Cinépolis Natal Shopping recebe lançamento do 1º Round Combat nesta sexta-feira (8)

Artur Dantas,

O ginásio Nélio Dias, em Natal, vai receber no dia 6 de maio a segunda edição do 1º Round Combat, evento de MMA que chega para se tornar referência no Brasil. O lançamento oficial na capital potiguar está marcado para sexta-feira, dia 8 de abril, às 11h, no Cinépolis do Natal Shopping, e é aberto ao público.

A luta principal do 1º Round Combat vai reunir o paulista Fábio Maldonado, ex-UFC, e o potiguar Felipão Dantas que participou do TUF Brasil 3. Com um cartel de 22 vitórias e nove derrotas, o "Caipira de Aço" foi demitido do Ultimate em dezembro de 2015. Este será o primeiro combate após a saída da organização. Aos 36 anos, ele volta a lutar em Natal, onde derrotou o americano Gian Villante em 2014, pelo UFC.

A organização do 1º Round Combat confirmou o card com 14 lutas, incluindo Edilberto "Crocotá" x Ciro "Bad Boy" e Juliana Velasquez x Elaine Albuquerque, a única feminina da noite. O evento terá início às 19h, com transmissão ao vivo do canal Combate. A venda de ingressos será iniciada em breve.

1º Round Combat - 2ª edição

Local: Ginásio Nélio Dias (Natal, Rio Grande do Norte)

Data: 6 de maio de 2016

Horário: 19h (de Brasília)

Transmissão: Combate (ao vivo)


Card fora de ordem:

Fábio "Caipira de Aço" Maldonado x Felipão Dantas - até 93 kg

Silmar Rodrigo x Sandro "Apaga a Luz" da Silva - acima de 93 kg

Abraão Amorim x Augusto Matias Abdias - até 77 kg

Alexandre "Macaco" x Maurício "Dedinho" - até 77 kg

Juliana Velasquez x Elaine Albuquerque - até 61 kg

Edilberto "Crocotá" x Ciro "Bad Boy" - até 77 kg

Ketag Pliev x Anderson "Fala Mansa" - até 84 kg

Tarciano "Pintinho" x Deninho "3 dedos" - até 57 kg

Amaury Jr. Mossoró x Carlos Eduardo "Carlim" - até 61 kg

Tarcisio "Psycho" Pierre x Yuri "Jason" Mariano - até 66 kg

João Paulo "King" x Rodrigo "Digão" - até 93 kg

Alan Gomes x Murilo "Chacal" - até 57 kg

Mateus "Pitbull" Vasco x Daniel Virgínio - até 61 kg

Jefferson "Spider" Rodrigues x Antônio Pompeu - até 70 kg

Fonte: assessoria de imprensa

Aldo sobre primeira luta contra Edgar: “venceria somente com meu braço esquerdo”

Artur Dantas,

Foto: ESPN

Parece que José Aldo resolveu sair da defensiva e iniciou um tímido e pontual trash talking para a luta contra Frankie Edgar pelo título interino dos leves do UFC, que será disputado na 200ª edição no próximo dia 9 de julho. A luta principal do evento, que será realizado em Las Vegas, marcará a revanche entre Nate Diaz e Conor McGregor pela divisão até 77 quilos. No dia 5 de março último, Nate venceu o irlandês por finalização no segundo assalto.

Em entrevista divulgada pelo site MMA Fighting por ocasião de uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, o manaura falou sobre o jogo de Edgar, ex-campeão dos leves do Ultimate, mas que mudou de divisão em 2013, quando foi recebido - e derrotado - por Aldo por decisão unânime dos árbitros após cinco rounds. 

“Eu não vejo evolução nele. Ele se adaptou à divisão, mas eu não vejo evolução. Ele continua fazendo o mesmo jogo, o mesmo movimento. Eu o respeito, mas eu sou capaz de ir lá e vencer”.

Aldo também comentou a declaração de Frankie que havia vencido o combate do UFC 156. “Você tá brincando? Você tá brincando? Sem essa. Eu nem assisti à luta mais porque eu sei que venci fácil. Eu venceria somente com meu braço esquerdo. Eu não sei aonde ele viu isso. Você pode dizer que ele venceu o quinto round e só isso, mas eu venci os outros quatro. Eu venci, sem dúvida”, garantiu. 

Por ora, Frankie Edgar tem cinco vitórias em sequência (Charles do Bronx, BJ Penn, Cub Swanson, Urijah Faber e Chad Mendes) depois de ter amargado três derrotas consecutivas (Ben Henderson duas vezes e José Aldo).

Já Aldo vem de derrota por nocaute para Conor McGregor, em 12 de dezembro de 2015, após passar 10 anos invicto desde que foi superado por finalização por Luciano Azevedo, em 2005, até então a única derrota da carreira do atleta da Nova União do Rio de Janeiro. 



"Barão está mentalmente quebrado", diz novo adversário do potiguar

Artur Dantas,

Foto: UFC

No próximo dia 29 de maio, Renan Barão voltará a se apresentar no UFC em dois novos desafios. O primeiro será contra Jeremy Stephens, e o outro a estreia na divisão dos penas (para atletas até 66 quilos). O potiguar decidiu subir de categoria após a mais recente derrota para o norte-americano TJ Dillashaw, algoz do potiguar da Kimura/Nova União nas duas oportunidades que os dois se encontraram no octógono, a mais recente delas em julho de 2015.

Em entrevista ao programa MMA Junkie Radio nesta segunda-feira (4), Stephens falou sobre a atual condição do potiguar e o que pensa do combate. “Eu acho que ele é um homem que está mentalmente quebrado. Ele está vindo lutar comigo, um artista do nocaute. Ele foi nocauteado duas vezes por um cara menor que não o atingiu tão duro nenhum lugar quanto eu posso. Vai ser uma grande noite. Eu estou indo para derrubá-lo e dar aos fãs os que eles querem”, afirmou.

Apesar da confiança, Stephens não tem um retrospecto positivo em seus últimos combates pelo Ultimate. Nas últimas quatro aparições, o norte-americano de 29 anos acumulou três derrotas, mas com uma notável vitória por nocaute técnico sobre Dennis Bermudez (joelhada voadora) em julho do ano passado. Stephens é contratado do UFC desde 2007 e tem no cartel pela organização 22 lutas, sendo 11 vitórias e igual número de derrotas. Ao todo, são 36 lutas no cartel com 16 vitórias por nocaute e apenas três por finalização. 

Já Barão, apesar das derrotas contundentes para TJ Dillashaw, ostentou o título de campeão da divisão dos galos de 2012 a 2014, contabilizando importantes vitórias sobres Urijah Faber (duas vezes), Eddie Wineland, Brad Pickett e Michael McDonald. O potiguar também de 29 anos tem 36 lutas de MMA, sendo 15 por finalização e oito por nocaute. 



Jon Jones é detido mais uma vez por violar condicional ao fazer racha

Artur Dantas,

O ex-campeão dos meios-pesados do UFC, Jon Jones, está novamente encrencado com a justiça norte-americana. Dessa vez, o lutador foi preso e fichado pela polícia de Albuquerque, no Novo México (EUA), após ter mandado de prisão emitido por participar de um corrida ilegal de carros na semana passada. Bones se entregou à polícia na manhã desta terça-feira (29), às 10h, horário local. As informações são do site TMZ e Tatame.

Jon Jones se envolve em acidente de carro sob possível influência de cocaína, diz site

Não foi a primeira vez que Jones esteve envolvido em problemas com ocorrências de trânsito. Em entrevista ao programa " The MMA Hour", o atleta confirmou que havia sofrido outras multas da quarta-feira (24) para a quinta-feira (25). As infrações foram relacionadas à problemas no exaustor modificado, desacato à autoridade e placa do carro coberta.

Além disso, dois dias atrás, Jones foi flagrado dirigindo a 120 km/h em uma área de velocidade máxima permitida de 56 km/h, sem o seguro obrigatório do carro e a carteira de habilitação. Como forma de retratação, o lutador doou, em um acordo com a justiça americana, $100 destinados a uma ONG. O acordo previa ainda que ele deveria permanecer 90 dias sem qualquer ocorrência.

O caso é somado ao que resultou na perda do cinturão e no afastamento de Jones do UFC. Em abril do ano passado, o lutador se envolveu em um acidente de carro e fugiu do local sem prestar socorro às vítimas, incluindo uma mulher grávida. Na ocasião, ele foi julgado e teve pena de 18 meses de liberdade condicional.

Jon Jones ainda é esperado para uma disputa de título contra Daniel Cormier, hoje dono do cinturão da categoria até 93 quilos do Ultimate. O evento ocorre no dia 23 de abril, em Las vegas, no UFC 197.

O UFC divulgou uma nota sobre o ocorrido com o lutador.  "O UFC está ciente que Jon Jones se entregou ao Departamento de Polícia de Albuquerque esta manhã por uma potencial violação da liberdade condicional devido a uma abordagem no trânsito na semana passada. O UFC está em contato com a equipe jurídica de Jones e não vai ter mais comentários até a organização ter tempo apropriado para reunir as informações necessárias".

Envolvimento com droga
Em janeiro de 2015, foi divulgado o resultado antidoping realizado para a luta entre Jones e Daniel Cormier, no UFC 192, em dezemebro de 2014. Bones testou positivo para benzoilecgonina, principal metabólito da cocaína, mas não foi afastado porque a Comissão Atlética do Estado de Nevada entendeu que o uso da substância ilegal ocorreu fora do período de competição.



