Patrício Pitbull fala sobre futuro nos leves: "vamos ver o que vem pela frente"

Artur Dantas,

Foto: Divulgação Bellator

Patrício Freire enfrenta Ben Henderson logo mais em confronto válido pela categoria peso leve. O atleta da Pitbull Brothers concedeu entrevista exclusiva ao blog e revelou que já solicitou ao Bellator – principal concorrente do UFC no mercado de lutas – para lutar contra atletas de 61 a 77kg e se mostra aberto às diversas opções no incerto futuro dentro da organização.

ARTUR DANTAS

Hoje você enfrenta Ben Henderson, ex-campeão dos leves do WEC e do UFC, em um combate fora da divisão que você foi campeão, que é a dos penas. Como você avalia esse combate? O estilo dele casa com o seu?

Primeiro de tudo, Ben Henderson é um grande lutador. Se não me engano, ele foi campeão em todas as organizações que fez parte. Vai ser um grande desafio pra mim. Estou pronto, gosto de lutar contra canhoto. Já enfrentei Daniel Straus três vezes, Wilson Reis duas vezes. Então, é uma coisa que já está me trazendo até vontade de lutar contra canhotos. Já estou familiarizado. Ben Henderson é um cara que troca bem, um cara completo. Derruba, tem bom nível de jiu-jitsu, compete em alto nível no jiu-jitsu inclusive. Vai ser uma luta legal. Acho que os fãs merecem ver isso. 

E sobre a subida de categoria para este combate, você volta para os penas ou permanece nos leves?

Acho que não tem isso de categoria. Um homem pode enfrentar outro e ponto final. Eu sou a favor dessa tese. E sobre permanecer nos leves, eu não sei. Acho que minha categoria é dos penas mesmo, mas vamos ver o que vem pela frente. Vou fazer essa luta e, dependendo do resultado, a gente pensa no próximo movimento. Um passo de cada vez, vamos com pé no chão e fazer o trabalho certo. 

Você falou antes que já enfrentou alguns atletas da categoria mais de uma vez, como foi com Pat Curran, Daniel Straus e Wilson Reis. Esse combate contra Ben Henderson será uma forma de oxigenar a categoria e até mesmo sua carreira?

O que acho é que lutador tem que enfrentar qualquer outro adversário. Não me interesso por categoria de peso. Claro que me coloco melhor na divisão peso pena pela minha estatura, pelos adversários que enfrento. Mas já pedi ao Bellator para enfrentar caras de 61 quilos a 77 quilos que não tinha problema. Eu posso enfrentar qualquer adversário nessa categoria de peso porque, pela Comissão Atlética, eu tenho que estar no peso da categoria para poder lutar. Essa luta contra Ben Henderson é boa porque é um adversário que eu nunca enfrentei. Chega de revanche. É ruim sempre estar tendo revanche, mas é necessário porque os bons afunilam a categoria e vão acabar sempre se batendo. Isso é normal. Mas se você tem dois caras bons lutando é excelente. Vamos fazer esse confronto. 



Patricky Pitbull: “Luta de Patrício nos leves não é nenhuma novidade”

Artur Dantas,

Foto: reprodução Facebook

Patrício “Pitbull” Freire luta nesta sexta-feira (26) contra Ben Henderson, no combate principal do Bellator 160, no Honda Center, em Anaheim, Califórnia. A luta acontece na categoria dos leves (até 70 quilos), divisão imediatamente acima da que o potiguar foi campeão no passado. Irmão de Patricio, Patricky "Pitbull" Freire analisou a preparação e enfatizou que a constância nos treinamentos, mesmo em período fora de competição, joga a favor do lutador. Patricio foi um dos sparrings na preparação para a última luta de Patricky, então se manteve em forma e em ritmo de luta.

Patricky ressaltou que o tempo foi mais do que suficiente, muito em decorrência de uma característica de Patrício. "Ele nunca para de treinar. A gente tenta impor isso nos treinos da equipe porque uma luta pode ser marcada com pouco tempo e não pega ninguém fora de forma, de surpresa. Isso pode acontecer com qualquer um da academia", disse.

Sobre o desafio na categoria dos leves, Patricky afirmou que não vê nenhuma complicação adicional. "Patrício fez inúmeras lutas na categoria de 70 quilos aqui no Brasil. Isso não é nenhuma novidade e não é nada que ele já não tenha feito", lembrou. 

Patrício Pitbull venceu seu mais recente combate contra Henry Corrales, por finalização no segundo round em abril, no mesmo evento que teve como luta principal a disputa de cinturão entre o próprio Benson Henderson e o campeão dos meio-médios, Andrey Koreshkov. Perguntado se o combate serviu de referência para alguma análise, Patricky destacou alguns pontos no jogo do americano. "Naquela luta, ele perdeu os cinco rounds, mas ao mesmo tempo mostrou que tentou surpreender o russo em pé. Ele tem aquele jogo chato agarrado, mas no chão ele dá as pedaladas e em cima busca o single leg como sempre. Fora que ele aguenta muita porrada", observou.

Patricky enfatizou que Henderson não é um finalizador ou nocauteador convicto e que abre brechas para o jogo do irmão. "Se você for reparar o cartel dele, ele deixa muitas lutas nas mãos dos árbitros. Ele tem 11 vitórias por decisão e perdeu três da mesma forma. Isso pode ser um ponto positivo para Patrício, que tem mãos pesadas e um jiu-jitsu muito bom também", pontuou. 

Além da preparação física, Patricky lembrou ainda que a parte psicológica coloca Patrício um passo à frente do adversário. "Meu irmão sempre teve a cabeça muito boa tanto na fase de preparação, quanto nos combates. Isso ajuda porque ele é focado e mantém a calma nos momentos difíceis no cage. Mas uma coisa que tem ajudado bastante é o trabalho de coaching que ele vem fazendo com Felipe Lima. Eu consegui muitos resultados bons desde que comecei a fazer a preparação com ele, e com Patrício não foi diferente. Isso motiva ele, ressalta as qualidades e aumenta a confiança na hora da luta e dos treinos também. Poucas pessoas prestam atenção nisso, mas o fortalecimento mental é tão importante quanto o camp para qualquer luta", encerrou.

Toda a preparação de Patrício foi feita em Natal em sua equipe Pitbull Brothers.



Conor quebra recorde e embolsa $3 milhões na luta contra Nate

Artur Dantas,

Conor McGregor brada aos quatros ventos que foi o responsável direto por viabilizar um maior pagamento de bolsas aos lutadores pela postura que assumiu ao negociar com o UFC, e a confirmação veio após a luta principal do UFC 202, contra Nate Diaz. O irlandês foi o primeiro atleta do Ultimate a chegar a marca de $1 milhão e agora recebeu a maior bolsa já paga a um lutador: $3 milhões. Nate Diaz embolsou um pouco menos, $ 2 milhões. Os montantes não incluem valores do pay-per-view, patrocínios, bônus, entre outros. As informações são do MMAJunkie. 

O valor pago a McGregor supera em $ 500 mil a bolsa de Brock Lesnar no combate que marcou o retorno ao UFC contra Mark Hunt, $2,5 milhões, então maior salário. Para dimensionar a bolsa de McGregor, Anthony Johnson recebeu $ 270 mil, sendo $135 mil pela vitória contra Glover Teixeira, que ficou com $65 mil. 

Donald Cerrone somou $ 85 mil, enquanto o derrotado Rick Story ficou com $41 mil. Tim Means recebeu $31 mil e Sabah Homasi embolsou $12 mil. Hyun Gyu Lim ficou com $18 mil e o estreante vencedor Mike Perry, $10 mil. Todos os lutadores destacados receberiam ou receberam o dobro em caso de vitória. 



McGregor, Diaz, Johnson e Cerrone garantem bônus da noite

Artur Dantas,

O UFC 202 rendeu algum dinheiro a mais para quatro lutadores, destaques no evento realizado no T-Mobile Arena, em Las Vegas. Conor McGregor e Nate Diaz, responsáveis pelo combate principal da noite, Donald “Cowboy” Cerrone e Anthony Johnson embolsaram $ 50 mil pelas performances. 

Nos combates, C-Mac derrotou Nate por decisão majoritária, Anthony Johnson nocauteou o brasileiro Glover Teixeira em apenas 13 segundos, enquanto Donald Cerrone, que também venceu Rick Story por nocaute, acumulou nada menos que o 16º bônus por performance da carreira. 

O UFC 202 teve a quinta maior bilheteria da história com 15 mil pessoas na arena, rendendo ao Ultimate $ 7,6 milhões. 



Comissão de Nevada divulga cartão com resultado de McGregor vs Diaz

Artur Dantas,

Após Bruce Buffer anunciar o resultado da luta na visão de um segundo árbitro, Conor McGregor se virou surpreso com o empate de 47-47, mas relaxou com a vitória por decisão majoritária.  O responsável pela pontuação foi Glenn Trowbridge, mas os juízes Jeff Mullen e Derek Cleary pontuaram com duplo 48-47 em favor de C-Mac.

O cartão de pontuação foi divulgado minutos após o fim do combate pela Comissão Atlética do Estado de Nevada, que regulamenta as competições em Las Vegas.

Na revanche contra Nate Diaz, o irlandês venceu e se vingou da derrota por finalização sofrida para o americano em março.



UFC 202: McGregor passa sufoco, vence e diz que futuro está entre os leves

Artur Dantas,

Foto: UFC

Na primeira vez que se encontrou com Conor McGregor, Nate Diaz disse que tivesse feito o camp completo não seria encontrado no octógono. Não foi o que se viu na luta principal do UFC 202, realizada no T- Mobile Arena, em Las Vegas. Diante do irlandês, vencido pelo americano em março deste ano, Diaz chegou a sofrer três knock downs - um no 1º round e dois no 2º. Mesmo assim, deu trabalho ao europeu, em especial na reta final dos 2º e 3º assaltos, quando teve chance de encerrar o combate. Na decisão dos árbitros, “The Notoriuous” venceu por decisão majoritária. 

