Agosto chega ao som do Fest Bossa & Jazz em Natal e Pipa

Nicolau Frederico,

bosaCom novas atrações nacionais e internacionais e lançamentos de novos talentos potiguares, a segunda etapa do Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, chega na praia de Ponta Negra (praça Ecológica), em Natal, nos dias 24 e 25 de agosto e na praia da Pipa (palco Principal), município de Tibau do Sul, nos dias 26, 27 e 28 de agosto.  

O lançamento da nova programação foi nesta terça-feira (26), no Espaço da Cyrella Plano & Plano, ao som da Street Band, pela produtora cultural Juçara Figueiredo e sua equipe. Juçara salientou em sua apresentação aos convidados presentes que “ O Fest Bossa & Jazz reúne no mesmo palco grandes nomes locais, nacionais e internacionais da melhor qualidade artística instrumental. Além de dar oportunidade aos ‘Novos Talentos do RN’ com edital que seleciona artistas potiguares para tocar no Palco Principal.” 

unnamedEsta é a sétima edição do Festival que já recebeu três mil crianças e jovens em suas oficinas e workshops. Pelo palco principal apresentaram-se mais de 100 atrações  nacionais e internacionais e novos talentos potiguares, proporcionando um intercâmbio entre artistas consagrados e os novos jovens músicos, compositores e cantores. Cerca de 200 mil pessoas já acompanharam as edições realizadas em Natal, Pipa, Mossoró e São  Miguel do Gostoso.

Juçara anunciou também para este ano, mais uma novidade, as caminhadas ecológicas, parceria com o Projeto TAMAR, incluindo palestras sobre preservação ambiental e sustentabilidade na praia da Pipa.  

Em Ponta Negra, Natal

Na programação, que tem Liz Rosa na curadoria musical e coordenação artística, bandas e músicos de encher os ouvidos em delírio. No primeiro dia (quarta, 24), em Natal, a potiguar Clara Menezes; o multi-instrumentista Filó Machado (SP), sobem ao palco da Praça Ecológica, logo após a americana Grana Louise se apresenta ao lado da Décio Caetano Blues Band. 

No segundo dia (quinta, 25), ainda em Natal, o primeiro a encantar o público será o vencedor do edital ‘Novos Talentos do RN’, seguido de Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), na sua fusão de melodias e ritmos brasileiros. A atração internacional fica por conta de Mark Lambert (EUA), guitarrista e arranjador que toca ao lado de Jimmy Duchowny (bateria), Jefferson Lescowich (baixo), Wanderson Cunha (trombone) e Vander Nascimento (trompete). Para não deixar saudades, tem Jam Session depois dos shows, nas duas noites.

Em Pipa

Terminando em Natal, a 80 km da Noiva do Sol, fica a paradisíaca Praia da Pipa que está com programação inspirada a deixar todos com gostinho de ‘quero mais’. Já no primeiro dia (sexta, 26) o Palco Principal recebe ‘Novos Talentos do RN’ a partir das 20h; Mestrinho (SE), acordeonista que promete fazer mistura de suas raízes nordestinas e jazz. Já às 23h, SESI Big Band convida Lenine (PE), considerado um artista completo que passeia como cantor, compositor, produtor musical, vencedor de cinco Grammy Latino, além de outras tantas premiações na Música Brasileira, APCA e mais de 500 canções gravadas por nomes renomados do país, para fazer mistura e encantar o público.

As atrações musicais do segundo dia (sábado, 27) em Pipa começam mais cedo, às 16h, no Palco Praça do Pescador, com Sunset Session – Tamareando na presença de Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN); Marco da Costa (RN) e Live Foyn Friis (Noruega). Para então partir para o Palco Principal, onde toca às 20h Mad Dogs convida Chico Chico (filho de Cássia Eller), a cantora e percussionista Júlia Vargas e o violinista Rodrigo Garcia.

Tem fôlego para mais?! Na mesma noite, às 21h30, o grupo carioca Bossacucanova (RJ) faz a mistura entre bossa nova com o suingue dos ritmos brasileiros e as batidas eletrônicas. Às 23h o internacional Raphael Wressnig (Áustria) mostra para o público suas técnicas autodidatas no blues, jazz, soul e funk. O último dia (domingo, 28) do Fest Bossa & Jazz – Circuito 2016 tem shows com apresentação da Oficina de Construção de Instrumentos e termina mais cedo com Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN) e a Jam Session. Diferente dos outros dias que começa às 00h30, neste último momento tem início às 16h, no Pipa Beach Club.

E, para segurar a ansiedade pela próxima edição, o público tem à disposição, durante todo o evento, uma loja com produtos personalizados do Festival (camisas, chapéus, entre outros). 

O Fest Bossa & Jazz que proporciona diversão e conhecimento é uma realização de Juçara Figueiredo Produções e parceria do SESC Sistema Fecomércio, do Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável e patrocínio da COSERN e OI, além dos apoios: Oi Futuro, SESI RN, Cyrela Plano & Plano e Luck Receptivo.

Acompanhe o Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, segunda etapa pelo link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações e fotos da G7 Comunicação e da produção do Fest Bossa & Jazz



Agosto chega ao som do Fest Bossa & Jazz em Natal e Pipa

Nicolau Frederico,

Com novas atrações nacionais e internacionais e lançamentos de novos talentos potiguares, a segunda etapa do Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, chega na praia de Ponta Negra (praça Ecológica), em Natal, nos dias 24 e 25 de agosto e na praia da Pipa (palco Principal), município de Tibau do Sul, nos dias 26, 27 e 28 de agosto.  
O lançamento da nova programação foi nesta terça-feira (26), no Espaço da Cyrella Plano & Plano, ao som da Street Band, pela produtora cultural Juçara Figueiredo e sua equipe. Juçara salientou em sua apresentação aos convidados presentes que “ O Fest Bossa & Jazz reúne no mesmo palco grandes nomes locais, nacionais e internacionais da melhor qualidade artística instrumental. Além de dar oportunidade aos ‘Novos Talentos do RN’ com edital que seleciona artistas potiguares para tocar no Palco Principal.” 

Esta é a sétima edição do Festival que já recebeu três mil crianças e jovens em suas oficinas e workshops. Pelo palco principal apresentaram-se mais de 100 atrações  nacionais e internacionais e novos talentos potiguares, proporcionando um intercâmbio entre artistas consagrados e os novos jovens músicos, compositores e cantores. Cerca de 200 mil pessoas já acompanharam as edições realizadas em Natal, Pipa, Mossoró e São  Miguel do Gostoso.
Juçara anunciou também para este ano, mais uma novidade, as caminhadas ecológicas, parceria com o Projeto TAMAR, incluindo palestras sobre preservação ambiental e sustentabilidade na praia da Pipa.  

Em Ponta Negra, Natal

Na programação, que tem Liz Rosa na curadoria musical e coordenação artística, bandas e músicos de encher os ouvidos em delírio. No primeiro dia (quarta, 24), em Natal, a potiguar Clara Menezes; o multi-instrumentista Filó Machado (SP), sobem ao palco da Praça Ecológica, logo após a americana Grana Louise se apresenta ao lado da Décio Caetano Blues Band. 

No segundo dia (quinta, 25), ainda em Natal, o primeiro a encantar o público será o vencedor do edital ‘Novos Talentos do RN’, seguido de Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), na sua fusão de melodias e ritmos brasileiros. A atração internacional fica por conta de Mark Lambert (EUA), guitarrista e arranjador que toca ao lado de Jimmy Duchowny (bateria), Jefferson Lescowich (baixo), Wanderson Cunha (trombone) e Vander Nascimento (trompete). Para não deixar saudades, tem Jam Session depois dos shows, nas duas noites.