Cormier reclama da escolha de Herb Dean para arbitrar revanche contra Jon Jones

Artur Dantas,
Foto: Divulgação UFC

Por Helliny França

O campeão da divisão dos meio-pesados do UFC Daniel Cormier afirmou em entrevista ao site americano “MMA Junkie” sua insatisfação com a escolha do veterano Herb Dean para árbitro central do embate contra Jon Jones no próximo 23 de abril, no UFC 197. D.C disse que Dean falhou ao arbitrar seu primeiro combate com Jones. Para o atual campeão o juiz deveria ter separado os lutadores em alguns momentos da luta. O meio-pesado acredita que Dean favoreceu Jones ao permitir que o lutador mantivesse a luta “amarrada”, sem combatividade. Além de manifestar publicamente sua insatisfação, Cormier enviou uma reclamação oficial à Comissão Atlética de Nevada para que aja uma mudança na escolha do árbitro central.

“Eu tenho uma pergunta. Na última vez que eu lutei contra o Jon, o Herb Dean foi o juiz. E agora teremos o mesmo árbitro novamente. Não vou dizer que estou preocupado, mas realmente não gosto disso. Da última vez, já para o fim da luta, nós não fizemos muito, é verdade, mas acredito que ele deveria ter nos separado algumas vezes. Não sei se isso importa, mas queria deixar registrado. Afinal, esse vai ser um grande evento na minha vida”,declarou D.C.

Já o ex-campeão, Jon Jones, não perdeu a oportunidade e provocou seu rival em sua conta do Twitter:

“Desculpa da semana: não é que eu não tenha sido homem suficiente para tirar minhas costas da grade. Herb Dean é que o deixou fazer isso."

Jones e Cormier se enfrentaram pela primeira vez em janeiro de 2015, e Jones saiu com a vitória por decisão unânime dos juízes.



Federação de Karatê realizará Páscoa Solidária para alunos da rede pública nesta quarta-feira

Artur Dantas,

A Federação Estadual de karatê Amigos da Escola – Fekaen - realizará na manhã desta quarta-feira (23) a Páscoa Solidária na Escola Estadual Maia Neto. Cerca de 150 alunos do ensino fundamental vão participar de diversas brincadeiras e receber lancheiras com doces e chocolates.

A ação, desenvolvida em parceria com a Faculdade Mauricio de Nassau, também será direcionada aos pais e funcionários da unidade de educação. Os estudantes do Curso de Educação Física vão realizar recreação com as crianças, já a equipe do Curso de Fisioterapia desenvolverá atividades reunindo pais e filhos numa forma de integração e celebração pela vida. Os formandos do Curso de Enfermagem irão prestar assistência à saúde como verificação da pressão arterial durante a movimentada manhã.

A Páscoa Solidária se inicia às 8 horas da manhã e terá brindes para todos os participantes.

Serviço:

Páscoa Solidária

Local: Escola Estadual Maia Neto

Endereço: Rua Paraná, S/N – Conjunto Neópolis

Horário: a partir das 8 horas da manhã

Data: 23 de março, quarta-feira.

Fonte: assessoria de imprensa

UFC Austrália: Hunt nocateia Mir no primeiro round e brasileiros conseguem bons resultados

Artur Dantas,

Foto: UFC

Luta entre pesos pesados é sempre uma incógnita. Ou lutadores conseguem rápidos nocautes ou as lutas se arrastam sem graça por 15 ou 25 minutos. Não quando se trata de Mark Hunt. Na madrugada deste domingo (20), o neozelandês precisou de menos de um round para nocautear o ex-campeão da categoria até 120 quilos do UFC, Frank Mir. Com alguns momentos sem tanta ação, e mostrando Hunt evitando as tentativas de Mir de encurtar a distância e de levar o confronto para o chão, o Super Samoano usou a já conhecida mão direita para conectar um direto na têmpora do americano, que já caiu vendido, mas ainda consciente,  com o árbitro sinalizando o final do combate. O evento foi realizado no Brisbane Entertainment Centre, em Brisbane, Austrália. 

Com a vitória, Hunt recomeçou o trajeto em busca de um title shot já que acumula a segunda vitória consecutiva contando com o êxito sobre Antônio Pezão, por nocaute, em novembro do ano passado. Já Frank Mir acumulou a segunda derrota em sequência. Antes, havia perdido por decisão unânime para Andrei Arlovski, em setembro de 2015. 

No coevento principal da noite, Neil Magny e Hector Lombard fizeram um combate de opostos. No início do primeiro round, o cubano acertou a mão em Magny que foi amplamente dominado no chão durante três minutos. Porém, a partir do segundo round, Lombard cansou e não conseguiu evitar a pressão imposta pelo norte-americano, que nocauteou no 3R após ter acabado a segunda parcial por cima do oponente. 

Lombard voltava de punição após a luta contra Josh Burkman quando foi flagrado por uso de esteróides. Já Magny emendou a terceira vitória consecutiva (Erick Silva e Kelvin Gastelum).

Mas o evento também teve brasileiros no card. Aliás três. Allan “Nuguette” Silva venceu sem problemas Damien Brown por decisão unânime, assim como Viscardi Andrade superou Richard Walsh também na contagem de pontos dos árbitros. Já no card principal, o ex-TUF Antônio Cara de Sapato até começou bem o combate contra o experiente Daniel Kelly, mas caiu de produção e acabou sendo nocauteado no 3R. 

Confira abaixo o resultado completos das lutas.

UFC Austrália (UFC Fight Night 85)

Data: 19 de março de 2016

Local: Brisbane Entertainment Centre, Brisbane, Queensland, Austrália

CARD PRINCIPAL

Mark Hunt derrotou Frank Mir por nocaute (soco) - Round 1, 3,01;

Neil Magny derrotou Hector Lombard por nocaute técnico (socos) - Round 3, 0,46;

Jake Matthews derrotou Johnny Case por finalização (mata-leão) - Round 3, 4:45

Daniel Kelly derrotou Antônio "Cara de Sapato" Carlos Júnior por nocaute (socos) - Round 3, 1,36;

Steve Bosse derrotou James Te Huna por nocaute (soco) - Round 1, 0:52;

Bec Rawlings derrotou Seo Hee Ham por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28) - Round 3, 5:00;

CARD PRELIMINAR 

Alan Jouban derrotou Brendan O'Reilly por nocaute técnico (socos) - Round 1, 2:15;

Dan Hooker derrotou Mark Eddiva por finalização (guilhotina) - Round 1, 1:24;

Leslie Smith derrotou Rin Nakai por decisão unânime (30-27, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Viscardi Andrade derrotou Richard Walsh por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Ross Pearson derrotou Chad Laprise por decisão dividida (28-30, 30-27, 29-28) - Round 3, 5:00;

Alan Nugget Patrick derrotou Damien Brown por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-26) - Round 3, 5:00.



Jiu-jitsu garante vitória de Diaz sobre McGregor e coroa Miesha Tate diante de Holm no UFC 196

Artur Dantas,

Foto: UFC

A luta principal do UFC 196, disputada no MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, não valia cinturão mas destronou Conor McGregor e a aura de imbatível dentro do UFC.  Na madrugada deste domingo (6), Nate Diaz, que foi escalado há 10 dias para substituir o campeão dos leves, Rafael dos Anjos, que sofreu uma fratura no pé esquerdo durante um treino, desbancou o irlandês com um mata-leão justo no segundo round de uma luta frenética, sentenciando a terceira derrota da carreira do "Notorious", todas por finalização. A luta foi válida pela categoria dos meio-médios, para atletas até 77 quilos. No co-evento principal da noite, outra surpresa. A então campeã feminina dos galos, Holly Holm, também sucumbiu ao jiu-jitsu de Miesha Tate e apagou após um mata-leão no final do quinto round, perdendo a cinta e a invencibilidade de 10 lutas no MMA após ter feito história ao ter derrotado Ronda Rousey por nocaute.

Mas o evento também teve a presença de brasileiros. No card principal, Amanda Nunes superou Valentina Shevchenko por decisão unânime dos árbitros. No card preliminar, Vitor Miranda nocauteou Marcelo Guimarães no segundo round, enquanto Erick Silva, que fazia boa apresentação diante de Nordine Taleb, foi nocauteado também no segundo assalto, resultando na segunda derrota consecutiva na organização. Veja abaixo o relato das duas lutas principais da noite e o resultado completo do UFC 196.

Conor perde sequência de 11 vitórias em cinco anos

Nate Diaz foi chamado de última hora pelo UFC para uma missão que parecia inglória: derrotar Conor McGregor em uma luta na categoria dos meio-médios. Mas o que parecia uma possibilidade distante foi, enfim, consolidada. No primeiro round, Conor foi avassalador. O irlandês acertou bons socos em Diaz e trabalhou muito bem o raio de ação para não ser atingido pela maior envergadura do norte-americano. Com boa movimentação, o campeão dos penas precisou de pouco tempo para abrir um corte no supercílio direito de Diaz como consequência de um cruzado de esquerda. Ao longo do assalto, McGregor baixou a guarda em diversos momentos, teve um volume de jogo maior que o adversários e conectou bons uppercuts no rosto de Nate que revidava eventualmente com cruzados ou diretos que passavam em branco. Porém, o final do round indicava que o jiu-jitsu seria o caminho ideal para Diaz superar McGregor. Diaz caiu por cima em uma tentativa de queda, mas Conor logo ficou no topo trabalhando na guarda do americano que mostrou elasticidade para tentar pegar a perna de Conor no fim do assalto. 