No combate, McGregor veio com uma proposta diferente do primeiro encontro entre os dois. Mais focado e com menos “marra”, o irlandês entrou com uma estratégia clara de manter o confronto na média distância com chutes na perna da frente do americano, revidados por socos na linha de cintura. E foram muitos ao longo do combate. Entretanto, ainda no assalto inicial, Conor encaixou um cruzado de esquerda no queixo de Diaz, que tombou, chamou pro chão, mas não teve sucesso. 

No segundo round, quase tudo da mesma forma não fosse por mais dois knock downs de McGregor em Diaz ocasionados por cruzados. Porém, na segunda metade do round, Nate achou a distância e passou a variar os socos na linha de cintura com os cruzados. McGregor sentiu, andou para trás e foi massacrado na grade por socos curtos no clinch.  A situação se repetiu no terceiro round. McGregor iniciou melhor, mas cedia às investidas de Diaz à medida que a luta evoluía. 

No quarto round, Nate, com sangramento atrapalhando a visão em virtude de cortes nos dois supercílios, foi alvo de McGregor, que capitalizou em cima do cansaço do oponente. No último assalto, Conor evitou se colocar em situação de perigo e evitou a luta na curta distância. Diaz provocou o adversário por esse motivo, chamou para o combate, estirou o dedo e buscou mais o confronto. Colocou McGregor com as costas na grade, tentou derrubar, mas acabou no chão por poucos segundos. Em pé novamente, Nate garantiu a única queda limpa do combate restando apenas 10 segundos para o final da luta. Por decisão majoritária (48-47, 47-47, 48-47), Conor venceu e se vingou da derrota. 

Após a luta, McGregor provocou Diaz e disse que o futuro não está nos penas, categoria que é campeão, nem nos meio-médios, reside nos leves. “Eu não estou surpreso, filhos da puta. O rei está de volta. Mais uma vez eu trouxe a classe, a diferença e consegui a vitória. Dei o que tinha de melhor. Serei campeão peso leve”, decretou, sem descartar que toparia fazer uma melhor de três com Nate. 

No co-evento principal da noite, o brasileiro Glover Teixeira não resistiu a Anthony Jonhson, que aplicou um uppercut e levou o mineiro à lona em apenas 13 segundos. Mirando o campeão dos meio-pesados, Daniel Cormier, “The Rumble” decretou: “Cormier, você é o cara, baby, mas estou chegando. Ei, ei, não faltem com respeito. Não o vaiem. Ele é o cara”, disse para sorriso de Daniel e para a plateia que vaiava Daniel. Ambos já se enfrentaram uma vez em março de 2015, ocasião que Jon Jones foi destituído do título por problemas judiciais. Cormier venceu Jonhson por finalização e ficou com o cinturão. 

Na terceira luta do card principal, Donald Cerrone precisou de mais tempo para garantir a terceira vitória entre os meio-médios desde que migrou dos leves neste ano. Contra Rick Story, Cerrone começou desferindo um chute na linha de cintura de Story e levou a luta para o chão, sem efetividade. Depois, foi Rick quem levou o combate para o solo, tentou colocar os ganchos, foi raspado e Cerrone tentou uma finalização por omoplata. No final do assalto, Cerrone acabou em vantagem acertando diretos e cruzados. 

Na parcial seguinte, Cerrone acertou jabs e diretos, controlou a distância e acertou um cruzado de esquerda seguido de um chute alto no rosto de Story. No chão, Donald mandou mais alguns socos e encerrou a luta. Em entrevista, Cerrone não garantiu a permanência nos meio-médios e mirou uma nova luta pelo cinturão. “Acredito que vou voltar para os leves. Acho que Eddie tem algo que me pertence. Vamos lutar no Madison Square Garden, eu e o Eddie. Que tal?”, indagou.  Lembrando que ambos já se enfrentaram na estreia de Eddie Alvarez no UFC, em 2014. A luta acabou com vitória do “Cowboy” por decisão unânime. 

Outro que brilhou, mas dessa vez no card preliminar foi Cody Garbrandt, que desbancou Thominhas Almeida em maio. Diante de Takeya Mizugaki, o americano precisou de apenas 48 segundos para formalizar o nocaute após conectar um forte cruzado de direita. Direcionado a Dominick Cruz, dono da cinta, ele garantiu: “Dominick, vou acabar com você, vou quebrar seu queixo, cara. Vou mostrar que eu sou de verdade”.

Ainda no card preliminar,  Alberto UDA conheceu a segunda derrota na carreira de 11 combates, ambas no UFC. Diante do estreante italiano Marvin Vettori, o brasileiro foi finalizado aos 4m30s do primeiro round. O catarinense perdeu a primeira luta no Ultimate para Jake Collier, no segundo round, no mesmo evento de Thominhas vs Garbrandt. 

UFC 202

Data: 20/08/2016

Local: T-Mobile Arena, Las Vegas, Nevada

Card principal

Conor McGregor derrotou Nate Diaz por decisão majoritária (48-47, 47-47, 48-47)

Anthony Johnson derrotou Glover Teixeira por por nocaute (socos) - Round 1, 0:13 

Donald Cerrone derrotou Rick Story por nocaute técnico (socos) - Round 2, 2:02 

Mike Perry derrotou Hyun Gyu Lim nocaute técnico (socos) - Round 1, 3:38

Tim Means derrotou Sabah Homasi nocaute técnico socos)- Round 2, 2:56 

Card preliminar

 Cody Garbrandt derrotou Takeya Mizugaki por nocaute técnico (socos) - Round 1, 0:48 

Raquel Pennington derrotou Elizabeth Phillips por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00 

Artem Lobov derrotou Chris Avila por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00 

Cortney Casey derrotou Randa Markos por finalização (amrlock) - Round 1, 4:34 

 Lorenz Larkin derrotou Neil Magny por nocaute técnico (cotovelada) - Round 1, 4:08 

Colby Covington derrotou Max Griffin por nocaute técnico socos) - Round 3, 2:18 

Marvin Vettori derrotou Alberto Uda por finalização (guilhotina) - Round 1, 4:30



NFC 11: evento trouxe combates acirrados e nocaute relâmpago

Artur Dantas,
Maguns Kelly e Wesley Anderson. (Foto: Reprodução Esporte Interativo)

Por Helliny França

A edição de número 11 no Natal Fight Championship (NFC)  que aconteceu no último sábado , 06 de agosto, no ginásio do Colégio Sagrada Família, foi marcada por combate bem casados que resultaram em um público empolgado, lutas bem disputadas com viradas de última hora, e um belo nocaute relâmpago de Magnus Kelly em cima de Wesley Anderson. A primeira luta da noite foi de MMA amador e ficou por conta de Dayana Oliveira e Gabriela Hemogenes que nocauteou a adversária com um minuto de combate. O card preliminar ainda contou com mais 5 lutas, e o principal com 6 combates que foram transmitidos ao vivo pelo canal Esporte Interativo. Alguns nomes conhecidos do público nacional de MMA como João Paulo Rodrigues, Rogério “Karranca” e Dany “Fênix” se destacaram na noite.

Luiz Victor vence Ivanuel “Vaqueiro” por decisão unânime

Luiz começou a luta em vantagem, esperando as investidas de “Vaqueiro” para usar o contragolpe, Luiz conseguiu aplicar um knockdown , trabalhou no ground and pound. . Perto do final do round Luiz Victor ainda conseguiu conectar high kicks que foram defendidos por "Vaqueiro" que por sua vez respondeu com uma sequência de socos. No segundo round os atletas partiram para a trocação, Luiz conseguiu aplicar uma queda, porém evitou a luta no solo. Com o combate em pé Luiz Victor conseguiu acertar uma sequência que balançou "Vaqueiro" que caiu, porém  Ivanuel resistiu aos golpes do oponente. O round terminou com os atletas no solo, e Luiz em vantagem. No terceiro round Vaqueiro voltou mais agressivo e procurou o combate, Luiz apenas administrou o tempo, trabalhando no contragolpe. "Vaqueiro" acertou alguns socos, e seu adversário tentou manter a luta na longa distância desferindo chutes baixos. "Vaqueiro" conseguiu aplicar uma queda e tentou encaixar uma guilhotina, porém o round acabou antes da posição ser ajustada. Luiz Victor saiu com a vitória por decisão unânime dos juízes.

Magnus Kelly nocauteia Wesley Anderson aos 33 segundos de luta

O combate começou com os atletas se estudando, Magnus acertou um high kick de esquerda no adversário que sentiu o golpe e caiu, o atleta da equipe Hikari aproveitou para terminar o combate e partiu para o ground and pound, o juiz interferiu e encerrou a luta. Magnus Kelly saiu com a vitória por nocaute.

Caio Machado finaliza Reinaldo Ekson no terceiro round

Ekson conseguiu aplicar uma queda já no inicio do round, tentou trabalhar o jogo de chão, porém Caio conseguiu defender a investidas do atleta da Sport Boxe. O juiz interrompeu o combate para investigar o ferimento na cabeça de Caio, após o atendimento ao atleta a luta foi retomada. Ekson voltou a aplicar quedas, Caio também derrubou o oponente, mas Ekson voltou a ficar em pé com facilidade. No segundo round Caio derrubou novamente, Ekson conseguiu raspar o adversário. Caio retomou a posição de vantagem e seguiu golpeando até o final do round. No terceiro round Ekson aplicou uma queda e pressionou Caio na grade. Ekson acertou uma sequência que balançou seu rival, depois tentou uma guilhotina que foi defendida por Caio. Novamente Ekson conseguiu aplicar uma queda, contabilizando pontos no round, Caio conseguiu reverter a situação no jogo de solo, e aplicou um estrangulamento que fez seu adversário bater. Caio finalizou Reinaldo Ekson aos 4 minutos e 39 segundos do terceiro round.