Em Pipa

Terminando em Natal, a 80 km da Noiva do Sol, fica a paradisíaca Praia da Pipa que está com programação inspirada a deixar todos com gostinho de ‘quero mais’. Já no primeiro dia (sexta, 26) o Palco Principal recebe ‘Novos Talentos do RN’ a partir das 20h; Mestrinho (SE), acordeonista que promete fazer mistura de suas raízes nordestinas e jazz. Já às 23h, SESI Big Band convida Lenine (PE), considerado um artista completo que passeia como cantor, compositor, produtor musical, vencedor de cinco Grammy Latino, além de outras tantas premiações na Música Brasileira, APCA e mais de 500 canções gravadas por nomes renomados do país, para fazer mistura e encantar o público.

As atrações musicais do segundo dia (sábado, 27) em Pipa começam mais cedo, às 16h, no Palco Praça do Pescador, com Sunset Session – Tamareando na presença de Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN); Marco da Costa (RN) e Live Foyn Friis (Noruega). Para então partir para o Palco Principal, onde toca às 20h Mad Dogs convida Chico Chico (filho de Cássia Eller), a cantora e percussionista Júlia Vargas e o violinista Rodrigo Garcia.

Tem fôlego para mais?! Na mesma noite, às 21h30, o grupo carioca Bossacucanova (RJ) faz a mistura entre bossa nova com o suingue dos ritmos brasileiros e as batidas eletrônicas. Às 23h o internacional Raphael Wressnig (Áustria) mostra para o público suas técnicas autodidatas no blues, jazz, soul e funk. O último dia (domingo, 28) do Fest Bossa & Jazz – Circuito 2016 tem shows com apresentação da Oficina de Construção de Instrumentos e termina mais cedo com Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN) e a Jam Session. Diferente dos outros dias que começa às 00h30, neste último momento tem início às 16h, no Pipa Beach Club.

E, para segurar a ansiedade pela próxima edição, o público tem à disposição, durante todo o evento, uma loja com produtos personalizados do Festival (camisas, chapéus, entre outros). 

O Fest Bossa & Jazz que proporciona diversão e conhecimento é uma realização de Juçara Figueiredo Produções e parceria do SESC Sistema Fecomércio, do Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável e patrocínio da COSERN e OI, além dos apoios: Oi Futuro, SESI RN, Cyrela Plano & Plano e Luck Receptivo.

Acompanhe o Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, segunda etapa pelo link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações e fotos da G7 Comunicação e da produção do Fest Bossa & Jazz 


Maysa e a gratidão da bossa nova

Nicolau Frederico,

"Hoje Maysa estaria completando 80 anos de vida.Se não fosse a ela, a bossa teria demorado mais a acontecer. Nesse disco "O Barquinho", ela lançou esse e outros grandes sucessos desse, então, novo estilo. Saudades eternas dessa voz imortal.", afirmou esta semana em sua FanPage o compositor, músico e produtor, Roberto Menescal. Esta é a gratidão da turma da bossa nova à cantora e também compositora Maysa Figueira Monjardim, mãe do diretor de televisão, Jayme Monjardim. Na segunda (6) completaria seus 80 anos.

O jornalista e escritor Ruy Castro conta em seu livreto/CD número 16 "Maysa - "Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova (MEDIAfashion, 2008) que "Maysa inaugurou uma linha na nova música: a da bossa adulta, madura, ponderada. Na sua voz, canções como "O Barquinho", "Nós e o Mar" e "Ah! Se eu pudesse", todas da dupla Menescal/Bôscoli, perderam instantaneamente o ar infanto-juvenil com que foram compostas e ganharam em mistério e densidade...".   

Outra homenagem à cantora e compositora Maysa esta semana foi a do jornalista e radialista da CBN, João Carlos Santana, em sua "Sala de Música" . Se viva fosse, a artista completaria 80 anos. O jornalista e escritor Lira Neto, biógrafo de Maysa, foi seu convidado especial. Vale conferir a entrevista na rádio CBN, clicando Sala de Música na Rádio CBN

Com informações de Roberto Menescal, Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova e João Carlos Santana/Rádio CBN


Roberto Menescal: entre musical, filme e shows

Nicolau Frederico,

Encontrei o músico, compositor e produtor, Roberto Menescal, nos preparativos de sua apresentação com a cantora, compositora e pianista Leila Pinheiro, na pousada Só Alegria, em São Miguel do Gostoso. Como sempre, disponível para o nosso bate-papo.

Menescal não pára. Veio diretamente do Rio de Janeiro para Gostoso e voltou na madrugada depois da apresentação no Fest Bossa & Jazz Circuito 2016 ao lado de Leila. Neste ínterim, informou que sua agenda está repleta até o fim do ano. "Cara, todo mundo tá reclamando de trabalho. Eu não tenho tempo nem de pensar. Como você sabe, as coisas comigo vão acontecendo. Não tenho stress. Simplesmente, acontecem".

Garota de Ipanema, musical

Assim, sua agenda na segunda (30 mai) era um workshop com a equipe de coordenação do espetáculo inédito "Garota de Ipanema, o musical", que inaugura em agosto o Teatro Riachuelo, na Cinelândia, ocupando o local onde era o antigo Cine Palácio, com capacidade para mil espectadores. "Calainho (Luiz Calainho), Aniela Jordan e Fernando Campos (sócios na produtora teatral Aventura Entretenimento) me convidaram para dirigir o musical. Mas, eu disse que não dava, pois não posso me concentrar apenas neste projeto. Tenho a gravadora, os shows já agendados e a vida continua. Aceitei e estou dando uma consultoria no musical e dando minhas sugestões e recordando os momentos importantes que vivi na bossa-nova. Passo o clima da época!", afirmou o músico e produtor.

Menescal diz que são cerca de 70 pessoas que atuam como cantores, artistas e dançarinos. "Na verdade não será um musical sobre apenas os compositores de "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) mas sobre tudo aquilo aconteceu nos bastidores", afirma. Também a rede de lojas de moda Riachuelo é uma das parceiras no local do projeto, que leva o nome de Teatro Riachuelo. O novo espaço na Cinelândia vai abrigar eventos de dança, música, artes, teatro e literatura. O texto do musical é de Thelma Guedes, Alessandro Marson e Newton Cannito. A ficha técnica também traz o coreógrafo Alonso Barros (“Chacrinha – O Musical”) e o diretor Andrucha Waddington (de “Chacrinha – O Musical”).

Menescal, o filme

"O documentário que está em pré-produção pela DDFILMES, sob o olhar do nosso diretor Frederico Freitas, levará o público num mergulho por todas as células rítmicas de Roberto Menescal. Uma grande homenagem para este grande artista que completa 60 anos de carreira e 80 anos de vida", esta é a apresentação do documentário em sua FanPage "Menescal, o filme".

Lá também está registrado que "Seus primórdios, a formação da Bossa Nova, sua imprescindível atuação como produtor musical, o músico, o compositor, a paixão por bromélias e sua atual atividade na música brasileira, serão explorados em detalhes, em descobertas inéditas, histórias surpreendentes e opiniões não apenas sobre o que se foi, mas especialmente sobre o que ficou de tudo isso".

E o  que Menescal diz disso tudo? "Não fui eu que criei e propus esta homenagem!" afirma o compositor. "Eles me procuraram e perguntaram se eu topava fazer um documentário sobre a minha carreira na MPB, em especial na bossa-nova! Topei! E vamos ver no que dá!", conclui.   

Bossa Nova Hall

Outros compromissos de Menescal neste ano são os shows que vai apresentar agora em junho com Leila Pinheiro e no segundo semestre com Zélia Duncan, Marcos Vale, Chris Delano e Vanda Sá, no novo "point" musical carioca: o Bossa Nova Hall, conheça mais detalhe clicando aqui
http://www.bossanovamall.com.br/

Carnegie Hall: 54 depois

Um dos últimos compromissos este ano de Roberto Menescal será a participação em um show de comemoração dos 54 anos da Bossa Nova na "histórica e chuvosa noite da quarta-feira, 21 de novembro de 1962, no palco do Carnegie Hall, em Nova York (EUA)". Antes, em outubro ele segue para uma tournée pelo Japão, país que terá brevemente como residente fixa a cantora e compositora pernambucana, Andreia Amorim, que nos últimos anos teve Menescal como produtor e parceiro.   
   