No round seguinte, a luta seguiu semelhante mas com o crescimento de produção gradual de Diaz, que a essa altura já estava com o ferimento do supercílio bem magoado e sangrando bastante. McGregor aceitou a trocação de Diaz e usou bem o boxe, mas a curta distância propiciou que Nate levasse o oponente à grade e buscasse a queda. McGregor conseguiu tirar as costas da grade e continuou baixando a guarda e provocando o faixa preta de jiu-jitsu. Em uma dessas, Diaz acertou um direto de esquerda que abalou Conor. A partir daí, Nate cresceu e abriu o arsenal de socos para cima do europeu. Atordoado com os golpes, McGregor optou pelo chão. Foi aí que Diaz desenhou o final do combate. Chegou a montar e conectar quatro golpes limpos no rosto de Conor, que deu as costas e foi pego no mata-leão, sendo forçado a dar os três tapinhas. 

Após a vitória, Diaz disparou ao ser questionado se estaria surpreso com o resultado do combate. “Eu não estou surpreso, seus filhos da p… Você tem que estar pronto para enfrentar qualquer um a qualquer momento. Quero agradecer a todos pelo apoio, e agradecer também ao McGregor por aceitar a luta”, disse. Tem um novo rei por aqui", cravou. 

Tate usa o jiu-jitsu para se tornar a campeã dos galos

Vinda de um nocaute contundente sobre Ronda Rousey, Holly Holm fazia sua primeira defesa de cinturão contra a ex-campeão dos galos do Strikeforce, Miesha Tate. O primeiro round foi basicamente de estudo, mas mostrou Tate bem consciente na luta em pé, com boa movimentação e mudanças de nível que confundiram a campeã. Apesar disso, Holm acertou os melhores socos e acabou vencendo a parcial. 

Já o segundo assalto foi um passeio de Miesha. A americana colocou a adversária para baixo no início do round e trabalhou na meia-guarda buscando a finalização até o final do assalto, com Holm resistindo como podia. Do terceiro round em diante, Holm retomou as rédeas da luta, evitou a curta distância e novamente colocou mais golpes do que a desafiante. Tate até tentou o chão novamente, mas as iniciativas eram bem defendidas por Holly, que insistiu nos chutes laterais no corpo e joelho da oponente. 

No penúltimo round, Miesha voltou mais agressiva, porém sem tanta efetividade. Holm continuou com os chutes laterais e, em um deles, Tate grampeou a perna e tentou levar a adversária pro chão. Restando 1 minuto e 25 segundos para o final do round, Miesha buscou mais uma vez a queda e Holm fez o sprawl. Com o combate em pé novamente, Holm acertou um bom chute reto no corpo de Miesha. 

No último assalto, Holm continuou evitando a curta distância, mas acertou boas combinações, assim como no decorrer da luta, de diretos e cruzados com chutes. Pouco antes do terceiro minuto da parcial, Tate consolidou a queda, passou às costas da adversária e trabalhou para ajustar o mata-leão. Holly conseguiu ficar em pé e girou para frente para tentar soltar a pegada, mas acabou apagando com o justo estrangulamento aos 3 minutos e 30.

UFC 196

Data: 05 de março de 2016

Local: MGM Grand Garden Arena, Las Vegas, Nevada

CARD PRINCIPAL

Nate Diaz derrotou Conor McGregor por finalização (mata-leão) - Round 2, 4:12;

Miesha Tate derrotou Holly Holm por finalização (mata-leão) - Round 5, 3:30;

Ilir Latifi vderrotou Gian Villante por decisão unânime - (30-27, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00;

Corey Anderson derrotou Tom Lawlor por decisão unânime (30-27, 30-27 e 29-28) - Round 3, 5:00;

Amanda Nunes derrotou Valentina Shevchenko por decisão unânime (29-28, 29-27, 29-27) - Round 3, 5:00;

CARD PRELIMINAR

Siyar Bahadurzada derrotou Brandon Thatch por finalização (triângulo) - Round 3, 4:11;

Nordine Taleb derrotou Erick Silva por nocaute (socos) - Round 2, 1:34;

Vitor Miranda derrotou Marcelo Guimarães por nocaute técnico  (socos) - Round 2, 1:09;

Darren Elkins derrotou Chas Skelly por decisão unânime (30-27, 29-27, 30-26) - Round 3, 5:00;

Diego Sanchez derrotou Jim Miller por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Jason Saggo derrotou Justin Salas por nocaute técnico (socos) - Round 1, 4:31

Teruto Ishihara derrotou Julian Erosa por nocaute (socos) - Round 2, 0:34


Luta de Anderson Silva poderia ter sido encerrada no 3R por nocaute, alerta árbitro

Artur Dantas,

Foto: Mayara Pernetti

A polêmica envolvendo o final do terceiro round da luta principal do UFC Fight Night 84, entre Anderson Silva e Michael Bisping, realizada na Inglaterra no sábado (27), ainda dá o que falar. As discussões sobre se a luta poderia ter sido encerrada ou não após a joelhada voadora do Spider continuam nas redes sociais. Porém, para o árbitro brasileiro Roberto Thomaz, o “Robertão”, que soma quase duas décadas de arbitragem nos maiores eventos do Brasil, o desfecho do combate poderia ter sido outro caso Herb Dean, árbitro central do confronto, observasse a postura do inglês após o golpe do brasileiro. 

Em luta estranha, Bisping vence Anderson Silva por decisão unânime; Leites é derrotado por Mousasi

“Sem qualquer dúvida, Anderson venceu por nocaute, mas são duas coisas diferentes. Ele [Michael Bisping] foi sim nocauteado por ter dobrado em seu próprio eixo de coluna, indicativo biomecânico e fisiológico de desligamento cerebral. Porém, deram 92 segundos de intervalo (nota do blog: após o golpe, Anderson Silva comemorou na grade até ser convencido de que a luta ainda não havia terminado), e óbvio que se recuperou. O atendimento médico foi para o corte e não para o eventual nocaute. Porém, a regra é clara. O nocaute acaba a contenda”, afirmou Robertão.

Sobre o que motivou a displicência de Bisping ao verbalizar e apontar para o árbitro de que havia ficado sem o protetor bucal, Robertão disse: "O protetor deve ser entregue ao lutador em mãos em momento oportuno, e nunca ano calor do embate. O lutador não pode pedir em hipótese alguma para interromper o combate, isso só compete ao árbitro. Equipamentos de proteção são individuais e o árbitro não pode ajustá-los. Herb [Dean] já arbitrou comigo no Brasil. É experiente e ótimo árbitro e pessoa, porém se equivocou. O árbitro pode encerar o combate inclusive no intervalo”, cravou Thomaz.

No entanto, no Brasil, para evitar este e outros tipos de equívocos, Robertão disse que o caminho é apenas um: “Nós, árbitros brasileiros, temos nos reunido e trocado vídeos e experiências. Por isso nossa fase de excelência. E no Brasil montaram uma comissão que não se alinha com todos nós. Não trocam infos, não trocam vídeos, estão muito lá em cima (risos). Os árbitro do UFC estão no maior evento do planeta, mas aqui no planeta terra nós árbitros mortais arbitramos 50 lutas por mês, até briga de vizinho (risos). Ou seja, eventos gigantes e as guerras dos eventos pequenos. Temos quilometragem e humildade. Um erro aqui, meu Deus, o chicote estala. Arbitramos nos caldeirões e te digo, somos os melhores do mundo”, declarou. 

Robertão Thomaz soma arbitragem central em 1473 lutas de MMA e atuou em eventos como o Talent, Coliseu,Imortal, Max Sport, XFC, Limofight, Elite, Bison, Goldfight, Thunder, MMA Superheroes, Evolution, Barbarian, Centuryon, Gladiators, entre outros. 



Em luta estranha, Bisping vence Anderson Silva por decisão unânime; Leites é derrotado por Mousasi

Artur Dantas,

Foto: UFC

Após um ano parado por cumprir uma suspensão por ter falhado no exame antidoping, Anderson Silva voltou a lutar pelo UFC, em Londres, mas o resultado não foi favorável ao brasileiro. Diante do atleta da casa, Michael Bisping, o Spider acabou fazendo uma luta passiva em muitos momentos e acabou perdendo por decisão unânime dos árbitro por triplo 48-47. Dessa forma, o ex-campeão peso médio do Ultimate acabou amargando a terceira derrota consecutiva na carreira, apenas interrompida pelo no contest diante de Nick Diaz, quando venceu o norte-americano. Depois, o combate foi alterado para no contest em virtude da violação da polícia antidrogas. No co-evento principal da noite, Thales Leites também perdeu por decisão unânime para Gegard Mousasi, em uma luta dominada pelo iraniano radicado na Holanda. O UFC Fight Night 84 foi realizado na Arena O2, em Londres, Inglaterra. 

No combate principal da noite, apesar de ter sido derrotado no primeiro e segundo rounds, Anderson Silva chegou muito perto de nocautear o adversário no final de terceiro round. Após verbalizar ao árbitro Herb Dean que havia ficado sem o protetor bucal, Bisping foi acertado em cheio por uma joelhada voadora de esquerda e desabou imediatamente. Logo após o sinal sonoro indicando o final do assalto soou. Anderson Silva comemorou a vitória por nocaute, escalou a grade para celebrar a vitória, mas foi advertido por um membro da comissão que a luta não havia acabado.