Joel Soares finaliza Carlão Souza com um katagatame no 3° round

A luta se iniciou com os atletas se estudando, Joel acertou um soco em Carlão, o atleta da equipe Sport Boxe sentiu a investida do oponente, Carlão revidou e também desferiu golpes contundentes no atleta da Kimura. Joel conseguiu levar a luta para o solo, porém Carlão retomou a posição em pé, os atletas ficaram clinchados na grade. Joel deixou o pescoço livre e Joel tentou encaixar uma guilhotina, mas não obteve sucesso na posição. O segundo round começou agitado, os atletas procuraram a trocação franca,o atleta da Kimura levou vantagem e novamente levou o combate para a grade. A luta seguiu no clinch, Joel aproveitou para trabalhar as cotoveladas. Joel conseguiu aplicar uma bela queda, e a luta seguiu no chão. No terceiro round Carlão partiu para a trocação mas logo foi derrubado pelo adversário, o combate ficou amarrado no solo, e Carlão tentou pegar o braço de Joel que conseguiu se desvencilhar do oponente. O juiz interrompeu e mandou a luta seguir em pé, Joel aplicou outra queda, ficando na meia-guarda e encaixou um katagatame finalizando o combate aos 4 minutos e 48 segundos do terceiro round.

Combate entre João Paulo Rodrigues e Marcos “Wolverine” termina em empate majoritário

Os lutadores foram para o clinch já no início do combate, João Paulo conseguiu aplicar uma queda e trabalhou o ground and pound, depois fez a transição para as costas de “Wolverine”, o atleta da Hikari tentou encaixar mata-leão, porém a posição foi defendida por Marcos. No segundo round os atletas trocaram golpes, novamente João Paulo procurou levar a luta para o chão, com o adversário no solo João Paulo aplicou alguns golpes e partiu para o jiu-jitsu, aplicou uma chave de calcanhar porém Marcos resistiu até o final do round. No terceiro round João Paulo levou a luta para grade, o combate ficou amarrado e o juiz interrompeu e mandou a luta seguir no centro do cage. Novamente João Paulo procurou a luta agarrada, conseguindo aplicar um double leg, com o combate no chão João Paulo desferiu alguns golpes, a luta seguiu no solo até o final do último round. Dois juízes laterais deram empate e um juiz deu vitória para João Paulo.

Dany “Fênix” vence Karol “Mutante” por decisão unânime

Dany levou a luta para a grade no primeiro round, e tentou derrubar a adversária, Karol resistiu e inverteu a posição pressionando na grade. A luta foi para o solo e Dany tentou encaixar um triângulo e prender o pescoço de Karol, porém o round acabou antes que a posição fosse ajustada. No segundo round as lutadoras trocam em pé, as duas voltaram a clinchar, e o combate ficou amarrado na grade. O terceiro round começou movimentado, Karol investiu em joelhadas, Dany então resolveu encurtar a distância e voltar ao clinch na grade. O combate voltou ao centro do cage, karol conseguiu impor seu jogo e conectar bons golpes, Dany evitou a trocar com a rival e levou novamente a luta para a grade. Karol conseguiu inverter a posição e ficar em vantagem pressionando na grade, conseguindo levar a luta para o chão. Dany saiu com a vitória por decisão unânime.

Rogério “Karranca” surpreende Henerson “Nenen” e nocauteia no primeiro round

A luta principal da noite começou movimentada, Henerson conseguiu aplicar uma queda, tentou encaixar um armlock, mas “Karranca” defendeu a investida. Ainda no solo “Nenen” ficou na guarda do adversário, a luta voltou em pé e os dois trocaram golpes, o atleta da equipe Sparta Nenem Team acertou um soco em cheio no rosto do atleta da Hikari que demonstrou sentir a investida. “Nenen” continuou acertando bons golpes, “Karranca” respondeu com uma sequência que levou o rival ao solo e virou o jogo, Rogério foi para cima do oponente e desferiu mais golpes até a interrupção do árbitro central. Rogério “Karranca” vence por nocaute técnico aos 3 minutos e 44 segundos de luta.


Resultados do NFC 11, 06 de agosto de 2016.

Card Preliminar

MMA  AMADOR: Dayana Oliveira Vs Gabriela Hermogenes / Vitória: Gabriela, nocaute, 1:04 1° Round.

Luta 2 MMA: Alberti "Peruca" Vs Juan / Vitória: Juan, decisão dividida.

Luta 3 MMA: José Carlos Vs Junior Chakilla / Vitória: José Carlos, decisão unânime.

Luta 4 MMA: Neto Oliveira Vs Vitório Cardoso / Vitória: Neto, finalização (guilhotina) aos 1:04 do 1° Round.

Luta 5 MMA: Ítalo Trindade Vs Matheus Oliveira / Vitória: Matheus, decisão unânime.

Luta 6 MMA: Ivanuel “Vaqueiro” Vs Luiz Vitor / Vitória: Luiz Vitor, decisão unânime.

Card Principal:

Luta 7 MMA: Wesley Anderson Vs Magnus Kelly / Vitória: Magnus, nocaute, 0:33 do 1° Round.

Luta 8 MMA: Caio Machado Vs Reinaldo Ekson / Vitória: Caio, finalização, 4:39 do 3° Round.

Luta 9 MMA: Joel Soares Vs Carlão Souza / Vitória: Joel, finalização (katagatame), 4:48 do 3° Round.

Luta 10 MMA: Marcos "Wolverine" Vs João Paulo Rodrigues / Resultado: Empate Majoritário.

Luta 11 MMA: Karol "Mutante" Vs Dany “Fênix”  /Vitória: Dany, decisão unânime.

Luta 12 MMA: Henerson “Nenen” Vs Rogério “Karranca” / Vitória: Rogério, nocaute técnico, 3:44 1° Round.



“Não treinei absolutamente nada para esta luta”, revela Anderson Silva

Artur Dantas,

Anderson Silva entrou para a luta contra Daniel Cormier com o papel que poucas vezes lhe coube no MMA, o que de azarão. Escalado de última hora para não deixar a luta cair em virtude do doping de Jon Jones, o Spider foi confirmado no card dois dias atrás e, de fato, não foi páreo para o jogo de quedas do campeão dos meio-pesados. No entanto, após a entrevista, revelou que não estava preparado para o confronto na categoria de cima, a quarta luta na divisão até 93 quilos da carreira. 

"Para mim foi um grande desafio pessoal aceitar essa luta e consegui colocar em prática tudo o que desenvolvi durante todos esses anos. Se bem que tô há muito tempo sem treinar, desde a minha cirurgia não treinei absolutamente nada, mas valeu o desafio, pessoal. Que isso sirva de exemplo para todos os brasileiros e para todos que estão aqui hoje. Vocês podem tudo que quiserem desde que tenham o bem no coração”, revelou.

A cirurgia a que se refere Anderson foi a que o tirou do card do UFC 198, realizado em Curitiba, em maio deste ano. Na véspera do evento, o brasileiro que enfrentaria o “homem ambulância” Uriah Hall foi diagnosticado com uma inflamação na vesícula biliar e teve que ser retirado do card. 

Questionado se teve dificuldade por lutar na categoria de cima, Silva disse que não se tratava propriamente de nenhuma novidade, destacou os treinos com os parceiros e projetou que Ronaldo Jacaré será o próximo campeão dos médios. “ Eu tô acostumado a treinar com caras mais pesados. Meu mestre [Rodrigo] Minotauro, Rogério Minotouro, o Rafael Feijão, o [Ronaldo] Jacaré, o próximo campeão aqui, galera. Não esqueçam disso. É isso. Estou acostumado a treinar com caras mais pesados. Eu senti um pouco porque estou sem treinar absolutamente nada, meu cardio. Mas foi bom. Toda a minha equipe que me acompanhou durante minha trajetória está toda aqui e estão todos de parabéns. Dedico essa vitória a eles. Pra mim foi uma vitória poder colocar tudo o que pratiquei, tudo o que treinei. É isso. O Daniel é o campeão. Vim aqui para lutar com ele, não para desrespeitá-lo mas para colocar a teste, à prova tudo o que sei, tudo o que aprendi na arte marcial”, disse. 



UFC 200: o evento que os ex-campeões brilharam

Artur Dantas,

Talvez não tenhamos em 2016 um evento com tantos exemplares reunidos em uma só edição, mas eles mostram que estão lá: os ex-campeões. No UFC 200, seis deles deram as caras e mostraram que ainda têm chances de lutar, senão novamente pelo título e senão todos, em alto nível. Brock Lesnar, Anderson Silva, José Aldo, Cain Velásquez, TJ Dillashaw e Johny Hendricks.

De todos, quatro mostraram claramente que os reveses sofridos nos últimos combates não devem se repetir com frequência, caso seja concedida a chance de disputar o título novamente. 

Começando pelo card principal. Brock Lesnar foi anunciado como a cereja do bolo que faltava para abrilhantar ainda mais o card recheado especialmente montado para a edição histórica, em Las Vegas. E não decepcionou. 

Oficialmente fora do MMA desde 2011, quando voltou para a antiga casa, a WWE, Lesnar foi menosprezado por vários lutadores e pela crítica quando direcionaram palavras pouco amistosas que incluíram “ele não é um lutador de verdade”, mencionada pelo peso pesado que derrotou Roy Nelson, Derrick Lewis. 

Lesnar não só calou os críticos ao conseguir uma vitória convincente sobre Hunt, como não foi nocauteado rápido como muitos projetaram. 

José Aldo foi outro. Vítima de chacota por ter sucumbido a Conor McGregor em apenas 13 segundos após um dos nocautes mais inesperados de 2015, o brasileiro travou, assim como na primeira vez que se encontraram, em 2013, um combate técnico e tenso contra Frankie Edgar, que lhe valeu o cinturão interino da divisão dos penas. 

Outro destaque foi para Cain Velásquez, que perdeu o cinturão em 2015 para Fabrício Werdum por finalização, no México, e caiu em descrédito pela atuação abaixo do esperado. No UFC 200, ele não tomou conhecimento da envergadura de Travis Browne e reencontrou o caminho das vitórias com uma apresentação em grande estilo e por nocaute.

