III edição do Grand Slam Nordeste abre calendário 2018 do jiu-jitsu no RN neste final de semana

Artur Dantas,

Depois do recesso das competições nas artes marciais, entre dezembro de 2017 e janeiro deste ano, o Rio Grande do Norte se prepara para receber mais uma edição do Grand Slam Nordeste (GSN) de Jiu-Jitsu, evento que chega a terceira edição e promete reunir mais de mil atletas nos dias 3 e 4 de fevereiro, no ginásio Central da UFRN. O campeonato é um dos maiores do estado e abre o calendário das disputas na arte suave. Para o evento estão inscritos lutadores da Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Ceará, Alagoas e Bahia, além de representantes de várias cidades do Rio Grande do Norte.

Segundo o organizador do evento, Felipe Medeiros, a grande adesão dos atletas ao Grand Slam é explicada pelos diferenciais oferecidos. “O jiu-jitsu está se fortalecendo e, consequentemente, o número de atletas e de eventos aumenta. É preciso pensar em algo a mais. Foi o que fizemos nas primeiras edições, quando premiamos com kimonos, algo pioneiro, e que depois passou a fazer parte quase que obrigatoriamente de qualquer grande evento”, disse.

Para Felipe, a necessidade de um grande campeonato vai além de cumprir à risca seu cronograma. “Os lutadores já deixaram claro que isso é básico, então pensamos em outros benefícios como praça de alimentação completa, um ginásio amplo e ventilado, oferecer nas áreas de luta mesas repletas de frutas para que os que vão competir possam ter um complemento alimentar saudável e uma fisioterapeuta presente na quadra durante toda a competição”, completou o organizador do evento.

Além disso, os campeões serão premiados com um cinturão e kimono, mais bonificação em dinheiro. O segundo lugar recebe medalha e kimono, e os terceiros lugares recebem suplemento. “Estamos trabalhando muito para fazer um ótimo evento. Ouvimos os lutadores nas edições passadas, aperfeiçoamos algumas coisas e inserimos novas ideias. A expectativa é das melhores para sempre superarmos em qualidade a edição anterior. Com essa busca estamos evoluindo sempre e quem ganha com isso é o esporte e o jiu-jitsu em geral”, acrescentou Medeiros.

Para a mais recente edição, o GSN trouxe algumas novidades em relação às etapas de 2017. Uma delas é que será estreado na disputa o Ranking Nordeste, formado pelos maiores eventos de jiu-jitsu do RN, que contará pontos e premiará em uma solenidade no final do ano os melhores atletas de cada faixa. Cada lutador receberá um kimono, uma placa e um certificado, tanto no masculino quanto no feminino. 

Paraatletas

Outra novidade do Grand Slam Nordeste é que será disputado um circuito formado apenas por paraatletas. A sugestão foi dada pelos próprios participantes e englobada nesta edição, uma forma de trabalhar o esporte também como inclusão e integração social.

“Já tínhamos nas edições passadas a presença de alguns lutadores com mobilidade reduzida, que acabavam competindo apenas em lutas de demonstração”, adiantou Felipe.

Serviço:

Grand Slam Nordeste de Jiu-Jitsu

Data: 3 e 4 de fevereiro

Local: Ginásio Central da UFRN

Entrada: livre

Início da competição: 8h



Livro “Vencedor: como obter sucesso lutando MMA” será lançado nesta quinta, em Natal

Artur Dantas,

Fonte: assessoria de imprensa
O potiguar Rodrigo Cruz, announcer (apresentador) de eventos de MMA, lança nesta quinta-feira (7), à partir das 18h, na Goodfather Barbearia Clube, o livro “Vencedor: como obter sucesso lutando MMA”. Lançado pela editora Primeiro Lugar, o evento vai contar com a presença VIP do lutador Wanderlei Silva, astro do MMA mundial, que também assina a orelha do livro. 
O livre é uma espécie de manual. Um guia, com muitas dicas e sugestões. Simples, direto, totalmente sem arrodeios, pra quem quer se tornar um lutador de MMA de sucesso.
Além dos textos de Rodrigo Cruz, a obra reune depoimentos de grandes nomes do MMA, como os coaches Giovanni Magnus e Thiago Linhares, os profissionais da saúde Alipio Naphal e Hilton Gurgel os jornalistas Renata Aymoré e Thiago César Azevedo, os atletas José Aldo Júnior, Erick Silva, Paulo Borrachinha, Wanderlei Silva, Patrício Pitbull, Lyoto Machida e Jussier Formiga, além do empresário de grandes lutadores Jorge Guimarães e do Presidente do Prêmio Osvaldo Paquetá, Cristiano Martins.
"Procurei organizar de forma clara e simples várias observações e vivências que tenho me dedicando ao MMA. Comprando o livro, o leitor vai ter dicas superimportantes não apenas de como agir dentro da academia, mas sim de como fazer amigos, lidar com a imprensa, cuidar do corpo, ter foco, se promover e ser notado por grandes eventos pra se tornar, quem sabe, um grande vencedor", explica o autor.
Sobre o autor:
Rodrigo Cruz é potiguar, nascido em Natal. Graduado em Publicidade e Propaganda com Pós-Graduação em Comunicação e Marketing. É praticante de jiu-jitsu e MMA e faixa-preta de karate. Apresentou o reality show The Walker Reality e o programa Andarilho, além de ser repórter especializado em MMA. Atualmente, também é promotor de eventos, Presidente do Potiguar Combat e announcer de alguns dos maiores eventos de MMA do Brasil.
Serviço:
Lançamento do livro “Vencedor: como obter sucesso lutando MMA”, de Rodrigo Cruz;
Data: 7 de dezembro de 2017 (quinta-feira), às 18h;
Local: Goodfather Barbearia Clube, Rua Ângelo Varela, 1300 (Rua da AABB), em Natal/RN.
Programação: Bate-papo sobre MMA e sessão de autógrafos/fotos com Rodrigo Cruz e Wanderlei Silva.
Pré-venda: www.edprimeirolugar.com.br/prevenda.
Fotos de Rodrigo Cruz: créditos para PH de Souza.
Contato:
Rafael Morais - 84 98899-1001


Nova União anuncia desfiliação da Kimura e mais três academias

Artur Dantas,
Erik Engelhart

O líder da Nova União, André Pederneiras, anunciou na noite desta quarta-feira (15) no perfil oficial da academia no Instagram que a Kimura não faz mais parte da agremiação. No post (que pode ser lido na íntegra no final do texto) de sete parágrafos, Pederneiras cita uma “reformulação” para explicar algumas discordâncias entre os líderes, e explicou que é preciso “aceitar o melhor para ambos os lados” apesar de objetivos e opiniões divergentes.

Além da Kimura, que no Rio Grande do Norte tem a liderança de Jair Lourenço, hoje radicado nos Estados Unidos, estão fora também  a Studio Jiu-Jitsu, a Trend Fit Academia e Unisports.

A separação não é, propriamente, uma novidade. No dia 6 de julho de 2017, Pederneiras já havia postado um comunicado no próprio Instagram (que também pode ser lido na íntegra no final da matéria) no qual expunha alguns “problemas vivenciados na equipe”, e que isso teria levado a alteração de algumas regras importante, como, por exemplo, a impossibilidade de ter os representantes como  ½ Nova União e ½ outra equipe. Na ocasião, Dedé e Wendell Alexander assinalaram o prazo de 17 de julho deste ano para que as associações e filiais assegurarem o cumprimento das novas regulamentações. Caso contrário, estariam automaticamente desligadas. O casamento entre Kimura e Nova União começou em 1997, durando exatos 20 anos. 

Nota do blog: a dissociação da Kimura da Nova União era uma questão de tempo. As atribuições de Dedé Pederneiras e Jair Lourenço como técnicos ultrapassaram a barreira da cooperação para o eclipsamento do potiguar. Apesar de negar com veemência sempre que questionado, Jair estava relegado ao segundo plano do estrelato mesmo quando sua cria, Renan Barão, foi campeão interino e depois linear do UFC. No final de 2016, portanto, Lourenço migrou para os Estados Unidos, “fez” Ryan Bader campeão do Bellator, levou atletas como o próprio Barão, Jussier Formiga, Ciro Bad Boy, e outros para realizar camps inteiros para os combates no UFC e no LFA, e assumiu de vez as rédeas dos treinamentos e da carreira dos lutadores.

COMUNICADO DE HOJE:

Como é sabido de todos, a Equipe Nova União vem passando por uma reformulação em toda a sua estrutura, buscando um aprimoramento de suas ações enquanto Equipe e acompanhando a evolução das artes marciais como um todo.

Como em toda reformulação, as discordâncias se tornam normais e até engrandecem o resultado mas quando percebemos que os objetivos e opiniões são divergentes, precisamos aceitar que o melhor para ambos os lados e que cada um siga o seu caminho.

Por tal razão, e visando bom andamento da ações da Equipe e de também de um futuro melhor para aqueles que divergem da nossa opinião, consideramos melhor que algumas afiliadas (ou filiais) possam trilhar o caminho por elas escolhido, continuando sempre com nosso respeito e nossa amizade.

Sendo assim, é com tristeza que a Equipe Nova União vem por meio desta, anunciar que a Equipe Kimura, a Studio Jiu-Jitsu, a Trend Fit Academia e Unisports, não fazem mais parte da Nova União, desejando a todas sucesso na nova caminhada.

A Equipe Nova União nunca poupou esforços para ajudar as suas equipes filiadas, seja com sua estrutura, seu material humano , sua influência, sempre intencionado auxiliá-las e ajudá-las, bem como as artes marciais como um todo.

Somos uma equipe que tem em nossa fundação projetos sociais, atletas de comunidades etc. Não iniciamos com filantropia para fazer “tipo” ou porque está na moda, e sim por que as nossas raízes vem desse meio, e chegamos aonde chegamos por causa dessas pessoas.

Temos nossas limitações, não somos donos da verdade, mas temos o objetivo de sermos UNIDOS ATÉ A MORTE!!! Osss

More than a Team

A Family.

COMUNICADO DE JULHO:

Fala Galera, Eu (André Pederneiras) com ciência e consentimento de Wendell Alexander (no qual estava presente) devido a alguns problemas vivenciados na equipe, resolvemos alterar algumas regras importantes.

Resumidamente, não mais poderemos ter nossos representantes como ½ Nova União e ½ outra equipe. Ou representam a Nova União com toda a Equipe, ou fiquem 100% com a outra.

Todas as filiais terão um contrato com a Nova União, (solicite pelo e-mail [email protected]), e não mais somente as associações, e sim, cada filial.

Caso não escutemos de alguma filial ou associação ate a data de 17/07/2017, entenderemos que não mais tem interesse em fazer parte da família Nova União.

Lembrando mais uma vez, todas, eu disse todas as filiais devem se recadastrar pelo email [email protected], e que venham com Nome completo do responsável da mesma (do local), será quem responderá pela mesma, não só em questão de regras, mas também financeira, seu CPF, e endereço completo.

O Jiu-jitsu hoje e outro, e se não nos organizarmos agora ficaremos para trás.

Caso enviem o e-mail com Interesse em se manter fazendo parte da família, logo receberão um documento. Por favor leiam o documento enviado, item a item. E caso estejam de acordo, assinem e retornem por e-mail.

Se somos uma família, temos que trabalhar como uma. Caso decidam por não mais fazer parte, fiquem tranqüilos, entenderei, ate por que já fiz isso.

Agradeço a todos por tudo, peco desculpas por algumas palavras mais duras, mas estamos realmente fazendo isso para o bem de vocês e de toda a Equipe.

Nova União acima de tudo.

André Pederneiras



Lutadores de Jiu-Jitsu realizam seminário para ajudar criança que precisa de cirurgia cardíaca

Artur Dantas,

Atletas das maiores equipes de Jiu-Jitsu do Rio Grande do Norte deixaram a rivalidade de lado e se uniram em uma ação solidária. Nesta sexta-feira (18), às 19:30h, os principais lutadores desta modalidade estarão ministrando um seminário técnico visando arrecadar dinheiro para custear uma cirurgia cardíaca de uma criança de apenas 6 anos de idade. 

Miguel Costa Cavalcante, que é filho de um lutador potiguar, nasceu com uma má formação no coração que o impossibilita de realizar certas atividades. Há algum tempo aguardando o procedimento cirúrgico na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), o garoto deverá viajar a São Paulo nos próximos dias. No entanto, será preciso superar outros obstáculos, como os custos com passagens, hospedagens e alimentação. 

Entre os campeões que se uniram nesta luta pela vida estão Patrício Pitbull, campeão do Bellator, o segundo maior evento de MMA do mundo, Bruno Ramos, campeão Brasileiro de Jiu-Jitsu, Matheus Tadanado, Campeão Mundial, Gustavo Maguinho, Campeão do Internacional Master, entre outros. 

O seminário acontece na academia WM, situada na Av. Sen. Salgado Filho, 3010 - Candelária, na próxima sexta-feira (18), às 19:30h. Mais informações com 99206-3623 ou 98129-3618.



E finalmente deram a Cris o que era de Cris

Artur Dantas,
Getty Images

por Helliny França

O UFC 214 sem dúvidas foi uma edição memorável, tínhamos ali várias questões a serem resolvidas, começando pela luta principal, Jon Jones versus Daniel Cormier, o final de uma novela mexicana que se arrastava desde janeiro de 2015, quando D.C perdeu sua invencibilidade. O embate principal do UFC 214 envolvia uma rivalidade e uma tensão tamanha que foi comparado por Joe Rogan, narrador do UFC da tv americana, ao clássico do boxe Ali versus Frazier. E como era de ser esperar, Jones levou o cinto para casa.

 Ainda tivemos a volta de Renan Barão ao octógono, um retorno cheio de expectativas, Renan fez o camp nos EUA, estava com um shape diferente. O RN estava na torcida, mas Sterling acabou se impondo, e no jogo de estratégias foi a do americano que venceu.

Vimos Demian Maia lutar pelo seu lugar ao sol, durante 5 rounds, de forma corajosa, desafiou o tanque de guerra que é o dono do título dos meio-médios Tyron Woodley. Demian perdeu, mas não desistiu, lutou os 5 longos rounds com um olho comprometido devido a golpes do adversário.

Porém nenhum desses combates me despertou mais interesse do que a disputa do título feminino da divisão dos penas, não foi porque Cris é brasileira, e também não foi empatia porque sou mulher, me interessei porque já sabia do potencial e do quanto Cyborg merecia estar ali.

Antes de começar o embate o ex-lutador do UFC Rodrigo Minotauro, que estava comentando o evento no canal Combate, disse algo que eu havia repetido para todos que falavam sobre o MMA feminino comigo, que Cris Cyborg é, e sempre foi a melhor lutadora de MMA de todos os tempos.

