"Não acredito que seja má fé. Só pode ser má informação", declara Flávio Azevedo

O presidente da Fiern prefere minimizar a situação, opinando que as declarações de Silvio Bezerra sobre criação de entidade para validar sua candidatura não possuem maldade.

Karla Larissa,
O acordo de paz firmado durante o período de registro de candidaturas para as eleições da Fiern foi quebrado ainda na primeira semana, quando o candidato da oposição, Silvio Bezerra, recorreu à justiça para cancelar a candidatura do seu opositor Flávio Azevedo com a argumentação de que o sindicato o qual Azevedo representa seria ilegal.

Mesmo com uma série de acusações feitas a ele, o atual presidente da Fiern, prefere achar que tudo é uma questão de má informação. Em entrevista ao Nominuto.com, ele esclarece sobre a legalidade do seu sindicato, responde sobre a tentativa de cancelamento de sua candidatura, algo que já considera superado e sobre as declarações do seu adversário.


Nominuto- Na semana do registro de candidatura se falou em acordo de paz, no entanto, o candidato da oposição, SIlvio Bezerra, entrou na justiça para cancelar sua candidatura. O que o senhor achou disso?

Flávio Azevedo- Entraram na justiça em primeira instância e o juiz negou o pedido e apelaram para o TRT. Os meus advogados estão analisando o processo para tomarem conhecimento. Temos uma audiência marcada para o dia 27 de julho, quando vai haver o julgamento do mérito. Acho este um assunto superado. Não tem mais sentido, pois os prazos para registro das chapas foi cumprido e as chapas já foram registradas. Mas, vamos comparecer a audiência.

NM-E sobre as declarações de que o sindicato que o senhor representa seria ilegal e que teria sido criado apenas para reelegê-lo?

FA- É uma argumentação sem sentido essa de que o sindicato teria sido fundado sem obedecer os princípios legais. Fizemos convocação de assembléias divulgadas nos jornais e que nunca foram contestadas. O sindicato fez assembléias gerais, pediu sua filiação na federação e convocou através de edital a assembléia geral, que aprovou com 17 votos a favor não só o meu sindicato como outros cinco. Tudo com transparência.

Além do mais, a criação se deu em 2005 e não há poucos meses como foi dito. Tudo isso foi feito com transparência e está registrado no cartório de títulos e documentos públicos para quem quiser ver. Não acredito que seja má fé. Só pode ser má informação.

NM-O senhor está analisando a documentação da chapa 2? Se houver irregularidades fará a impugnação?

FA- Segundo os estatutos, após o registro da candidatura correm cinco dias para que cada chapa analise a documentação da outra. Estamos analisando e, se for o caso, vamos fazer a impugnação. Se eu entender que existe alguma ilegalidade é até uma obrigação ética impugnar.

NM- A respeito das declarações do seu adversário de que o senhor estaria dificultando a candidatura dele, inclusive, teria informado há poucos dias do prazo legal que a documentação estava irregular, o que o senhor tem a dizer?

FA- O edital publicado em 31 de maio definiu o prazo estatutário para que sejam registradas as chapas na federação. O companheiro Silvio deu entrada na sua chapa no dia 19 de junho e teve 19 dias para preparar com calma tudo isso. O estatuto diz também que o secretário da Fiern deve analisar esses documentos e, se descobrir qualquer irregularidade, pedir para que o candidato supra essa documentação.

Apesar de ter tido 19 dias, ele apresentou uma documentação cheia de falhas. O prazo para apresentar a nova documentação é de 48 horas. O secretário poderia ter entregue isso na sexta-feira. Mas imagine se tivesse feito na sexta, o prazo terminaria no domingo, o secretário deixou para o sábado, para entregar Sílvio na segunda. Os documentos eram tão simples que ele conseguiu. Qual foi a picunha?



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