Com informações exclusivas de Roberto Menescal e DDFilmes


Leila Pinheiro e Roberto Menescal: a noite da Bossa Nova em Gostoso

Nicolau Frederico,

Na mesa da calçada do Empório Balica, na praça da praia da Xêpa, acompanhei o palco Gostoso Jazz, na noite desta sexta-feira (27) com os sons magníficos do pianista, compositor e arranjador Hamleto Stamato e o músico Paulinho Trompete. O ponto alto foi quando convidaram a cantora potiguar Dani Cruz para se unir a eles, depois de elogiarem a performance da artista que iniciou sua carreira profissional há quatro anos e que fez a apresentação dessa edição do Fest Bossa & Jazz Circuito 2016, em São Miguel do Gostoso.

Quem não ficou até o fim, quando já virava os ponteiros do relógio, perdeu o grande show que o guitarrista e cantor do jazz norte-americano, Willie Walker, uma verdadeira lenda do "soul music" ofereceu ao público presente, principalmente aos fãs do jazz. Com uma voz vibrante e os sons eletrizantes que tirava de sua guitarra, Willie deixa saudades. Após o show, retornou a Natal e seguiu para sua tournée pelo Brasil nesta curta temporada. Mas a virada da madrugada foi em uma jazz session na Quintal Pizzaria, ao lado da pracinha.

nicolau-h1

O sábado (28) começou às 10 horas com um "good morning jazz" na pracinha, já anunciando que a partir das 19 horas os músicos da "Bossa&Jazz Street Band" estarão novamente em cortejo pela cidade conclamando os moradores para mais uma rodada no palco Gostoso Jazz, com a segunda e última noite da programação. Enquanto isso, eram realizadas diversas oficinas e workshops no Centro de Cultura, sobre fotografia, gaita e construção de instrumentos musicais com recicláveis. 

No palco Gostoso Jazz

Quem abre a noite às 20 horas deste sábado é o guitarrista, cantor e compositor Diego Brasil, natural de Manaus e radicado em Natal. Começou a apresentar-se profissionalmente com apenas 15 anos. Munido de sua guitarra e seu belo timbre vocal, Diego ultrapassou as fronteira potigares e levou sua música à Noruega, Áustria, Dinamarca e Qatar. Comemorando 15 anos de carreira, Diego Brasil leva ao palco de São Miguel do Gostoso o show “Trilhas”.

Logo depois, apresenta-se a parceria entre a cantora e pianista paraense Leila Pinheiro e o compositor, produtor e guitarrista carioca Roberto Menescal. A amizade e a bossa nova uniu os dois na MPB e é antiga. Além do antológico LP “Benção Bossa Nova”, gravado por Leila em 1989 e com produção e arranjos de Menescal, a dupla lançou em 2007 o álbum “Agarradinhos”. Será um belo reencontro do duo, no repertório com as músicas mais representativas de suas carreiras e que ainda relembrará algumas canções desses dois primorosos álbuns.

nicolau-h2

Finalizando,  a banda potiguar Moby Dick apresenta o virtuoso,talentoso e pioneiro do blues no Brasil, o gaitista carioca Flávio Guimarães. A banda tem quatorze anos de estrada e carrega na bagagem inúmeros shows, 2 CDs e 1 DVD lançados. Com um repertório super dançante e eclético, o grupo explora diversas tendências musicais, indo desde os clássicos da velha guarda do rock n’ roll, passando por quase todas as suas vertentes e chegando até o country e o blues. A virada na madrugada termina em uma "jam session" no Spaço Mix, à beira-mar.

O Fest Bossa&Jazz Circuito 2016 em Gostoso termina neste domingo (29) com a apresentação dos participantes selecionados na oficina ministrada pelo músico/artesão Alexandre Ferro, às 10 horas, no Spaço Mix. Logo depois, às 12 horas, no mesmo local haverá a última "jam session" e o encerramento.

Acompanhe mais informações pelo site oficial http://www.festbossaejazz.com.br ou nas redes e midias sociais facebook/festbossaejazz, instagran/festbossaejazz e twitter/fbjoficial

Com informações da produção do Fest Bossa&Jazz Circuito 2016 e G7 Assessoria de Comunicação.


Músico e artesão transforma recicláveis em instrumentos musicais para crianças

Nicolau Frederico,

O músico e artesão Alexandre Ferro, e também mestre na arte da Capoeira, começou na manhã desta sexta-feira (27) a ministrar as oficinas que ensinam crianças e jovens a transformar materiais recicláveis em instrumentos musicais. Alexandre usa recicláveis como: bobinas de papelão, cascas de coco, restos de madeira MDF, bambu, sementes, restos de fitas de embalagens industriais, garrafas plásticas "pet" e tampinhas de garrafas.

As oficinas fazem parte da programação do Fest Bossa&Jazz Circuito 2016, que chegou nesta sexta-feira (27) à cidade de São Miguel do Gostoso, no litoral norte potiguar, e que inclui também workshops com músicos, cortejo pela cidade com a Jazz Street Band, os shows de artistas potiguares, nacionais e internacionais no palco Gostoso Jazz e as Jam Session nos bistrôs.

Alexandre Ferro reuniu na manhã desta sexta-feira cerca de 50 crianças e jovens locais que aprenderam pela primeira vez, no Centro de Cultura, como se pode aproveitar dos materiais que se jogam fora a utilização na feitura de verdadeiros instrumentos de percussão para música, tais como: berimbau, pandeiro, chocalho, zabumba, tambor, tamborim e outros tipos de instrumentos musicais.

O músico e artesão, que mora com sua família na praia da Pipa, afirma que o seu "ganha-pão" era como mestre de capoeira, mas depois que descobriu o grande número de materiais recicláveis que encontrava jogado no lixo, decidiu incluir também na sua vida o aproveitamento desses materiais para colaborar na difusão da arte musical.

O convite da produtora Juçara Figueiredo para participar e organizar oficinas com esta finalidade, durante os festivais que ela promove anualmente, só trouxe incentivo e estímulo ao seu trabalho. Ele disse que se sente feliz e gratificado quando organiza as oficinas e constata a presença de grande número de crianças e jovens. "Só assim, estaremos de fato contribuindo para a preservação do meio ambiente e preparando as novas gerações para o cuidado com o futuro do planeta. De um modo saudável e sustentável", conclui Alexandre Ferro.

Nicolau Frederico, de São Miguel do Gostoso, Especial para Nominuto.com 


Circuito 2016 do Fest Bossa & Jazz em Mossoró e Gostoso neste final de maio

Nicolau Frederico,

logoO Fest Bossa & Jazz Circuito 2016 chegou nesta quarta (25) e quinta (26) na cidade de Mossoró, na região do Alto Oeste potiguar, e neste final de semana, sexta (27), sábado (28) e domingo (29) embala a praia de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte do Rio Grande do Norte.

Os dois dias em Mossoró confirmaram que a cidade merecia receber um festival com a mesma proposta. Mais de duas mil pessoas foram até a Estação das Artes e aproveitaram a véspera do feriado para ouvir boa música e degustar cardápios variados oferecidos pelos food trucks montados especialmente para o evento.

A primeira noite teve início com um cortejo da Bossa & Jazz Street Band, que percorreu as ruas do centro, saindo da Praça da Convivência até a Estação das Artes, convidando o público a participar dos shows. A Bossa & Jazz Street Band é formada por músicos do interior do Rio Grande do Norte, e coordenada pelo maestro português Eugênio Graça.

A Brazuka Jazz, banda local, abriu a noite no palco Mossoró e fez um passeio pela música brasileira, mostrando também suas influências jazzísticas. Como convidado especial da noite, a banda recebeu o produtor, cantor e compositor de suingue e timbre marcantes, Wilson Simoninha, que fez um show mesclando de clássicos com canções autorais. A música Sá Marina foi acompanhada pelo público, que contou e agradeceu com muitos aplausos.

