Policial morre com 15 tiros em Salvador; mortes chegam a 59 com greve

João Carvalho Filho, 48, foi morto por volta de 10h, enquanto estava em seu carro, parado numa avenida em bairro de Salvador; RN enviou tropas.

Redação, com informações da Folha,
A onda de violência em Salvador parece longe do fim e cada vez mais assustadora. Na manhã deste sábado (4), um policial civil foi assassinado na capital baiana após ser atingido por 15 tiros. Este é o 59° homicídio registrado em Salvador desde o início da greve da Polícia Militar, na terça-feira (31).

De acordo com a Polícia Civil, João Carvalho Filho, 48, foi morto por volta de 10h, enquanto estava em seu carro, parado numa avenida do bairro Iguatemi, próximo a uma área de invasão conhecida como "Polêmica".

Ele aguardava a mulher sair do médico quando foi baleado. Carvalho morreu na hora. Segundo a polícia, sua arma foi levada.

A Polícia Civil ainda não sabe quantas pessoas participaram do crime. As investigações são conduzidas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A polícia afirma que ainda não há suspeitos.

Carvalho era coordenador do plantão da Delegacia para o Adolescente Infrator. Segundo a Polícia Civil, ele estava na corporação havia dois anos.

Salvador vive uma onda de saques e assaltos desde o início da greve da PM. Cento e cinquenta homens da Força Nacional foram enviados para o Estado por causa da greve. Outros 500 deverão chegar até o fim do dia de domingo (5). O Exército também deverá encaminhar, ao todo, 2.000 homens até amanhã.

Segundo o comando do 18º Batalhão da PM, um novo boato de arrastão fez com que comerciantes fechassem as portas mais cedo ontem (3) na avenida Sete de Setembro e outras vias da região central de Salvador. O mesmo já havia ocorrido no dia anterior.

Também no centro da capital baiana, uma mulher foi morta a tiros na noite de ontem na praça da Piedade. Segundo a polícia, o crime aconteceu durante um tumulto, com correria e tiroteio.

A corporação investiga se a confusão teria começado devido a um arrastão que teria ocorrido na região.

No Pelourinho, o policiamento passou a ser feito por homens do Exército, com metralhadoras e fuzis. Shows do Olodum, da cantora Ivete Sangalo, entre outros, foram adiados.
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