Mas muita gente deve se perguntar: afinal quem é Cristiane Justino? Um Brasil que é fã declarado de Ronda Rousey, pouco sabe de Cyborg. Não foi por acaso que a paraibana Bethe Correia foi vaiada quando foi enfrentar a americana no UFC 190, em agosto de 2015, em pleno Rio de Janeiro.

Cris até hoje é criticada por ter sido pega no doping no passado, sim isso aconteceu em 2011 quando ela ainda lutava no extinto Strike Force, ela errou, e não estou querendo justificar. No entanto, vários nomes de peso foram pegos neste mesmo erro e não possuem uma carreira marcada por isso. Anderson “Spider” Silva continua sendo o ídolo de milhares, assim como o protagonista do UFC 214, Jon “Bones” Jones, e também o gigante dos pesados Brock Lesnar.

Quando Ronda ganhou fama internacional em 2013 por suas vitórias relâmpago dentro do UFC, Cyborg já estava a 8 anos sendo dominante no esporte. O que também poucos sabem é que por muitos anos Cris tentou enfrentar Ronda, em seu auge no Ultimate. A curitbana fez diversas propostas, inclusive de lutar sem colocar o título da campeã em jogo, mas Dana White, por motivos que depois deste sábado estão bem claros, nunca deixou sua pupila se arriscar em frente a Cyborg.

Enquanto todas procuravam treinar defesa de quedas para não ser finalizada por Ronda, Cris do alto de sua experiência disse que a chave para vencer Rowdy era acertar seu rosto. Parece que Holly Holm ouviu, e fez direitinho o dever de casa. Não foi Cris, infelizmente, que destronou a queridinha do UFC, mas a queda de Ronda fez com que começasse a dança de cinturão na categoria, que foi durante tantos anos dominada por uma só. A falta de uma campeã definitiva nos galos, fez Dana White dar o braço a torcer e abrir a divisão feminina dos penas

Mais uma vez Cyborg foi injustiçada, Dana White quis abrir a divisão logo após a curitibana ter feito um corte de peso brusco para uma luta em peso combinado contra Lina Lansberg no UFC Fight Night 95, em setembro de 2016. Cris ficou com a saúde debilitada, mas Dana queria que a categoria fosse inaugurada a todo custo, foi aí que a holandesa Germaine De Randaime subiu de divisão e enfrentou a americana Holly Holm. Ainda no octógono quando perguntada sobre quem gostaria de enfrentar Randaime disse que estaria disposta a lutar com novamente com Holm, mas quando foi indagada sobre Cyborg ela recuou imediatamente, e acusou um machucado na mão, e afirmando que ficaria 6 meses de molho sem lutar.

Mais uma vez Cris viu seu cinturão se distanciar, Randaime segurou o título, sem ver possibilidade de disputar o cinto, em maio deste ano a brasileira foi as redes sociais comemorar a aproximação do fim de seu contrato com o Ultimate. Só em junho a organização resolveu tirar o título da holandesa e dar a tão sonhada chance de Cyborg lutar por aquilo que já deveria ser seu.

Quando o pôster do evento foi divulgado, outro banho de água fria, só existia Jon Jones e Daniel Cormier ali, as outras disputas foram totalmente esquecidas. Novamente Cyborg foi as redes sociais expressar seu descontentamento com o UFC, decepcionada a lutadora disse que o Ultimate mais uma vez estava tentando escondê-la. Aparentemente para a organização 12 anos de invencibilidade não merece destaque.

Inicialmente a brasileira iria enfrentar Megan Anderson, porém a adversária acabou sendo substituída por Tonya Evinger, campeã da divisão dos galos do Invicta FC, evento do qual Cyborg pertencia.

Até que finalmente a novela se desenrolou, pude ver Cris entrando no octógono do UFC com um propósito definido, não era mais uma luta em peso casado, a expressão no rosto da brasileira era outra, dava para perceber o que aquele momento representava para ela. Depois de muitos anos de espera, a sua hora chegou, o Brasil iria conhecer aquilo que o público americano está cansado de saber.

Diferente de suas apresentações habituais Cris estava mais técnica, lembrou a última luta de Vitor Belfort, na qual ele evitou usar a explosão. Cyborg não quis partir para o tudo ou nada, afinal era seu sonho que estava em jogo.

Durante 3 rounds Cris foi paciente, deu sequências efetivas, usou todo seu arsenal: chute, socos, joelhadas, cotoveladas e mostrou sua defesa de queda, que diga-se de passagem está sempre em dia. Evinger mostrou resistência, e muita coragem, muitas não duraram um round com Cyborg, a americana fez o que pôde, merece respeito, porém mesmo com uma Cris menos Belfort, a americana sucumbiu.

Quando vi a cena de Dana White colocando o cinturão em Cyborg lembrei de todas as vezes que li comentários negativos a respeito da aparência da brasileira vindos de dentro do próprio UFC.

Dana White certa vez teve a infelicidade de dizer que a atleta parecia com o lutador Wanderlei Silva de vestido. Também lembrei da vez que Joe Rogan, na presença de White, disse em um podcast sobre MMA, o MMA Hour, que seria mais fácil a curitibana bater o peso para lutar na divisão dos galos se ela não tivesse um pênis. Recentemente a também lutadora do UFC, Angela Magaña, resolveu dar voz a esses comentários, e gratuitamente começou a insultar Cyborg nas redes sociais, nesse caso, os insultos foram cessados com um soco na boca, e um dente a menos em Magaña.

Agora Cris promete ter vida longa como campeã, e finalmente ter seu trabalho reconhecido por sua nação. Um país que tem uma Amanda Nunes e uma Cris Cyborg não precisa de uma Ronda Rousey.



Jiu-jitsu Potiguar conquista 4 medalhas em torneios internacionais

Artur Dantas,

Por Christiano Couceiro 

Mais dois lutadores do Rio Grande do Norte consagraram-se campeões em torneios internacionais de jiu-jitsu neste sábado (29) e domingo (30). Com esses resultados, somam-se quatro potiguares a subirem ao pódio somente neste fim de semana em torneios internacionais de jiu-jitsu no Brasil e nos Estados Unidos.

O atleta potiguar Gustavo Craveiro “Maguinho”, que é capitão da Polícia Militar do RN, conquistou na manhã deste domingo (30), o primeiro lugar no Campeonato Master International South America de Jiu-Jitsu, organizado pela IBJJF. Maguinho disputou na categoria Meio Pesado (Master 3), faixa preta, vencendo três combates. O torneio foi realizado no Tijuca Tênis Clube, no estado do Rio de Janeiro, no período de 28 a 30 de julho.


Outro atleta a conquistar a medalha de ouro foi Fabio Holanda que disputou, neste sábado (29), o Boston Summer International Open IBJJF Jiu-Jitsu Championship, nos Estados Unidos. Fabinho lutou na categoria Super Pesado (Master 2) e venceu dois combates. 

Na sexta-feira (28) André Gustavo “Dezão” venceu a categoria Super Pesado (Master 1), faixa azul, finalizando três dos quatro combates realizados e o atleta Hudyson Flor, conquistou o vice-campeonato na categoria Pesado (Master 1), faixa roxa, no Campeonato Master International South America de Jiu-Jitsu, no Rio de Janeiro. Todos os atletas vitoriosos representam a equipe Brazilian Top Team. 


Patrício Pitbull finaliza Straus no 2R e recupera cinturão dos penas do Bellator

Artur Dantas,
Bellator MMA
Com boa defesa de queda, Pitbull não só evitou o jogo como aproveitou o clinch para desferir joelhadas em Daniel.

Derrotado por Daniel Straus em 2015, ocasião que perdeu o cinturão dos penas do Bellator, Patrício Pitbull Freire conquistou o título novamente nesta sexta-feira (21), na luta principal do Bellator 178, em Connecticut, Estados Unidos. O brasileiro precisou de apenas 37 segundos do segundo round para encaixar uma guilhotina no norte-americano, que sinalizou a desistência com os três tapinhas. O fato marcante é que o cinturão foi entregue e posto na cintura de Pitbull por Royce Gracie, lenda do MMA. 

No primeiro round, Patrício entrou pouco disposto a estudar muito o jogo de Straus e conectou um forte direto de direita no oponente, que reagiu com chutes na perna esquerda do faixa preta de jiu-jitsu. Ao longo do assalto, Patrício mostrou mais pressão e contundência nos golpes, fato que levou Straus a encurtar a distância e levar o combate para o solo. 

Com boa defesa de queda, Pitbull não só evitou o jogo como aproveitou o clinch para desferir joelhadas em Daniel. Sem tanta ação, o árbitro central decidiu intervir e voltar o combate no centro do cage. No final da parcial, Straus soltou um chute alto que ficou na guarda do brasileiro. 

Já no segundo round, Straus mostrou que não toparia a estratégia de trocar socos e “entrou” nas pernas de Patrício, que fez o sprawl e defendeu a queda mais uma vez. Daniel insistiu na pegada, levou o brasileiro à grade. Com as costas apoiadas na tela, Patrício foi rápido para colocar a guarda e cair com a guilhotina encaixada, resultando na desistência de Straus em apenas 37 segundos. 

Foi a segunda derrota por finalização de Straus para Patrício. Na primeira vez, em 2015, o americano foi finalizado por mata-leão no final do quarto round. 

Ao comentarista Michael William, Pitbull disse em inglês que o cinturão foi um presente para o filho Davi, que esteve pela primeira vez com o pai em um evento, com “A Galinha Pintandinha” como música de fundo.

Histórico 

Patrício Ptibull Freire e Daniel Straus já se enfrentaram no Bellator quatro vezes. A primeira vez que os dois se encontraram no cage foi em 2011, quando o brasileiro venceu o ex-campeão na final da 4ª temporada dos torneio dos penas. Os dois voltaram a se enfrentar em 2015, ocasião que Patrício sofreu mas defendeu o cinturão, arrancando uma finalização aos 4m49s do quarto round.

A terceira aparição de Straus diante de Patrício foi traumática para o brasileiro. Com um jogo sólido - de quem já havia perdido e esmiuçado o jogo do campeão - em novembro de 2015 chegou a hora do troco. Por decisão unânime após cinco rounds, Straus não só conseguiu a vitória como levou o cinturão dos penas para casa. 

Vitória de Patrício e Straus sem luta há um ano e meio 

Ironicamente ou não, a última luta de Straus no Bellator foi justamente contra Patrício Pitbull, contra quem alimenta uma das maiores rivalidades esportivas das artes marciais dos últimos anos dentre todos os eventos de artes marciais mistas espalhados pelo mundo. 

Em novembro de 2015, quando tomou o cinturão de Patrício, Straus teve que lidar com uma fratura na mão, que demandou tempo de reabilitação até que o encontro desta noite pudesse acontecer. 

Uma das questões que mais vem à tona nesse momento é: será que o período fora de competição pode ter resultado na derrota de Straus? Pode ser. Essa foi a aparição mais apática dele contra Patrício, levando em consideração todos os outros combates. 

Já Patrício teve que se reabilitar após uma fratura na fíbula na luta contra o ex-UFC, Ben Henderson,  contra quem Patrício fazia luta pela categoria dos leves, em agosto de 2016. Melhor no combate, o campeão teve os planos frustrados no segundo round, quando acusou a lesão. O combate foi encerrado por nocaute técnico ocasionada pela fratura na perna.  



Leandro Higo faz boa luta mas é superado por Dudu Dantas por decisão dividida

Artur Dantas,

O combate principal do Bellator 177 foi entre brasileiros. O campeão peso galo Dudu Dantas reteve o cinturão ao derrotar por decisão dividida dos árbitros o compatriota Leandro Higo. A luta ocorreu nesta sexta-feira (14), na Budapest Sports Arena, em Budapeste, Hungria, e não valia cinturão, uma vez que o desafiante perdeu a primeira batalha para a balança e ficou 1,8 kg acima do permitido para a divisão. O confronto original seria entre Dantas e Darrion Caldwell, forçado a se retirar do card um mês atrás em função de uma lesão. 

No combate, parelho durante os três rounds, Dudu tirou proveito da maior envergadura e usou bastante a movimentação para evitar os pesados golpes de mão de Higo. Ao longo do assalto, Dantas acertou diversos chutes na coxa esquerda do mossoroense, e deixou a perna marcada. Leandro trabalhou bons contragolpes mas que em grande parte ficaram na guarda.

As parciais seguintes seguiram com Dudu Dantas aproveitando para revidar às iniciativas de Higo, que cresceu de produtividade no combate e conectou alguns chutes e socos à medida que o atleta da Nova União buscava encurtar a distância para golpear com as mãos, sobretudo com socos giratórios. 

No terceiro round, Leandro Higo conseguiu “brigar” de igual para igual com o oponente, porém ainda sem tanta abertura de ambas as partes e com estudo do jogo dos lutadores. No final do round, Dudu  ainda acertou um bonito chute giratório no tronco restando pouco menos de 30 segundos para o final da luta. Resultado, duplo 30-27 em favor de Dantas e 28-29 para Higo.



Mais de 1.700 atletas de todo o Brasil são esperados em Natal para a 9ª edição do Nordeste Open de Jiu-Jitsu

Artur Dantas,

por Kyberli Gois

Mais de 1.700 competidores de todo o país têm encontro marcado em Natal, nos dias 1º e 2 de abril, para a 9ª edição do Nordeste Open de Jiu-Jitsu, a principal competição de Jiu-Jitsu do Nordeste e uma das mais importantes no cenário da arte suave no Brasil. As inscrições seguem a todo vapor e devem ser realizadas exclusivamente pelo site www.neojj.com.br.O evento distribuirá mais de R$ 30 mil em prêmios.

A competição é aberta a todas as academias de Jiu-Jitsu e será realizada no ginásio do Sesi, não sendo requerido qualquer tipo de filiação. As disputas se darão em todas as categorias, divididas por idade, a partir dos quatro anos, faixa e peso.

A premiação dos competidores será segmentada de acordo com a categoria disputada. Todas as crianças dos 4 aos 9 anos de idade ganharão uma medalha de participação. As disputas nas categorias Absoluto Adulto, Absoluto Máster e Absoluto Geral Feminino, somarão mais de R$ 15 mil em prêmios. Nesta nona edição, além dos R$ 1.500 para cada academia campeã Kids, Adulto e Máster, a competição ainda premiará a academia campeã geral do evento com uma Moto Honda.

Sobre o NEOJJ

Um marco na história do Jiu-Jitsu potiguar, o NEOJJ já realizou oito edições em Natal, entre os anos de 2013 e 2016. Mantendo uma média superior a 1.400 atletas por edição, mais de 50 academias representantes de todos os estados do Nordeste, além de representantes do Norte, Sul e de grandes centros da modalidade, como São Paulo e Rio de Janeiro. Os números comprovam o sucesso e consolidam o evento. A organização e os diferenciais do torneio chamaram a atenção e o lançaram como o melhor evento da região Nordeste e um dos melhores do país. Reconhecimento que dá credibilidade para seguir em frente e continuar o projeto que só deve crescer e ganhar posição de destaque no calendário das grandes disputas de Jiu-Jitsu do Brasil.

