ABCC: Não existe laudo do Labomar

Itamar Rocha sai em defesa da Veríssimo & Filhos e informa que na verdade foi emitido um parecer de um professor e ainda assim baseado em informações do Idema.

Karla Larissa,
Arquivo
Itamar Rocha desqualifica laudo apresentado hoje pelo Idema
O laudo do Instituto cearense de Ciência do Mar (Labomar), divulgado nesta segunda-feira (27), que deveria acabar com as dúvidas sobre as causas do desastre no Rio Potengi acabaram aumentando as desconfianças sobre o Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema). Para o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, “não existe laudo do Labomar”. Ele informa que o documento divulgado é “um parecer de um professor, baseado em informações do Idema”.

De acordo com Itamar Rocha, o documento não faz nenhuma referência ao Labomar, mas apenas ao professor Luiz Drude de Lacerda, da Universidade Federal do Ceará (UFCE). “É um parecer em cima de informações que o Idema mandou para ele e se equivocou da mesma forma que o Idema com objetivo de mascarar a realidade dos fatos”, opina.

Rocha critica que a conclusão do parecer não traz análises e que os dados que apresenta são os mesmos do Idema, que teria analisado efluentes de apenas uma imunizadora. “Nos dados, o local da empresa de carcinicultura apresenta apenas 0,3 miligramas de amônia por litro de água e no efluente da imunizadora apresenta 65,04 mg. Este valor é 164 vezes maior que o permitido pela resolução do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente)”, reforça e acrescenta “o professor passou por cima dessas informações”.

Itamar ainda denuncia que não foi apresentado nenhum resultado sobre os efluentes da Caern e outras indústrias e que, inclusive, no relatório do laboratório do Cefet o espaço reservado para os dados da galeria da Caern estava em branco. “São tantas evidências que não foi a carcinicultura”, afirma.

O presidente da ABCC alega que se a causa fosse de fato a falta de oxigênio, a pesca já poderia ser liberada e não prorrogada por mais três meses, como determinou o Idema. “Tecnicamente não é possível. Temos nossa convicção. O Idema enveredou por essa farsa, construiu seu castelo diante de evidência tão fraca”, finaliza.
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