Após o combate, no entanto, apesar da animosidade registrada nas últimas semanas entre os dois atletas, ambos se cumprimentaram, e Bisping falou a Anderson Silva: "Quis essa luta a minha vida inteira por causa de vocês. Vocês me deram essa força. Eu não sei por que eu estou chorando. Respeito esse cara, é um cara gigante no MMA, mas desde que sou criança eu queria ser como esse cara. Se não fosse por você, eu não estaria aqui”.

Já Anderson Silva não usou a política da boa vizinhança após o combate e creditou na conta dos árbitros laterais a derrota. "Quero agradecer a todos que vieram aqui assistir à luta. Obrigado a todos do meu time. Brasil, não tem como vencer, eles tiram, vocês viram. É isso, missão cumprida, às vezes, não. É que nem no Brasil, corrupção total”.

A luta

Sem vencer desde o confronto na categoria dos meio-pesados contra Stephan Bonnar, em 2012, Anderson Silva parecia não sentir o peso de voltar a lutar após mais de um ano parado desde que foi flagrado no exame antidoping na luta contra Nick Diaz, em janeiro de 2015. 

Diante de Michal Bisping, Anderson teria a chance de provar que ainda continuava em condições de lutar em alto nível e, quem sabe, chegar a uma nova disputa de cinturão.

O início do combate mostrou Bisping mais agressivo, buscando encurtar a distância logo nos primeiros movimentos. O inglês tentou surpreender Anderson com um chute rodado, esquivado pelo brasileiro, que ficou circulando ao longo do octógono enquanto Michael dominava as ações. Após um pouco de estudo, Anderson sentiu mais confiança e começou a soltar o jogo conhecido: confundindo o oponente com as mãos e trocando a base, baixando a guarda e esquivando. Porém, Bisping foi mais preciso e chegou a acertar o brasileiro com alguns socos. 

No final do round, Anderson ficou com as costas na grade, provocando o inglês e chamando para o combate. Bisping caiu pra dentro e acertou um cruzado em Anderson, que balançou mas não caiu. 

No assalto seguinte a vantagem de Bisping ficou ainda mais clara. Ambos trocaram socos e alguns poucos chutes e Anderson passou a provocar ainda mais Michael Bisping. Mas, restando pouco mais de 30 segundos para o final da parcial, o inglês conectou dois cruzados fortes que levaram o brasileiro a knock down. Bisping aproveitou a vantagem e ficou por cima batendo até o final do round. 

Mas o melhor tinha ficado para o terceiro assalto. "The Count" voltou mais agressivo para o combate e Anderson continuou esquivando os golpes desferidos por Michael. No final do round, no entanto, veio a cena que lembrou a cena da luta entre Rousimar Toquinho Palhares e Dan Miller, quando o brasileiro achou que havia vencido e partiu para a grade para comemorar. 

Bisping verbalizou para Herb Dean, após ter sofrido uma sequência de socos, que havia deixado o protetor bucal cair. Certo de que a luta seria interrompida, Bisping se desconcentro e sofreu uma joelhada voadora de esquerda que entrou em cheio no rosto, fazendo o inglês desabar. Em seguida, o final do round foi declarado, mas Anderson entendeu que o combate tinha terminado e ficou na grade até ser convencido por um comissário que o combate iria continuar. 

No quarto round, Anderson assumiu uma postura semelhante a da luta contra Bonnar. Ficou plantado com as costas na grade em diversos momentos, ora esquivando, ora aceitando os golpes de Bisping. Apesar disso, o Spider conseguiu machucar muito o rosto do oponente. A luta ainda foi paralisada duas vezes após Bisping reclamar de um chute nos genitais e Anderson comunicar uma dedada no olho. No minuto final, a luta ganhou em produção. Anderson acertou diversos socos em Bisping e foi contragolpeado por uma joelhada, revidando com um superman punch no segundo final. 

No assalto definitivo, Anderson veio disposto a definir o combate. Acertou dois bons chutes altos em Bisping, que a esta altura estava com o rosto bem ensanguentado, obrigando Herb Dean a interromper o combate para avaliação médica. Novamente com a luta em jogo, Anderson acertou um chute de esquerda em cheio no rosto do inglês, seguidas por socos e joelhadas de Anderson no clinch. Michael continuou vivo no combate e Anderson mais uma vez ficou com as costas na grade. Por fim, Bisping tentou surpreender Anderson com uma queda, bem defendida pelo Spider. Fim de luta, vitória de Bisping que acumula agora três triunfos consecutivos sobre CB Dollaway e Thales Leites. 

Resultados completos 

UFC Fight Night 84

Data: 27 de fevereiro de 2015

Local: The O2, Londres, Inglaterra


Card principal

Michael Bisping venceu Anderson Silva por decisão unânime (48-47,48-47,48-47) - Round 5, 5:00;

Gegard Mousasi derrotou Thales Leites por decisão unânime (30-27, 29-28, 30-27) - Round 3, 5:00;

Tom Breese venceu Keita Nakamura por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28) - Round 3, 5:00;

Brad Pickett derrotou Francisco Rivera por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) - Round 3, 5:00;

Card preliminar 

Makwan Amirkhani derrotou Mike Wilkinson por decisão unânime (29-28, 30-27, 29-28) - Round 3, 5:00;

Davey Grant derrotou Marlon Vera por decisão unânime (30-26, 30-26, 30-26) - Round 3, 5:00;

Scott Askham derrotou Chris Dempsey por nocautet (soco e chute alto) - Round 1, 4:45;

Arnold Allen derrotou Yaotzin Meza por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00;

Krzysztof Jotko derrotou Brad Scott por decisão unânime (29-28, 30-27, 29-28) - Round 3, 5:00;

Rustam Khabilov derrotou Norman Parke por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Daniel Omielanczuk derrotou Jarjis Danho por decisão técnica majoritária (29-29, 29-28, 29-28) - Round 3, 1:31;

Teemu Packalen derrotou Thibault Gouti por finalização (mata-leão) - Round 1, 0:24.

David Teymur derrotou Martin Svensson por nocaute técnico (socos) - Round 2, 1:26



Alex Cowboy é finalizado por Cerrone em noite sem vitórias para brasileiros no UFC Pittsburgh

Artur Dantas,

Foto: UFC

A luta principal do UFC Pittsburgh trouxe na madrugada desta segunda-feira (22) uma peleja de semelhantes em situações distintas. Alex Cowboy e Donald Cowboy Cerrone travaram o combate principal da noite e a melhor ficou com o norte-americano, que finalizou ainda no primeiro round. Alex Oliveira substituiu Tim Means, cortado do evento a 15 dias por violação da política antidoping da USADA, e acabou aceitando o combate na categoria de cima, até 77 quilos. Em contrapartida, Cerrone fez uma estreia bem sucedida na nova categoria. Vale lembrar que o norte-americano migrou para a divisão de cima após a segunda derrota para o campeão dos leves, Rafael dos Anjos, em 19 de dezembro de 2015.

No combate, Alex Cowboy mostrou lucidez no jogo em pé. Ainda no início do combate, o brasileiro e o adversário ficaram no clinch, com Cerrone com as costas na grade, mas alternando joelhadas com o oponente. Com a luta na curta distância, a vantagem ficou com o atleta tupiniquim, que usou bem as combinações de jabs e cruzados para intimidar o oponente. 

Porém, com a curta distância, e em desvantagem no combate, Cerrone levou a luta para o chão, caiu por cima na meia guarda, enquanto Alex buscou a raspagem. Aproveitando a posição, Donald conseguiu encaixar um triângulo justo, fazendo o brasileiro ceder ao dar os três tapinhas em sinal de desistência. 

A derrota do Cowboy, no entanto, foi apenas uma dos cinco resultados negativos para os brasileiros no evento. Completam a lista Roan Jucão, nocauteado por Derek Brunson no primeiro round, e Augusto “Tanquinho”, em substituição a John Lineker por motivo de dengue, nocauteado por Cody Garbrandt, ambos confrontos travados no card principal. No card de baixo, Daniel Sarafian foi nocauteado por Oluwale Bamgbose ainda no assalto inicial, enquanto o estreante Leonardo “Leleco” Guimarães foi superado por Anthony Smith por decisão unânime dos árbitro. 

Confira abaixo os resultados completos do UFC Fight Night 83 (UFC Pittsburgh).

UFC Fight Night: Cerrone x Cowboy

Local: Consol Energy Center, Pittsburgh, Pennsylvania, Estados Unidos

Data: 21 de fevereiro de 2016

CARD PRINCIPAL

Donald Cerrone  derrotou  Alex Oliveira por finalização (triângulo) - Round 1, 2:33;

Derek Brunson derrotou Roan "Jucão" Carneiro por nocaute técnico (socos) - Round 1, 2:38;

Cody Garbrandt derrotou Augusto "Tanquinho" Mendes nocaute técnico (socos) - Round 1, 4:18;

Dennis Bermudez derrotou Tatsuya Kawajiri por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28);

Chris Camozzi derrotou Joe Riggs nocaute técnico (socos) (joelhadas) - Round 1, 0:26;

James Krause derrotou Shane Campbell por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28 - Round 3, 5:00;

CARD PRELIMINAR

Sean Strickland derrotou Alex Garcia nocaute técnico (socos) - Round 3, 4:25;

Oluwale Bamgbose derrotou Daniel Sarafian por nocaute (chute na cabeça, socos) - Round 1, 1:00;

Anthony Smith derrotou Leonardo Leleco Guimarães por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Nathan Coy derrotou Jonavin Webb por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Ashlee Evans-Smith derrotou Marion Reneau por decisão dividida (30-27, 28-29, 29-27) - Round 3, 5:00;

Lauren Murphy derrotou Kelly Faszholz  por nocaute técnico (socos) - Round 3, 4:55;

Shamil Abdurakhimov derrotou Anthony Hamilton por decisão unânim (30-27, 29-28, 29-28 - Round 3, 5:00.