Para Nivaldo Pereira, um dos organizadores do evento, o jiu-jitsu está mais forte agora, principalmente porque que vem buscando deixar de lado o seu estigma de esporte violento, uma vez que os atletas estão se profissionalizando e conquistando espaço para a modalidade junto ao público em geral.

“O clima de competitividade e tensão permaneceu em 2016, mas sem registro de brigas ou rivalidade excessiva. O que estamos vendo a cada edição é que o atleta tem mudado a sua forma de se portar e que os eventos, cada vez mais estruturados e profissionais, favorecem essa mudança de cultura”, detalhou.

Prova disso foi a presença maciça do público: mais de 10 mil pessoas circularam no ginásio do Sesi durante os dois dias de evento no ano passado. “Foi muito gratificante ver tanta gente circulando, querendo acompanhar as lutas e recebendo bem o jiu-jitsu”, comemorou Nivaldo Pereira.

Ao todo, 1.617 atletas de todo o país participaram das disputas, divididos em 60 equipes. Foram mais de 2 mil lutas em 360 categorias divididas por graduação, idade e peso. Desse número geral, havia mais de 150 atletas faixas pretas competindo.

A arbitragem do evento, como nas edições anteriores, será composta por profissionais do quadro da IBJJF/CBJJ. A competição conta com o patrocínio máster da Potiguar Honda, além dos patrocínios da WM Fitness, Café Santa Clara, Frisco e Rádio 98FM. A organização tem a assinatura da HC Sports e da Fábrica de Esportes.

Fonte: assessoria de imprensa



Do Vade Mecum ao jiu-jitsu

Artur Dantas,

A expressão “jogar tudo pro alto” não é propriamente uma novidade e se refere a uma pessoa que deixou para trás uma situação confortável para se dedicar a um sonho. E ela foi levada ao pé da letra por Bruno Protásio, potiguar que deixou Natal (RN) para cumprir um calendário de competições nos Estados Unidos, um antigo desejo. No ano passado, o faixa preta de jiu-jitsu da Checkmat, academia liderada pelos irmãos Bruno e Thiago Barreto, deixou um pouco de lado a carreira de advogado para se dedicar às competições de luta agarrada na América.

Aos 37 anos de idade, dos quais 25 dedicados ao jiu-jitsu, Bruno, que é federado pela Checkmat mas graduado faixa preta por Bruno Ramos (Gracie Barra) contou que a ideia de competir nos EUA surgiu como um caminho natural em virtude dos fortes treinos que vinha fazendo no Brasil visando os principais eventos. E os frutos vieram logo nos primeiros desafios. Um patrocinador americano se surpreendeu com os resultados do natalense  e o contratou como atleta para reapresentar o seu time em competições.

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E, em nove meses dedicados exclusivamente às competições, Protásio viu o número de conquistas internacionais aumentar. Durante o período, ele arrematou 21 títulos, 18 deles conquistados em apenas cinco meses, de julho a novembro. “Desde então fui pódio em todos os torneios que participei entre Panamericano, Mundial, Panamericano sem quimono e vários Open durante o ano”, disse. 

O período de competições fora do Brasil e a vivência com uma diferente cultura em Nova Jersey, cidade que mora, permitiu ao atleta sentir a diferença entre Brasil e Estados Unidos. “Para competir aqui na América senti que tive que melhorar muito o meu condicionamento, pois todos têm muita força, resistência e são muito competitivos em tudo, até nos treinamentos”, observou.

“Acredito que na parte técnica o Brasil tem uma grande diferença de superioridade, principalmente para mim que venho de uma academia de excelência em qualidade técnica e de uma cidade que é berço de lutadores com excelentes academias, que rivalizam e disputam muito. Isso melhora a qualidade do jiu-jitsu de todos”, completou.

Diferenças entre Brasil e Estados Unidos

Outra diferença entre as nações está na forma como o esporte é tratado por atletas e até por empresários, principais fontes de patrocínio dos lutadores amadores e profissionais. “Aqui os atletas têm muito suporte para treinar. Todos apoiam, desde a família até os empresários que permitem que se dediquem muito. Como aqui eles já têm uma cultura esportiva forte desde a base, são muito disciplinados e se esforçam ao máximo em tudo o que fazem”, revelou.

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“As principais diferenças entre Brasil e Estados Unidos são a visão da sociedade e dos empresários. Em termos de organização, a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, por ser um braço da Federação Internacional de Jiu-Jitsu Brasileiro, não apresentam muita diferença de organização, ambas têm estruturas impecáveis, mas a principal diferença está na cultura do americano, que valoriza muito o esporte em todos os aspectos. Aqui, percebi que as categorias de crianças, mulheres e pessoas acima dos 30 anos são muito maiores que no Brasil. Tem muitos competidores em de todas as idades. Vi categorias com senhores de 70 anos lutando. Tem campeonatos todos os fins de semana, pais muito envolvidos na preparação dos filhos e empresários disputando atletas por patrocínios. Isso pra mim é o que mais chama atenção porque, muitas vezes, no Brasil, onde se encontra a maioria dos talentos do esporte, os esportistas não têm apoio nem da própria família e as dificuldades em busca de patrocínio são gigantescas”, concluiu. 

Apesar de estar longe de casa, e tendo que se adaptar a uma nova cultura, Bruno conta com o apoio de um conterrâneo potiguar nos Estados Unidos. Em Nova Jersey, os treinos são realizados na Team Oliveira, academia do professor Ademir Oliveira, residente nos Estados Unidos há 16 anos. Já na Califórnia, em Los Angeles, os treinos ocorrem na Checkmat Headquarters, sede mundial da bandeira que é liderada pelo mestre Leonardo Vieira. 

Decisão difícil 

Toda mudança exige sacrifício, e a conciliação do sonho com a profissão de advogado que desempenhava desde 2008 foi fator determinante para a escolha do jiu-jitsu. “Foi uma decisão muito difícil mesmo [deixar a profissão e abraçar de vez o esporte] porque eu não tive o apoio de quase ninguém. Mas a minha esposa e minha filha me apoiaram e foi o suficiente. Eu não tive apoio porque o esporte ainda encontra muito preconceito no Brasil, não somente ou jiu-jistu. A vida de atleta não é prestigiada, só depois que encontra o sucesso. Antes disso é coisa de sonhador”, falou.


Bruno ainda lembrou o que as pessoas mais próximas disseram quando ele revelou o sonho de deixar a advocacia para se dedicar às competições. “Me chamaram de doido”, disse rindo. “Mas eu sabia do meu potencial e hoje estou colhendo os frutos de ter acreditado em mim”, encerrou. 

Até agora, Bruno disputou 21 eventos em cidades como Miami, Orlando, Boston, NY, New Jersey, Chicago, Dallas, Atlanta ,Los Angeles, San Diego, San Francisco e Las Vegas.

Títulos conquistados em 2016 

1. WORLD Jiu Jitsu NO GI IBJJF Chapionship 2016 - Black Belt

Master 2 - Super Heavy- terceiro lugar;

2. PAN Jiu Jitsu NO GI IBJJF Championship 2016 - Black Belt Master

2 - Ultra Heavy - segundo lugar;

3. New York BJJ Pro IBJJF Championship 2016- Black Belt Master 2-

Super Heavy- primeiro lugar;

4. New York BJJ Pro IBJJF Championship 2016- Black Belt Master 2-

Open Class- primeiro lugar;

5. Boston Spring International Open IBJJF 2016 - Black Belt Master 1

- super Heavy – terceiro lugar;

6. Miami Spring International Open IBJJF 2016- Black Belt Master 2 -

Heavy - segundo lugar;

7. Miami Spring International Open IBJJF 2016- Black Belt Master 2 -

Open Class - terceiro lugar;

8. New York Summer International Open IBJJF 2016 - Black Belt

Master 2 - Heavy - terceiro lugar;

9. New York Summer International Open IBJJF NO GI 2016 - Black

Belt Master 2 - Heavy - primeiro lugar;

10. New York Summer International Open IBJJF NO GI 2016 - Black

Belt Master 2 - Open Class - segundo lugar;

11. Chicago Summer International Open IBJJF 2016 - Black Belt

Master 2 - Super Heavy - segundo lugar;

Chicago Summer International Open IBJJF 2016 - Black Belt

Master 2 - Open Class - segundo lugar;

13. Dallas International Open IBJJF 2016 - Black Belt Master 2 - Super

Heavy - segundo lugar;

14. Dallas International Open IBJJF 2016 - Black Belt Master 2 - Open

Class - terceiro lugar;

15. Dallas International Open IBJJF NO GI 2016 - Black Belt Master 2 -

Super Heavy - primeiro lugar;.

16. Dallas International Open IBJJF NO GI 2016 - Black Belt Master 2 -

Open Class - segundo lugar;

17. Atlanta Summer International Open IBJJF 2016 - Black Belt Master

2 - Super Heavy - segundo lugar;

18. Atlanta Summer International Open IBJJF NO GI 2016 - Black Belt

Master 2 - Super Heavy - primeiro lugar;

19. Atlanta Summer International Open IBJJF NO GI 2016 - Black Belt

Master 2 - Open Class - terceiro lugar;

20. NAGA- Battle of the beach grapling championship - master NO GIheavy

- primeiro lugar;

21. NAGA- Battle of the beach grapling championship - Black belt

master - heavy - segundo lugar;.



Retrospectiva do MMA 2016 - assuntos mais quentes

Artur Dantas,

por Artur Dantas

Definitivamente, não tem como dizer que 2016 foi um ano comum para as artes marciais. Quem asseguraria no ano passado que a maior franquia de MMA do mundo seria vendida? Quem apostaria seus recursos no retorno de Brock Lesnar? Quem diria que quem foi considerado o maior lutador peso por peso do mundo sofreria uma passada de carro no primeiro round de um brasileiro que foi demitido do UFC? E, por último, como imaginar que após 10 anos o Brasil não teria sequer um cinturão? Por essa e outras que nunca é demais pedir: senta que lá vem história. Com vocês, os assuntos que mais mexeram com a cabeça dos fãs.

A volta de Royce Gracie (e o primeiro nocaute da carreira aos 50 anos)

Quase uma década separou um dos principais representantes tradicionais do Brazilian Jiu-Jitsu de uma luta profissional de MMA. Em dezembro do ano passado, o Bellator anunciou que Royce Gracie voltaria a competir oficialmente em uma trilogia contra Ken Shamrock, contra quem o brasileiro se encontrou a primeira vez em 1993, nos primórdios do UFC. Na época, o irmão, Rorion, era um dos donos do Ultimate. Um empate depois, em 1995, no UFC 5, ambos voltaram a se encontrar. Já não estavam na flor da idade (50 anos para Royce e 52 anos para o americano), mas o combate aconteceu de toda forma, em fevereiro. 

A vitória do Gracie não veio por finalização, como era esperado, mas por nocaute técnico ainda no primeiro round. Diga-se, de passagem, o primeiro da carreira. Mas aqui vale uma ressalva: a luta foi realizada sob uma das regras antigas do vale-tudo, com peso aberto, porém com limite de tempo, uma das principais críticas dos Gracie ao MMA moderno. O confronto não foi de se encher os olhos, mas para os fãs de lutas foi um revival e tanto. O resultado da luta não agradou Shamrock, que colocou na conta do árbitro centrala interrupção precoce.

A derrota de Shamrock foi a segunda consecutiva desde que assinou com o Bellator. Antes de Royce, Ken havia sido nocauteado por Kimbo Slice, em 2015, que viria a falecer um ano depois vítima de complicações cardíacas. 


Venda bilionária do UFC

Em julho, enfim, foi encerrada uma das maiores especulações (atrás somente da luta entre Floyd Mayweather e Conor McGregor) do esporte de 2016: a venda do UFC. No dia 11, após o UFC 200, foi confirmado o arremate do maior evento de MMA do mundo por $ 4 bilhões pelo grupo William Morris Endeavor/IMG. Dana White continuou no cargo de presidente da franquia, mas os irmãos Lorenzo e Frank Fertitta agora são sócios minoritários.

$4 bilhões? Nada mal para a Zuffa que comprou o UFC da SEG e de Rorion Gracie por $ 2 milhões. 

Saída de Decker

Um ano e meio depois de ter assumido o cargo de vice-presidente de organização e gerente geral do UFC no Brasil, em substituição a Grace Tourinho, Giovani Decker deixou o posto. Em outubro, o executivo, que chegou ao UFC com a proposta de colocar a franquia em um outro patamar, abriu mão do objetivo e anunciou a saída um mês antes do UFC Minotouro vs Bader, em São Paulo. Segundo fontes ligadas a Decker, o afastamento ocorreu porque ele buscava novas oportunidades longe do MMA. Antes de assumir o cargo, o gaúcho acumulava experiências no futebol, nas categorias de base do Grêmio e São Paulo, e havia ocupado um alto posto na Nike. 

Amanda Nunes, a campeã do povo

Se tem uma coisa que Amanda Nunes não pode dizer é que 2016 não foi um ano especial. E pode ser ainda mais caso consiga defender o cinturão na luta contra Ronda Rousey, na próxima sexta-feira (30). Neste ano, a baiana se tornou a primeira brasileira a conquistar um cinturão do UFC, fato já tentado por Bethe Correia e por Cláudia Gadelha, essa última na categoria peso palha. Contra Miesha Tate, que havia conquistado o cinturão ao finalizar Holly Holm,  Nunes fez uma luta consistente e venceu a americana por finalização, em julho, na luta principal do UFC 200. Claramente, um dos principais acontecimentos deste ano. 


Os tópicos a seguir serão de “voltas”. Vamos começar pela top 1.

"I´m back, bitch!"

Ronda Rousey não teve um final de 2015 fácil. A então campeã dominante dos galos foi brutalmente nocauteada por Holly Holm em novembro do ano passado e precisou de um tempo para colocar a cabeça em ordem antes de sinalizar que estava pronta para voltar a lutar. Dessa vez, na condição de desafiante, situação que desconhecia desde 2012, quando finalizou Miesha Tate e ficou com o cinturão peso galo do extinto Strikeforce, ela terá pela frente a brasileira Amanda Nunes no próximo dia 30. Se ganhar, Ronda confirmará que a divisão feminina foi a que mais o cinturão mudou de dona neste ano, três até o momento. 

“Can you see me now?”