A segunda atração foi o músico, compositor e arranjador do Pará, Ney Conceição, referência nacional quando o assunto é baixo elétrico. Sua apresentação foi acompanhada de outros músicos, em formato quarteto, e também agradou muito. A atração internacional encerrou a noite e fez muita gente dançar. Os americanos Shawn Holt and The Teardrops subiram ao palco passava das 23h, quando fez uma bela apresentação de blues, que encantou quem assistiu.

WILLLIE-H

Totalmente gratuito, o festival chega à cidade graças à realização do Governo do Estado, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável, e patrocínio da Cyrela Plano & Plano e o SESC como parceiro. A produção é da Juçara Figueiredo Produções e o apoio local da LUBE Produções e da prefeitura de Mossoró.

Fest chega "onde o vento faz a curva"

PERC-H

O festival continua nesta sexta-feira (27), na praia de São Miguel do Gostoso, com a oficina de construção de instrumentos musicais com a utilização de materiais recicláveis, sob a batuta do músico/artesão Alexandre Ferrão. Cinquenta crianças do local participaram da oficina que continuou à tarde, no Centro de Cultura da cidade. No mesmo local os músicos Flávio Guimarães e Paulinho Trompete apresentaram workshops de Gaita e de Trompete, também na parte da tarde.

Humberto-H

A partir das 19 horas haverá pela cidade um cortejo Bossa & Jazz Street Band, convocando a população para o show no palco Gostoso Jazz, instalado na praia da Xêpa, que começa às 20 horas, com a apresentação da cantora potiguar Dani Cruz e sua banda.

WoMAN-H

O Fest Bossa & Jazz é realizado pela Juçara Figueiredo Produções através de Leis de Incentivo à Cultura e de diversas parcerias e é membro fundador da ABRAFEST (Associação Brasileira dos Idealizadores e Produtores de Festivais de Música instrumental, jazz e blues do Brasil), associação que reúne os maiores festivais do gênero no país.

A programação completa você acompanha no site oficial disponível no link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações da produção do Fest Bossa&Jazz 2016


Elis, no som das capas de Elifas Andreato

Nicolau Frederico,

Ele acaba de ganhar uma exposição no Centro de Referência da Música Carioca (CRMC), na Tijuca. Está completando 50 anos de carreira e é considerado o maior designer de capa de disco do país.

Elifas Andreato é seu nome e sua arte continua inspirando. Jornalista e artista gráfico, recentemente postou em sua FanPage mais uma de suas criações, entre tantas que o Brasil cultural sempre agradece.

Desta vez, ele postou este vídeo, ao que indica iniciando mais uma de suas séries de sucesso. "Som das Capas - Histórias e curiosidades sobre a criação das capas de discos mais famosas do Brasil, por Elifas Andreato".

E começa pela nossa estrela maior, Elis Regina, com quem ele conviveu em diversos projetos na sua carreira de sucesso  artístico. Vale conferir e prestigiar este grande artista brasileiro!


 

Com informações de Catraca Livre Rio, Dicionário Cravo Albin da MPB e Canal YouTube


O ídolo que passou e o ídolo que ficou

Nicolau Frederico,

Reservo este "Espaço MPB" para um texto do jornalista conterrâneo araxaense Ronan Soares Ferreira, que tem passagens por grandes veículos da mídia brasileira, como a Rádio Nacional de Brasília, Correio da Manhã, O Estado de S. Paulo, O Globo, Rede Globo de Televisão, o canal GloboNews e assessorias de Imprensa.

Ronan foi o inspirador de minha profissão de jornalista. Em minha infância e adolescência, lia e acompanhava seus textos publicados no Correio de Araxá, editado há mais de 50  anos pelo dedicado jornalista Atanagildo Cortes. Mas, quando iniciava meus primeiros passos, ainda como "foca", foi Ronan quem me indicou para um estágio na sucursal do Estadão em Brasília. Eis o seu texto sobre dois grandes brasileiros de nossa história; um, na MPB e o outro na política:

"Em 1961, vivi como repórter uma nova fase da história do Brasil. Estava no jornalismo da rádio Nacional de Brasília, e já era respeitado porque escrevia fácil e fiz muitos amigos. Jânio Quadros, que eu detestava, como contei aqui em outro capítulo, foi eleito presidente.

Nessa época, reencontrei, na rádio, uma pessoa de quem eu gostava muito: Luiz Gonzaga, o 'Lua', o Rei do Baião. Empolgado com Jânio, ele ajudou a mulher dele, dona Eloá, a fazer a campanha do marido pra presidência, sucesso absoluto.

Quando Jânio foi eleito, Gonzagão ficou eufórico e convidou a mim e ao Miudinho, que tinha sido zabumba dele no baião, funcionário da rádio, para tomar umas e outras na Cidade Livre e comemorar a vitória de Jânio numa boate de lá.

Idolatrado pelo povo, ele foi recebido como uma grande estrela. Começamos a beber e ele se mostrava empolgado pela veia esquerdista de Jânio, embora fosse um nordestino dos mais conservadores (meses depois, Jânio condecoraria Che Guevara, mas, já nesta época, dava recados de simpatia para a esquerda internacional).

Depois de umas e outras, os admiradores não se conformavam com seu silêncio, porque ele estava ali com a cabeça na vitória do Jânio, como cidadão, e nem se importava se era o 'Rei Luiz Gonzaga', e começaram a pedir que ele cantasse.

Naquela época, tinha uma expressão popular no país inteiro que era: "Qual é o pó?", que eu acho que não tinha nada a ver com cocaína, era uma maneira de perguntar o que estava acontecendo. O fã clube ali presente começou a pressionar, perguntando: "Gonzaga, qual é o pó?", e ele fez de conta que não tava ouvindo, mas como insistiram, ele já com umas e outras na cabeça e contrariado, virou-se pra eles com o dedo polegar em forma de '0', e falou: "O pó, gente, é o tal cuzinho!". E ali ficamos mais um bom tempo, e eu pensando na fria que ele tinha entrado com o Jânio. Em meses, ele e o resto do Brasil saberiam qual era o pó."


Gil & Caetano, um século de música

Nicolau Frederico,

O que dizer dois músicos e compositores brasileiros que, como conterrâneos baianos, trazem no peito a amizade e a MPB e completam este ano 50 anos de suas carreiras musicais?

Tudo bem e parabéns para eles, você vai me responder. Mas, eles querem mais. Vão comemorar com o show “Dois amigos, um século de música”. Aqui e no exterior. São eles Caetano Veloso e Gilberto Gil.

O ensaio para o grande show da dupla baiana começou meses antes. Semana passada fizeram a primeira reunião para a definição do repertório da turnê, que estreia em junho na Europa. Confira o roteiro da turnê

O show no Brasil fica para o segundo semestre deste ano e vai percorrer as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Dependendo da resposta do público nestas capitais, as apresentações podem chegar a outras cidades e capitais brasileiras.

Ícones do movimento tropicalista, Gil e Caetano comemoram 50 anos de carreira e foram entrevistados no programa dominicalFantástico”, da Rede Globo de Televisão, quando falaram deles próprios e do show comemorativo.

Com informações da produção de Gilberto Gil e Caetano Veloso. 



Trio Madeira Brasil lança o seu primeiro DVD

Nicolau Frederico,

Eles se apresentaram no Teatro Riachuelo, acompanhando a cantora potiguar Roberta Sá no show "Quando o canto é reza". Mostraram sua arte e o seu valor.

Agora,com mais de 15 anos de carreira, três discos lançados e o primeiro álbum, produzido em 1998, o Trio Madeira Brasil apresenta neste sábado (02/05), às 18h e na sexta (08/05), às 10h, pelo Canal Brasil da telinha, o seu primeiro DVD. O violonista Yamandu Costa é o convidado especial.