Outro que mostrou que continuará a dar trabalho foi TJ Dillashaw. Diante de Raphael Assunção, o norte-americano vingou a derrota sofrida por decisão dividida em 2013 para o brasileiro e continuou como top 1 contender dos galos. 

Johny Hendricks e Anderson Silva são um capítulo à parte e devem ser tratados de forma diferenciada pela conjuntura dos combates. 

Anderson não fez uma luta na sua categoria. É bem verdade que aceitou os termos de um combate na divisão de cima, em cima da hora, e não fez feio diante do lutador de nível olímpico de wrestling, Daniel Cormier. Em pé, Anderson mostrou que tem muita lenha para queimar apesar dos 41 anos e das quatro derrotas e um no contest nas últimas cinco apresentações. Vale lembrar que em pé, o Spider não “arregou” para Cormier. Muito pelo contrário. Foi superior na trocação ao americano que, quando se viu em situação desconfortável em cima, decidiu com competência pela queda e luta travada no solo. 

Talvez o único destaque negativo dos ex-campeões fique por conta de Johny Hendricks. Contra Kelvin Gastelum, nome forte da divisão dos meio-médios, ele fez uma apresentação que deve ser dividida em duas partes: uma no primeiro round e a outra nos assaltos dois e três. O lutador de 32 anos encarou uma promessa de 24, menos experiente no MMA, mas também colocou perigo quando conseguiu conectar bons socos no oponente. Ele não pode ser totalmente descartado como um bom nome da divisão. Mas aí entra o impasse.  Talvez tivesse mais futuro na categoria de baixo não fossem os problemas recorrentes em perder peso ou devesse considerar uma lua teste na categoria de cima, nos médios, peso tecnicamente que o favoreceria em função do baixo desgaste, mas que daria a ele um outro problema: lutar contra atletas mais pesados e com maior envergadura. 

A verdade é que desde a derrota para o então campeão da divisão Georges St-Pierre, “Bigg Rigg” não foi mais o mesmo. Coincidência ou não, das 17 lutas no UFC, ele só havia perdido uma antes de GSP para Rick Story, por decisão unânime. As vitórias impressionantes por nocaute sobre Charlie Brenneman, Jon Fitch, Martin Kampmann e por decisão unânime sobre um dos principais nomes da divisão, Carlos Condit, valorizaram o passe de Hendricks que entrou numa montanha-russa após GSP, alternando bons e maus momentos no octógono e não conseguindo acumular dois êxitos seguidos no cartel. Pelo contrário. Com a derrota no UFC 200, pela primeira vez na carreira, Johny teve que lidar com dois resultados negativos seguidos iniciado após ser nocauteado por Stephen Thompson, o Wonderboy, e provável novo desafiante ao cinturão. 



Jedrzejczyk vence Gadelha e evoca Ali: “viva e sobreviva para ser por toda vida campeão"

Artur Dantas,

Pouco mais de um ano e meio separaram o primeiro confronto entre Joanna Jedrzejczyk e Cláudia Gadelha do segundo no TUF Finale 23, em Las Vegas, mas o resultado foi semelhante. Se a luta de 2014 resultou em uma questionada decisão dividida em favor da polonesa, o novo encontro das duas no octógono não deixou dúvidas. Por decisão unânime (48-46, 48-45, 48-46), Joanna permaneceu invicta no MMA em 11 combates e conseguiu a terceira defesa de título. 

Na luta, Cláudia começou dominando as ações acertando um jab de esquerda no queixo de Joanna que levou a campeã a knock down ainda nos segundos iniciais. Com um jogo claro de levar o combate para o solo e buscar a finalização, Gadelha conseguiu algumas quedas nos dois primeiros rounds, mas muitos foram os momentos no qual as duas revezaram cotoveladas no clinch, oportunidades que Gadelha buscava as quedas que lhe valeram a vitória nas duas primeiras parciais. 

Porém, na metade do terceiro assalto, a brasileira desacelerou em função do cansaço proveniente dos chutes retos da adversária na linha de cintura e se tornou presa fácil. Com pouca movimentação, a atleta da Nova União apenas resistiu ao volume de jogo de Jedrzejczyk que passou a variar os chutes na parte interna da coxa e a combinação de rápidos jabs e cruzados de saída. 

No quarto round, a vantagem ficou mais clara. Joanna ganhou confiança e colocou ganchos e diretos na linha de cintura da potiguar, além de conectar bons chutes nas pernas. A mudança de base e a movimentação constantes dificultaram a aproximação da brasileira que se tornou um alvo menos complicado para a campeã, apesar de eventualmente ser acertada por cruzados sem tanta potência de Cláudia. 

O quinto round veio para sacramentar a vitória da polonesa. Joanna continuou com boa movimentação, saindo do raio de ação e colocando agora chutes altos que ficaram na guarda de Gadelha. A brasileira ainda tentou a queda porém foi rechaçada pela campeã. 

No final do combate, as duas colocaram de lado as divergências e rivalidade mostradas nas gravações do The Ultimate Fighter 23, reality do qual foram técnicas. 

“Quero dizer uma coisa: o mais importante é ser humilde e lutar para os fãs e paras as pessoas. Eu respeito todos aqui e Joanna como campeã”, disse a brasileira. 

Jedrzejczyk exaltou a qualidade de Gadelha e, questionada sobre como conseguiu reverter o resultado dos rounds iniciais, evocou Ali. “Eu me preparei três meses para essa luta. Deixei sangue, lágrimas. É como Muhammad Ali dizia: ‘viva e sobreviva para que você seja por toda vida um campeão”.



UFC 200: Jon Jones é flagrado no antidoping e está fora do evento; Lesnar e Hunt fazem luta principal

Artur Dantas,

Foto: UFC

por Eduardo Cruz, do blog Por Dentro da Arena


O Ultimate Fighting Championship foi notificado pela Agência Antidoping USADA sobre potencial violação por parte do lutador Jon Jones, que foi testado no dia 16 de junho de 2016, portanto, fora do período de competição.

A USADA é uma agência independente do controle realizado pelo UFC e dará início ao processo de investigação que antecipa qualquer espécie de sanção aos atletas flagrados no doping.


Em virtude do curto espaço de tempo para análise pormenorizada do caso, Jon Jones foi retirado do card do UFC 200, que acontece neste sábado, em Las Vegas. Destarte, Brock Lesnar e Mark Hunt foram promovidos à luta principal, que será disputada em três rounds.

O UFC disponibilizou reembolso dos ingressos mediante solicitação no ponto de venda e informou a imprensa que informações ou declarações adicionais sobre o doping de Jon Jones serão fornecidas em conformidade com o avanço processual.



Patricky Pitbull destaca trabalho de preparação mental a caminho do título dos leves do Bellator

Artur Dantas,

Patricky “Pitbull” Freire está pronto para a disputa de cinturão dos leves do Bellator. Nesta quinta-feira, o potiguar bateu o peso para o co-evento principal da noite da edição 157 nomeado Dynamite 2, que será realizado hoje no Scottrade Center, no Missouri (Estados Unidos). A luta principal da noite será entre os pesados Quinton “Rampage”Jackson e Satoshi Ishii.

Patricky e Michael Chandler disputarão o cinturão vago dos pesos leve após a saída do então campeão Will Brooks da organização. Será o segundo encontro entre os dois. O primeiro ocorreu em 2011, na final do torneio de pesos leves da quarta temporada da organização. Chandler venceu o torneio e se sagrou campeão mundial em seguida.

Para a luta, a preparação de Patricky foi inteira na Pitbull Brothers com nomes como o irmão Patricio, Valdines Silva, campeão peso pena do Jungle Fight, Leandro Higo, campeão peso galo do Resurrection Fighting Alliance (RFA), Toninho Fúria, peso leve do Bellator que passou a fazer parte da equipe dias antes de Patricky receber a notícia da disputa de título, entre outros. O potiguar adicionou ainda ao camp o peso leve Rodrigo Kanu e o peso galo ex-Bellator, campeão panamericano e norte-americano de wrestling, e atleta da American Kickboxing Academy (AKA), Shawn Bunch. Tudo com a supervisão dos técnicos Thiago Tourão, Eric Albarracin, Marcos André, Patricio "Pitbull, o preparador físico Nelson Bahia e o fisiologista Claudio Pavanelli.

Entretanto, além da parte técnica, Patricky Pitbull decidiu inovar ao adicionar aos treinadores mais um membro: o coach, profissional que tem como um dos objetivos estimular e desenvolver o potencial, fomentando a performance individual através do processo de orientação e foco nos resultados, além de um grande fator motivacional, auxilio no desenvolvimento pessoal, entre outras coisas.

"Ter esse acompanhamento de Coaching fez um diferencial muito grande. Muitos lutadores não dão importância a isso, mas treinar sua mente é tão ou mais importante do que treinar o corpo. Eu fiz três sessões com um cara de Natal chamado Marcos Rios antes da minha luta com Kevin e já fez diferença. Fiz algumas sessões com ele nesse camp também. Quando fui começar esse camp, um dos meus empresários, Matheus Aquino, fez o contato com Felipe Lima, que é um master coach muito conhecido na área de concursos. Um amigo dele passou num concurso da Polícia Federal, fez os exercícios com a mão fraturada, e disse que Felipe foi essencial para ele conseguir isso, e aí Matheus achou que seria uma boa para mim. E realmente foi. Felipe trabalhou muitas coisas comigo, ficou em constante contato com Matheus e meus treinadores, até sessão com eles chegou a fazer.

É um trabalho incrível e me ajuda muito nos treinos e na vida pessoal. Abriu minha mente para muitas coisas. Me ensinou a jamais esquecer quem eu sou, o que já fiz e o que posso fazer. A superar algumas barreiras. Muitas outras coisas. Vou melhor do que nunca para essa luta", disse o potiguar.