XFCi 14 terá estreia de Fábio Maldonado, luta de pesados e atletas de renome

Artur Dantas,

O ano de 2016 começa com novidades animadoras para os fãs de MMA com a nova fase do XFC no Brasil, que começa no dia 19 de março, no XFC International Center, em São Paulo. A franquia realiza sua 14ª edição internacional com um nome de alto impacto debutando no hexágono: Fabio Maldonado enfrenta o havaiano Andrew Smith, em super luta válida pela categoria peso-meio-pesado (até 93,4kg). Também estão confirmadas os duelos entre Guilherme Faria, atual campeão do torneio peso-pena (até 66,3kg), contra o experiente Junior PQD, e de Fernando Santo Forte vs Tiago Cardoso na estreia dos pesos-pesados (até 120kg) pela organização. 

O XFCi 14 também contará com disputa do cinturão mundial peso-galo (até 61,2kg) entre o potiguar Daniel Virgínio, campeão do torneio da segunda temporada, contra o manauara Fernandinho Vieira, campeão mundial de jiu-jitsu. Virgínio, representante da Kimura Nova União, sobe ao hexágono com cartel de quatro vitórias e uma derrota, sendo três triunfos seguidos no XFC - os últimos dois por nocaute. Fernandinho, por sua vez, um dos principais nomes da Evolução Thai, de Curitiba, venceu as duas lutas que fez na franquia e busca sua 13ª vitória na carreira como profissional de MMA. O Esporte Interativo transmite oito lutas ao vivo para todo o Brasil e a ordem do card será divulgada em breve.

Outras grandes superlutas trarão ainda mais emoção ao evento. Duas das melhores lutadoras na categoria peso-mosca buscam retomar o caminho das vitórias no hexágono: a argentina Silvana "La Malvada" Juarez, campeã da primeira temporada do torneio e recentemente derrotada em uma emocionante disputa de cinturão, enfrenta a catarinense Julie Werner, que retorna após um ano apenas se aprimorando nos treinamentos. Entre os homens, pelo peso-leve (até 70,7kg) Ricardo Tirloni, conterrâneo de Julie, busca a segunda vitória seguida no XFC, dessa vez diante do veterano Hermes França, cearense com grande bagagem no MMA mundial.

"Estamos muito empolgados com a noite de lutas que vai marcar nosso primeiro evento do ano", projeta o presidente do XFC, Myron Molotky. "Nossos matchmakers fizeram um trabalho fenomenal ao juntar nomes do alto escalão do MMA mundial com algumas das nossas principais revelações. Ter o Fabio Maldonado, de quem só vi e ouvi coisas boas, mostra nossa credibilidade e força como evento. Ao mesmo tempo, teremos um dos melhores strikers do mundo, o Guilherme Faria, e o coração da Silvana Juarez, no hexágono, além dos torneios com promessas de excelente nível buscando seu espaço no XFC", completa.

Expectativa para duelo entre Maldonado e Smith

O "Caipira de Aço" Fabio Maldonado, nome forte do MMA internacional, estreia no hexágono com 22 vitórias e nove derrotas aos 35 anos, e após encerrar recentemente passagem de 11 lutas pelo UFC. Especialista em boxe, venceu 40 de 45 combates na nobre arte, sendo 27 por nocaute, e no MMA enfrentou nomes Rampage Jackson, Stipe Miocic, Hans Stringer, Glover Teixeira e Vitor Miranda. Conhecido pelas batalhas sangrentas e por ser autêntico na hora de se expressar, tornou-se um dos favoritos do fã brasileiro.

Seu adversário, o havaiano Andrew Smith, de 31 anos, já encarou a lenda Pedro Rizzo, em um evento brasileiro de MMA, e foi derrotado. Mesmo com o revés, vem de sete vitórias em seus últimos dez embates e venceu 15 vezes em 24 oportunidades, nocauteando dez oponentes. Ele já lutou quatro vezes no Brasil e fez nove duelos contra adversários brasileiros desde 2009, quando iniciou sua carreira. Nas nove disputas foram quatro vitórias e cinco derrotas.

Quatro torneios em jogo no XFCi 14

Os primeiros finalistas da terceira temporada de torneios internacionais serão conhecidos no dia 19 de março. Pela categoria peso-leve, Ary Santos encara Luciano Palhano, enquanto Cleiton Predador duela contra Jefferson Rodrigues. Na categoria meio-médio (até 77,5kg), Pedro Júnior e Luiz Cado se enfrentam por uma vaga na final.

Outros dois torneios da terceira temporada terão início na mesma noite. No peso-palha feminino (até 52,2kg), Carol Correia enfrenta Amanda Torres e Jady Menezes encara Liana Pirosin. No mosca feminino, Naiara Pereira e Priscila Souza lutam pela última vaga na semifinal, que já tem Vanessa Melo, Ilara Joane e Marília Santos classificadas.

XFCi 14 - Serviço

Sábado, 19 de março de 2016
Horário: 19h (horário de Brasília) - Primeira luta
Transmissão: 21h (horário de Brasília) - Ao vivo no Esporte Interativo
Local: XFC International Center
Endereço: Rua Doutor de Mello Nogueira, 90 - Casa Verde, São Paulo
Entrada: Somente convidados

Card de lutas - ORDEM NÃO CONFIRMADA

Até 70,7kg: Daniel Virginio x Fernando Vieira - Disputa de cinturão mundial peso-galo
Até 93,4kg: Fabio Maldonado x Andrew Smith - Superluta peso-meio-pesado
Até 66,2kg: Guilherme Faria x Junior PQD - Superluta peso-pena
Até120,6kg: Fernando Santo Forte x Tiago Cardoso - Superluta peso-pesado
Até 61,2kg: Ricardo Tirloni x Hermes França - Superluta peso-leve
Até 57,1kg: Silvana "La Malvada" Juárez x Julie Werner - Superluta peso-mosca feminino
Até 70,7kg: Cleiton Predador x Jefferson Rodrigues - Semifinal torneio peso-leve
Até 70,7kg: Luciano Palhano x Ary Santos - Semifinal torneio peso-leve
Até 52,2kg: Jady Menezes x Liana Pirosin - Quartas de final torneio peso-palha feminino
Até 52,2kg: Carol Correia x Amanda Torres - Quartas de final torneio peso-palha feminino
Até 77,5kg: Pedro Júnior x Luiz Cado - Semifinal torneio peso-meio-médio
Até 57,1kg: Naiara Pereira x Priscila Souza - Quartas de final torneio peso-mosca feminino

Sobre o XFC

O XFC nasceu em 2006, na Flórida, Estados Unidos, e chegou ao Brasil em 2014 com o objetivo de revelar uma nova geração de talentos do MMA mundial. Já foram realizadas doze edições, três campeões foram coroados - o brasiliense Bruno Azevedo, a mineira Poliana Botelho e a cearense Viviane Pereira - e outros nomes já estão na linha de disputas pelos cinturões. A franquia tem sua própria base no país, o XFC International Center, um imponente prédio de cinco andares e 1.300m² em São Paulo, com hexágono para realização de eventos oficiais; tatame olímpico; ringue de boxe; área para levantamento de peso; restaurante; sauna, estúdio e escritórios corporativos. 

O Esporte Interativo transmite, ao vivo e com exclusividade para o Brasil, todos os eventos e tem um programa semanal em sua grade para o XFC, que ainda tem parcerias de mídia com o TerraTV e com a HBO Latino America.

Fonte: Garra Comunicação

Após um ano e meio parado, Ronny Markes é finalizado no Shooto 61

Artur Dantas,

Ronny Markes buscava na noite deste sábado (13) o caminho que poderia levá-lo de volta ao UFC, caso derrotasse Cássio "Jacaré" Barbosa na luta válida pela categoria até 93 quilos (meio-pesados), no Shooto Brasil 61, no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro. Não foi o que aconteceu. Parado desde 9 de agosto de 2014, quando derrotou Cully Butterfield, no WSOF, o potiguar foi superado por finalização no primeiro round. 

O atleta da Kimura Nova União vinha fazendo uma luta equilibrada até o primeiro minuto de combate, tentando emplacar alguns golpes em pé. O pernambucano respondeu aos chutes na perna com um chute rodado plástico que passou em branco. 

Porém, quando passava um pouco do primeiro minuto, Ronny buscou o  single leg e levou a luta para o chão. O atleta da De La Riva Fight Society, também versado em jiu-jitsu, aproveitou um descuido do oponente e pegou uma inapelável chave de calcanhar que fez o lutador de Natal bater em desistência em 1 minuto e 47 segundos do primeiro round. 

Foi a quarta derrota no cartel de Markes, de 27 anos. Já Jacaré superou as duas derrotas em sequência, para o potiguar Silmar Rodrigo (Limo Fight 14) e para Gadzhimurad Antigulov, no ACB 20, em Sochi (Rússia), ambas em 2015.