O trio é formado por Marcello Gonçalves (violão de 7 cordas), Zé Paulo Becker (violão e viola caipira) e Ronaldo do Bandolim (bandolim). O show passeia por um repertório de clássicos do samba, choro e MPB, com composições de Jacob do Bandolim, Tom Jobim, Chico Buarque, Astor Piazzolla, Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos, além de músicas autorais.

Os incessantes dedilhados de incrível precisão – é possível acompanhar suas movimentações de perto em tomadas que detalham cada nota – começam com três choros de Jacob do Bandolim: Santa Morena, Quebrando o Galho e Assanhado. Choro pro Tio, composta por Zé Paulo Becker, dá sequência ao repertório, que continua com Olha Maria e Passarim, ambas de Tom Jobim.

O violonista Yamandu Costa junta-se ao trio em Suíte Retratos (Mov. Pixinguinha), de Radamés Gnattali, antes do repertório tornar-se internacional, com composições do argentino Astor Piazzolla e do espanhol Manuel de Falla. O set list ainda traz o clássico de Villa-Lobos, O Trenzinho do Caipira.

“Trio Madeira Brasil” possui trabalhos acompanhando Guilherme de BritoA Flor e o Espinho (2003) – e Roberta Sá Quanto o Canto É Reza (2010).

Com informações da produção do Canal Brasil




Wanda Sá e Lysia Condé no embalo do Seis & Meia

Nicolau Frederico,

A cantora e compositora carioca Wanda Sá e a mineira-natalense Lysia Condé são as atrações nacional e local do Seis & Meia desta terça-feira (14), no palco do Teatro Alberto Maranhão. 

Considerada uma das mais importantes intérpretes da bossa nova, a cantora Wanda Sá inicia seu show as 19h30, apos a apresentação de Lysia Condé.

Em “Benção Vinicius de Moraes”, Wanda canta grandes sucessos do “poetinha” e, em clima intimista, conta histórias que viveu ao seu lado. Além de amiga, Wanda foi parceira musical de Vinicius, com quem viajou o Brasil e a América Latina fazendo shows.


No palco, ela conta com a companhia de Adriano Souza (piano), João Cortez (bateria) e Dôdo Ferreira (baixo), que dão o tom para um repertório convidativo à participação do público. Entre outras canções, a set list traz “Ela é carioca”, “Eu sei que vou te amar”, “Minha namorada”, “Se todos fossem iguais a você” e “Água de beber”.

A cantora aproveita a oportunidade para uma celebração própria. Ela comemorou, em 2014, 50 anos do disco “Wanda vagamente”. O álbum, produzido pelo músico, compositor e produtor Roberto Menescal, foi um grande sucesso de vendas e a projetou internacionalmente quando gravado em 1954.

Nos Estados Unidos, “Wanda de Sah” – seu nome artístico no mercado norte-americano – gravou os álbuns “Softly” e “Brasil ’65” (1965) e teve participação no disco do compositor com Paul Desmond, gravando a versão americana de "Pra dizer adeus", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes.

No Brasil, Wanda Sá gravou mais de uma dezena de álbuns, sempre interpretando ou na companhia de grandes nomes da bossa nova. Entre eles estão Roberto Menescal e o grupo vocal BeBossa, ao lado de quem lançou seu mais recente trabalho: “A Galeria do Menescal” (2012).

Lysia Condé que abre o show de apresentação de Wandá Sá,  canta de 18h30 às 19h30. A formação  da equipe de músicos que a acompanham está em voz, violão, piano e violoncelo.

O repertório musical foi escolhido a dedo e inclui Chiquinha Gonzaga, Caymmi, Tradição Oral, Tom Jobim e Dominguinhos.

Show imperdível! Com muitas e boas bossas, com banquinho e violão ...

Com informações de Regina Oreiro, Elio Perez e Amaury Júnior


Os nonsenses de Gilberto Gil em "Refazenda"

Nicolau Frederico,

O cantor, compositor e músico Gilberto Gil, volta a postar em sua FanPage os comentários sobre suas músicas. Desta feita, o artista baiano fala sobre como nasceu e compôs a canção “Refazenda(1975).

Gil explica que “"Refazenda" resultou de uma justaposição de nonsenses. Começou com um brainstorm com sons: fui aleatoriamente escolhendo palavras que rimassem e cheguei a um embrião interessante - um desses troncos de árvores tronchas sobre os quais o cinzel dos artistas populares vai trabalhar para fazer esculturas loucas, à la Antônio Conselheiro, do Mario Cravo, nascida de um tronco com dois galhos de braços abertos. O esboço era maior e muito mais absurdo: não tinha sentido nenhum! Aos poucos fui criando sentidos parciais a certas frases, até desejar um sentido geral para todas.

E continua, descrevendo que "os versos foram feitos antes da música, obedecendo a um ritmo que eu tinha na cabeça. Para o primeiro, escolhi o alexandrino, um dos preferenciais do cantador nordestino, pois queria a priori uma canção com esse direcionamento country."

Quanto à frase "Abacateiro, acataremos teu ato" – Gil diz que  "na época pensaram que eu me referia à ditadura militar (o verde da farda) e ao ato institucional, o que nem me passou pela cabeça. O que me veio mesmo foi a natureza em seu contexto doméstico, amansada, a serviço da fruição - daí a idéia de pomar e das estações. “Refazenda” é rememoração do interior, do convívio com a natureza; reiteração do diálogo com ela e do aprendizado do seu ritmo."

Falando sobre a “linguagem transgressiva” da música, o compositor explica que "o período em que compus a canção é permeado pelo nonsense ou o que o tangenciasse; por um despudor audacioso de brincar com as palavras e as coisas; por um grau de permissibilidade, de descontração, de gosto pela transgressão do gosto. É uma fase muito ligada aos estados transformados de consciência, pelas drogas, e a consequente multiplicidade de sentidos e não-sentidos."

Já sobre a palavra “Guariroba”, o cantor destaca que é um "nome de uma palmeira do Planalto Central, a palavra dava nome também a uma fazenda que um grupo de amigos (Roberto Pinho, Pontual e outros) tinha a uns cem quilômetros de Brasília. Chegou-se a pensar em criar lá uma comunidade alternativa, onde nos juntássemos todos com nossas famílias. Não deu certo, e a fazenda foi vendida."

Que tal a gente rever "Refazenda" neste vídeo do canal You Tube?

Com informações da FanPage de Gilberto Gile canal YouTube


A estrela maior Elis Regina volta a brilhar na rede mundial

Nicolau Frederico,

A cantora e artista Elis Regina, que nos deixou há 33 anos, completaria nesta terça-feira (17) seus 50 anos de carreira e chegava aos seus 70 anos de idade.   

Para comemorar, será lançado nesta data tão marcante o seu primeiro site oficial com materiais exclusivos e discografia completa. Um "senhor presente" para os fãs da "pimentinha"!

Recentemente, a cantora ganhou uma loja online que carrega seu nome e assinatura, uma biografia assinada por Júlio Maria, “Nada Será Como Antes”, e foi homenageada no Carnaval de São Paulo pela Escola de Samba Vai-Vai, campeã 2015.

Mas isso não é tudo. A novidade da vez é o primeiro site oficial de Elis Regina, que entra no ar nesta terça-feira (17).

A plataforma promete reunir vídeos raros, fotos exclusivas e discografia completa da cantora. Entre os conteúdos de destaque, estão depoimentos inéditos de artistas como César Camargo Mariano, Milton Nascimento, Marília Pêra, Gal Costa e Gilberto Gil.

Em agosto de 2012, o Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, abrigou a exposição "Viva Elis", sobre a vida, a obra e a trajetória da “Pimentinha”. Visitei a exposição no CCBB/RJ e relembrei momentos inesquecíveis de sua carreira. Relembre aqui

Ainda iniciante no jornalismo, como “foca”, entrevistei a grande cantora para a Rádio Planalto, AM de Brasília, no final da década de 60, após um show que ela apresentou no Teatro Martins Pena, totalmente lotado. Já era uma estrela brilhando na MPB!   