A preparação

Tão logo superou Kevin Souza, Patricky acompanhou a vitória de Patrício Pitbull sobre Henry Corrales, e aproveitou para ficar duas semanas treinando wrestling em Phoenix, nos Estados Unidos, visando ser um possível substituto em caso de lesão de Chandler ou Josh Thomson, que lutariam no Bellator 154. Com a lesão de Thomson, Chandler foi movido para o card do Bellator 157 em St. Louis, sua cidade natal. Poucos dias após retornar ao Brasil Patricky recebeu a oferta de enfrentá-lo pelo cinturão vago.

“A oferta da luta veio em uma fase muito boa da minha carreira. Estou vindo de uma sequência de lutas muito boas, muito focado e com o pensamento que vou conquistar o cinturão. Quero ser campeão e vou ser campeão. Vou mostrar ao mundo o que posso fazer. Desde 2011 venho trabalhando para este momento, e ele chegou. Estou pronto”, assegurou "Pitbull”.



Árbitros brasileiros criticam juiz central na luta de Maldonado e Fedor

Artur Dantas,

Foto: montagem a partir de arquivos pessoais dos árbitros
Fábio Maldonado fazia uma apresentação com sobras diante de Fedor Emilianenko no primeiro round da luta principal do Eurasia Fight Nights 50, realizado em São Petersburgo, na Rússia, depois de acertar dois cruzados e quase nocautear o russo. Quando a luta transcorria em pé novamente, um outro soco do brasileiro fez voar o protetor bucal do “Último Imperador”, recolocado pelo árbitro central após interrupção breve do combate a 34 segundos do fim quando Maldonado atacava o oponente na curta distância. 

A intervenção, no entanto, foi questionada por árbitros brasileiros. Roberto Thomaz, o Robertão, que mediou mais de 1500 combates em duas décadas, foi um deles.  “Coquilha, shorts e protetor de boca são equipamentos pessoais. O árbitro  não tem que pegar protetor e repor, apenas pode indicar que o lutador o recoloque”, disse Robertão ao Por Dentro da Arena. "Além disso, ele deve indicar e pedir tempo à mesa de cronometragem para mostrar o protetor ao lutador. Porém, deve ser em um momento oportuno, sem ataques”, disse. 


Na visão de Robertão, Fedor acabou sendo favorecido pelo erro do central: “Óbvio que o árbitro russo foi parcial e pecou no quesito conhecimento. Não resta dúvida… foi TKO e ele não quis parar a luta. Errou feio o árbitro e mais feio ainda os laterais que não deram 10x8 no primeiro round”, observou Thomaz, que assistiu ao evento completo e classificou a atuação dos demais juizes como “um show de bizarrices” também por causa da interrupção precoce que culminou com a derrota do brasileiro Dioginis “Overeem” Souza, nocauteado por Rasul Mirzaev.


Cezani Moutinho, árbitro oficial do XFC e membro da Confederação Nacional de MMA e Conselho Mundial de MMA, também criticou não só o desempenho do central como o corpo de árbitros de uma forma geral. “Observando a arbitragem do evento como um todo eu achei muito despreparada e desqualificada. Vi uma série de erros amadores, não tem com simpatizar uma arbitragem que muda de critérios, ou melhor, não tem um critério definido principalmente quando seus lutadores enfrentam os de outros países lutando em casa (na Rússia)”.


Para Moutinho, outra explicação pode ser dada para a decisão do árbitro. “O patriotismo exagerado termina estragando e apagando o brilho do que poderia ser um grande evento. Foi uma bela luta, uma das melhores atuações de Maldonado. Percebi que faltando pouco menos que 35 segundos para acabar o round, o brasileiro abriu uma vantagem quase nocauteando Fedor numa sequência de fortes golpes na linha de cintura (hooks) e no queixo (uppers). Indevidamente o árbitro para por segundos para colocar o protetor bucal do Fedor. Em minha humilde análise ele errou, demonstrou muita insegurança, ficou nervoso, pareceu ser fã do Fedor. O certo seria esperar esfriar a investida do atleta que estivesse no ataque na luta para entregar o protetor bucal ao seu dono. Achei muita fraca a atuação desse árbitro”, afirmou.


Venda do UFC por $4,1 bilhões deve ser confirmada após o UFC 200

Artur Dantas,

No mês passado, o UFC negou por meio do presidente os rumores sobre a venda do evento mas a possibilidade do negócio ganhou ainda mais força nesta quinta-feira. De acordo com a ESPN, o grupo liderado pelos irmãos Lorenzo e Frank Fertitta e Dana White recebeu oficialmente uma proposta conjunta de $ 4,1 bilhões feita pela agência Williams Morris Endeavor (WME-IMG) e Dalian Wanda Group, além do grupo China Media Capital. O valor diz respeito ao controle de 100% do Ultimate.  Para facilitar a negociação, o banco de investimentos Goldman Sachs entrou na transação. Ainda de acordo com a ESPN, mesmo que a venda ocorra nos próximos dias, só será divulgada após o UFC 200, realizado no dia 9 de julho. 

Citado com um dos possíveis investidores na empreitada da WME aparece o grupo Kraft, proprietário do New Englad Patriots, time da liga de futebol americano. Do outro lado aparece a China Media Capital, dona de 13% do Manchester United, e Dalian Wanda Group, do bilionário chinês Wang Jianlin, que detém 20% do clube europeu Atlético de Madri, além de ser a operadora da maior cadeia de cinema do mundo.  

Mesmo que a venda seja confirmada, Dana White deve continuar a exercer papel semelhante na promoção e divulgação das lutas caso aceite as ações que estão sendo propostas a ele para permanecer na franquia. Os matchmakers Joe Silva e Sean Shelby devem continuar na organização também, segundo o site FloCombat. 

No mês passado, Dana White havia desmentido que uma transação estivesse em curso. “Não estamos à venda. Estamos sempre trabalhando em promoções e na nossa expansão global. Vendo sempre dizendo desde que o rumor surgiu que não estamos à venda, mas vou dizer uma coisa. Se alguém aparece com $4 bilhões, podemos conversar. Definitivamente, nós podemos conversar”, afirmou. 

O UFC foi fundado em 1993 por Rorion Gracie que se uniu a um grupo de empresários de diferentes iniciativas para promover um campeonato com objetivo de provar qual arte marcial era a mais eficiente, deixando, portanto, os combates interestilos que ocorriam a portas fechadas nas academias para ganhar a TV. O negócio foi vendido para a ZUFFA pela Semaphore Entertainment Group (SEG) por $ 2 milhões, em 2001. Após sucessivos fracassos financeiros nos anos seguintes, o UFC registrou apenas no ano passado uma receita bruta de $ 600 milhões. 



Patricky Pitbull aposta na maturidade e versatilidade para se tornar campeão do Bellator

Artur Dantas,

Foto: Artur Dantas

Patricky“Pitbull” Feire terá no próximo dia 24 de junho o maior desafio da carreira. Diante do norte-americano Michael Chandler, o potiguar poderá se tornar o primeiro campeão brasileiro dos leves do Bellator, segunda maior organização de MMA do mundo. O confronto entre os dois que vale o cinturão vago foi confirmado em maio deste ano quando o então campeão da divisão até 70 quilos, Will Brooks, não conseguiu a renovação do contrato com a franquia. A luta será realizada no Scottrade Center, em St. Louis, Missouri (EUA).

O combate entre Patricky e Chandler será, na verdade, uma revanche. Em 2011, os dois se encontraram na final do 4º torneio dos leves, mas o potiguar garante que o resultado será diferente agora. Parte da confiança de Pitbull para o próximo combate vem da evolução técnica e maturidade mostradas nas 15 lutas que tem no evento.

Com cinco anos de contrato com o Bellator, o faixa-preta de jiu-jitsu mostrou que além do jogo de solo evoluiu na trocação. Prova disso são os seis nocautes anotados no evento, o mais recente sobre Ryan Couture, incluído como um dos mais avassaladores de 2016 no MMA até agora.

Para o próximo desafio, Patricky falou das mudanças nos treinamentos que permitiram o crescimento na organização e a escolha do seu nome como candidato ao cinturão. “Desde que fui derrotado por Chandler que venho estudando o jogo dele e sabia que a qualquer momento o Bellator poderia me oferecer essa luta. Estou em um momento perfeito, vindo de uma sequência boa de treinos, em um momento que estou me sentindo muito bem e focado. Eles deixaram essa disputa para uma ocasião muito especial”, disse.

O treinamento a que se refere Patricky foi iniciado imediatamente após a vitória sobre Edimilson Kevin, no Bellator 152 realizado na Itália. O atleta seguiu para os Estados Unidos para duas semanas intensas de fortalecimento do wrestling com Eric Albarracin, que acompanha não só os treinamentos de Patricky em Natal, mas da equipe de profissionais da academia Pitbull Brothers que agrega ainda o irmão Patrício Pitbull, ex-campeão dos penas do Bellator, Leandro Higo, campeão dos galos do evento americano RFA, e Valdines Silva, campeão dos penas do Jungle Fight.

Pitbull projetou o combate e em qual parte pode surpreender o adversário. “Ele não tem nenhum coelho na cartola. Ele não mudou nada desde que nos enfrentamos. O que ele vem tentando fazer é mudar a parte de striking dele, tá treinando muito kickboxing. É o que ele vai fazer, focar na parte em pé. Já eu posso surpreender ele tanto ao defender as quedas como derrubá-lo e trabalhar no chão. Ele sabe que eu sou perigoso e sentiu o que eu posso fazer mesmo com as costas no chão. Tanto por baixo como por cima eu posso machucar ele de qualquer jeito”, alertou.

Patricky completou que o objetivo de ficar com o cinturão está cada vez mais próximo, a realização de um sonho. “A próxima meta é ser campeão e calar a boca de muita gente que não acredita no meu trabalho. Eu quero ser campeão, vou ser campeão e vou defender o cinturão o máximo possível. Sou outro lutador, mais técnico, versátil e experiente. Com certeza essa luta vai ser bem diferente da primeira”, afirmou.




