118 vítimas da violência passaram pelo WG neste fim de semana

Diretor do hospital diz que mais que construir hospitais é preciso realizar uma política de redução da violência.

Karla Larissa,
Karla Larissa
Para diretor do WG dados sobre vítimas da violência são alarmantes.
118. Este é o número de pacientes que deram entrada no setor de trauma-ortopedia do Hospital Walfredo Gurgel somente desta sexta-feira (21) até o domingo (23). Todos, vítimas da violência. São vítimas de acidentes de trânsito, atropelamento, ferimentos por arma de fogo ou branca que lotam o hospital.

Os dados, segundo o diretor do WG, José Renato de Brito são alarmantes para uma cidade do porte de Natal. Para ele, mais que construir hospitais, é necessário realizar uma política de redução da violência. “É preciso realizar um política de promoção à saúde, qualidade de vida e combate à violência”, enfatiza.

De acordo com José Renato, a violência de fim de semana tem se tornado cada vez mais grave. E na opinião do diretor, a principal causa para esta violência é o consumo de álcool e drogas associado ao trânsito. “É preciso que se volte a proibir bebida alcoólica nas estradas. Em um percurso curto é possível encontrar vários bares, o que faz caminhoneiros, motoristas de ônibus e motoristas em viajem beberem e dirigirem, pondo em risco a vida de quem não tem nada a ver”, argumenta.

José Renato ainda aponta outra grave estatística: o número de pacientes de média e alta gravidade por acidente de moto por dia é de 14, somente na grande Natal. “Para nossa realidade esse número é muito alto”, afirma.

Além da proibição de bares nas estradas, o diretor do hospital sugere a limitação de horário de funcionamento dos bares e, principalmente, o desenvolvimento de um trabalho de conscientização. “Não é só baixar uma lei. É preciso mobilizar a sociedade”, finaliza.
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