Assista ao teaser de apresentação do site

Com informações do You Tube e produção do site oficial de Elis Regina

Os caminhos do Elefante na MPB

Nicolau Frederico,

Ele sempre me cobra a divulgação neste Espaço MPB sobre os músicos, compositores, cantores e artistas da música popular do Rio Grande do Norte. Pois agora chegou a vez!  

O potiguar José Dias Júnior, mais conhecido aqui em Natal como "Zé Dias", completa 20 anos como produtor cultural e musical. Para comemorar, lança mais um de seus projetos musicais, desta feita estritamente com músicos, compositores e estilos musicais dos mais diversos em nossa MPB.

É o "Caminhos do Elefante na MPB". O mapa do estado do Rio Grande do Norte tem o formato de um elefante! Mesmo atarefado, o produtor Zé Dias atendeu nosso pedido e respondeu as perguntas que encaminhamos para esta entrevista ao "Espaço MPB".
 
Espaço MPB - Zé, você inicia 2015 com mais um de seus projetos. O projeto “Caminhos do Elefante na MPB” pega algum gancho em outros de seus projetos culturais e musicais? Ou difere dos demais? Em quê aspectos? Vai virar também um livro?

José Dias Junior A diferença básica é que nós contaremos a nossa história na Música Popular Brasileira. Seremos os Protagonistas. O "Seis e Meia" tinha a atração nacional e o artista local, tinha uma forma de mostrar o seu Trabalho. Agora não, contaremos a nossa história. Pode até pintar um livro, mas num primeiro momento, não.

Espaço MPB - Por quê “Caminhos do Elefante na MPB”? Qual a contribuição de cantores, músicos e compositores potiguares na história de nossa MPB?

José Dias Júnior - Se pegarmos os vários momentos da MPB, estamos inseridos e não contamos esta história. Se perguntarem sobre se temos um ritmo, temos CHICO ANTONIO e seu COCO, descoberto por Mário de Andrade no final dos anos 20. Se participamos dos outros movimentos, poderíamos observar o "Choro" com Ademilde e K-Ximbinho; o "Samba Sincopado" que levou a "Bossa Nova" com Raymundo Olavo e Hianto de Almeida; se vislumbrarmos os grandes "Trios Vocais do Brasil", teríamos o Trio Iraquitan e o Trio Maraya; se caminharmos para as grandes "Cantoras do Rádio", oferecemos ao Brasil, Núbia Lafayette; na "Jovem Guarda", Leno; na "música regional", Elino Julião e Severino Ramos e nos "Festivais", tivemos uma produção local de altíssimo nível, com destaque para Mirabô e Terezinha de Jesus, artistas que foram na leva dos nordestino dos anos 70, incluindo-se ai o Flor de Cactus. Fomos engolidos nos anos 80, como toda música popular brasileira, ressurgindo com o "Projeto Seis e Meia", nos anos 90 até os dias de hoje, com artistas como Quarteto Linha, Khrystal, Rosa de Pedra, Isaque Galvão Carlos Zens e Lis Rosa, participando de programas a nível nacional. Temos que contar isto.

Espaço MPB - A "Bossa Nova" teve mesmo influência de algum(a) compositor(a), músico(musicista) ou cantor(a) potiguar? Se teve, qual a importância deles(delas)? Algum(a) especial?

José Dias Júnior - Teve em Raymundo Olavo, ídolo de João Gilberto no "Samba Sincopado" e a presença de Hianto de Almeida, que foi gravado por quase todos os nomes do movimento, com destaque para primeira gravação solo de João Gilberto/52, primeiro arranjo de Tom Jobim/55 e primeira citação da palavra "Bossa Nova/55". Estávamos na frente.

Espaço MPB - Zé, você sempre foi uma referência potiguar para assuntos relacionados à MPB e à música regional e nordestina no RN. Quando começou o seu interesse neste assunto? Conte um pouco esta história de sua vida.

José Dias Júnior - Rapaz, fui ver! Estou completando 20 anos de PRODUÇÃO MUSICAL. Desde o "Seis e Meia", em 95, passando pelo "NATAL EM CANTO", no final dos anos 90 e caminhando para uma produção de boa música, com projetos em shoppings centers da cidade. Produzi 5 discos e continuo a servir a música de meu país e hoje mais focado em meu estado.

Espaço MPB - Um de seus projetos que acompanhei de perto foi o “Seis & Meia” no Teatro Alberto Maranhão (TAM). Fiquei sabendo que o novo diretor do TAM pretende resgatá-lo. O que você pensa da proposta? Guarda algum mágoa das últimas tentativas desse Projeto?

José Dias Júnior - Desejo boa sorte a quem vai fazer e mágoa nenhuma. Quando fiz, foi um sucesso. Uma  referência para o Brasil.

Espaço MPB - Fale um pouco sobre como  você analisa o atual momento cultural e musical no RN e sua expectativa? Sobre os equipamentos (teatros, auditórios e locais públicos, praças) para apresentação dos shows, artistas, compositores e músicos disponíveis e incentivos governamentais e privados.   

José Dias Júnior - Gosto da produção musical do estado. Gosto dos equipamentos, temos bons secretários de Cultura, tanto no município, quanto no estado e acho que caminhamos para EDITAIS e LEIS de INCENTIVO. O mercado daqui não é diferente do resto do Brasil. Fomos engolidos pelo "show business", de péssima qualidade e temos que sobreviver. Este é o Caminho. Precisamos é ter uma ATITUDE POLÍTICA melhor!

Antes de terminar, não poderia deixar de registrar a grande contribuição à MPB dessa cantora potiguar, nos seus mais de 50 anos de carreira: Glorinha de Oliveira, que o "velho Chateau" chamava de "Rouxinol potiguar"! Outro também que fica nesta galeria é o cantor Gilliardi

Ia fechando esta matéria, quando recebo uma mensagem pelo MSN do amigo Zé Dias. Gostei tanto que vou reproduzir aqui:

"Respondi o Email. Veja. Se eu e você pegássemos uma Van no nosso imaginário e convocássemos ADEMILDE para vir de Macaiba até o Nordestão de Igapó. Lá, ela entraria e sairíamos pegando Raymundo Olavo em MARACAJAU, K-XIMBINHO em Taipu e chegaríamos a Macau, onde Hianto de Almeida entraria. Em 180 km, teríamos mudado a história da MPB com o CHORO, O SAMBA SINCOPADO e sinalizaríamos para a Bossa Nova. É mole! Quinta, tem os Caminhos do Elefante na MPB. 20:30 horas. Ingressos a R$ 40,00 e R$ 20,00."

Este é o nosso Zé Dias! Estilo simples, direto e humano! Grande empreendedor de nossa música potiguar! Sucesso, caro Zé!

Para acompanhar todas as novidades e agenda do projeto curtam a FanPage do projeto "Caminhos do Elefante na MPB" e fiquem de olho!



Guaramiranga respira jazz & blues na carnaval 2015

Nicolau Frederico,

Estive anos atrás por lá. Vi de perto na cidade de Guaramiranga, na serra Maciço de Baturité, a 100 km de Fortaleza, um fenômeno musical.

A cidade de 6.400 habitantes, recebe nestes dias de carnaval, perto de 13 mil pessoas de todas as idades e dos mais diversos cantos do país. O motivo é o Festival Jazz & Blues 2015, que chega este ano à sua 15ª edição. A programação do festival na serra começa neste sábado (14) e vai até terça (17) e depois se transfere para quinta (19) a sábado (21), em Fortaleza.   

A cidade serrana vive os quatro dias de jazz, blues e boa música instrumental, além dos hotéis, pousadas e aluguel de casas em Guaramiranga, os visitantes têm opções de hospedagens nas outras cidades do Maciço de Baturité. Só há um pequeno barzinho que destoa do clima de jazz & blues. Lá, uma bandinha anima os poucos foliões com as marchinhas do bons e antigos carnavais.