Campeão mundial de Jiu-jitsu, Leandro Lo ministra seminário neste sábado em Natal

Artur Dantas,

Foto: divulgação

Natal recebe, no próximo sábado (11), o campeão mundial de Jiu-jitsu, Leandro Lo, faixa preta da equipe Brazilian Top Team, que estará ministrando um seminário a todos os amantes desta arte marcial no RN. A atividade ocorrerá no Ginásio da Faculdade Mauricio de Nassau, a partir das 14h.

Os interessados devem se cadastrar pelos contatos (84) 99206-3623 ou (84) 98804-9695. Leandro Lo, que é considerado uma das maiores revelações da atualidade, também é campeão Pan Americano, campeão da Copa Podio e campeão do World Jiu-Jitsu Pro.

Para marcação de entrevistas: 99206-3623 (Professor Gustavo Craveiro)

Fonte: Assessoria de imprensa

Lutador do Bellator, Kimbo Slice morre aos 42 anos

Artur Dantas,

Um dos mais chamativos lutadores de MMA do mundo morreu aos 42 anos, nos Estados Unidos na madrugada desta terça-feira (7), horário brasileiro. Kevin Ferguson, conhecido popularmente como Kimbo Slice, que já havia lutado no UFC mas mantinha contrato atualmente com o Bellator, foi hospitalizado no sul da Flórida na tarde da segunda-feira (6), segundo a polícia de Coral Springs, com fortes dores no peito. Até o momento a causa da morte não foi divulgada. Kimbo deixa uma esposa e seis filhos. 

O presidente do Bellator Scott Coker divulgou uma nota lamentando a morte do lutador. “Estamos todos chocados e tristes com a perda devastadora e prematura de Kimbo Slice, um membro querido da família Bellator. Um dos lutadores de MMA mais populares, Kimbo era uma figura carismática que transcendeu o esporte. Fora do cage ele era amigável, um gigante gentil e um homem de família dedicado. A perda deixa todos nós com o coração extremamente pesado e os nossos pensamentos estão com a família dele, todos os amigos, fãs e companheiros de Kimbo”.

Slice surgiu no mundo da luta em 2003 quando os vídeos de briga de rua dele ficaram famosos na internet. Depois da fama no mundo virtual, Kimbo, que era natural das Bahamas, estreou no MMA profissional em 2007 no Elite XC, extinto evento. Foram três nocautes seguidos, incluindo um sobre Tank Abbott, lendário lutador dos primórdios do UFC.

Em 2009, chegou a participar do The Ultimate Fighter 10 e dividiu a casa com Bredan Schaub, Roy Nelson [para quem perdeu na primeira luta], Matt Mitrione, entre outros. Assinou com o UFC no mesmo ano e venceu Houston Alexander por decisão unânime, mas perdeu a luta seguida por nocaute para o ex-colega de casa, Mitrione, fato que decretou sua demissão do UFC.

Em seguida, o atleta anunciou a aposentadoria do MMA, mas seguiu fazendo lutas profissionais de boxe. Foram sete combates invictos com seis nocautes e uma vitória por decisão entre 2011 e 2013. 

Em 2015, o lutador decidiu voltar ao MMA e assinou com o Bellator. Na estreia enfrentou Ken Shamrock e venceu por nocaute. O último combate foi contra Dada 5000 no Bellator 149, em 19 de fevereiro deste ano. Originalmente, ele nocauteou mas o resultado da luta foi alterado para no contest por Kimbo ter falhado no exame antidoping por apresentar níveis de testosterona acima do permitido.



Bisping nocauteia Rockhold e se torna campeão dos médios; Henderson vence Lombard e deixa aposentadoria no ar

Artur Dantas,

Foto: UFC

Quando foi anunciado como desafiante ao cinturão dos médios do UFC duas semanas atrás, Michael Bisping sabia que teria uma missão difícil pela frente na luta principal da edição 199, realizada em Inglewood, na Califórnia neste sábado (4), horário americano. Diante de Luke Rockhold, campeão dos médios, “The Count” teve a oportunidade que sempre esperou: a de se tornar campeão. Na luta principal do evento, porém, não se intimidou e precisou de apenas 3m36s para se tornar o oitavo campeão da categoria dos médios, sendo o primeiro inglês a deter o posto da divisão que já foi dominada por Anderson Silva. Dessa forma, Bisping devolveu a derrota que sofreu para Rockhold em 2014, oportunidade que foi finalizado. 

No co-evento principal da noite, o campeão dos galos Dominick Cruz e Urijah Faber tiraram a prova dos nove. No terceiro combate entre os dois, que têm uma das maiores rivalidades no MMA, a melhor ficou “The Dominator”. Durante 25 minutos, Cruz mostrou estar em boa forma (ainda que tenha apresentado dificuldade em andar ainda no octógono depois do combate) e trabalhou a esquiva, saindo do raio de ação de Faber a todo instante, mas colocando golpes no rosto do adversário. Após cinco rounds intensos, Cruz fez valer a movimentação pouco ortodoxa com um footwork indecifrável para vencer o compatriota por decisão unânime dos árbitros. 

Na terceira luta do card principal, Max Holloway chegou a 9ª vitória consecutiva após uma apresentação sólida diante do ex-desafiante ao cinturão dos penas, Ricardo Lamas. Holloway, de 24 anos, frustrou as tentativas de queda do adversário e sobrou no jogo em pé. Um dos destaques do combate ficou por conta dos segundos finais. Os dois partiram para a trocação com cruzados e overhands de ambas as partes. 

Dan Henderson e Hector Lombard fizeram um show à parte. No primeiro round, Hendo chegou muito perto de ser nocauteado, mas resistiu ao castigo imposto pelo atleta versado em judô. No segundo round a situação se inverteu. Após acertar um chute alto, Henderson teve a perna grampeada, mas acertou uma cotovelada na têmpora do cubano/australiano que caiu e sofreu mais um duro golpe no queixo, apagando em seguida. Em entrevista após o combate, ainda no octógono, Henderson, de 45 anos, deixou aberto o futuro no MMA, mas com um ar de despedida. "Não sei o que vem depois dessa luta. Vamos ver o que acontece. Pode ser que essa tenha sido a última".

Na luta de abertura do card de cima, Dustin Poirier pressionou Bobby Green desde o início da luta e acabou nocauteando ainda no primeiro round após insistentes provocações para ser mais ativo no confronto.

No card preliminar, os brasileiros se deram bem. Henrique “Frankestein” estreou bem no UFC ao nocautear Jonathan Wilson no segundo round. A brasileira Jéssica “Bate-Estaca” Andrade, que estreou na categoria peso palha, também nocauteou no segundo assalto a americana Jessica Penne. 

Clay Guida fez uma boa luta contra Brian Ortega, mas acabou sendo nocauteado após uma joelhada certeira no rosto quando restavam apenas 20 segundos para o final do combate. 

Michael Bisping, o incansável

Michael Bisping é um dos poucos lutadores do UFC que podem dizer que maturidade trouxe mais solidez no jogo. Ainda com Anderson Silva como campeão da divisão, “The Count” dizia que seria capaz de derrotar o Spider. Considerado por muitos como fora do TOP 10 pela falta de uma sequência de vitórias, o inglês mostrou que ser azarão nem sempre é ruim. Diante de Luke Rockhold, em 2014, Bisping teve sua última derrota. De lá para cá são quatro lutas e igual número de vitórias, incluindo a contra Anderson Silva e Thales Leites.

Nesta noite, ele foi escalado para tampar o buraco deixado na luta principal com a saída de Chris Weidman, por causa de uma hérnia de disco no pescoço. Tão logo soube do corte do americano, Bisping pediu a disputa de cinturão e foi atendido. 

No início da luta, Bisping deu a entender que não seria somente um figurante. Pressionou Rockhold desde o início, mas a guarda baixa e a falta de ação em alguns momentos apontavam que o campeão confiava que poderia acabar a luta a qualquer momento. Variando chutes altos que foram bloqueados e na parte interna e externa da coxa de Bisping, Rockhold viu o avanço do oponente ao combinar chutes e socos. 

Em um dos ataques de Michael, Rockhold respondeu com um direto, mas foi contragolpeado com um soco no abdômen seguido de um cruzado limpo de esquerda no queixo. Luke caiu, tentou se equilibrar e então um novo cruzado de esquerda derrubou novamente o campeão próximo à grade. Com mais alguns socos, Bisping apagou o adversário e ascendeu ao posto de dono do cinturão de uma das categorias mais dinâmicas do UFC no momento. Bisping chegou a 26ª luta pelo Ultimate. 

Sobre a vitória, Bisping disse: Eu luto contra qualquer um com dois minutos, duas horas, dois dias ou duas semanas de antecedência. Eu nocauteei esse cara no primeiro round. Podem dizer o que quiserem, mas eu tenho poder nas minhas mãos”.

Já o frustrado Rockhold assumiu que a derrota e deveu ao clima de “já ganhou”. "Parabéns ao Michael, ele me pegou. Eu simplesmente não vi isso acontecendo. Eu fui soberbo. Quis capitalizar pelo meu jeito de lutar. Ele é um cara duro, é um guerreiro".

