Ministério público diz conhecer 'biotipo' do assassino de Marielle

Gaeco informou também que foram identificados outros locais em que carro com criminosos passou.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Renan Olaz/CMRJ
Vereadora Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março quando voltava de um evento no centro do Rio.

Autoridades conhecem o biotipo do homem que atirou na vereadora Marielle Franco (PSOL) e no motorista Anderson Gomes, segundo informou na manhã desta quinta-feira o Ministério Público do Rio (MPRJ). Foram identificados também novos locais por onde o carro do criminoso passou na noite do crime, após a análise de milhares de imagens de câmeras de segurança.

De acordo com nota divulgada pela 23ª Promotoria de Investigação Penal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), os progressos na investigação foram comunicados aos pais de Marielle e à viúva de Anderson em reunião na última terça-feira. A viúva de Marielle, Mônica Benício, foi convidada para o encontro, segundo informou o MP, mas não compareceu.

Em nota, o MP infirmou que “em auxílio ao trabalho dos promotores, a Divisão de Evidência Digitais e Tecnologia da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (DDIT-CSI/MPERJ), por meio de softwares de alta tecnologia, identificou o perfil biométrico do atirador”.

A nota oficial informa ainda que, “após a análise de centenas de imagens, também foi possível identificar o veículo, onde estavam os executores, em outros locais além dos que já tinham sido identificados. Esse mapeamento representa outro grande avanço para a continuidade das investigações.”

Os promotores que atuam no caso também estiveram no Presídio Federal de Mossoró para ouvir o ex-PM Orlando Curicica, que seria líder de milícia na zona oeste do Rio. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também remeteu ao MPRJ o depoimento prestado pelo mesmo custodiado aos procuradores da República. O conteúdo dos depoimentos é mantido em absoluto sigilo para não atrapalhar o andamento das investigações.

Os promotores de Justiça esclarecem ainda que têm se reunido com os parentes das vítimas informando-os dos avanços das apurações. E concluem: “também é necessário ressaltar a importância do sigilo para que linhas de investigação não sejam prejudicadas e o trabalho possa resultar em uma conclusão correta para punição de todos os envolvidos".

Tags: Caso Marielle Marielle Franco Rio de Janeiro
A+ A-