Executivo da GE e mais 22 são denunciados por fraude em contratos na saúde no Rio

No dia 4 de julho, a Justiça havia autorizado a prisão preventiva de 13 pessoas e a temporária de 9.

Da redação, Estadão Conteúdo,

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 23 pessoas no âmbito da Operação Ressonância, que investiga fraudes em contratos na área da saúde celebrados pelo Estado do Rio e pelo Instituto Nacional de Traumatologia (Into). Entre elas, estão o CEO da General Electric Daurio Speranzini Junior, o executivo da Philips Frederik Knudsen, o ex-secretário de Saúde do Rio Sérgio Côrtes e o empresário Miguel Iskin.

De acordo com a Procuradoria da República no Rio, a partir das investigações da operação Fatura Exposta, órgãos de controle como o Conselho de Defesa Administrativa (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) identificaram um cartel de fornecedores que atuou entre os anos de 1996 e 2017 no Into.

A empresa Oscar Iskin, do empresário Miguel Iskin, seria a líder do cartel formado por pelo menos 33 empresas, algumas delas atuando como laranjas das demais, que se organizavam no chamado “clube do pregão internacional”.

De acordo com a Procuradoria, Frederik Knudsen era supervisor da Philips à época dos fatos e articulou as vendas de equipamentos que teriam indícios de fraude na licitação e superfaturamento. Dario Speranzini Junior, que era CEO da Philips, também teria feito parte do esquema.

No dia 4 de julho, a Justiça havia autorizado a prisão preventiva de 13 pessoas e a temporária de nove por suposto envolvimento no esquema. Também foi decretado o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão.

Tags: denúncia General Electric MPF Operação Fatura Exposta Philips
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