Sem alternativas no UFC, ex-campeão dos leves Ben Henderson fecha com o Bellator

Artur Dantas,
Foto: Dave Mandel/ Sherdog.com

Por Helliny França

Após perder o cinturão dos leves em agosto de 2013 para Anthony Pettis, Ben Henderson não conseguiu trilhar o caminho de volta ao título, apesar de ter vencido duas lutas consecutivas após o embate com Pettis, Benson nao manteve o rendimento e acabou somando ao seu cartel duas derrotas seguidas, a primeira delas foi para o brasileiro Rafael dos Anjos em agosto de 2014, atual detentor do título da categoria, e a segunda foi para o “cowboy” Donald Cerrone em janeiro de 2015.  Outro fato que ajudou a paralisar a corrida pelo title shot de Henderson foi a derrota de Pettis para Dos Anjos,  a revanche entre o “Showtime” e Benson já não era mais uma luta que o público estaria ansioso para ver, e sim a revanche entre o brasileiro da equipe Kings MMA e o antigo campeão da divisão. Para complicar ainda mais a situação de Benson na categoria dos leves, o atual campeão dos penas Conor McGregor desafiou Dos Anjos, e prontamente o Ultimate marcou o embate entre os campeões que acontecerá no UFC 196, no dia 05 de março.

Henderson ainda fez mais duas lutas no Ultimate no ano passado na categoria acima dos leves, a dos meio-médios, enfrentou Brandon Thatch e Jorge Masvidal, ambos os combates eram o main event da noite em edições de UFC Fight Night . O ex- campeão venceu as duas lutas, porém sua última subida ao octógono do UFC gerou especulações sobre sua saída do maior evento de MMA do mundo, isso porque Henderson retirou as luvas durante a entrevista pós-fight e as jogou na lona do cage, gesto que geralmente é feito por lutadores que pretendem anunciar aposentadoria. Mais tarde em entrevista ao site MMA Junkie Benson afirmou que gostaria de se aposentar no UFC porém que antes disso tinha o desejo de testar o mercado de MMA.

Nesta segunda-feira foi confirmado que o ex- campeão do UFC tinha fechado contrato com o maior concorrente da organização, o Bellator. E hoje, 02 de fevereiro, foi anunciado o primeiro embate de Benson dentro da organização que será pelo título  da categoria de até 77 kg (meio-médios), Henderson enfrentará o atual campeão  Andrei Koreshov, no Bellator 153 em Uncasville (EUA), no próximo 22 de abril. O presidente do UFC Dana White comentou a saída do Henderson do Ultimate em entrevista ao site MMA Fighting, e disse ter oferecido feito uma proposta a longo prazo,  um aumento de salário caso o lutador fosse campeão novamente, porém afirmou que Benson preferiu aceitar uma oferta que lhe ofereceu mais dinheiro de imediato.

“A verdade é que oferecemos a ele um aumento substancial - um outro patamar de salário - em relação ao que ele vinha ganhando caso conquistasse o cinturão novamente, mas ele decidiu aceitar a outra oferta, que oferecia mais dinheiro imediatamente”, disse o presidente do Ultimate.



BJ Penn anuncia sua volta ao MMA e promete realizar feito histórico

Artur Dantas,
Foto:Dave Mandel/ Sherdog.com

Por Helliny França

O veterano BJ Penn anunciou nesta terça-feira, 19 de janiero, em entrevista ao podcast americano MMA Hour  sua decisão de deixar a aposentadoria , o havaiano está afastado do MMA desde julho de 2014 quando foi derrotado por Frankie Edgar no UFC TUF 19 Finale, na época BJ engatou 3 derrotas consecutivas e um empate, sua última vitória foi em 2010 em cima de Matt Hudges. BJ realizou o feito de ter sido campeão em duas categorias distintas no UFC,  Penn conquistou o título dos leves e dos meio-médios, porém  o novo integrante do Hall da Fama do UFC parece não estar satisfeito e tem planos de conseguir seu terceiro título no Ultimate, dessa vez na categoria dos penas.

Aos 37 anos, BJ contará com a ajuda do treinador Greg Jackson para alcançar o título da categoria com limite de até 66 kg, Jackson é responsável pelos treinos da campeã feminina dos galos Holly Holm e do ex-campeão dos meio-pesados Jon Jones.

"Eu quero ir pegar esse cinturão dos penas. Isso é definitivamente uma grande motivação para mim. Eu acredito que coma ajuda de Greg Jackson eu posso obter esse feito. E eu acredito que vou ser capaz de me aposentar como o único homem com três títulos em três categorias de peso”, disse o veterano.

BJ Penn vai aumentar a fila de desafiantes do título dos penas, além do ex-campeão José Aldo aguardar a revanche com o atual detentor da cinta Conor McGregor, o também veterano Frankie Edgar está reclamando seu title shot desde que venceu Cub Swanson em novembro de 2014. Porém, por enquanto, os desafiantes terão que esperar o resultado do embate entre o campeão dos leves Rafael Dos Anjos e o atual dono do título dos penas Conor McGregor, para que seja definido se McGregor subirá de vez para os leves ou se continuará na divisão de 145 libras, o embate entre os campeões acontecerá em 5 de março no UFC 197 em Las Vegas.



Cruz retoma cinturão dos galos após vitória sobre Dillashaw no UFC

Artur Dantas,

Foto: UFC

Quando criador e criatura se encontram qual pode ser o resultado de uma luta? A resposta foi dada na madrugada desta segunda-feira (18), horário do Brasil, na luta principal do UFC Fight Night 81, que teve como confronto o então campeão dos galos TJ Dillashaw e o antigo campeão Dominick Cruz. Após cinco rounds de uma das melhores lutas do ano até agora, Cruz superou Dillashaw por decisão dividida e recuperou o cinturão da categoria até 66 quilos, perdido em 2014 após recorrentes lesões no joelho. Na época, a cinta da divisão ficou com o potiguar Renan Barão. O evento, realizado em Boston, Estados Unidos, também teve as vitórias por decisão unânime dos dois únicos brasileiros no evento : Francimar “Bodão” e Francisco Massaranduba.

No co-evento principal da noite, Eddie Alvarez derrotou o ex-campeão dos leves, Anthony Pettis, por decisão dividida e pode ser o próximo da fila pela disputa do cinturão até 70 quilos. Foi a segunda derrota seguida de Pettis, que antes perdeu o cinturão para o brasileiro Rafael dos Anjos. Na segunda luta do card principal, o havaiano Travis Browne venceu por nocaute técnico o ex-TUF 10 Matt Mitrione.

Dominick Cruz: a volta do campeão

TJ Dillashaw ficou mais conhecido no Brasil como o homem que derrotou o então campeão dos galos Renan Barão duas vezes, ambas por nocaute. Perguntado sobre o jogo que confundiu o brasileiro, principalmente com o footwork bem elaborado, TJ revelou que havia se espelhado em Dominick Cruz para embaralhar a cabeça do brasileiro e levar o cinturão por nocaute, em 2014. Mesma estratégia usada mais tarde para o seu segundo êxito sobre o lutador da Kimura Nova União. 

Correndo por fora, aparecia Dominick Cruz, campeão moral da categoria, já que nunca havia perdido o cinturão dentro do octógono.  Nas entrevistas, Cruz sempre revelava a força para superar as lesões que o impossibilitaram de lutar - ou treinar - com eficiência por mais de quatro anos: de 2011 a 2014, quando voltou ao octógono do UFC com vitória sobre Takeya Mizugaki, e de 2014 até 2015, quando teve sua luta anunciada contra Dillashaw. 

No entanto, a análise do combate desta madrugada deve ser dividida em duas partes. E isso remonta ao programa do UFC intitulado “Counterpunch”, no qual dois adversários são colocados cara a cara para um duelo de palavras. Na semana passada, Dillashaw afirmou que nocautearia o oponente, e a reposta veio  dessa forma: “Como? Como você vai me nocautear?”.

Dillashaw não sabia. Disse que havia falhas no jogo de Cruz, mas não versou claramente sobre elas. Mas, para que seja feita justiça, devemos analisar o combate de cinco rounds entre os dois em duas partes. 

Na primeira, ou seja, nos três primeiros rounds, Dominick fou sublime no octógono. Fez a criatura se atrapalhar com a movimentação ensinada por ele próprio. Durante os 15 primeiros minutos, TJ não teve chances contra o boxe e a movimentação afiada de Dominick. Simplesmente não conseguiu achar Cruz. Ia dar um golpe, Dominick não estava mais lá. Buscava um padrão para a movimentação pouco ortodoxa do compatriota, porém ficava no vazio, assim como muitos dos seus diretos e cruzados, sem falar nos chutes. Aqui entra um novo capítulo, mas vamos deixar para a segunda parte. 

Dominick foi unânime. Pendulou, mudou de nível, trocou base, fez esquiva, Ah, e colocou golpes com combinações. Muitos. De saída, jabs, cruzados e diretos que marcaram o rosto de Dillashaw, sem contar nas quedas que deu no então campeão.

Mas vem a segunda parte. No quarto round, Dominick, que já teve operados os dois joelhos, foi acertado, por orientação do corner de TJ, por diversos chutes. Um deles minou a movimentação de Cruz durante os 10 minutos finais. Um leg kick na perna esquerda de Dominick resultou em uma drástica queda no trabalho de pernas do americano. Não que ele tenha se tornado um alvo fixo, mas ficou menos trabalhoso encontrar Cruz no ringue dessa vez, que foi colocado para baixo e a cintura grampeada pelas costas quando estava em pé. 

