Polícia Federal indicia três estudantes por incêndio em alojamento da UnB

Na madrugada do dia 28 de março os estudantes atearam fogo na porta de três apartamentos onde moravam apenas africanos. Nas paredes, pixações com a frase "morte aos estrangeiros".

Agência Brasil,
Brasília - A Polícia Federal indiciou três estudantes por incêndio criminoso em fundação publica federal e racismo, no inquérito sobre o incêndio na Casa do Estudante Universitário (CEU), da Universidade de Brasília (UnB). O inquérito foi encaminhado à Justiça Federal que o enviou na quarta-feira (11) ao Ministério Público para que decida sobre a denúncia contra os estudantes.

Na madrugada do dia 28 de março os estudantes atearam fogo na porta de três apartamentos onde moravam apenas africanos. Nas paredes, pixações com a frase "morte aos estrangeiros".

A PF escutou dezenas de pessoas, avaliou ocorrências registradas no CEU e fez perícias nas provas encontradas no local do incêndio. Digital e material genético do estudante Roosevelt Reis foram identificados na garrafa usada para transportar gasolina. Ele e os outros estudantes, José Francisco Rodrigues de Araújo e Wagner Guimarães Guedes, podem pegar até 11 anos de prisão.

Wagner Guimarães, apontado como mentor do atentado, também foi indiciado por tráfico de drogas. Durante busca realizada no quarto do estudante, a polícia encontrou uma balança de precisão e pequenas quantidades de maconha.

O procurador-geral da UnB, Weber Holanda Alves, informou que a universidade vai abrir inquérito administrativo para investigar o caso. “Vamos abrir o processo, provavelmente na próxima semana. Eles vão ser expulsos caso a UnB chegue a mesma conclusão que o inquérito policial”, disse.

O procurador também disse que caso os três alunos forem considerados culpados no processo administrativo, a UnB também vai entrar com ação de cobrança e indenização pelos danos causados aos quartos incendiados.

Segundo Alves, o inquérito demorou a ficar pronto porque a Justiça Federal teve que intervir pedindo busca nos quartos dos suspeitos e coletar material biológico para o exame de DNA, já que alguns estudantes se recusaram a fornecer esses materiais.
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