Congonhas registra quase 26% de vôos cancelados no segundo dia com pistas menores

Segundo a Infraero, a pista principal sofreu, em cada cabeceira, redução de 150 metros, passando de 1.940 para 1.640 metros.

Agência Brasil,
Brasília - No segundo dia de operação com as pistas de pouso e decolagem reduzidas, o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, registrou um dos maiores índices de cancelamentos de vôos em aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). 

Dos 81 vôos programados entre a meia-noite de sábado (15) e as 13 horas deste domingo (16), foram cancelados 21 (25,9%) e três (3,7%) registraram atrasos de mais de uma hora.

Localizado na zona sul da capital, o Aeroporto de Congonhas começou a operar ontem com as pistas de pouso principal e auxiliar mais curtas, para a criação de áreas de escape. 

Segundo a Infraero, a pista principal sofreu, em cada cabeceira, redução de 150 metros, passando de 1.940 para 1.640 metros. 

Já a pista auxiliar sofreu uma diminuição de 120 metros em cada extremidade e passou de 1.435 para 1.195 metros.

A medida foi determinada quinta-feira (13) pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois de constatada a necessidade da criação de áreas de escape nas pistas de pouso do aeroporto, onde, no dia 17 de julho, ocorreu um acidente com o Airbus A320 da TAM, no qual morreram 199 pessoas. O objetivo é aumentar a segurança nas áreas de pouso do aeroporto.

Dos 692 vôos programados para hoje pela Infraero, da meia-noite até as 13 horas, 36 (5,2%) registraram atraso de mais de uma hora e 46 (6,6%) foram cancelados. 

No maior aeroporto de São Paulo, o de Guarulhos, a situação foi mais tranqüila que em Congonhas. Foram sete (6%) atrasos e três (2,6%) cancelamentos, dos 116 vôos programados.

No Rio de Janeiro, o Galeão teve três (4,1%) vôos atrasados e cinco (6,8%) cancelados, dos 74 programados. Já no Santos Dumont, também no Rio, dos 12 vôos programados nenhum sofreu atraso e dois (16,7%) foram cancelados. 

Em Brasília, dos 51 vôos programados, dois (3,9%) saíram atrasados e três (5,9%) foram cancelados. Em Belo Horizonte, no Aeroporto Tancredo Neves, dos 28 vôos programados nenhum sofreu atraso ou cancelamento.

O aeroporto com maior número percentual de cancelamentos foi Cruzeiro do Sul, no Acre, onde o único vôo programado não decolou. Já o aeroporto com maior número percentual de atrasos foi o de Uberlândia, em Minas Gerais, no qual, dos 3 vôos programados, dois (66,7%) saíram com mais de uma hora de atraso.
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