Foi aí que Dillashaw cresceu. E acertou bons socos também, especialmente no quinto round, quando golpeou mais duramente o desafiante que retribuía os golpes em pé com combinações potentes também. Entrentato, a ofensiva de Dillashaw parava por aí. 

O fim da luta veio com a decisão dos juízes laterais. Por 48-47,46-49 e 49-46, Cruz tomou de volta o que ele assegurou nunca ter perdido: o posto de campeão dos galos do UFC. 

Veja abaixo o resultado completo das lutas

UFC Fight Night 81

Data: 17 de janeiro de 2016

Local: TD Garden, Boston, Massachusetts

CARD PRINCIPAL

Dominick Cruz derrotou T.J. Dillashaw por decisão dividida (48-47, 46-49, 49-46);

Eddie Alvarez derrotou Anthony Pettis por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28);

Travis Browne derrotou Matt Mitrione por nocaute técnico (socos)  – Round 3, 4:09;

Francisco Trinaldo derrotou Ross Pearson por decisão unânime (30-27, 29-28, 30-27);

CARD PRELIMINAR

Patrick Cote derrotou Ben Saunders por nocaute técnico (socos) – Round 2, 1:14;

Ed Herman derrotou Tim Boetsch por nocaute técnico (joelhada e socos) – Round 2, 1:39;

Chris Wade derrotou Mehdi Baghdad por finalização (mata-leão) – Round 1, 4:30;

Luke Sanders derrotou Maximo Blanco por finalização (mata-leão) – Round 1, 3:38;

Paul Felder derrotou Daron Cruickshank por finalização (mata-leão) – Round 3, 3:56;

Ilar Latifi derrotou Sean O’Connell por nocaute técnico (socos) – Round 1, 0:30;

Charles Rosa derrotou Kyle Bochniak por decisão unânime (29-28, 29-28, 30-27);

Rob Font derrotou Joey Gomez por nocaute técnico (socos) – Round 2, 4:13;

Francimar Barroso derrotou Elvis Mutapcic por decisão unânime (30-27, 29-28, 30-27).



O que 2015 deixa de legado para o esporte?

Artur Dantas,

Olá, pessoal. Depois de um tempo de recesso por causa das férias, estou de volta para atualizar o blog e com uma coisa que martelou minha cabeça durante a pausa: o que 2015 deixou de ensinamento e de lição para as artes marciais espalhadas pelo mundo? Eu diria que duas principais: que os campeões não são para sempre, mas sim os seus feitos; e que a idade, quando se trata da prática esportiva em alto rendimento, não foi tão determinante assim.

Mas, vamos por partes.

Em 2015, apenas no UFC, tivemos nada menos que sete campeões caindo (literalmente). O primeiro deles, logo nos primeiros dias, foi Jon Jones, envolvido em um acidente de trânsito no episódio que revelou a sua ligação com entorpecentes. Na ocasião, Jones teve o cinturão retirado pelo Ultimate e Daniel Cormier derrotou Anthony Johnson, sagrando-se o novo dono da cinta dos meio-pesados. Tirando este caso, todos os outros campeões foram superados dentro do octógono.   

O primeiro foi o campeão dos leves Anthony Pettis, desbancado pelo brasileiro Rafael dos Anjos em uma luta incrível, no mesmo dia que Carla Esparza viu Joanna Jedrzejczyk superá-la por nocaute. Depois foi a vez do azarão Fabrício Werdum, que finalizou Cain Velasquéz, no México, comprovando a fama que tem de vencer adversários complicados, vide Fedor.

Porém, a coisa ficou boa mesmo no final do ano. Ronda Rousey, José Aldo e Chris Weidman, com quatro, dez e seis anos de invencibilidade, respectivamente, sendo os norte-americanos invictos no MMA, perderam seus cinturões para Holly Holm, Conor McGregor e Luke Rockhold.

Mas não estou falando apenas do UFC, hein? No Bellator, Patrício Pitbull perdeu o cinturão para Daniel Straus, antigo conhecido no cage. E vai além. No boxe, tivemos a lenda Wladimir Klitschko perder para Tyson Fury por decisão unânime e levar não um, mas cinco cinturões de uma só vez da divisão dos pesados.

E, aqui, vem uma coisa interessante. Independente de preferência, ver os campeões ruírem é o que move a roda. Ou quando não foi questionado o engessamento das divisões dos médios, quando Anderson Silva era o campeão; dos meio-médio, com Georges St.Pierre; dos meio-pesados, com Jon Jones; nos galos feminino, com Ronda Rousey; e nos penas, com José Aldo?

Todas as quedas dos campeões geraram, obviamente, não só um novo dono do cinturão, como a perspectiva de uma nova era nas respectivas divisões. Nos meio-médios, já sem a presença de GSP, tivemos combates de encher os olhos como Robbie Lawler contra Johny Hendricks, Rory McDonald e mais recente contra Carlos Condit, no que já pode ser considerada uma das melhores lutas do ano, sem dúvida. O mesmo não acontecia com regularidade com o canadense, exceto na luta contra Condit, quando unificou os cinturões até 77 quilos.

O outro ponto interessante que 2015 nos mostra é que a ideia de que a arte marcial é algo exclusivamente de jovens. Claro, vamos desconsiderar o fato de a recuperação de o tempo de recuperação das lesões ser menor nos mais novos, mas os números estão aí.

Vamos a eles:

Dos sete novos campeões do UFC, cinco tem mais de 30 anos, com destaque para Fabrício Werdum (38 anos), Daniel Cormier (36 anos) e Holly Holm (34 anos). Rafael dos Anjos e Luke Rockhold, com 31 anos, e Joanna Jedrzejczyk (28 anos) e Conor McGregor (27 anos), são os jovens.

Mas o que eu estou querendo dizer com isso de idade? Simples! Não é coincidência o fato de que quatro dos sete campeões terem idades superiores aos seus oponentes. Mesmo caso de Patrício Pitbull, de 28 anos, derrotado por Daniel Straus, de 31 anos.

Vamos ampliar um pouco mais. Na Motovelocidade, tivemos em 2015 a "Gallina Vecchia", Valentino Rossi, de 36 anos, brigando até a última prova com Jorge Lorenzo (28 anos) pelo título mundial. Isso tendo como concorrentes ao primeiro posto caras mais jovens como o também espanhol Marc Márquez, 22, bicampeão da principal categoria, a MotoGP.

Vejam, no âmbito dos esportes de alto nível, no qual uma noite mal dormida ou um dia fora da dieta podem colocar o trabalho de meses abaixo, e a idade é um fator primordial por causa do tônus muscular, quedas dos níveis hormonais e perda da velocidade. Percebam que nem sempre o que se entende por renovação necessariamente passa pela juventude.  Os exemplos já citei aqui, mas não param apenas nesses esportes.Para 2015, tomaram que os "veteranos" continuam nos surpreendendo. Feliz 2016 a todos.



Rafael Dos Anjos, Cigano e Charles do Bronx sobem no octógono do UFC neste sábado

Artur Dantas,
Foto: Divulgação UFC

Por Helliny França

A última edição do UFC do ano traz a disputa do título dos leves que se encontra em pose do brasileiro Rafael Dos Anjos, o atleta da Kings MMA irá enfrentar o “cowboy” Donald Cerrone no duelo principal do UFC on Fox 17, que acontecerá neste sábado,19 de dezembro em Orlando, Flórida (EUA).

Dos Anjos fará sua primeira defesa de título desde que bateu o antigo detentor do cinturão Anthony “Showtime” Pettis em março desse ano no UFC 185, o brasileiro esteve afastado do octógono devido a uma lesão no joelho. A última derrota de Rafael foi para  invicto o russo Khabib Nurmagomedov, Khabib venceu Dos Anjos por decisão unânime em abril de 2014.

Cerrone teve seu último revés em agosto de 2013, quando foi derrotado por decisão unânime exatamente por Dos Anjos, desde então emplacou 8 vitórias consecutivas, batendo o brasileiro Edson Barboza, e o ex-campeão da categoria Ben Henderson.

O co-main event da noite ficará por conta dos pesos-pesados Junior Cigano dos Santos e Alistair Overeem, Cigano só possui 3 derrotas na carreira, duas delas para o antigo campeão da categoria Cain Velásquez, o brasileiro  pretende bater Overeem para conseguir o title shot contra o atual campeão da categoria Fabrício Werdum, os dois já se enfrentaram em 2008 e Cigano conseguiu um nocaute ainda no primeiro round. 

O holandês Overeem venceu seus dois últimos combates, e bateu o duríssimo Roy Nelson em sua última subida ao cage do UFC em março desse ano, com 39 vitórias no cartel, e 14 derrotas Overeem tenta subir na divisão e também visa à disputa de título, já que assim como Cigano, o holandês também bateu o atual detentor do cinturão em 2011, no Strikeforce. 

Outro brasileiro a subir no cage é Charles Oliveira “do Bronx”,  “Do Bronx” vem de derrota para Max Holloway, os dois se enfretarma no UFC Fight Night 74 em agosto deste ano, porém nos primeiros minutos de luta o brasileiro sofreu uma microrruptura no esôfago,e Holloway saiu com a vitória. Agora "Do Bronx" irá enfrentar o americano Myles Jury na última luta do card preliminar.

A primeira luta da noite também contará com a presença de um brasileiro, o estreante na organização Luiz Henrique “KLB” enfrentará o francês Francis Ngannou pela divisão dos pesados, “KLB”  fez sua última luta no WOCS 41 (Whatch Out Combat Show), possui 8 vitórias na carreira, e apenas 1 derrota e um “no contest”.