O UFC guardou uma surpresa e tanto para os fãs de luta. Depois de muita especulação sobre um possível retorno ao MMA, o Ultimate revelou no vídeo de chamada para o UFC a volta de Brock Lesnar, longe da franquia desde 2011 quando perdeu para Alistair Overeem, em dezembro, por nocaute. Cinco anos depois, o gigante voltou ao octógono contra Mark Hunt e venceu por decisão unânime por triplo 30-27. Porém, Lesnar foi flagrado no exame antidoping dias depois e o resultado da luta foi alterado para no contest. 


Aldo vs Edgar

Outro retorno que merece destaque foi o de José Aldo, nocauteado por Conor McGregor em treze segundos no apagar das luzes de 2015. Em julho, depois de muito atrito com o UFC por causa de tentativas frustradas de revanche contra o “Notorious”, o Ultimate anunciou que o ex-campeão dos penas faria uma luta valendo o cinturão interino contra Frankie Edgar enquanto Conor decidia sua vida sobre qual categoria gostaria de ficar: penas, leves ou meio-médio. No combate, Aldo fez uma luta sólida e o resultado acabou o mesmo da primeira vez que ambos se encontraram, em 2013, quando o brasileiro defendia o cinturão pela quarta vez. Venceu por decisão unânime depois de 25 minutos. 

Dominick Cruz, o retorno

Esse seria um dos tópicos para entrar definitivamente na lista dos atletas lesionados permanentemente, mas dada a importância do lutador e os seus feitos, ficará por aqui mesmo. Dominick Cruz não viveu momentos fáceis entre 2011 e 2015. Várias lesões atrapalharam a vida do americano dentro do octógono. Ele viu o seu cinturão linear ser retirado, viu a consolidação de Renan Barão como novo dono do cinturão interino e, depois, como campeão titular, até mudar de cintura e ter como novo detentor TJ Dillashaw, claramente inspirado no footwork de Cruz. Em janeiro, no entanto, os dois se enfrentaram para saber quem era o melhor. Cinco rounds mais tarde, a melhor ficou com o criador. Cruz recuperou o posto que alega nunca ter perdido, de fato, em luta.


Bellator e Fedor, tudo a ver

Matt Mitrione não é o lutador peso pesado mais perigoso do mundo. Nem um dos mais, mas mesmo assim foi escolhido pelo Bellator para fazer sala para o atleta considerado por muitos o melhor de todos os tempos: Fedor Emilianenko. Depois de muita negociação, que envolveu até novos boatos sobre o russo no UFC, o peso pesado que brilhou no Pride acertou com a segunda maior organização de MMA do mundo e estreará pelo evento em fevereiro de 2017. 


Maldonado chegou perto

Fábio Maldonado, ex-UFC, chegou perto de conseguir o que apenas Tsuyoshi Kohsaka, Antônio Pezão, Fabrício Werdum e Dan Henderson conseguiram: vencer Fedor Emilianenko. No evento Eurasia Fight Nights 50, realizado em junho em São Petersburgo (Rússia), o Caipira de Aço passou o carro no “Último Imperador” no primeiro round do combate, mas perdeu os outros dois, na visão dos juízes, e acabou perdendo a luta de forma muito contestada. 

O time do brasileiro, então, recorreu a Associação Mundial de MMA (WMMAA) para reverter o resultado. E o saldo foi surpreendente: terminou com a suspensão temporária do vice-presidente da União Russa de MMA, Radmir Gabdullin, parceira de treino de Fedor e principal juiz da entidade. Por fim, após revisão do combate, juízes internacionais consideraram por unanimidade que a luta foi empate, 28-28 (10-8 a favor do brasileiro no primeiro round e duplo 10-9 para Fedor nos assaltos seguintes). 


Chael Sonnen no Bellator

Quando Chael Sonnen deixou o UFC, em 2014, o fez pela porta de trás em um episódio que envolveu um desentendimento com Wanderlei Silva e, por fim, doping. Para quem não lembra, foi assim: Wanderlei e Sonnen estavam programados para lutar no final do The Ultimate Fighter Brasil 3, em 2014. Só que o brasileiro acabou “dando um migué” no pessoal da Comissão Atlética que apareceu na academia dele para um teste surpresa e saiu sem dar explicações. Com isso, o curitibano foi cortado do UFC 175, e Vitor Belfort escalado para enfrentar Sonnen, mas aí foi a vez do americano de vacilar e acabou sendo flagrado no exame antidoping, sendo suspenso por dois anos. O “Gangster do Oregon”, então, anunciou aposentadoria. 

Em 2016, no entanto, a suspensão chegou ao fim e ele assinou com o Bellator. Com estreia marcada para fevereiro contra Tito Ortiz, Sonnen já planeja uma vitória e o adversário a seguir: Wanderlei Silva. 

Mitrione, Rory McDonald e Bendo passam para a concorrência

Scott Cocker, CEO do Bellator, revelou em junho que estava indo atrás de todos os lutadores que não mantivessem contrato com nenhuma organização (leia-se UFC) para trazer à franquia. E não é que deu certo? Só em 2016, o UFC viu migrarem da organização Matt Mitrione, Rory MacDonald e Ben Henderson, ex-campeão dos leves do Ultimate. Antes disso, o UFC já tinha perdido Quinton Rampage Jackson (que posteriormente voltou ao UFC), Phil Davis, Kimbo Slice, Tito Ortiz, Josh Koscheck, Josh Thomson, Cheick Congo, entre outros. Se forçar a barra um pouco mais dá até pra chegar a Royce Gracie e Ken Shamrock.

UFC em NY

Se 2016 não é o número de sorte do UFC, 19 certamente é. Neste ano, exatos 19 anos depois de ter sido banido de Nova York, em 1997, o Ultimate foi autorizado a realizar uma edição no estado. Isso por causa de uma propaganda controversa realizada nos primeiros anos do Ultimate que dizia “No holds barred”, algo como “sem regra alguma”, em tradução livre. Era justamente essa falta de limites que assustava os políticos e foi a deixa que o o então senador John McCain, um dos principais articuladores para banimento do esporte por lá, precisava para sensibilizar os congressistas. 

Em 1997, o UFC planejava realizar o UFC 12, que teria a estreia de Vitor Belfort no GP dos pesados, mas com a proibição foi transferido às pressas para o Alabama. Nova York, ainda em 2016, era o último dos 50 estados que não reconheciam a legalidade do MMA. A lei que regulamenta o esporte no estado foi aprovada em 22 de março deste ano. 

E para comemorar o UFC fez o que sabe de melhor: promover evento. Em NY foi realizado o UFC 205, que apenas com o público de 20.427 rendeu $ 17.7 milhões para o bolso da Zuffa.  Para isso, foi preciso escalar um time de estrelas para o evento do Madison Square Garden liderado por Conor Mcgregor que nocauteou Eddie Alvarez e ficou com o título dos leves. Mas, além deles, a edição 205 teve mais duas disputas de cinturão com Tyron Woodley defendendo contra Stephen Thompson e Joanna Jedrzejczyk vencendo a peleja contra a também polonesa Karolina Kowalkiewicz, mas também com Yoel Romero contra o nova-iorquino e ex-campeão dos médios Chris Weidman, e Raquel Pennington vs Miesha Tate fechando o card principal. 

Segundo a Forbes, a venda de pacotes pay-per-view para o evento foi a segunda maior da história, contrariando a expectativa de superar o UFC 202: McGregor vs Diaz 2 (1.65 milhão de pacotes). No evento de NY foram comercializados entre 1.3 milhão e 1.4 milhão de pacotes. 

Ainda de acordo com a Forbes, o UFC 205 teve os seguintes números:

·  Bateu o recorde de arrecadação em venda de ingressos, superado a luta de boxe entre Lennox Lewis vs Evander Hollyfield, em 1999, que era de $ 13.5 milhões. 

·  Bateu o recorde do próprio UFC Gorges St.Pierre vs Jake Shields (129), no Canadá, que arrecadou $ 12 milhões. 

·  Teve 1.8 milhão de telespectadores no card preliminar, o que o coloca como terceiro maior da história do próprio UFC.

·  Os $ 17.7 milhões conseguidos com a venda de ingressos rendeu para o estado de NY $ 1.5 milhão em tributos.

·  14 bilhões de impressões nas mídias sociais, a maior da história do UFC. 

Bellator na Itália, Inglaterra e Israel

Os planos do Bellator no ano passado eram ousados para 2016: fazer eventos na Itália, Inglaterra e Israel, nessa ordem. E assim aconteceu. É bem verdade que não foi a primeira vez fora dos Estados Unidos. Em sete oportunidades, entre 2011 e 2014, Ontário recebeu 7 edições. Neste ano, porém, a franquia pensou fora da caixa e fez diferente da concorrência além-América. Na edição 152, em Torino, Itália, em abril, o Bellator decidiu por um evento misto que mesclasse lutas de MMA e kickboxing no mesmo local mas com áreas de lutas distintas. De um lado, para o MMA, o famoso cage circular; do outro, para os combates nos quais apenas socos e chutes são válidos, um ringue. Dentre os escalados para o evento estiveram Patricky Pitbull e Kevin Souza (com o primeiro brasileiro saindo vencedor por decisão unânime) na luta principal nas regras das artes marciais mistas, enquanto Melvin Manhoef foi escalado para encarar Alexandru Negrea, vencedor por decisão unânime. 

Em julho, foi a vez da Inglaterra receber o Bellator. Encabeçando o evento estava Kimbo Slice, que faleceu por problemas cardíacos. Além disso, Josh Koscheck foi obrigado a adiar a estreia por causa de uma lesão, e coube a Douglas Lima medir forças com Paul Daley. Outro lutador lesionado obrigado a se retirar foi Fernando Gonzales, com complicações com o visto. Coube então a Evangelista Cyborg encarar Michel “Venom” Page no episódio que resultou em uma joelhada e consequente afundamento de crânio do brasileiro. 

Em novembro, foi a vez de Tel Aviv, em Israel, sediar o Bellator 160, que terminou com o brasileiro Douglas Lima recuperando o cinturão dos meio-médios ao nocautear Andrey Koreshkov. Dezembro encerrou o calendário de competições do Bellator com mais duas edições na Europa. Florença sediou o evento misto, com Alessio Sakara nocauteando Joey Beltran no MMA, enquanto Giorgio Petrosyan nocauteou Jordan Watson no kickboxing. 

Assim, coube a Irlanda a responsabilidade de fechar a conta do Bellator. No dia 16 de dezembro, King Mo Lawal encarou o japonês Satoshi Ishii, medalhista de ouro no judô na Olimpíada de Pequim, e nocauteou o nipônico. 

Nada mal para um ano apenas.

Brasil sem nenhum cinturão no UFC? Sim, mas só por dois dias

Aos poucos, os brasileiros foram perdendo os cinturões no UFC em 2016. Depois de Fabrício Werdum, em maio, foi a vez de Rafael dos Anjos perder a cinta dos leves para Eddie Alvarez, em julho,  o que deixou o Brasil, de fato, sem campeões no UFC. Isso não acontecia desde 2006 quando Anderson Silva interrompeu a seca deixada por Murilo Bustamante. Um dia depois, Cláudia Gadelha teve a chance de conquistar o cinturão ao enfrentar Joanna Jedrzejczyk, mas foi no UFC 200 que a situação foi revertida de vez: Amanda Nunes derrotou Miesha Tate, assim como José Aldo superou Frankie Edgar e ficou com cinturão interino dos penas. 


AposentALDO?

2016 foi um ano movimentado nas artes marciais sob diversos aspectos. Um deles, e que mais chamou atenção no segundo semestre, foi quando José Aldo anunciou aposentadoria depois de ficar revoltado com a marcação da luta entre Conor McGregor e Eddie Alvarez. Para situar o leitor, na época do anúncio, o europeu tinha vencido a revanche contra Nate Diaz e começou a mandar no baralho novamente. Foi aí que o brasileiro ficou possuído, pedindo até para que o UFC cancelar o contrato para que pudesse se aposentar. Isso mesmo. Em entrevista ao programa Revista Combate, do Sportv, Aldo falou em primeira mão que gostaria de se retirar por não concordar com a política do UFC, e que estava “de saco cheio”. Isso em setembro. Já no final de outubro, ele disse que estava reconsiderando a decisão e que “coisas boas” estariam por vir. Aguardemos. 


Diaz finaliza Conor

Depois de Jon Jones se colocar em situação difícil, e tornar a vida do UFC mais complicada, como 2016 poderia dar errado de novo com outra estrela da franquia? E se Conor McGregor perdesse para Nate Diaz, como as coisas ficariam? Ruins, né? Nem tanto. 

Em março, depois da lesão do então campeão dos leves, Rafael dos Anjos, escalado para enfrentar Conor McGregor, o UFC se viu às voltas e sem um lutador interessante para lutar com Conor. Eis que surgiu Nate Diaz, irmão mais novo de Nick Diaz, sem nada a perder e interessado em faturar alguns milhares de dólares. Com pouco mais de uma semana para se preparar, Nate não ligou para o fato de ser o azarão e caiu pra dentro do combate, travado nos meio-médios, conseguindo um feito impensável àquela altura no UFC: depois de perder a parte inicial do combate, ele se recuperou e massacrou McGregor em pé. Atordoado, o irlandês levou a luta para o chão e foi finalizado com uma mata-leão, mas não sem antes dar os três tapinhas. 

A derrota, claro, colocou uma interrogação nas habilidades de Conor no solo, uma vez que já havia sido levado para baixo com certa facilidade por Chad Mendes. Mas a dúvida em relação ao jogo do então campeão dos penas durou pouco. Em duas oportunidades, contra o próprio Nate e contra Eddie Alvarez, ele mostrou que, na verdade, a derrota para Diaz foi um tropeço. Tá bem, um tropicão. 


Conor, primeiro campeão simultâneo em duas divisões do UFC

Quando Conor McGregor derrotou José Aldo por nocaute em 13 segundos, muitos trataram o feito como um golpe de sorte, principalmente depois da derrota para Nate Diaz. Porém, depois da vitória na revanche contra Diaz, McGregor decidiu se testar em outra categoria, a dos leves. E ganhou uma luta pelo cinturão contra Eddie Alvarez, que havia nocauteado Rafael dos Anjos. Com uma atuação irrepreensível, “The Notorious” mostrou que não havia nada de sorte e, por nocaute, venceu o combate, se tornando o primeiro campeão do UFC em duas divisões simultaneamente, a 66 quilos e 70 quilos. 


E o que Aldo tem a ver com isso?

José Aldo andava meio borocoxô com o escanteio que estava levando do UFC. Sem luta marcada e atrás de mostrar que tinha mais a render contra McGregor do que mostrou em 2015, o manauara teve que amargar recorrentes negativas do Ultimate para encarar o irlandês. E, assim, viu Conor ser campeão dos leves. E daí? Daí que o UFC deu um ultimato ao europeu: escolha com qual cinturão ficar e largue o outro. Contrariado, McGregor cumpriu a ordem e deixou vago o título até 66 quilos. Pelas regras, em caso de não haver um campeão interino, o cinturão deve ser disputado em uma luta entre os mais bem ranqueados. No entanto, como José Aldo detinha a cinta, foi declarado novamente campeão linear no final de novembro. Mas, não satisfeito, o “Scarface” já adiantou que vai aos leves buscar a revanche contra Conor. A conferir. 