Cidade Jazz & Blues

Uma estrutura de 1.500 m2, dos quais, 850 de área coberta, recebe toda a programação de shows do Festival Jazz & Blues este ano em Guaramiranga, É a Cidade Jazz & Blues, erguida na rua principal, no espaço do campo de futebol. É lá que acontecem os ensaios abertos às 16h, os shows das 17h e das 21h, além das Jam Sessions, que vão até as 3h da manhã. Tudo no mesmo local, projetado para dar mais conforto e segurança para quem vai subir a serra para quatro dias de boa música.

Projetada com acessibilidade em todos os espaços, a Cidade Jazz & Blues é uma estrutura com piso, praça de alimentação, área de banheiros químicos e com uma ambientação que remete à beleza natural da serra.

A nova estrutura é fruto da proposta da Via de Comunicação e Cultura, realizadora do Festival, de procurar inovar a cada ano, com novos projetos e atrativos ao público cativo que conquistou ao longo de 15 anos de carnaval jazzístico na serra.

Outros espaços em Guaramiranga também recebem atividades do Festival. Na Praça do Teatro Rachel de Queiroz, diariamente às 15h há o Café no Tom. É o momento de um bate-papo com uma das atrações do Festival.

Na Escola Zélia Matos Brito e na sede da Associação Amigos da Arte de Guaramiranga (AGUA) acontecem oficinas de percussão e canto e Cine Clube. Qualquer pessoa pode participar das oficinas. O acesso é gratuito, mas como as vagas são limitadas os interessados precisam se inscrever na secretaria do Festival.

Além do reconhecimento do Festival em todo o País e fora dele, as diretoras do Festival, Maria Amélia Mamede e Rachel Gadelha, comemoram este ano os 15 anos da Via de Comunicação e Cultura, com inúmeros trabalhos já realizados nas áreas da cultura, de organização de eventos e relações públicas.

Assim, o festival impulsiona a cultura, a educação, o turismo e a economia local, visando à sustentabilidade social e a valorização do maior patrimônio do ser humano: o conhecimento.

Atrações nacionais do festival

O palco da Cidade Jazz & Blues em Guaramiranga recebe diversas atrações, entre músicos locais, nacionais e internacionais. Este ano todas as informações acerca do Festival Jazz & Blues 2015 estão disponíveis em seu hotsite. Acesse aqui o hotsite do festival

Muito mais interativa, na página, o internauta acessa toda a programação do Festival, além de obter informação sobre a compra de ingressos e também adquiri-los online, reservar o passaporte para o Expresso Jazz & Blues - uma novidade para o público que não consegue mais hospedagem na cidade - e conhecer as novidades desta 15ª edição.

Quem está nos bastidores

Assim como em um grupo musical, no qual os músicos devem estar afinados e entrosados para realizar um excelente espetáculo e propiciar momentos de emoção e divertimento ao público, a equipe de produção do Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, busca cada vez mais afinação e aprimoramento.

"O Festival é reflexo de quem o faz. Compromisso, pioneirismo, apuro, qualidade técnica e artística, excelência, esmero, dedicação, experiência, profissionalismo e amor à arte e à cultura, são os elementos fundamentais na condução deste que é um dos eventos mais importantes do gênero no Brasil.", reconhecem as diretoras do festival.

Conheça aqui os maestros do Festival de Jazz & Blues.

Com informações da Via de Comunicação e Cultura


Rio de Janeiro: 100 anos de carnaval

Nicolau Frederico,

Um dos maiores carnavalescos, jornalista, escritor, produtor cultural e ator brasileiro, Haroldo Costa, publica uma obra preciosa para quem gosta de participar, comentar e rememorar os dias de Momo, mais conhecido como Carnaval.

A Editora Irmãos Vitale, de São Paulo, especializada em música é a responsável pela edição. “100 anos de carnaval no Rio de Janeiro” foi editado em 2001 e ainda permanece atual.

Haroldo Costa

É o próprio autor que explica sua obra, quando diz “Uma coisa eu afirmo: só poderia ou poderá escrever a história do carnaval carioca quem for carnavalesco, quem gostar dos folguedos de Momo, quem envelhecer trepidando com sambas, correndo para ver passar na rua ou mesmo numa distante esquina, ou ainda para acompanhar, um bloco, um rancho, uma escola de samba.”

E continua o jornalista Haroldo Costa na introdução de seu livro, afirmando que “O carnaval carioca é uma das mais legitimas expressões da maneira brasileira de ser. Tanto assim que, escapando da esfera geográfica da nossa cidade, sua transformação deu-se de maneira inexorável, influenciando outras cidades e estados, criando uma temperatura que não tem nada a ver com a meteorológica mas, sim, com a pulsação interna e contaminação de difícil resistência.

Nas ruas, seu habitat natural, nos salões, nas praias, não há um só lugar onde o carnaval do Rio de Janeiro não se faça presente. Por ser um carnavalesco convicto sempre me interessei sobre as histórias sobre esta festa que é a maior catarse coletiva do país.
 
Nascido nas ruas, por obra e graça de boêmios e foliões anônimos impulsionados pelo incentivo alcoólico, o carnaval carioca encontrou seu destino nos batuques, nas cantigas improvisadas, na graça das mulheres e na transgressão que ficou sendo uma de suas marcas indeléveis
.”

Finalizando, Haroldo destaca que “O livro, para mim, é uma viagem muito interessante pelas várias fases pelas quais o carnaval vem passando, registrando o talento musical do povo, a criação de aparatos visuais, sejam fantasias ou carros alegóricos, sempre acrescentando inovações e variedades, tendo sempre o cuidado de não perder de vista as razões de sua existência que são a alegria espontânea do povo e a soma das nossas influências culturais.”

Na apresentação do livro, a Editora Irmãos Vitale comenta ainda que “Zé Pereira, corso, batalha de confete, banho de mar a fantasia, bailes, concursos de fantasia, blocos, escolas de samba. Tudo nos é mostrado pelo jornalista e historiador Haroldo Costa, de maneira clara e erudita, falando do que conhece e muito bem. O livro é fruto de um longo trabalho de pesquisa, no qual o autor se debruçou para compilar o que de mais importante ocorreu no carnaval carioca, desde os primórdios do Século XX até os dias de hoje.”

Conheça mais de perto a biografia, a obra e a história de vida deste grande brasileiro em nossa MPB, acessando aqui o link de seu Site oficial de Haroldo Costa

Fundada em São Paulo em 1923, a Editora Vitale se mantém nestes mais de 80 anos como uma grande parceira de alguns dos maiores nomes da nossa história musical. Em seu acervo, estão mais de 20.000 músicas, de um total de 9 mil autores ou herdeiros.

Criada pelos irmãos Emílio, Vicente, Affonso, José e João Vitale, hoje ela é administrada pela segunda geração da família através dos, também, irmãos Fernando, Sérgio, Luiz e Rubens, tanto na matriz de São Paulo como na filial do Rio de Janeiro, existente há mais de 50 anos.

Esta é a nossa dica para este Carnaval. Claro, se você não for brincar ....

Com informações da Editora Vitale e Dicionário Cravo Albin da MPB



A generosidade de Tom Jobim

Nicolau Frederico,

Em junho de 2013, o músico, compositor e produtor musical Roberto Menescal, a convite da cantora Camila Masiso, se apresentou no Teatro Riachuelo, aqui em Natal/RN, ao lado dos músicos potiguares Eduardo Tauffic (teclado) e Diogo Guanabara (violão).

Nesta comemoração do dia de nascimento do nosso maestro maior, Tom Jobim, relembro uma das séries de entrevistas que fiz com Menescal. Ele falando sobre o agora eterno músico, compositor, cantor e maestro brasileiro, com quem conviveu de perto por longos anos.   