Confira o card do UFC on Fox 17: Dos Anjos vs Cerrone

19 de dezembro, em Orlando (EUA)

CARD PRINCIPAL - a partir de 22h 

Peso-leve: Rafael dos Anjos x Donald Cerrone

Peso-pesado: Junior Cigano x Alistair Overeem

Peso-leve: Michael Johnson x Nate Diaz

Peso-palha: Randa Markos x Karolina Kowalkiewicz

CARD PRELIMINAR - a partir de 17h30 

Peso-pena: Charles do Bronx x Myles Jury

Peso-médio: CB Dollaway x Nate Marquardt

Peso-galo: Sarah Kaufman x Valentina Shevchenko

Peso-médio: Josh Samman x Tamdan McCrory

Peso-leve: Nik Lentz x Danny Castillo

Peso-pena: Cole Miller x Jim Alers

Peso-meio-médio: Leon Edwards x Kamaru Usman

Peso-meio-médio: Hayder Hassan x Vicente Luque

Peso-pesado: Luiz Henrique "KLB" x Francis Ngannou



Em carta aberta, Dedé Pederneiras pede respeito ao legado de José Aldo no MMA

Artur Dantas,

Neste momento, tenho um profundo sentimento de perda. Não só pelo cinturão do José Aldo, mas principalmente pela perda do respeito ao nosso grande campeão, que sustentou o título do UFC por quatro anos e sete meses, por sete lutas (sem contar os quase dois anos e três lutas de título do WEC). Cheguei hoje de viagem e vi comentários de pessoas que, com certeza, não entendem nada de luta. Se entendem, nunca chegaram a lugar nenhum porque aqueles que alcançaram alguma coisa no nosso esporte sabem o quão duro é competir em alto nível, contra atletas do mundo inteiro, e vencê-los por tantos anos.


Quando o Brasil estava sem nenhum outro campeão, em um momento tenso e preocupante, Aldo manteve seu título. Depois disso, mais dois brasileiros se juntaram a ele, mantendo a fama e reconhecimento do MMA do país em alta. A única coisa que peço a todos é respeito ao nosso grande campeão. Aos que dizem que foi tudo armado, prefiro nem comentar, porque não merecem tempo e atenção.

No último sábado, José Aldo perdeu seu cinturão em uma luta na qual ele não conseguiu mostrar o quão bem treinado e preparado psicologicamente estava. Não houve provocação que entrasse na sua cabeça, não houve falha técnica, mas sim um golpe incomum. Um golpe de encontro como aquele, pegando no queixo de um adversário em movimento, não é uma coisa que acontece toda hora. Mas aconteceu conosco. Se fosse ao contrário, com o McGregor sendo golpeado no queixo e o Aldo no supercílio, hoje estaríamos chamando o Aldo de supercampeão, de melhor de todos os tempos, mas isso são coisas do esporte. Melhor sorte do McGregor, que venceu e, portanto, é o novo campeão.

É preciso entender que o José Aldo é um ser humano passível de derrotas, assim como qualquer outro. As pessoas que hoje aparecem criticando deveriam se conscientizar e pensar: esse cara veio de Manaus para o Rio com uma mão na frente e outra atrás, para morar na academia, dormir no tatame, acordar mais tarde para não passar fome por não ter dinheiro para tomar café da manhã. E ele chegou onde chegou, sempre acreditando que seria um campeão, o que ele se tornou graças a muito trabalho e dedicação. O campeão do povo!

Quem está por aí criticando, falando em vergonha, teria coragem de fazer o que ele fez? Aposto que não. Se tivesse, saberia o quão difícil é vencer em um país onde o apoio ao esporte é raríssimo. Meu recado aos críticos é esse: levantem da cadeira, saiam da frente do computador, larguem o celular, e façam melhor. Precisamos de mais pessoas como o Aldo e menos críticos de sofá.

O rei saiu, mas já já estará de volta!


André Pederneiras, líder da Nova União. Mais que um time, uma família!

Fonte: Assessoria de imprensa



Os bobos sem corte

Artur Dantas,

Essa não é a primeira vez que trago esse debate aqui, mas é necessário sempre refrescar a memória: esporte não é negociata. Por que eu trago de novo o assunto? Claro, por causa da derrota de José Aldo para Conor McGregor, na luta principal do UFC 194, realizado em Las Vegas, Nevada, no sábado (12), nos Estados Unidos. Tão rápida quanto a queda do então campeão dos penas do UFC foi a enxurrada nas redes sociais de comentários desnecessários e medíocres a respeito da forma como foi o combate. 

Diziam uns:  “fiquei acordado até agora para isso?”, “Aldo nunca foi um grande campeão. Quando foi testado, caiu”, “foi um golpe de sorte de McGregor” ou “Aldo lutou machucado. Uma lesão na costela não se recupera de um dia para outro. Ele foi forçado a lutar”. Outros ainda mais exaltados diziam: “eu sabia que a luta tinha sido comprada”, “a luta foi armada. Não tem condições”, “Dana White armou porque sabe que McGregor é mais rentável para o UFC do que Aldo”. 

É aqui que eu quero focar. O quanto nós brasileiros somos maus perdedores? Eu respondo francamente. Muito! Somos péssimos na derrota, e ainda piores em aceitar que fomos superados em qualquer circunstância que seja.

Mas o fato de lidarmos muito mal com a derrota tem uma explicação óbvia. Fomos mal acostumados. A tática de dizer que  “a luta foi comprada” ou que "houve armação" não é exatamente nova dos perdedores. Veja, o brasileiro é tão ruim na derrota que sobrou até para Chad Mendes, escalado de última hora para lutar contra Conor pelo cinturão interino, em julho, quando Aldo se machucou. Na época também chegaram a afirmar que o combate tinha sido negociado para beneficiar o irlandês. Perder é ruim em qualquer lugar do mundo, mas quando levamos a discussão para o esporte é que a coisa desanda de vez. 

Na verdade, a modelação da realidade para fazê-la caber no nosso bolso é culpa de um passado glorioso no esporte. Chegamos a superar parte da nossa síndrome do cachorro vira-lata entre as décadas de 50 a 2000, com o futebol brasileiro - e os resultados no Mundiais-, e nas décadas de 80 e 90 com Ayrton Senna, que vencia corridas mesmo sobre as piores condições de clima ou mesmo do carro, com Gustavo Kuerten, no tênis, e na década maravilhosa para o vôlei masculino e feminino.

Ficamos mal acostumados a vencer. Pior, esquecemos que perder faz parte do jogo. Preferimos o discurso fraco e ultrapassado de que "perdemos para nós mesmos". Não, não. No caso de José Aldo, Renan Barão, Anderson Silva e outros campeões que nos acostumamos a ver vencer, eles têm nome e sobrenome. E mais, têm muita vontade de treinar e voltar mais forte para a luta seguinte. Eles são mentalmente fortes. 

Dizer que a luta de Aldo contra McGregor foi comprada é um pouco de ressentimento e raiva, sentimentos que margeiam uma explicação irracional para a derrota. O mérito do outro poucas vezes é levado com consideração quando a técnica, ou o que convencionou-se chamar de sorte, se sobressai. 

De fato, 13 segundos não são suficientes para analisar muita coisa. Na verdade, quase nada. Porém, o “quase” explica algo. Aldo entrou para a luta do mesmo jeito de sempre. Pilhado no check-in para o octógono, mas sempre de cabeça baixa quando dentro da arena. Nada diferente do que fazia desde a época do WEC, extinto evento incorporado pelo UFC e que coroou Aldo como o primeiro campeão peso pena quando migrou para a franquia. Porém, o jogo mental de McGregor abalou psicologicamente Aldo. Isso é um fato. Entrar com raiva para uma disputa é um combustível perigoso. É jogar um molotov que pode explodir na mão a qualquer momento.

Mas, uma coisa ainda não bate. Por que os tipos de comentários depreciativos partindo dos próprios brasileiros? Além do cachorrismo, existe uma explicação clara. Nos projetamos em campeões como Aldo e Anderson Silva, que tiveram uma infância pobre, de pouco estudo, com dificuldades gritantes, mas que souberam capitalizar os problemas. A partir daí a história é conhecida. Sucesso no esporte e na vida profissional, saindo dos braços da falta de perspectiva para os do povo.

Até uma nova queda. Até virar chacota. Foi assim com Aldo. Foi assim com Barão. Foi assim com Anderson Silva, e será com qualquer brasileiro que não dê o que o brasileiro quer sempre: a vitória.

Hoje, campeões que fizeram história nas artes marciais são esquecidos pelo próprio povo. Fosse um norte-americano com os feitos do Spider ou do próprio Aldo, ou ainda de Renan Barão, lutador que até hoje é conhecido por ter uma das maiores sequências de vitória do mundo nas artes marciais mistas, seriam tratados como ídolos nacionais, com toda deferência e respeito. 

Mas estamos no Brasil. País imediatista e de povo de memória fraca, que reconhece apenas os vitoriosos. Hoje, os campeões do passado são relegados ao calabouço dos perdedores, ao limbo. São tratados como substrato do nada. 

É, quando Aldo transferiu sua coroa para McGregor um posto ficou vago. Quem sabe não tomamos o lugar?  Afinal, ainda está aberto o título de péssimos fãs, perdedores e torcedores. Conor, fique tranquilo, a taça de bobo da corte é nossa!

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