Aposentadorias

As aposentadorias são um capítulo adicional na vida de um lutador. Alguns não sabem a hora de parar, outros param cedo demais e outros no exato momento. Não foi o caso de Dan Henderson, que está em outro estágio. Aos 46 anos, o norte-americano pode – e deve – ser considerado uma lenda as artes marciais mistas pelas suas realizações. Com grande capacidade de recuperação mesmo após quase nocauteado, Hendo tirou da cartola inúmeras reviravoltas com a famosa “H-Bomb” que vitimou vários adversários, a saber: Michael Bisping, Maurício Shogun, Fedor Emilianenko e Wanderlei Silva, pra ficar só nesses.

Em junho, já com a imprensa cogitando a aposentadoria, Hendo enfrentou Hector Lombard, e, depois de perder o primeiro round, conseguiu uma virada no segundo assalto, garantindo um dos nocautes mais pesados deste ano. Com a vitória contundente, Henderson se credenciou para a disputa de cinturão, furando a fila e deixando Ronaldo Jacaré para trás. Assim, confirmou a revanche contra Michael Bisping, mas em outubro não teve o mesmo sucesso do que na primeira vez que se encontraram e perdeu por decisão unânime. Mas, após a luta contra Lombard, Dan já havia adiantado que se retiraria das lutas ganhando ou perdendo.  No MMA, Hendo acumulou em 19 anos de carreira 47 lutas, sendo 32 vitórias e 15 derrotas.

Miesha Tate

O revés diante de Raquel Pennington, no UFC 205, deixou mexeu com a ex-campeã peso galo do Ultimate e Strikeforce Miesha Tate. Após ser superada por decisão unânime, “Cupcake” disse: “Não dá mais para mim. Já estou nisso há muito tempo, meu corpo já foi muito machucado. Vou amar esse esporte para sempre, mas não é mais a minha hora, é a hora do futuro”, falou, apontando para a algoz em cima do octógono.

No cartel, Miesha somou 25 lutas, das quais 18 vitórias e sete derrotas, em nove anos de carreira. Nos combates, há de se ressaltar, Tate construiu uma forte e intensa competição com a então campeã da categoria Ronda Rousey. No segundo combate entre as duas, em 2013, “Rowdy” se negou a cumprimentar a adversária após a finalização, muito disso em virtude das discussões registradas durante as filmagens do The Ultimate Fighter, em 2013.

 O ponto alto da carreira de Tate, de 30 anos, veio neste ano quando conseguiu apagar a então campeã e favorita para o combate, Holly Holm, ganhando o título e o bônus de performance da noite. Uma luta mais tarde, a americana encontrou pelo caminho a brasileira Amanda Nunes, que finalizou Miesha e se tornou a primeira campeã brasileira do UFC, em julho.

Urijah Faber

Outro lutador muito conhecido dos americanos e que se aposentou recentemente foi Urijah Faber, conhecido também por ter batido na trave quatro vezes no UFC (duas lutas com Renan Barão e dois com Dominick Cruz) ao tentar conquistar o cinturão dos galos, o mesmo número de vezes que falhou ao tentar reconquistar o cinturão do WEC que conseguiu em 2006, mas perdido em 2008 para Mike Brown.

No WEC, o “California Kid” viveu momentos ruins, como foi contra José Aldo, em 2010. O brasileiro defendia o cinturão contra o lutador natural de Sacramento, mas foi repelido com fortes chutes na perna esquerda, algo como 34 golpes desferidos pelo “Scarface”. Os leg kicks recorrentes renderam dificuldade de locomoção de Faber, que chegou a ser carregado pelo córner em um dos intervalos.

Mas nem só de derrotas viveu o lutador, um dos queridinhos e boa praça do UFC. Faber travou lutas interessantes, encabeçou três eventos principais, e fez combates de se encher os olhos como contra Michael McDonald, Iuri Marajó, Frankie Edgar e o próprio Dominick Cruz, contra quem sedimentou uma das maiores rivalidades dos últimos anos.

Urijah se aposenta aos 37 anos, sendo 13 anos de carreira. No cartel acumulou 34 lutas e 10 derrotas. O anúncio que penduraria as luvas veio após a vitória por decisão unânime sobre Brad Pickett, no UFC em Sacramento, no dia 12 de dezembro.

Manny Gamburyan

Outro lutador que trilhou carreira no WEC, e contemporâneo de Faber, foi Manny Gamburyan, também recém-aposentado. Após o nocaute contra Johnny Eduardo, no UFC São Paulo, em novembro, ele soltou: “Bem, isso pode surpreender muita gente, minha família, meus amigos...mas tem sido uma trajetória muito longa e difícil. Acho que vou encerrar minha carreira, gente, acho que foi minha última luta. Fiz o meu melhor, tive um camp incrível... está ficando difícil, mas acho que é isso”.

Gamburyan, primo de outro ex-UFC, Karo Parisyan, fez parte do UFC em duas oportunidades, sendo intercalada pelo contrato com o WEC, posteriormente adquirido pelo Ultimate. O armênio de 35 anos fez parte do elenco do The Ultimate Fighter 5, em 2007, ficando na organização até 2009, quando passou para o WEC. Lá, fez quatro lutas e chegou a nocautear o ex campeão dos penas, Mike Brown, mas teve José Aldo como único algoz.

No cartel, “The Anvil”, de 35 anos, acumulou em 17 anos de carreira 26 lutas, sendo 15 vitórias, 10 derrotas e um no contest.



Retrospectiva do MMA 2016 - atletas que partiram

Artur Dantas,

por Artur Dantas

Nem só de momentos esportivos alegres foram compostas as artes marciais. Em 2016, alguns lutadores acabaram partindo de forma natural, mas outros sucumbiram a acidentes ou ainda se envolveram em confusão longe dos tatames, com resultados trágicos. Confira abaixo. 

1 -  Kevin Ferguson, popularmente conhecido como Kimbo Slice, era o legítimo “Street Fighter”.  O lutador de 42 anos ganhou fama na internet por compor um grupo de lutadores de rua que filmava combates ilegais e disponibiliza na internet. O sucesso na web foi transferido para o mundo real, apesar da estreia tardia, aos 33 anos. No mixed marcial arts, Slice chegou a atuar nas duas principais franquias de MMA do mundo, o UFC e Bellator, tendo iniciado a carreira profissional do EliteXC. Entre a saída do UFC e a assinatura com o Bellator, Kimbo ainda fez carreira no boxe, conseguindo um cartel limpo de sete vitórias, sendo seis nocautes e apenas uma vitória por decisão unânime. 

Em junho deste ano, no entanto, o lutador foi internado às pressas com no Northwest Medical Center, em Margate, na Flórida, com fortes dores abdominais, náuseas e falhas respiratórias. Após exames, os médicos chegaram a conclusão que o quadro do atleta não era dos melhores: ele tinha um tumor no fígado e precisava de um transplante de coração. 

Entre os amigos, era conhecido com uma figura afável e expansiva, diferente da aparência da promoção das suas lutas.


2- Ryan Jimmo - Outra partida prematura ocorreu com o ex-atleta do UFC, Ryan Jimmo. Em junho, o lutador se envolveu em uma confusão em Alberta, no Canadá, ao sair da H2O, uma casa de shows. No estacionamento, Jimmo se desentendeu com dois homens e ao tentar tirar satisfação foi atropelado, socorrido em um hospital próximo mas não resistiu aos ferimentos. A polícia local agiu rápido e prendeu um homem identificado como Anthony Getschel, 23, por direção perigosa, negligência criminal e fugo do local do crime. Ainda foi detido como cúmplice Jordan Wagner, 21 anos. 

“The Big Deal" tinha feito a mais recente luta nas artes marciais mistas em maio de 2015 contra Francimar Bodão Barroso e perdeu por decisão unânime. No Ultimate, ele foi contratado em 2012 e fez sete lutas, sendo quatro derrotas e três vitórias nos meios-pesados. Em duas ocasiões ficou com o bônus da noite, incluindo os nocautes sobre Sean O’Connell e sobre Anthony Perosh, considerado um dos mais rápidos da história, aos sete segundos. Jimmo tinha um cartel de 19-5.


3 - Jordan Parsons - Outro caso envolvendo acidente automobilístico foi registrado com o então atleta do Bellator Jordan Parsons, de 25 anos. No dia 30 de março, ele voltava para casa a pé quando foi atropelado. O lutador da Blackzilians foi levado ao hospital próximo a Delray Beach, na Flórida, teve parte da perna direita amputada, e morreu três dias depois. 

Após seis dias de busca, a polícia local chegou ao suspeito. Dennis Wright, de 28 anos, natural de Boca Raton (Flórida). O carro que guiava, um Range Rover da mãe, estava com o lado do farol esquerdo avariado, tudo indica em decorrência da batida. O motorista já tinha tido a habilitação suspensa seis vezes.

O lutador (11-2) tinha luta marcada no Bellator 154, no dia 14 de maio, contra Adam Piccolotti, pela categoria dos penas. A última luta de Parsons tinha sido contra Bubba Jenkins, em novembro de 2015, quando perdeu por decisão dividida no Bellator 146.  A carreira profissional no MMA começou aos 19 anos, no Impact Fighting Championship. Em 2012, foi campeão do evento CFA, na categoria até 66 quilos. 


4 - Muhammad Ali - A partida mais sentida dos mundo das lutas não foi de um lutador ativo, mas do que é considerado por muitos um gênio do esporte. Muhammad Ali, o controverso boxeador peso pesado que lutou durante 32 anos contra o adversário mais implacável, o Mal de Parkinson, sucumbiu às complicações da doença em junho, aos 74 anos. Ali deixou um legado que foi além do esporte e que ficou marcado pelo ativismo e combate ao racismo em todas as instâncias. 


 5 - João Carvalho - Ainda no primeiro semestre, em abril, o português João “Rafeiro” Carvalho, de 28 anos, morreu após a terceira luta profissional de MMA, em Dublin, na Irlanda. Diante de Charlie Ward, companheiro de equipe do campeão dos leves do UFC, Conor McGregor, o lutador da Team Nóbrega foi nocauteado no terceiro round no evento Total Extreme Fighting (TEF), realizado no National Stadium, mas deixou a área de luta caminhando e falando normalmente. Dez minutos depois de encerrado o combate, Rafeiro passou mal, começou a vomitar e foi encaminhado ao hospital, onde morreu 48h depois de uma cirurgia cerebral. 


6- Kevin Randleman - Talvez a morte que mais tenha marcado 2016, ao lado da de Ali, tenha sido a de Kevin Randleman, lenda das artes marciais, conhecido pela força e explosão, e por ter realizado verdadeiras batalhas nas artes marciais mistas. O peso pesado, conhecido como “O Monstro” faleceu aos 44 anos, nos Estados Unidos, após ser internado em um hospital de San Diego com pneumonia, sofrendo, consequentemente, insuficiência cardíaca. 

No currículo, o americano acumulava vitórias surpreendentes sobre Mirko Cro Cop no Pride, por nocaute, quando o croata estava no auge, Renato Babalu Sobral, Pedro Rizzo e Murilo Ninja. Ainda no cartel, Kevin travou batalhas épicas contra Fedor Emilianenko, contra quem aplicou um dos mais plásticos suplês da história do MMA, Maurício Shogun, Randy Couture,  Bas Rutten, Carlão Barreto e Kazushi Sakuraba. 




Retrospectiva do MMA 2016 - confusões

Artur Dantas,

por Artur Dantas

Essa publicação tem o selo “Quem luta não briga” de qualidade.

As confusões também marcaram o ano de 2016 nas artes marciais. E foram muitas, alguma delas protagonizadas por Conor McGregor. Mas do irlandês falaremos mais tarde. Ele terá uma uma sessão só pra ele para que não roube a cena, como é de costume. 

Bem, teve de tudo um pouco por aí. Werdum brigando com o córner de Travis Browne em cima do octógono, treinador de de jiu-jitsu brigando em hotel com Matt Brown, Nate Diaz tretando com fã de McGregor e Aldo em litígio com o UFC. Veja abaixo um pouco um resumo. 

Ah, as tretas…

Cláudia Gadelha vs Joanna Jedrzejczyk

A perda da invencibilidade de Cláudia Gadelha por decisão dividida após a primeira luta contra Joanna Jedrzejczyk, em 2014, nem de longe foi bem digerida pela brasileira. Mais de um ano e meio de farpas entre as duas depois, elas voltaram a se encontrar no octógono, mas não sem antes passar obrigatoriamente pela balança. E foi na pesagem do TUF Finale 23, em julho, que as lutadoras peso palha do UFC se estranharam feito cão e gato. O tumulto, já anunciado, teve de ser contido pelo presidente do Ultimate, Dana White, como pode ser visto no vídeo. 


Ah, para contextualizar melhor, a animosidade entre ambas ganhou mais algum combustível quando ambas foram escaladas como técnicas da versão americana do The Ultimate Fighter. Inclusive, o próprio White revelou que elas saíram na mão no último dia de gravações do reality, contudo a peleja não foi registrada em vídeo. Segundo Dana, Joanna começou a provocação ao arremessar uma garrafa de água na potiguar. 

Depois disso, as atletas ainda tiveram algumas vezes cara a cara, como na coletiva de imprensa intitulada “Unstopable”. E mais uma vez, treta. Semanas depois, na pesagem, mais treta. É briga que não acaba mais. 

Veja a confusão no vídeo abaixo a partir de 1h15m. 


Abaixo, um bônus com algumas das brigas entre Joanna e Gadelha

Bastidores TUF


Bônus - Cláudia, o que você gosta de fazer na hora de lazer depois da luta?

    

Jessica Eye, a legítima mulher de fases

O assunto ainda é pesagem. E de uma luta entre mulheres de novo. Tudo ia bem quando Jessica Eye passou pela balança e foi em direção a Bethe Correia para fazer a foto da encarada. Foi aí que o caldo entornou. Tão logo colocou a guarda, a brasileira foi empurrada e isso deixou o clima bem quente, com a paraibana nitidamente furiosa. Posteriormente, Bethe venceu a luta por decisão dividida após três rounds, no UFC 203.


Cão que ladra…

Patricky Pitbull tentava uma vitória diante de Michael Chandler, no Bellator 157, para conquistar o cinturão dos leves e devolver a derrota que lhe custou o título do torneio dos leves em 2011. O brasileiro acabou nocauteado, mas quem tomou as dores foi o irmão, Patrício PItbull. Enquanto Chandler comemorava o nocaute, o ex-campeão dos penas da organização resolveu a frustração de uma forma old school, ainda que não diplomaticamente indicada nestes casos. 


