PF: novo diretor quer reduzir exposição de presos

Luiz Fernando Corrêa, assumiu o cargo nesta segunda-feira (3) e prometeu acabar com a exposição dos investigados pela instituição.

O novo diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, assumiu o cargo nesta segunda-feira (3) e prometeu acabar com a exposição dos investigados pela instituição. "O destaque do trabalho da Polícia Federal não deve ser a imagem e sim o conteúdo das suas investigações. Nesse sentido é o excesso vai deixar de existir", afirmou durante a entrevista coletiva.

Segundo ele, depois de dominado, o investigado não deve ser exposto. "Depois de dominado, a partir daí não queremos mais exposição", comentou.

Corrêa admitiu que há diversos grupos na PF, mas disse que isso é natural em qualquer lugar e que as divergências internas serão resolvidas: "passei a orientação para os diretores. As divergências devem ser afastadas e eles devem agir proativamente. Não vamos deixar de enfrentar essas diferenças".

Ele rechaçou ainda a possibilidade de haver uma "banda podre" na Polícia Federal, como insinuou o ministro do Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, há algumas semanas. "Eu não admito a existência de banda podre. O que pode haver é alguns desvios de conduta e o combate a isso já faz parte da nossa rotina", comentou.

Corrêa manteve aberta a polêmica com o Ministério Público Federal e reafirmou que quem investiga é a polícia. "Temos que ter consciência de que fazemos parte de um ciclo de investigação criminal. Os papéis têm que estar claros e bem definidos. Não adianta eu ter uma investigação de dois anos e entregar para um procurador apresentar uma denúncia à Justiça em cinco dias. Nós (a Polícia Federal) temos o poder de investigação e o Ministério Público procede a ação penal. Se todos cumprirem o seu papel, não haverá problemas", disse.

Questionado sobre a máxima de que a polícia prende e a Justiça solta, Corrêa disse que às vezes é preciso que a PF melhore suas provas para evitar a libertação de suspeitos prematuramente: "ao invés de transferir a responsabilidade para a Justiça, talvez possamos melhorar mais a prova. Isso servirá para qualificação das investigações".

Fonte: Terra
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