UFC 199

Data: 04/06/2016

Local: The Forum, Inglewood, California

Card principal 

Michael Bisping derrotou Luke Rockhold por nocaute (socos) - Round 1, 3:36

Dominick Cruz derrotou Urijah Faber por decisão unânime (50-45, 50-45, 49-46) - Round 5, 5:00

Max Holloway derrotou Ricardo Lamas por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00 

 Dan Henderson derrotou Hector Lombard por nocaute (chute e cotovelada) - Round 2, 1:27 

 Dustin Poirier derrotou Bobby Green por nocaute (socos) - Round 1, 2:53

Card preliminar 

Brian Ortega derrotou Clay Guida por nocaute técnico (joelhada voadora) - Round 3, 4:40 

Beneil Dariush derrotou James Vick por nocaute (soco) - Round 1, 4:16 

Jéssica “Bate-Estaca"Andrade derrotou Jessica Penne por nocaute técnico (socos) - Round 2, 2:56 

Alex Caceres derrotou Cole Miller por decisão unânime (29-28, 29-28, 30-27) - Round 3, 5:00

Sean Strickland derrotou Tom Breese por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) - Round 3, 5:00 

Luis Henrique da Silva derrotou Jonathan Wilson por nocaute técnico (socos) - Round 2, 4:11 

Kevin Casey e Elvis Mutapcic foi declarado empate dividido (29-28, 28-29, 28-28) - Round 3, 5:00 

Polo Reyes derrotou "Maestro" Dong Hyun Kim por nocaute (socos) - Round 3, 1:52



Ali, muito mais do que um legado esportivo

Artur Dantas,

A morte ao 74 anos do que é considerado por alguns o maior boxeador entre todas as categorias do pugilismo não chegou a ser uma surpresa para o mundo. Muhammad Ali “The Greatest" não resistiu às complicações do Mal de Parkinson que o acometia desde 1984. Foram exatos 32 anos de uma luta inglória contra o adversário mais implacável que já passou pela vida do controversa e polêmica de um dos lutadores mais brilhantes de que se tem registro na história do nobre arte. A morte de Muhammad Ali coloca fim ao sofrimento do homem que chocou o mundo por seus feitos desportivos, mas também soube causar muito barulho fora dos ringues. 

Não foram as vitórias marcantes sobre George Foreman, Joe Frazier ou Sonny Liston que fizeram de Ali ser o que era; não foi a forma como ele vencia seus oponentes, como brincava com eles no ringue, como fazia homens fortes caírem em um piscar de olhos com os golpes na velocidade da luz, como se gabava em propagar. 


Muhammad Ali, como muitos sabem, nem sempre foi este que morreu. Ainda criança, Cassius Marcellus Clay Jr, garoto sem muitas perspectivas para um norte-americano negro e pobre de Louisville, no Kentucky, que vivenciou a realidade muito presente da segregação racial que subjulgava homens, mulheres e crianças, começou a praticar boxe aos 12 anos após ter sua bicicleta, que fora dada pelo seu pai, roubada. Ao relatar o caso para um policial, Clay externou a vontade de bater no ladrão quando o encontrasse. O oficial, que também era treinador de boxe, disse que ele precisava aprender a boxear e assumiu os treinamentos do menino que venceu a primeira luta no boxe seis meses depois. 

A carreira de privações começou a despertar o lado mais social de Ali aos 18 anos, quando conquistou a medalha de ouro dos meio-pesados nas Olimpíadas de Roma, em 1960. Recebido com festa na cidade natal, Cassius sentiu pela primeira vez que nem toda fama ou sucesso que fizesse no esporte poderiam superar o racismo. O caso clássico retratado no documentário “Quando éramos reis” (When we were kings), produzido em 1996, mostra o depoimento indignado dele após ser barrado em um "restaurante de brancos”. 


Após a conquista, Clay disse que libertaria o seu povo e foi a um restaurante da cidade, sentou e pediu uma xícara de café com um cachorro quente, o que foi recusado pelo funcionário ao dizer que “não serviam negros” no estabelecimento. Ele brincou dizendo que não comia negros, queria apenas um cachorro-quente. O caso ligou o sinal de alerta do jovem que passou a ser uma espécie de porta-voz dos negros pelo mundo, que ficaria marcado mais forte na década de 70 com o “Rumble In The Jungle”. 


Ainda na década de 60, Clay ostentava muita fama decorrente de sucesso nos ringues. Invicto na carreira, o boxeador teve diante de Sonny Liston, em 1964, o maior desafio da carreira. Aos 22 anos, Liston foi à lona no sétimo de 15 rounds previstos por nocaute técnico. A vitória deu a Cassius os títulos da Confederação Mundial de Boxe e do Conselho Mundial de Boxe. Foi a última luta de Clay com o nome de batismo. Após o combate, ele anunciou a conversão ao islamismo, por intermédio pelo líder Elijah Muhammad, e adotou o nome que ficou conhecido até a morte, Muhammad Ali.

Parte da mudança é explicada pela forma com Ali se sentia em relação ao tratamento que recebeu do próprio povo e da igreja católica. Ele não se sentia representado mais pela religião que adotou quando criança. A mudança de nome veio porque não queria mais usar nome de escravo. Ali se uniu ainda a Malcolm X, líder negro dos Estados Unidos, na luta pela igualdade racial. 

Mas foi em 1967 que Ali teve o maior desafio da carreira longe dos ringues. Convocado para combater no Vietnã, ele se negou, após ter três recursos negados, e recebeu como pena por violação das leis de serviço de seleção a reclusão por cinco anos, o pagamento de multa de US$ 10 mil, além da perda do título dos pesados e ter a licença de lutar revogada. Ele respondeu em liberdade. A recusa em participar da guerra foi explicada pelo entendimento religioso atual e por não concordar com o envolvimento norte-americano no assunto. 

Na época disse o porquê não combateria na guerra. “Não tenho nenhuma desavença com os vietcongues. A minha consciência não me deixa atirar no meu irmão, ou em algumas pessoas mais escuras, ou alguns pobres famintos jogados na lama por causa dos poderosos na América. Matá-los para quê? Eles nunca me chamaram de negro, eles nunca me lincharam, não colocaram cães em cima de mim, não roubaram minha nacionalidade, estupraram minha mãe ou mataram meu pai. Como posso matar essas pessoas pobres? Apenas me coloque na cadeia”.

Apenas em 1970, Ali voltou a lutar novamente após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter decidido em seu favor na instância judicial estadual para poder conseguir novamente a licença para lutar. Apesar do tempo afastado, a vitória estava selada. Muhammad conseguiu chamar atenção para as causas da guerra e do racismo no período que esteve afastado, e que chegou a flertar com a aposentadoria. 

Renascimento

Após o período longe dos ringues, Ali voltou a competir e conheceu a primeira derrota da carreira como profissional na terceira luta depois da suspensão. O adversário era Joe Frazier, contra quem Ali construiu uma das mais latentes rivalidades do esporte. No que foi considerada a “A Luta do Século”, em 1971, Frazier e Ali duelaram durante 15 rounds, em Nova Iorque, no Madison Square Garden. O resultado: Ali perdeu os dois títulos que ostentava da WBA e WBC.


Quatro meses depois, voltou a ser dono de um cinturão. Derrotou Jimmy Ellis e ficou com o título vago dos pesados da NABF. Ali permaneceu invicto por nove lutas até encontrar Ken Norton, que o venceu por decisão dividida após 12 rounds. Na luta seguinte, também em 1973, ele venceu o mesmo adversário também por decisão dividida dos juízes e recuperou o cinturão da NABF. 

Mas o melhor ainda estava por vir. Três anos após ser derrotado por Frazier, ambos voltaram a se encontrar em Nova Iorque. Aos 32 anos, Ali venceu por decisão unânime depois de 12 rounds, empatando a contagem de vitórias para cada lado. O desdobramento viria viria em 1975, mas antes disso uma outra grande luta estava sendo arquitetada...

África, um capítulo à parte 

A luta por igualdade racial promovida por Ali chamou a atenção do mundo de novo. Dessa vez, longe dos Estados Unidos. Em 1974, a cidade de Kinshasa, no Zaire, atual Congo, recebeu uma das lutas mais aguardadas no boxe. George Foreman, que vinha de uma sequência de 24 nocautes, incluindo os que davastaram Ken Norton e Joe Frazier, e era o dono dos cinturões que já haviam pertencido a Ali, se enfrentariam em um megaevento, promovido por Don King, que envolveu mais do que esporte. Estrelas da música como James Brown, BB King, The Spinners e artistas locais promoveram shows durante três dias. Pela luta, cada um dos lutadores recebeu US$ 5 milhões.

“Quando éramos reis” retrata de forma detalhada como se deu o combate entre os dois e como se processou a rivalidade criada por Ali para tentar desestabilizar o oponente. No embarque dos Estados Unidos para o Zaire, Muhammad apareceu cercado de jornalistas dizendo que aposentaria o campeão dos pesados. E mais, fez uma comparação com um fato político norte-americano, deixando ainda mais clara a sua veia de misturar política com esporte. “Se você ficou surpreso quando Nixon (Richard Nixon, ex-presidente americano que renunciou após o escândalo Watergate, retratado no filme “Todos os Homens do Presidente”) espera até eu chutar o traseiro de Foreman. O mundo ficará atordoado no dia 25 de setembro”.

Na África, o carismático e articulado Ali suou mais uma vez a questão social para trazer a torcida para o seu lado, e incentivou os africanos a usarem a expressão “Ali, bumaye”, que significa “Ali, mate-o”. Muhammad tratou o evento como “a primeira assembleia sobre negros americanos e africanos na história”.

Ao desembarcar no Zaire, Foreman foi recebido com menos empolgação que o adversário. Muito disso explicado por descer do avião com o seu cachorro, um pastor alemão, animaal usados pelos belgas para reprimir os nativos que se insurgiam na época do Congo Belga, território dominado pelos europeus de 1908 até 1960. 

Constrangimentos à parte, Ali continuou usando os microfones para tentar quebrar mentalmente Foreman. “Ele é o touro, eu sou o matador”, “Eu lutei com um jacaré. Briguei com uma baleia. Algemei o trovão e joguei ele na cadeia. Matei uma pedra, hospitalizei um tijolo” e “Ontem a noite eu acertei o interruptor e estava na cama antes do quarto ficar escuro” eram algumas das pérolas do lutador ao dizer que era mais rápido do que George e que Foreman se movimentava como uma múmia. 

Porém, o combate não ocorreu na data programada. Durante uma sessão de sparring, Foreman acabou sendo atingido por uma cotovelada não intencional e teve que, como falou na coletiva, reagendar o combate do dia 25 de setembro para 30 de outubro do mesmo ano. 