Energético e água só voam se arremessados. Fato!

Durante a coletiva de imprensa do UFC 202, Conor McGregor voltou a aprontar. Após se atrasar mais de 20 minutos para o encontro com a mídia, ele chegou como se nada tivesse acontecido para a insatisfação de Nate Diaz, que deixou o local.  Momentos depois, o norte-americano e o seu time têm uma ideia: “que tal se a gente voltar por trás dos jornalistas e jogar uma garrafa d’água em McGregor?”.  Pimba! Confusão formada. Quando percebeu o que se desenhava, McGregor revidou a agressão jogando não só garrafas de água como também pegou energéticos dos colegas para arremessar contra o adversário. Uma cena lamentável para o UFC e de se encher os olhos para os periodistas presentes. 

E a pergunta que não quer calar: o que acontece quando dois bicudos se encontram?

Pergunta que não quer calar dois: choveu mais água e energético ou palavrões?


Policiais da pesada, quer dizer, da pesagem

Na pesagem que marcou a primeira vez que Nate Diaz e Conor McGregor se encontraram no UFC, a situação já não estava muito boa entre eles em virtude das provocações. Sabendo disso, o Ultimate convocou uma pequena ajuda policial para conter os ânimo dos dois. Funcionou? Mais ou menos. Os oficiais não impediram lá muita coisa. Pergunta: se tivesse dado uma grande confusão, os policiais fariam o que com os dois? Levariam pra cadeia? Desnecessário…


Pé no peito e quase soco na cara

Os chutes desferidos por Fabrício Werdum em Travis Browne na segunda luta entre os dois, em setembro, no UFC Cleveland, não foram suficiente. É tanto que no final do combate o gaúcho desferiu um chute reto no treinador do havaiano, Edmond Tarverdyan. E o motivo, qual foi? Segundo o “Vai Cavalo”, após o combate, o treinador de boxe de Browne teria soltado, enquanto o gaúcho comemorava: “Cala a boca, filho da puta”. Tudo isso depois de Werdum reagir às vaias do público com um sinal de choro, o que teria deixado Edmond bravo. Mas tão rápido a briga começou e a turma do deixa disso, incluindo o árbitro conhecido por aqui como mini Brock Lesnar (Gary Copeland) e o announcer, Bruce Buffer, colocou panos quentes, além dos corners de ambos os times. Não houve punição para nenhum dos lados.



Tarverdyan, você de novo por aqui?

Mais acima você viu que Edmond Tarverdyan foi acertado por um chute de Fabrício Werdum. E ele deveria saber que o ano não seria muito fácil para ele já em janeiro. Isso porque o treinador de Ronda Rousey e Travis Browne (é, eles dividem o técnico também) teve cassada a licença para atuar como corner. Isso porque a Comissão Atlética do Estado da Califórnia (CSAC) apontou que o armênio teria fraudado o documento que o permitiria atuar como um dos “segundos” (como são chamados os corners) e, por isso, foi suspenso durante três meses. 

À Comissão, Edmond reconheceu a culpa e foi multado em $5 mil. Em outra oportunidade, em 2010, o treinador de boxe chegou a ser preso acusado de falsificar identidade e por resistência à prisão.  Após a perda da licença, a mãe de Ronda Rousey, AnnMaria de Mars, que não parece ser muito satisfeita com o trabalho de Tarverdyan, disse que a filha é treinada por um “idiota”. 

Bem desfavorável, Tarverdyan. Bem desfavorável.

Wanderlei Silva vs Krazy Horse parte 2

Essa é pra quem acompanha o MMA desde que ele era conhecido como vale-tudo. Qual a relação entre Wanderlei Silva, Krazy Horse, o Pride e o Rizin? Resposta: todas. E o que significa isso: confusão. 

Existe um vídeo bem antigo que circula antes até da popularização do Youtube que mostra os bastidores do Pride Shockwave de 2005, no último dia daquele ano, quando o Cachorro Louco venceu Ricardo Arona, defendendo o cinturão peso médio da organização. Enquanto se aquecia, Charles Bennett, conhecido como Krazy Horse, lutador mais  lembrado pelas presepadas do que pelos resultados, iniciou uma provocação com o time da Chute Boxe, com críticas voltadas a Wanderlei.

Depois de uma troca de gentilezas entre os dois, Krazy Horse acaba se desentendendo pra valer com Cristiano Marcello, integrante do time. A partir daí, os dois desenrolam uma briga, que acaba com o americano apagado em um triângulo ao som de mantras de apoio de apoio de Silva: “bota pra dormir, bota pra dormir”.  E assim foi feito. 

Corta pra 2016. 

O Pride “ressurge” como o nome Rizin Fighting Federation, com regras semelhantes, e Wanderlei, assim como alguns lutadores da época, são contratados. Eis que neste ano Silva e Krazy Horse voltaram a se desentender, conferindo ao evento um ar de nostalgia. Tudo aconteceu em setembro, ocasião que ambos estavam inscritos no torneio peso aberto do evento. Ao se encontrarem no saguão do hotel que estavam hospedados, os dois reviveram o passado. São dois vídeos. No primeiro, é possível ouvir Wanderlei dizendo, em inglês (já com tradução). “Vem cá, vem cá! Vamos conversar. Vamos fazer isso. Você sabe que eu posso fazer”, ao que o americano rebate: “Você sabe o que eu fiz. Você dormiu”. O que ele fez, segundo Horse, faz parte da lenda urbana do vale-tudo. Bennett garante que após acordar do triângulo de Cristiano Marcello nocauteou Silva. 

Em outro vídeo, após a luta no Rizin, quando venceu Minoru Kimura por nocaute, Horse aparece provocando Wanderlei, que está na plateia assistindo ao combate. Após o combate, o Cachorro Louco resolveu intimidar o americano no bakcstage, gerando a segunda parte da briga. No registro é possível ver Silva tentando chutar Horse, mas, novamente, a turma do deixa disso foi eficaz. 

Recordar é viver. De verdade. 


Foi provocar e se deu bem

Durante o treino aberto do Bellator 169, em Dublin, na Irlanda, em dezembro, o lutador da casa James Gallagher fez uma firula para promover a sua luta contra o americano Anthony Taylor. Entrou de porta adentro na academia SBG e saiu à caça do oponente. Quando encontrou o adversário, prontamente o empurrou, para a surpresa do próprio lutador e dos presentes. Prontamente, funcionários do Bellator trataram de encerrar a confusão forçada. Resultado do combate que ocorreu três dias depois: Gallagher venceu por finalização no terceiro round. O vídeo foi registrado pelo site Severe MMA. 


Bellator vs ex-funcionário

É muito comum funcionários demitidos saírem por aí falando das ex-empresas. E foi assim com o ex-lutador e ex-funcionário do Bellator, Zach Light. O ex- diretor de Desenvolvimento de Talentos move um processo contra a organização na Corte Superior de Los Angeles alegando que foi posto para fora por não concordar com práticas ilegais da franquia que incluem, segundo ele, exames médicos forjados para liberar atletas junto à comissões atléticas e lutas arranjadas, um esquema entre empresários e lutadores que teria lesado público, patrocinadores e anunciantes. As práticas teriam sido realizadas na gestão do ex-CEO Bjorn Rebney e o atual, Scott Coker. 

Nate Diaz vs fã de McGregor

Mesmo após a derrota para Conor McGregor no UFC 202, Nate Diaz arranjou força para brigar mais um pouquinho depois de 25 minutos em cima do octógono. Dessa vez, fora da área de luta. Ao passar pelo hall do Hotel MGM, ele revidou aos insultos proferidos por fãs do irlandês e foi tirar satisfação. 

https://vimeo.com/180589415

Senta a bota, digo, Botti 

Amizades e parceiros de treino não são propriamente muito duradouras no MMA. E foi assim com Matt Brown, lutador meio-médio do UFC, e o seu ex-treinador de jiu-jitsu, Rodrigo Botti. Por ocasião do UFC Curitiba, em maio, Botti conseguiu se aproximar de Brown e o agrediu nas dependências de um hotel onde os atletas do UFC 198 estavam hospedados. 

Após a ação, o brasileiro foi imobilizado por treinadores do atleta, e detido pela polícia na sequência. O desentendimento entre os dois teve início em 2015, quando Botti chegou a prestar queixa contra Matt à polícia americana sob acusação de agressão. O caso foi encerrado em três semanas.




Retrospectiva do MMA 2016 - Lesões que marcaram o ano

Artur Dantas,

por Artur Dantas

Não é clichê: 2016 foi muito movimentado para as artes marciais, sobretudo para o UFC, maior liga de mixed martial arts do mundo, e o Bellator, evento concorrente. Teve de tudo um pouco nesse ano. Quase aposentadorias, atletas envolvidos em escândalos fora dos tatames, prisão, retorno de atletas que estavam quase com as luvas penduradas.

Os fãs viram os campeões caírem e novas promessas surgirem; viu o maior evento de MMA do mundo ser vendido quando parecia improvável; viu evento ser realizado em estádio de futebol no Brasil; se frustrou com lesões, prisões, e com o fato do país que idealizou o confronto interestilos, que mais tarde seria conhecido como vale-tudo e depois como MMA, ficar sem nenhum campeão.

Viu as artes marciais ficarem desacreditadas, porém também se alegrou quando o esporte foi enfim liberado em Nova York após 19 anos.

Neste ano, foi possível ver lutadores conquistando não só vitórias, mas alcançarem cifras milionárias. O esporte atingiu um novo patamar, mas também foi protagonista de episódios infelizes, quando o esporte deu, muitas vezes, lugares ao show business.

 Enfim, para relembrar esses e outros temas, acompanhe a retrospectiva do blog. 

LESÕES QUE MUDARAM OS PLANOS DO UFC E BELLATOR

Talvez esse seja o tópico que poderia ser alterado. “Lesões que mudaram os planos do UFC e Bellator” poderia ser substituído por “ações de lutadores que mudaram o curso do MMA”, e um desses caras foi Jon Jones.

Se teve um lutador que deu trabalho de verdade ao UFC - e vem dando desde 2014 - foi ele. Depois de anunciado em janeiro de 2015 que o norte-americano testou positivo para metabólitos da cocaína fora do período de competição, quando defendeu o cinturão dos meio-pesados contra Daniel Cormier, no UFC 182, o Ultimate viu uma das galinhas dos ovos de ouro ruir em uma sequência de episódios decadentes. Após o caso, em 2015, “Bones” se envolveu em um acidente de carro no Novo México, deixando para trás uma mulher grávida com um braço fraturado e o seu carro com vestígios de maconha.

Superados os problemas com a justiça, o UFC anuncia o retorno de Jon Jones, mas dessa vez Daniel Cormier, que havia conquistado o cinturão linear após derrotar Anthony Johnson, se lesionou e a revanche teve de ser remarcada, dando ao ex-campeão a chance de garantir o cinturão interino após derrotar Ovince St.Preux no UFC 187.

Assim, uma nova data para o confronto entre Cormier e Jones foi agendada, para o grandioso UFC 200, evento recheado de estrelas. Porém, a organização não contava com um novo caso de doping de Jon Jones, novamente fora do período de competição. A luta caiu restando três dias para o evento, o Ultimate perdeu milhões em promoção, mas Anderson Silva assumiu a luta contra Cormier. Como era esperado, o brasileiro perdeu já que estava fora de ritmo de treinos uma vez ainda se recuperava da cirurgia para retirada da vesícula dois dias antes do UFC 198, em Curitiba. Já Jones, considerado culpado pelo doping, recebeu suspensão da Usada, Agência Antidoping dos Estados Unidos, até julho de 2017, e teve o cinturão interino retirado. 

Jon Jones preso novamente

Se a fuga do local do acidente envolvendo uma mulher grávida resultou na prisão de Jon Jones dias depois, o americano voltaria à detenção pouco mais de um ano depois do episódio. O lutador foi flagrado violando os termos da liberdade condicional ao supostamente participar de um racha em Albuquerque, Novo México, em março. Em sua defesa, Jones alegou que arrancou com o veículo e atingiu apenas 56 quilômetros a fim de animar alguns fãs que o reconheceram em um semáforo.

Desconfiança de Dana White

As estripulias de Jones fora do octógono deixaram o presidente do UFC, Dana White, totalmente desacreditado em relação ao ex-campeão linear dos meio-pesados. Em várias entrevistas, o mandatário deixou claro que não confiava mais no lutador para vender a luta principal de qualquer evento.  Ao Jim Rome Show, White disse: “Na minha opinião, nunca correria o risco de ter o Jon Jones como principal lutador de um show novamente”, afirmou. “Eu o colocaria no card, mas não faria a luta principal com ele a menos que consistentemente volte à linha. Milhões de dólares são gastos nisso. E para um card ser desfeito – quantos cards tem sido desfeitos por que Jon Jones se envolve em problema? Então, não, não estou nessa com ele”.

E continuou…

“Lutadores de MMA têm janela curta de oportunidade. Quem sabe onde ele poderia estar; poderia estar lutando nos pesados agora. Provavelmente ele perdeu de 15 a 20 milhões de dólares. Ele provavelmente é o maior talento que já vimos no esporte. É triste ver isso dessa forma”, completou.

Thriller in Manilla

Se algumas lesões ocasionaram o cancelamento de lutas, o que dizer então da contusão de BJ Penn, que resultou na suspensão da edição do UFC que ocorreria nas Filipinas? O UFC Fight Night 97 estava agendado para o dia 15 de outubro, em Manilla, quando “The Prodigy” enfrentaria Ricardo Lamas, que sem adversário teve que ver o card inteiro ser transferido para 2017. Todos os lutadores do evento receberam a bolsa integral. 

Uma curiosidade é que o cancelamento do card foi o segundo da história do UFC em 23 anos de existência. A anterior foi em 2012, quando Dan Henderson se lesionou antes do UFC 151, no qual enfrentaria Jon Jones.

Calma, jovem!

Para muitos lutadores do UFC o simples fato de estar no maior evento de MMA do mundo não significa dinheiro no bolso. Foi o caso de Derrick Lewis, que ficou um pouco irritado pelo cancelamento do evento nas Filipinas. O peso pesado já estava na Ásia quando foi informado que o card tinha caído. 

Possuído, ele deu uma entrevista dizendo à porta de quem bateria para receber o valor integral da sua bolsa. 

