Ex-presidente do Flamengo é indiciado por homicídio após tragédia no Ninho do Urubu

Dez atletas morreram em fevereiro após incêndio no Centro de Treinamento do clube rubro-negro.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Tomaz Silva/Agência Brasil
Incêndio ocorrido no dia 8 de fevereiro deste ano deixou dez mortos no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo.

A Polícia Civil do Rio indiciou por homicídio o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello, além de outras sete pessoas. O indiciamento se deve ao incêndio no Ninho do Urubu, o CT do Flamengo, no início de fevereiro. Na ocasião, dez jogadores da base do clube rubro-negro morreram, e outros três ficaram feridos. As informações são da Globonews.

Segundo a emissora, o inquérito – assinado pelo delegado Márcio Petra –, considerou que houve uma série de falhas que poderiam ter evitado o incêndio. Por isso, Bandeira de Mello responderá por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar). Dentre os problemas encontrados estão estrutura incompatível – os adolescentes dormiam em contêineres transformados em dormitórios –, ausência de reparos dos aparelhos de ar condicionado instalados no contêiner  que incendiou e piora nas condições de alojamento da base.

O inquérito também apurou que o Flamengo se recusou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para que fosse regularizada a situação do CT, além de não cumprir Ordem de Interdição efetuada pela Prefeitura.

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