como política de Estado. Serão quatro mesas-redondas que delimitarão quais problemas atingem o sistema no Rio Grande do Norte.

A primeira discussão do dia girou em torno da reflexão sobre os agentes de promoção do SUS, notadamente a comunidade, que pode melhorar a sua atuação por meio dos conselhos comunitários. Participaram da mesa-redonda André Bonifácio, representante do Ministério Público; Luiz Carlos Bonzam, diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS e ainda Alexandre Alverne, secretário de saúde de Fortaleza.

“Vivemos um momento crítico do SUS, principalmente no Nordeste. Arrecadamos menos do que todas as regiões, apesar de termos problemas mais graves. É nessa hora que a capacidade do gestor se mostra mais importante”, declarou Alexandre Alverne.

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Dessa forma, o gestor precisa tomar decisões constantes e ágeis. “A ouvidoria, por exemplo, é um ótimo instrumento para saber o que o cidadão está pensando. Isso ajuda na hora de saber qual caminho seguir”, complementou Luiz Bonzan. Aliado a ouvidoria, Bonzan ainda citou as auditorias, que identificam problemas e possibilitam melhorias na capacitação de pessoal.

De acordo com a presidente do COSEMS no Rio Grande do Norte, Solane Costa, o congresso viabiliza a construção de uma nova agenda que possibilitará um melhoramento do SUS no estado. “É preciso valorizar e debater cada vez mais o nosso sistema de saúde que, apesar de tudo, ainda tem qualidades”, completou.

O congresso ocorre durante toda a terça-feira e prossegue nesta quarta, dia 10. A segunda-mesa redonda, que acontece nesta tarde, trará como tema a “Personalidade jurídica dos fundos de saúde: novos desafios para a Gestão Administrativa e Financeira nos municípios”. As inscrições ainda podem ser realizadas no saguão do Hotel PraiaMar, em Ponta Negra.
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O SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele abrange desde o simples atendimento ambulatorial até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. O SUS foi criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira para ser o sistema de saúde dos mais de 180 milhões de brasileiros.

As ações e serviços de saúde, instalados por estados e municípios, são financiados com recursos da União, próprios e de outras fontes suplementares de financiamento, todos devidamente contemplados no orçamento da Seguridade Social - conjunto de ações dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar o direito à saúde, à previdência social e à assistência social. Os recursos são repassados por meio de transferências regulares e automáticas, remuneração por serviços produzidos, convênios, contratos de repasses e instrumentos similares.
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