Familiares de vítimas de acidente da TAM fazem reunião

Mais de cem pessoas estão reunidas em hotel na Zona Sul de São Paulo.

Mais de cem familiares das vítimas do acidente com vôo JJ 3054 da TAM, que matou 199 pessoas em 17 de julho, estão reunidos desde a manhã deste sábado (15) em um hotel na Zona Sul de São Paulo. O objetivo é discutir as negociações em andamento com a companhia aérea e as manifestações programadas para os próximos dias.

As famílias pretendem fazer encontros mensais em São Paulo para discutir as reivindicações do grupo. No encontro deste sábado, os parentes discutem também o andamento das investigações do acidente, que completa dois meses na próxima segunda-feira (17).

A TAM pagou a primeira indenização à família de uma das vítimas, de acordo com a "Agência Estado". O dinheiro foi depositado há 15 dias na conta da família de um dos sete funcionários da TAM Express mortos na tragédia. O valor teria ficado na casa dos R$ 600 mil, segundo fontes ligadas à companhia.

A companhia aérea informou que está auxiliando os familiares para viabilizar a reunião.

Sem possibilidade de reação

Após acompanhar a realização de oito simulações do acidente com o Airbus A320 da TAM, o deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI da Crise Aérea, afirmou que os pilotos do vôo JJ 3054 não conseguiriam evitar o acidente após a aterrissagem.

As simulações ocorreram na tarde desta sexta-feira (14) na South America Flight Training, em Guarulhos, na Grande São Paulo. "Depois que o avião colocou as rodas no chão, eles não tinham mais nada o que pudessem fazer para evitar o acidente. Testamos todas hipóteses", afirmou o deputado.

Em uma das simulações baseadas nos dados recolhidos das caixas-pretas, os dois pilotos que realizavam os testes também não conseguiram frear a aeronave e evitar a colisão com o prédio da empresa. O vôo virtual foi acompanhado pelo coronel Antônio Junqueira, que já trabalhou no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e foi contratado pela Câmara para acompanhar as investigações.

Junqueira explicou que, nesta simulação que terminou em uma colisão, o manete da turbina esquerda foi colocado em posição reverso - o correto durante o pouso - e o manete da direita em climb, que é o primeiro estágio de aceleração, uma posição acima da idle (ponto morto). "A violência com que a aeronave se comportou extrapola qualquer previsão dos fabricantes", disse Junqueira.

Fonte: G1
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