Em entrevista ao “The MMA Hour”, Lewis bradou: "Não gosto dessa coisa de compensar as coisas. Estou achando que eles só vão me reembolsar por todas as pequenas corridas de táxi que tive que fazer e o hotel. E provavelmente as passagens aéreas. Isso não é o suficiente. Eu cortei muito peso. Cortei 13kg para este combate. Eu estava machucado. Eu queria comer e não podia. Estava sofrendo. Deem minha bolsa da luta ou ao menos me deem metade dela. É isso que eu exijo. Vou ficar ficar satisfeito. Eu vou ligar para ele [Dana White]. Não tenho nenhum contato com Dana White, mas meu empresário tem. Eu faria alguém me dar o número dele e vou ligar para ele, ou então vou aparecer na porta dele. Alguém vai me pagar”.

Ele recebeu a bolsa. E passa bem.  Próxima!

“Volta aqui, Rockhold. Só quero conversar, nunca te pedi nada”

A fase de Ronaldo Jacaré no UFC não é das melhores. Não, não são os resultados no octógono que preocupam o lutador e o seu time, mas a forma como o UFC vem cozinhando o peso médio em banho-maria, dificultando uma disputa de cinturão do brasileiro. Depois da passada de carro sobre Vitor Belfort, Jacaré se viu envolto em um imbróglio após o nocaute conseguido por Dan Henderson sobre Hector Lombard e o consequente credenciamento para uma revanche contra Michael Bisping. Mas isso é assunto para um outro capítulo da retrospectiva. 

O assunto agora é Luke Rockhold, contra quem Jacaré tem uma rixa antiga por não ter engolido a derrota sofrida no extinto Strikeforce, por decisão unânime, em 2011, fazendo o capixaba perder o cinturão dos médios da organização. 

Os dois se enfrentariam no dia 26 de novembro, em Melbourne, na Austrália, mas o americano teve que deixar o combate porque um fragmento de osso afetou o ligamento cruzado anterior do joelho. Caso fosse submetido a uma cirurgia, o lutador poderia passar 12 meses parado. Em caso de de cura natural, apenas dois meses. 

Rafael dos Anjos vs McGregor cancelado 

A contar das cifras milionárias movimentadas nos eventos que Conor McGregor está presente, Rafael dos Anjos pode ser considerado um dos principais perdedores de dinheiro em 2016. E o motivo? Lesão, claro. Tudo se encaminhava bem para o combate que ocorreria no UFC 196, em março. A troca de farpas estava ok, as provocações também, Rafael dizendo que “seria um dinheiro fácil” lutar com o irlandês, mas… no dia 23 de fevereiro o então campeão dos leves foi obrigado a desistir da luta. O motivo foi um uma fratura no pé esquerdo, mais precisamente uma fissura no quinto metatarso, após uma sessão de sparring. 

Wanderlei Silva atropelado

As lesões são comuns nas artes marciais, sobretudo na preparação para as lutas. Mas, fora das competições, não são tão recorrentes. E se for atropelamento, então… Foi o caso de Wanderlei Silva, ex-UFC e atual lutador do Rizin. O Cachorro Louco voltava de bicicleta de um treino em Curitiba, em maio, quando foi atingido por um veículo e teve que passar por uma cirurgia no ombro direito, que teve o ligamento rompido. 


O Reis frustrado

Não é todo dia que nem todos os lutadores que se credenciam nas suas respectivas divisões para encarar o campeão da categoria, mas Wilson Reis conseguiu. Aliás, não conseguiu. O brasileiro estava programado para encarar o dono da cinta dos moscas, Demetrious Johnson, mas uma lesão afastou o “Mighty Mouse” do combate que ocorreria no dia 30 de julho. Sem adversário, Wilson Reis teve que duelar contra o estreante Hector Sandoval e viu a luta que seria o co-evento principal da noite cair para o card preliminar. Wilson Reis venceu por finalização no primeiro round. Ele conseguiu o famoso “tem mas tá faltando”.

De novo, Velásquez?

Janeiro já dava provas que o ano do UFC seria difícil em relação às lesões. Fabrício Werdum, então campeão dos pesados, enfrentaria Cain Velasquez em uma revanche programada para o dia 6 de fevereiro, em Las Vegas, mas aí o lutador de raízes mexicanas já gritou de lá que não poderia lutar em razão de uma lesão nas costas. O brasileiro, então, recebeu Stipe Miocic como novo adversário, mas um dia depois também acusou uma contusão no dedão do pé direito e um estiramento nas costas.

Agora, com um novo cenário, já sem Werdum como campeão, o UFC remarcou a luta entre o “Vai Cavalo” e Velasquez, que ocorreria no dia 30 de dezembro próximo. Ocorreria porque uma nova lesão nas costas tirou Cain de combate uma semana antes do evento. Inclusive, o lutador já tinha cirurgia marcada para o próximo dia 4 de janeiro para eliminar esporões ósseos que afetam a perna esquerda como consequência da pressão do nervo ciático. 

Educado, Velasquez fez questão de ligar pra Werdum para se desculpar pelo ocorrido. 

Patrício Pitbull vs Ben Henderson 

Depois da trilhar carreira internacional, Patrício Pitbull não competiu por outra divisão que não fosse a dos penas até este ano. Em agosto, o potiguar teve a chance de se testar na categoria dos leves contra o ex-campeão da divisão até 70 quilos do UFC e do extinto WEC, Ben Henderson, no Bellator 160. Patrício vinha bem, fazia uma luta parelha, e mantinha vantagem diante do norte-americano. Porém, no segundo assalto, ao desferir mais um chute, o ex-campeão da organização sentiu a perna e sinalizou que não tinha mais condições de combater, sendo declarado o nocaute técnico (lesão), o primeiro da carreira. O golpe resultou em em uma fratura em um dos ossos da canela direita. 


Lesões bizarras e graves

Por falar em lesões nas lutas, quatro chamaram atenção neste ano. No início de 2016, no UFC Boston, Matt Mitrione e Travis Browne travaram um combate entre os pesados. Browne acabou acertando o dedo no olho direito do adversário algumas vezes. MItrione acabou derrotado por nocaute técnico (socos) no terceiro round, mas creditou a derrota à antidesportividade de Travis, que se defendeu dizendo que não é um lutador sujo. Bem, limpo ou não, a foto mostra a lesão que chamou atenção do público. 

Evangelista Cyborg 

Talvez Evangelista não seja propriamente um cabeça-dura e provou isso ao enfrentar Michael “Venom” Page e ter tido uma das piores lesões desde que o MMA surgiu. Esqueça o que aconteceu com Anderson Silva vs Weidman e Minotauro vs Frank Mir.  Em julho, durante o Bellator 158, em Londres, Cyborg sofreu uma joelhada voadora que entrou em cheio na testa causando o afundamento de crânio do que a gente conhece como testa. Imediatamente, o brasileiro caiu em agonia. 

No dia seguinte, a ex-esposa do lutador, Cris Cyborg, foi às redes sociais para externar a gravidade do ferimento e pedindo apoio dos fãs para custearem a cirurgia e o tratamento. Evangelista, que permaneceu consciente o tempo todo, chegou a chamar a ex-mulher de”louca” por causa do alarme. Bem, veja abaixo se ela tinha motivos para preocupação. 

Ah, o Bellator custeou todas as despesas médicas e recebeu o bônus pela vitória, em virtude do ocorrido. 

Ah, talvez sem saber da gravidade, Michael Page ainda teve tempo de “capturar” Cyborg como promoção do jogo Pokémon Go. Mais inusitado impossível. 


Na órbita de Nicolas Dalby 

Também no segundo semestre, o lutador Nicolas Dalby não ficou pra trás em termos de gravidade de uma lesão. Derrota por Peter Sobotta por decisão unânime no UFC Hamburgo, Dalby sofreu uma fratura no osso da cavidade orbital e mostrou o estrago. Feio, hein? 

É osso, Browne

A revanche entre Travis Browne e Fabrício Werdum não teve um final muito tranquilo para o havaiano (e namorado de Ronda Rousey, só pra lembrar). Ainda no primeiro round, já no final, “Vai Cavalo” desferiu um overhand que acabou acertando em cheio a mão do adversário, resultando em uma fratura exposta no dedo indicador da mão direita. Browne chegou a gesticular para o árbitro Gary Copeland sinalizando o ocorrido, mas o central não interrompeu o combate e deixou correr, não se dando conta do que tinha ocorrido. De toda forma, uma fratura quem nem toda audiência tem estômago para ver.


Cláudia Gadelha faz luta técnica e se recupera da derrota para Joanna Jędrzejczyk

Artur Dantas,

Foto: UFC

Vinda de duas derrotas seguidas para a campeã peso palha, Joanna Jędrzejczyk, Cláudia Gadelha voltou a vencer. Dessa vez, a oponente foi Cortney Casey, luta válida pelo card principal do UFC São Paulo, realizado entre a noite do sábado (19) e o domingo (20). Durante três rounds, as lutadoras mostraram momentos de trocação franca, com destaque para os cruzados e clinch agressivo de Gadelha.

Melhor em pé, Claudinha fez o dever de casa e alternou as superioridade no boxe, apesar da diferença de envergadura, com as quedas que se seguiram entre os rounds. O momento controverso ficou por conta de um golpe ilegal desferido por Gadelha no terceiro round. Ao tentar levantar, Casey foi acertada por um chute de raspão na cabeça, mas voltou para o combate após um período de tempo técnico, sem que houvesse desconto na pontuação da brasileira. O resultado foi favorável a Gadelha, por decisão unânime triplo 30-27. 



Potiguar é campeão panamericano de judô

Artur Dantas,

O jovem judoca potiguar Max Breno de Medeiros conquistou o título de campeão panamericano de Judô na categoria sub 13 até 42kg. A competição foi realizada no dia 11 de novembro na cidade de Santo Domingo, República Dominicana.

Max Breno disputou a luta que rendeu a medalha de ouro com um atleta da República Dominicana. “O desafio maior foi porque eu lutei com a toda a torcida toda a favor dele”, relata Max Breno que alia a carreira de atleta com a de estudante no Colégio Salesiano São José. Para o atleta, a vitória é resultado de muito empenho e dedicação. “A competição foi muito boa porque eu me preparei bastante para ela”, afirma.

Com uma coleção de títulos importantes conquistados ao longo de 2016, incluindo o campeonato brasileiro que garantiu a classificação para o Panamericano, a meta de Max agora é descansar e repetir os bons resultados no próximo ano. 

Fonte: Assessoria de imprensa



UFC 205: McGregor nocauteia Alvarez e se torna primeiro campeão em duas divisões distintas simultaneamente

Artur Dantas,

Foto: UFC

A edição 205 do UFC, realizada em Nova York, mostrou o motivo de ter sido considerada histórica. Pela primeira vez desde a fundação, um lutador conseguiu acumular dois cinturões simultaneamente, e o papel coube a Conor McGregor, que não tomou conhecimento do então campeão dos leves, Eddie Alvarez, e nocauteou o americano no segundo round da luta principal da noite. Agora, o irlandês ostenta as cintas da divisão dos penas e da categoria até 70 quilos. O evento foi realizado no Madison Square Garden. 

No coevento principal, o campeão dos meio-médios, Tyron Woodley, travou um combate movimentado de cinco rounds contra Stephen Thompson, e reteve o título mas não sem antes um fato inusitado ter ocorrido. Mesmo sendo declarado o resultado com um duplo 47-47 e 48-47, o vencedor anunciado foi Woodley, quando, na verdade, o placar configura um empate majoritário, ficando com o atual campeão o título. 

Em outra luta que valia cinturão, Joanna Jedrzejczyk derrotou a compatriota polonesa Karolina Kowalkiewicz e permaneceu com a cinta de divisão peso palha. Na segunda luta do card principal, Chris Weidman foi nocauteado por Yoel Romero no início do terceiro round após sofrer uma joelhada voadora que entrou em cheio no rosto do ex-campeão dos médios, forçando a intervenção do árbitro central. 

No combate de abertura do card de cima, Miesha Tate foi derrotada por decisão unânime por Raquel Pennington e anunciou a aposentadoria do MMA, para surpresa dos presentes e até do comentarista Joe Rogan. 

No card preliminar, Frankie Edgar derrotou Jeremy Stephens, em combate válido pelo peso pena, por decisão unânime, enquanto Khabib Nurmagomedov não tomou conhecimento de Michael Johnson e o finalizou com uma Kimura no terceiro round depois de ter dominado parte do primeiro round e o segundo com um jogo de quedas eficiente.

Já entre os brasileiros, o saldo foi negativo. Dos três que entraram em ação no evento, dois saíram perdedores. Rafael Sapo Natal foi nocauteado por Tim Boetsch, nos médios, enquanto Thiago Pitbull, estreando entre os leves, perdeu para o jogo de solo implacável de Jim Miller. O destaque verde e amarelo ficou por conta de Vicente Luque, que garantiu um nocaute avassalador sobre Belal Muhammad em apenas 1m19s do assalto inicial. 

Confira abaixo os relatos das principais lutas

Conor usa precisão para massacrar Alvarez e se tornar campeão em outra categoria

A marra comum de Conor McGregor ganhou um pouco mais de combustível no evento principal da noite do UFC 205. Ao longo da promoção do evento, o irlandês, que é conhecido também por acertar previsões das suas lutas, garantiu que entraria na história do Ultimate ao se tornar detentor de dois cinturões ao mesmo tempo. E assim o fez. 

Contra Eddie Alvarez, Conor soube aproveitar a envergadura e trabalhou bem a distância desde o início do combate para frustrar as iniciativas do então campeão da divisão até 70 quilos. Com precisão nos socos e contragolpes com a mão esquerda, McGregor conseguiu nada menos que três knock downs no primeiro round, frustrando Alvarez e mostrando domínio das ações e boa esquiva de golpes. Ao longo do assalto, “Notorious” circulou bem e teve sucesso em evitar as tentativas de queda de Eddie, que mostrou boa recuperação e absorção de golpes. 

No entanto, no segundo round, McGregor mostrou a mesma calma da parcial seguinte e, ao tentar encurtar e encaixar um soco, Alvarez recebeu um cruzado de direita e dois de esquerda que resultaram em outro knock down, seguido de golpes no ground and pound que forçaram a intervenção do árbitro John McCarthy.

Em entrevista após conquistar o novo cinturão, McGregor voltou a se proclamar como o melhor lutador da atualidade, e exigiu que o outro cinturão fosse levado ao octógono para que ele pudesse exibir para a volumosa e barulhenta torcida irlandesa presente no Madison Square Garden. 

Após início de luta morno, Romero nocauteia Weidman

Chris Weidman veio para a luta no card principal contra Yoel Romero disposto a trilhar novamente o caminho que lhe colocaria na mira do cinturão dos médios. Entretanto, diante do cubano, o ex-campeão da divisão até 84 quilos falhou na missão e foi nocauteado no terceiro round, depois de dominar as ações no primeiro assalto e na metade da segunda parcial. 

Com um jogo bem sólido que incluiu chutes nas pernas e na linha de cintura do oponente, Weidman confundiu o cubano e deixou claro que tentaria colocar em prática o jogo de quedas. E até conseguiu isso em algumas oportunidades, mas sem tanta contundência. 