Nicolau –
Recentemente a Folha de São Paulo lançou uma coleção “Tributo a Tom Jobim”, que vem somar aos dois filmes documentários de Nelson Pereira dos Santos, ao livro “Histórias de Canções: Tom Jobim” (Wagner Homem e Luiz Roberto Oliveira), à série de shows do Projeto Nívea Viva Tom Jobim e ao Instituto Tom Jobim (no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro). Sabemos que em 2014, se completam vinte anos de sua perda. E como foi sua convivência com este grande maestro, músico e compositor?

Menescal – O Tom é “sobre nós”! Para mim foi e continua sendo a grande figura da música popular brasileira. Ele foi muito generoso com esta geração da gente que veio quase dez anos depois dele, sempre nos ajudou sem dizer que estava nos ajudando. Ele nunca nos criticou, pelo contrário, ele dizia assim: “Ouvi uma música tua, “Rio”, gostei muito. Esgarcei ela quase toda!” Aí ele fazia: “Rio, maré mansa” e botava a letra “Por isso é que o meu Rio não era assim...” Aí eu perguntava a ele: “Como é Tom? Não é assim, mas vai ser assim.” Aí ele dizia que não queria modificar. Ele estava na verdade dando uma dica. Então, esta generosidade que ele tinha eu não conheço ninguém que a tivesse tido. O Tom foi o cara que me deixou uma marca muito grande. Eu estive semana passada no Instituto (Instituto Tom Jobim), lá no Jardim Botânico e falei com o Paulinho (Paulo Jobim, músico e filho de Tom Jobim): “Me deixa ficar um pouco andando sozinho por aqui...” Olha, fiquei muito feliz e emocionado e falei para mim mesmo que coisa bonita tudo isso, todo mundo tinha que conhecer e ver tudo aquilo. As pessoas não podem esquecer. Ali estavam os bilhetes escritos à mão: “Vinicius, você não acha bom isso aqui não? Vinicius, está coisa de “já botei o Cristo até demais. O que é isso? Nós precisamos respeitar.” E a resposta do Vinicius: “Ah, ah, ah!”

Nicolau – Os dois formaram uma dupla fantástica, não?

Menescal – Sem dúvida nenhuma.

Nicolau – Agora o Tom tinha uns parceiros interessantes. Olha o caso do Newton Mendonça, por exemplo, não é Menescal?

Menescal – É e tem gente que fala que o Newton se escondia. Eu conheci o Newton. Ele era aquele cara que não falava. O Tom, por sua vez, era expansivo, era brilhante. Quando abria a porta era aquele: “Oh!” Ele perguntava se o Newton estava e o Newton ficava num canto. São personalidades totalmente opostas. Um brilhava, mas o outro não queria brilhar. Mas as músicas deles foram feitas a quatro mãos. Na canção “Desafinado”, eles se entenderam perfeitamente. Ele foi o grande parceiro musical de Tom Jobim. Ninguém nunca escondeu ele. Era a sua personalidade. E morreu com 32 anos, muito cedo.

Com informações de Roberto Menescal, Dicionário Cravo Albin de MPB. Foto do Site Oficial de Tom Jobim


Teatro Rival é palco de solidariedade da turma da Bossa Nova

Nicolau Frederico,

O Teatro Rival, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (21), será palco de um show de solidariedade com a presença da turma da Bossa Nova.

Estarão juntos Miele, Roberto Menescal, Marcos Valle, Bossacuca Nova e Carlos Colla. Eles vão fazer um show beneficente para uma campanha humanitária em curso, cuja finalidade é custear uma cirurgia para o garoto Ruan Victor.

Ruan Victor é uma criança de 9 anos de idade, portadora de uma microencefalia e paralizia cerebral. O show visa arrecadar recursos financeiros para a cirurgia de implantação de uma válvula cerebral.

Mas, deixemos com o próprio Miele o convite para este show humanitário. Se você é do Rio de Janeiro ou vai passar por lá esses dias, não deixe de marcar sua presença!



O renascer do Beco das Garrafas

Nicolau Frederico,

Em julho (11) de 2013 publiquei em meu blog o artigo “Beco das Garrafas: aqui começou a bossa nova”. Bateu uma saudade e lembrei-me daquele local histórico.

Onde fui encontrar a informação? Fuçando a rede mundial, encontrei um site carioca que relembra tudo. Acessei o site oficial de um grupo denominado Copacabana.com . Lá, encontrei as origens e as histórias do Beco das Garrafas e o início da Bossa Nova nas noites cariocas.

O nome Beco das Garrafas decorreu da seguida prática dos moradores dos edifícios em torno, de jogar garrafas nos frequentadores das boates lá em baixo, e, por ser uma rua estreita e sem saída. Foi batizado por Sérgio Porto inicialmente como Beco das Garrafadas, reduzido mais tarde para Beco das Garrafas. Não muito longe dali, também em Copacabana, o Bossa Três – Os Reis do Ritmo – Bossa Três, formado pelo pianista Luís Carlos Vinhas – Samba da Benção – Jobim, Vinicius, Baden, Menescal, Lyra… and All the Others, o baterista Edison “Maluco” Machado Edison Machado e o baixista Tião Netto incendiavam as noites do restaurante Au Bon Gourmet. Eles não foram muito bem-recebidos. A conservadora classe política que frequentava o Bon Gourmet  não gostou da maneira ousada que o trio tocava samba – queriam é ouvir Nelson Gonçalves  cantar samba-canção. Resultado: na mesma hora em que eles foram demitidos eu contratei o trio para tocar no Little Club.”, lembra Alberico Campana, um dos proprietários das duas boates, ao lado de seu irmão Giovanni Campana.

CAMILA-H2

E Campana acrescenta que “em seus pequenos espaços, abrigavam pocket-shows assinados com criatividade pela dupla Miele e Bôscoli (Ronaldo Bôscoli), responsáveis pela direção, pelo som e pela iluminação, seu lema era “Dê-nos um elevador e nós lhe daremos um espetáculo”. Além dos musicais noturnos, havia também as matinês de domingo, que reuniam músicos amadores e profissionais.” O Beco das Garrafas, abrigou, nos anos 1960, o melhor da bossa nova instrumental.

O Beco renasce

Pois bem, o Beco das Garrafas renasce agora em 2014, passados 50 anos depois do primeiro show de Elis Regina no Rio de Janeiro, quando chegou ao Bottle´s direto de Porto Alegre. Depois de algumas semanas de êxtase, foi demitida por Roberto Jorge, um dos diretores do show, por faltar demais às apresentações.

BECO-3

De lá, foi contratada para o vizinho Little Club a convite da dupla Mièle e Bôscoli, mas, novamente, receberia o cartão vermelho assim que Bôscoli descobrisse que Elis estava faltando para cantar em outros lugares. O fato é que a cantora começava a ficar grande demais para os pubs do Rio. E São Paulo, onde ela se tornaria um estrondo nacional, já a assediava com vontade.

A produtora Amanda Bravo, filha do lendário Durval Ferreira, compositor, produtor e autor de clássicos da bossa nova como "Batida Diferente", ele mesmo um frequentador do Beco, ativou o empresário Sérgio De Martino (que é o proprietário dos imóveis onde ficam o Bacará e o Botlle’s Bar) e no "peito e na raça", reabriram a casa.

Firmaram um patrocínio com uma marca de cerveja que bancou uma reforma, e que abriu em setembro de 2014 com diversos shows numa programação composta por artistas e bandas do novo cenário da música brasileira. “Quero permitir o encontro da nova com a velha geração, gente que já passou pelo Beco e artistas recentes.”, afirma Amanda.

BECO-1

Conheça mais e fique por dentro da programação do Beco das Garrafas, acessando o  site oficial aqui

Fique com o depoimento sobre o Beco das Garrafas e os shows que lá aconteciam pelo músico, compositor e produtor Roberto Menescal. Nas décadas de 50/60 ele por lá andou e sabe das coisas.


Com informações do site Copacabana.com, Agência Estado e Bottle´s Bar

21-40 de 97