Na luta, o que se viu foi uma superioridade de Foreman, então com 25 anos, contra 32 de Ali. A potência dos golpes minaram a resistência e movimentação do ex-campeão que usou o trash talking em cima do ringue para quebrar mentalmente o adversário e o apoio da torcida de 100 mil pessoas que gritavam, a pedido de Ali, “Ali, bumaye”.

Em entrevistas que deu anos após o combate, Foreman disse: “Eu batia com toda a força que tinha, e ele me perguntava ‘vamos, George. É essa toda a sua força?”. No ringue, Ali continuava a falar entre um soco e outro. “Você não bate tão forte quanto eu pensava, George. Você não está fazendo pipocas. É o mais forte que você pode bater?”. E George respondeu em entrevistas que deu depois: “Era o mais forte que eu podia bater e ele não caia”.

A estratégia, por mais equivocada que pudesse parecer, deu certo. Ali nocauteou o cansado Foreman no oitavo round, dos 15 previstos, impondo a primeira derrota da carreira do compatriota, recuperando os cinturões da WBA e WBC.

Frazier parte III

Ali e Joe Frazier encerraram a triologia em janeiro de 1975. Com uma resultado posivito para cada lado, ambos se enfrentaram para a melhor de três. Por nocaute no  14º round, de 15 assaltos, “The Greatest” venceu novamente um dos maiores nomes doboxe mundial no evento realizado nas Filipinas, “Thrilla em Manila”.

Para tanto, Frazier decidiu não ficar como coadjuvante apenas e iniciou os ataques ao explicar como faria para impedir que Ali dançasse no ringue, como gostava de dizer. "“Depois que eu parar seus órgãos, quando esses rins e fígado pararem de funcionar, ele não vai poder se mover tão rápido. Os órgãos em seu corpo têm que estar funcionando. Se você machucá-los, ele não pode fazer o que ele quer fazer.”


E deu certo na maior parte da luta. Até o ponto de Ali dizer no descanso para o décimo round que os golpes desferidos por Frazier, com destaque para os ganchos de esquerda, “era o mais próximo que esteve da morte. Entretanto, Ali passou a trabalhar uma sequência de jabs que foram entrando no olho esquerdo de Joe e dificultaram a esquiva dos golpes de Ali. As combinações de cruzados e diretos se tornaram mais frequentes, forçando o staff de Frazier assinalar a desistência no intervalo do último round. Era o fim. Ali permanecia com os cinturões. 

Um líder político e étnico

Fatos como ocorreram no restaurante, quando foi impedido de comer por ser negro,  suspensão da licença para lutar por se recusar a combater no Vietnã e a luta no Zaire fizeram de Ali um megafone para a questão da segregação racial e para o militarismo norte-americano. Durante o período que esteve afastados dos ringues, Ali assumiu a postura de mártir do movimento negro, claramente inspirado por Martin Luther King. Em 1968, foi capa da revista “Esquire” retratado como São Sebastião crivado de flechas, uma alusão aos críticos no mundo do esporte e os que contestavam a posição religiosa assumida pelo lutador. 

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O fato é que Muhammad Ali não brilhou apenas no ambiente esportivo, tendo sido considerado o maior atleta do século XX. Desde o início da carreira, com as mais de cem vitórias no cartel amador, ele se mostrava um atleta diferenciado. Inteligente, provocador, divertido e bonito, Ali levou o boxe a um outro nível. Sabia falar e tinha desenvoltura com a câmera, entendia a melhor forma de promover os combates em uma época sem tantas produções artificiais, e usou a prisão e o afastamento do boxe como um fato que, se não alavancou a carreira, deixou como legado que quem tem voz e conteúdo pode fazer a diferença em qualquer instância. 

Ali, que dizia não querer ser líder, assumiu um posicionamento - e pagou por ele - ao declarar frases como “tomei a decisão de ser um negro que não se deixa ser pisado por brancos”. Não era unanimidade nos Estados Unidos justamente por não ter filtro, mas construiu um caminho muito menos difícil para quem luta por igualdade de direitos e para quem entende que cor da pele não define caráter ou sucesso. Ali morre e deixa como principal mensagem o que gostava de fazer no auge da carreira: voar como uma borboleta, picar como uma abelha.



Em nova categoria, Barão é derrotado por Stephens no UFC FN 88

Artur Dantas,

Foto: UFC/Getty Images

O ar de Las Vegas não fez bem para os brasileiros escalados para edição Fight Night 88 do UFC. Na noite deste domingo (29) e madrugada da segunda-feira (30), Thominhas Almeida acabou nocauteado por Cody Garbrandt, enquanto no co-evento principal da noite Renan Barão, ex-campeão dos galos e que estreou nos penas no UFC, foi derrotado por Jeremy Stephens por decisão unânime. Além deles, Vitor Miranda perdeu para Chris Camozzi também na contagem de pontos dos árbitros, enquanto Alberto UDA, estreante no Ultimate, foi nocauteado por Jake Collier. 

Para Almeida a derrota foi ainda mais intragável porque ele estava invicto em 21 combates. Nesta madrugada, porém, com uma atuação apática que pouco lembrou as outras quatro apresentações  - e nocautes - que registrou desde que chegou ao Ultimate, Thominhas sucumbiu ao volume de jogo de Cody ainda no primeiro round após uma sequência de direto de direita e um cruzado com a mesma mão que levou o brasileiro à lona aos 2m52s. 

Com uma apresentação melhor, Renan Barão travou com Jeremy Stephens um confronto de três rounds bem disputados, um dos melhores da noite. Os atletas alternaram bons momentos na luta em pé, com vantagem para o americano especialmente no segundo round, quando baixou o ímpeto do potiguar depois de acertar um forte direto seguido de um uppercut certeiro no queixo. Durante 15 minutos, os dois trocaram golpes e encaixaram bons cruzados ou diretos, com algumas fintas no jab.

Com melhor movimentação e mais precisão no primeiro assalto, Barão impediu o avanço do atleta da casa com chutes nas pernas e boas combinações de jabs e cruzados, respondidas em menor intensidade pelo americano. No segundo e terceiro rounds, porém, Stephens foi mais efetivo e contundente, o que resultou em um ferimento no supercílio esquerdo de Renan ainda na segunda parcial.

Apesar da menor potência nos golpes e menor movimentação, Barão tentou com as quedas a vitória no terceiro round, mas a defesa de take downs de Lil’ Heaten reduziu as chances do potiguar de impor o jogo de solo. Apenas na metade da última parcial, Barão teve sucesso em levar a luta para o chão com segurança, tentou estabilizar mas Stephens fez bem a defesa e conseguiu voltar em pé. Por triplo 29-28, Jeremy ficou com a vitória. 

Ainda no card principal, Chris Camozzi dominou o ex-TUF Brasil Vitor Miranda durante três rounds, inclusive se sobressaindo na parte em pé, especialidade do brasileiro. No primeiro assalto, Miranda buscou pressionar o oponente, tentando confundir o adversário ao alternar chutes altos e na perna com socos. Restando menos de dois minutos, Vitor grampeou a perna de Camozzi e levou a luta para o chão, mas a tentativa de chave de pé no brasileiro dificultou alguma ação mais efetiva. 

No segundo round, a vantagem para Camozzi ficou mais clara. Com apenas um minuto e 30 segundos ele já estava por cima do brasileiro depois de acertar um chute que tirou a base da perna da frente. O americano ficou por cima batendo no ground and pound, incluindo cotoveladas, que abriram um corte no supercílio esquerdo. O assalto acabou com Chris na meia guarda batendo no brasileiro. 

Na última parcial, a melhor do brasileiro, a luta só foi iniciada após avaliação médica do corte do catarinense. Depois da liberação, ambos fizeram um combate parelho em cima, antes de Miranda ser colocado para baixo ao ser esquivado de um cruzado, cinturado e colocado para baixo. A luta voltou em pé após iniciativa do “Lex Luthor”. Ambos trocaram socos e chutes, mas o cansaço de ambos, com destaque para o do brasileiro, impediu que Miranda conectasse mais golpes para buscar abalar o oponente, vencedor por decisão unânime. 

No card preliminar, o estreante Alberto “UDA” Emiliano começou bem a luta contra Jake Collier. No início da luta, no clinch do muay thai, ele acertou uma joelhada que fraturou o nariz do adversário. Recuperado do susto, o americano resistiu às investidas do atleta de Santa Catarina, que mostrou recuperação no final do primeiro assalto. Na parcial seguinte, um chute rodado na barriga fez UDA desabar, forçando o árbitro central a interromper a luta em 1 minuto e 6 segundos. Assim como Thominhas, a derrota foi a primeira da carreira do lutador de 31 anos em 10 combates. 

UFC Fight Night 88

Data: 29/05/2015

Local: Mandalay Bay, Las Vegas, Nevada (EUA)

Card prinicipal

Cody Garbradt derrotou Thominhas Almeida por nocaute (socos) - Round 1, 2:53;

Jeremy Stephens derrotou Renan Barão por decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Rick Story derrotou Tarec Saffiedine decisão unânime (29-28, 29-28, 30-27) - Round 3, 5:00;

Chris Camozzi derrotou Vitor Miranda decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00;

Lorenz Larkin derrotou  Jorge Masvidal decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) - Round 3, 5:00;

Paul Felder derrotou Josh Burkman decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Card preliminar

Sara McMann derrotou Jessica Eye decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00;

Abel Trujillo derrotou Jordan Rinaldi decisão unânime (29-28, 29-28, 29-28) - Round 3, 5:00;

Jake Collier derrotou Alberto Uda nocaute técnico (socos) - Round 2, 1:06;

Erik Koch derrotou Shane Campbell finalização (mata-leão) - Round 2, 3:02;

Bryan Caraway derrotou Aljamain Sterling decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) - Round 3, 5:00;

Adam Milstead derrotou Chris De La Rocha nocaute técnico (socos)- Round 2, 4:01;


21-40 de 886