A partir da segunda metade do round 2,  Romero cresceu em produção e passou a devolver os chutes e buscar mais o combate. No minuto final, chegou a colocar Weidman no solo em duas oportunidades, sendo na segunda com mais volume, que englobou ainda socos no ground and pound. 

No início do terceiro round, Weidman continuou com a estratégia, mas o curso da luta mudou de lado em uma jogada de Yoel. O cubano fintou uma tentativa de queda e entrou com uma joelhada voadora de esquerda que derrubou o americano ao entrar em cheio no rosto. Em posição de defesa, Weidman ainda recebeu duros golpes até o combate ser interrompido por Mario Yamasaki. 

No final da luta, em entrevista ainda no octógono, Romero desafiou o campeão da categoria, Michel Bisping, que provocou o lutador fazendo gestos obscenos e sugerindo que Romero usa substâncias proibidas para aumento de performance. 

Sem entrar na pilha, Romero disse. “Você está vendo o verdadeiro campeão aqui”.

Doping

Após a luta contra Ronaldo Jacaré, cuja vitória veio por uma contestada decisão dividida, o cubano foi flagrado no exame antidoping após testar positivo para uma substância de crescimento normal, e recebeu gancho de seis meses da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (Usada). 

Weidman perde segunda seguida

O revés diante de Yoel Romero deixou Chris Weidman com um mancha vermelha no cartel. A segunda derrota consecutiva - e as únicas duas em 15 combates no MMA - da carreira. Em dezembro do ano passado, o “All-American” perdeu o cinturão dos médios que detinha desde 2013, quando nocauteou Anderson Silva no UFC 162, para Luke Rockhold, que mais tarde perderia para para o atual dono da cinta, Michael Bisping. 

Miesha Tate anuncia aposentadoria após derrota

Muitas coisas podem acontecer após uma derrota, em especial no MMA. Mas após ser anunciada a vencedora do primeiro combate entre as mulheres do card principal do UFC 205, Miesha Tate, ex-campeã dos galos, anunciou que está se aposentando. 

Insatisfeita com a atuação diante de Raquel Pennington, “Cupcake” disse: “Estou nisso [MMA] há muito tempo. Meu corpo já foi muito massacrado, não dá mais para mim. Vou amar esse esporte para sempre, mas não é mais a minha hora, é a hora do futuro”, disse, apontando para Pennington, de 28 anos. 

Miesha Tate tem apenas 30 anos, 25 lutas no MMA, 18 vitórias, e começou no MMA em 2006. Como profissional, atua desde 2007. A americana já lutou pelo extinto Strikeforce, e foi garantida no UFC após o evento ter sido incorporado ao Ultimate, em 2012. Na franquia, Miesha soma nove lutas, cinco vitórias e quatro derrotas, incluindo uma para Ronda Rousey. Neste ano, conquistou o cinturão da divisão feminina dos galos após surpreender Holly Holm e vencer o combate por mata-leão. Em seguida, em julho, foi finalizada pela brasileira Amanda Nunes.

Rafael Natal é nocauteado por Boetsch no 1º round, após bom início de luta

Buscando se recuperar da derrota por decisão diante de Robert Whittaker, Rafael “Sapo”Natal fez um bom início de combate, válido pelos médios, contra Tim Boetsch, mas acabou nocauteado ainda no primeiro round.

Com os dois buscando o combate boa parte do assalto, Boetsch mostrou mais agressividade no início, com chutes retos e tentativas de acertar o rosto do brasileiro com cruzados. Rafael reagiu aos ataques do americano e impôs mais contundência nos ataques. Em um deles, conectou uma boa combinação na curta distância de jab e cruzados, e conseguiu sair do raio de ação de Tim ao evitar chutes na perna. 

Melhor no combate, Rafael tentou impor o volume de ações, mas acabou acuado com as costas na grade, revidou com um overhand de direita, esquivou um cruzado, e foi acertado por um cruzado de direita que entrou em cheio no queixo. No solo e atordoado, o brasileiro recebeu mais alguns socos até a intervenção do árbitro aos 3m22s. 

Vicente Luque nocauteia e emenda quarta vitória seguida

Terceiro brasileiro a luta na noite, Vicente Luque conquistou, diante de Belal Muhammad, a quarta vitória no seguida no UFC em cinco lutas. O brasiliense perdeu apenas na estreia. No início da luta, ambos trocaram chutes na média distância sem oferecer riscos, mas a vantagem ficou com Luque, que conseguiu encurtar a distância, fazendo o oponente andar para trás. 

No momento mais quente do combate, o brasileiro acertou um cruzado de direita, que carimbou a têmpora de Belal, seguido de um cruzado de esquerda que entrou em cheio no rosto, desnorteando o americano. No chão, o lutador sofreu mais um soco antes da interferência do árbitro central em apenas 1m19s de confronto. A vitória do meio-médio do Brasil foi a segunda seguida por nocaute. Já Belal perdeu somente a segunda luta na carreira em 11 combates. No UFC, ele só foi derrotado por decisão unânime na estreia para Alan Jouban, em julho deste ano. 

Thiago Pitbull é superado por Jim Miller por decisão unânime

Desde maio de 2015 sem lutar pelo UFC, quando perdeu para Carlos Condit por nocaute técnico (interrupção médica), em Goiânia, Thiago Pitbull acumulou no UFC 205 a segunda derrota seguida, mas a terceira nas últimas cinco lutas pelo Ultimate.  Contra Jim Miller, que substituiu Al Iaquinta, o cearense iniciou bem o combate. Agressivo, resistiu aos ataques de Miller com uma joelhada na cabeça do oponente no primeiro round. 

Apesar disso, Jim não se intimidou e partiu para a luta de solo, fundamento que mostrou na luta ser superior ao brasileiro.  O americano conseguiu uma queda, mas Thiago levantou depois de colocar as costas na grade e levantar, aplicando chutes e joelhadas na curta distância, na sequência. 

Melhor na trocação, Pitbull tentou manter o combate em pé, mas foi novamente quedado quando Miller percebeu o perigo. Com um double leg clássico, depois de um soco esquivado e telegrafado por Pitbull, a luta transcorreu novamente no solo, onde Miller tentou uma guilhotina. Thiago defendeu. 

No último assalto, sabendo que estava atrás na contagem de pontos, Pitbull voltou a ser contundente em pé para tentar o nocaute, e mais uma vez foi quedado por um double leg. No final da parcial, Thiago ainda acabou por cima após inversão, batendo no grond and pound. As ações não foram suficientes para reverter, no entanto o placar a favor do americano.

Carmouche sofre, mas vence por decisão dividida

As mulheres foram escolhidas para entrar na história no UFC 205: Liz Carmouche e Katlyn Chookagian fizeram a luta de abertura do card preliminar pela primeira vez em Nova Iorque, um dos estados onde o MMA ainda era banido por meio de uma lei derrubada neste ano. A melhor ficou com Carmouche, que usou a experiência para contornar o início mais contundente da adversária. Liz encurtou a distância e levou o combate para o solo com uma bonita queda por meio do double leg. 

A estratégia de reduzir os riscos foi seguida à risca por Carmouche, que usou o jogo de solo para vencer outro assalto. No entanto, Chookagian voltou para o terceiro round disposta a mudar o cenário e acertou um chute alto na cabeça da adversária. Desequilibrada e sentido o golpe, Carmouche caiu e foi acertada no solo. Em pé, virou figura estática em virtude do cansaço, perdeu o round mas terminou com a vitória. 


UFC 205

Data: 12 de novembro de 2016

Local: Madison Square Garden, Nova York, Nova York

Card principal

Conor McGregor derrotou Eddie Alvarez por nocaute técnico (socos) - Round 2, 3:04;

Tyron Woodley e Stephen Thompson tiveram luta declarada empate majoritário (47-47, 47-47, Woodley 48-47) - Round 5, 5:00; 

Joanna Jedrzejczyk derrotou Karolina Kowalkiewicz  por decisão unânime (49-46, 49-46, 49-46) - Round 5, 5:00; 

Yoel Romero derrotou Chris Weidman por nocaute técnico (joelhada e socos) - Round 3, 0:24; 

Raquel Pennington derrotou Miesha Tate por decisão unânime (29-28, 30-27, 30-27) - Round 3, 5:00;

Card preliminar 

Frankie Edgar derrotou Jeremy Stephens por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28) - Round 3, 5:00;

 Khabib Nurmagomedov derrotou Michael Johnson por finalização (kimura) - Round 3, 2:31; 

Tim Boetsch derrotou Rafael Natal por nocaute técnico  (socos) - Round 1, 3:22; 

Vicente Luque derrotou Belal Muhammad por nocaute (socos) - Round 1, 1:19;

Jim Miller derrotou Thiago Alves por decisão unânime (30-27, 29-28, 30-27) - Round 3, 5:00; 

Liz Carmouche derrotou Katlyn Chookagian por decisão dividida (29-28, 28-29, 29-28) - Round 3, 5:00.



Academia Shidoshi será inaugurada neste sábado (8), em Parnamirim

Artur Dantas,

É neste sábado, 8, às 16h que a Academia Shidoshi abre as portas em Parnamirim. Haverá demonstrações de Artes Marciais, degustações de sucos naturais com a equipe Royal Up (distribuidor autorizado Royal Prestige), aulão de Dança com Rochelly Pinheiro e Nadja Bene e sorteios. A realização do evento conta com as parcerias da Anna Hellu Store, Le Claire Estética e Bronze, consultoria Mary Kay Mariana Melo e Centro Cultural Corpo Livre. A Shidoshi está localizada no Bairro Santa Tereza, casa 01, Rua Maria de Lourdes da Silva.

A Academia dispõe das seguintes modalidades: Muay Thai, Jiu-Jitsu, Capoeira, Karatê, Viet Vu Dao, Kung Fu e Krav-Magá, e também propõe atividades como Zumba e Yoga. Além disso, o lugar passa a ser mais um dos núcleos do Grupo de Capoeira Corpo Livre, existente há 33 anos no Rio Grande do Norte, que tem como fundador o Mestre Robson (Fora do Ar). Adotando o lema “Somos Todos Fortes”, a academia preza por profissionais de qualidade, com o objetivo de compartilhar a ideia de que a arte marcial é um estilo de vida, onde se escolhe aprender e seguir as doutrinas respectivas de cada modalidade.

O proprietário, Ivo Nascimento, explica que as modalidades podem ser praticadas em todas as faixas etárias, e que a Shidoshi almeja também proporcionar aulões mensais de artes marciais, zumba e forró no intuito de promover saúde à comunidade do bairro. Ivo assume na academia a função de professor de Muay Thai e é filiado a CBMT (Confederação Brasileira de Muay Thai), ele iniciou nas lutas aos 16 anos em Natal, treinando Jiu-Jitsu, MMA e a arte das oito armas, e foi nesta em que alcançou a graduação preta, no Rio de Janeiro, com o tradicional Grão-Mestre Nélio Naja. E agora, após 11 anos, em conjunto com familiares e amigos, é concretizado o sonho de erguer o próprio espaço de treinamento.

Os interessados em praticar alguma arte marcial ou propor parcerias, podem fazer contato pelos telefones (what’s app): 98855-0901 | 99801-1039;  Instagram: @academia_shidoshi. Vídeos e fotos podem ser visualizados no Facebook e Youtube.

Fonte: assessoria de imprensa



Na segunda luta entre os penas, Barão vence Nover por decisão

Artur Dantas,

Renan Barão, ex-campeão dos galos do UFC, fez sua segunda luta entre os penas no UFC e não decepcionou. Contra Phillipe Nover, o atleta da Kimura/Nova União travou uma batalha parelha em três rounds, mas saiu com a vitória por decisão unânime dos árbitros por 29-28, 29-28 e 30 27.

A luta foi disputada quase que integralmente em pé. No primeiro assalto, Barão sofreu para achar a distância e foi acertado por alguns socos duros de Nover que, inclusive, resultuaram em um knock down. Mas na segunda e terceira etapas o potiguar conseguiu encontrar a distância e trabalhou bem as combinações que incluíram cruzados de esquerda e chutes na perna, alguns chutes rodados sem efetividade e uma joelhada voadora perigosa. No assalto final, Barão e Nover continuaram com a mesma dinâmica. Os dois permaneceram boa parte dos cinco minutos finais no centro do octógono, trocando bons golpes, mas com vantagem para a contundência e maior volume do brasileiro. 



Formiga vence Ortiz por decisão unânime no UFC Brasília

Artur Dantas,

Foto: Getty Images

Jussier Formiga fez na noite deste sábado (24) a oitava luta no UFC, sendo a quarta no Brasil. Dessa vez em Brasília, o atleta da Kimura/Nova União superou Dustin Ortiz ao fazer o dever de casa e frustrar o jogo de wrestling do norte-americano, que mostrou uma estratégia semelhante ao do potiguar, de encurtar e tentar controlar o combate no chão. 

Mas foi Formiga quem conseguiu primeiro após uma troca de socos e chutes no inicio do combate. Ortiz encurtou, mas foi agarrado e levado para o chão. Por cima, Jussier não usou o ground and pound, porém trabalhou bem as transições com passagens de guarda até ser raspado. Por baixo, o faixa preta tentou um armlock e se defendeu evitando a passagem de guarda do oponente. 

A tônica dos rounds seguintes foi semelhante. Troca de socos no início do round e Formiga novamente caindo por cima na meia-guarda. Ortiz tentou girar e cedeu as costas. Jussier fechou o triângulo no corpo e ficou até o final do assalto buscando o mata-leão. 

O terceiro round foi o que registrou mais tempo de luta em pé. Formiga trabalhou os chutes, enquanto Ortiz usava as mãos para tentar abalar o atleta da Nova União. Porém, prevaleceu o que ocorreu nos rounds anteriores: Formiga levou pro chão, fechou o triângulo no corpo de Dustin e tentou a finalização por mata-leão. No final do assalto, Jussier encaixou o estrangulamento, mas Ortiz fez sinal de negativo, e se livrou da posição ficando por cima com Formiga pedalando. Resultado, vitória do potiguar por decisão unânime por 30-27, 29-27, 29-28.

Ao fim do combate, Formiga fez um balanço do combate.  “Eu poderia ter feito melhor, mas ele se defendeu muito bem. Agora eu quero descansar um pouco e lutar de novo no ano que vem. Quem eles me derem eu estarei satisfeito, mas se eu puder escolher, podem me trazer o campeão. ”

Frustrado, Ortiz declarou:  “Eu concordo 100% com o resultado. Estou 100% confortável com isso? Não, não mesmo. Ele fez tudo o que podia para não perder. Ele não tentou finalizar, não quis fazer uma luta empolgante. Ele venceu, mas foi tudo o que ele fez. “



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