Os Bossa Nova

Nicolau Frederico,

Obrigado, amigo. Faremos o possível para realizar um show à altura de nossos amigos amantes de nossa música”, foi a mensagem que recebi do amigo, músico, compositor e produtor musical capixaba, mas de coração carioca, Roberto Menescal, ao responder minha mensagem de sucesso na comemoração dos 60 anos da Bossa Nova, neste final de semana (sábado, 22 e domingo, 23), no Blue Note, na cidade do Rio de Janeiro.

E a notícia é esta mesmo! Quatro compositores fundamentais do movimento musical que floresceu no final da década de 50 e ganhou o mundo a partir do célebre concerto no Carnegie Hall, em 62, se reúnem para celebrar os 60 anos da batida diferente com uma série de shows e o relançamento do CD “Os Bossa Nova”, originalmente editado em 2008 pela Biscoito Fino, com João Donato (voz e piano), Marcos Valle (voz e piano), Carlos Lyra (voz e violão) e Roberto Menescal(voz e violão).

“A bossa nova nasceu na zona sul do Rio de Janeiro em encontros de jovens compositores que, antes de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto entrarem em cena, já se encontravam para trocar ideias musicais nos bares, apartamentos e praias cariocas, em busca de uma música que os representasse. Ouvintes de jazz, bolero, música francesa e dos impressionistas, a geração da bossa foi diretamente influenciada melódica e harmonicamente por esses ritmos, buscando retratar o cotidiano da juventude que crescia em Brasil próspero.”, afirma o release da gravadora.

E continua esclarecendo que “em uma das primeiras apresentações de Carlos Lyra, Sylvia Telles, Roberto Menescal e Luiz Eça, o diretor do Clube Hebraica, por não saber como chama-los, saiu-se com o nome de Os Bossa Nova. Eles gostaram e começaram a chamar de bossa nova a música que faziam. Carlos Lyra, carioca de Copacabana, frequentava o Bar do Plaza, onde encontrava João Donato, acreano que vinha da Tijuca para ouvir Johnny Alf e as harmonias sofisticadas que fizeram dele o precursor da bossa.”

Em Copacabana, acrescenta que “morava o capixaba Roberto Menescal, que frequentava o mesmo colégio de Lyra e se aproximou do carioca quando soube que ele já tinha uma música gravada. Os dois começaram a tocar juntos e Menescal, estimulado por Carlos Lyra, passou a fazer solos inspirados em Barney Kessel, seu ídolo da época.”

Também registra que “o então menino Marcos Valle, carioca filho de paraenses e descendente de alemães, também vivia no bairro e juntou-se ao grupo para criar o estilo musical que segue influenciando gerações de músicos, em todo o mundo.”

Assim, informa que “reunidos em 2008 para gravar o álbum "Os Bossa Nova", João Donato, Roberto Menescal, Carlos Lyra e Marcos Valle retomaram alguns de seus clássicos, como “Vagamente”, “Até quem sabe”, “Samba do carioca”, “Balansamba” e “Gente”. “

Finaliza, lembrando que “a reedição que chega agora às plataformas digitais e lojas físicas, traz duas novas faixas bônus: “Último aviso” (João Donato e Marcos Valle), e “Sambeando” (Roberto Menescal e Carlos Lyra). Além do relançamento do álbum, os quatro têm promovido encontros nos palcos, em um show batizado com o nome do projeto.”

A produtora carioca Regina Oeiro é a responsável pela realização dos dois shows deste final de semana, na boite Blue Note, com todos os ingressos da bilheteria esgotados deste o início desta semana, como informa em sua página na rede social do Facebook.

Salve os 60 anos da Bossa Nova!

(com informações da gravadora Biscoito Fino)  

FAIXAS

01. SAMBA DO CARIOCA

Intérprete: Carlos Lyra / Marcos Valle / Roberto Menescal / João Donato
Autoria: Carlos Lyra / Vinícius de Moraes 
Editora: MCK / Tonga (Universal MGB)

02. TEREZA DA PRAIA

Intérprete: Roberto Menescal / João Donato
Autoria: Tom Jobim / Billy Blanco
Editora: Cap Music

03. ATÉ O FIM

Intérprete: Carlos Lyra / Marcos Valle
Autoria: Carlos Lyra / Marcos Valle
Editora: MCK / Tapajós (Sony/Atv)

04. DE UM JEITO DIFERENTE (IVONE)

Intérprete: João Donato
Autoria: João Donato / Lysias Enio
Editora: Acre Musical (Copyrigths) / Nowa

05. SEXTANTE

Intérprete: Carlos Lyra / João Donato
Autoria: Carlos Lyra
Editora: MCK

06. GENTE

Intérprete: Marcos Valle / Carlos Lyra
Autoria: Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle
Editora: Tapajós (Sony/Atv)

07. VAGAMENTE

Intérprete: Roberto Menescal
Autoria: Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli 
Editora: Irmãos Vitale

08. A CARA DO RIO

Intérprete: Roberto Menescal / João Donato
Autoria: Roberto Menescal / João Donato
Editora: Albatroz (Nowa) / Acre Musical (Copyrigths)

09. BEWITCHED / ESTE SEU OLHAR / SÓ EM TEUS BRAÇOS (INCIDENTAL)

Intérprete: Carlos Lyra e Marcos Valle
Autoria: (Richard Rodgers / Lorenz Hart) (Tom Jobim) (Tom Jobim)
Editora: (Warner Chappell) (Fermata do Brasil / Editora Musical Arapuã) (Jobim Music)

10. CIÚME

Intérprete: Carlos Lyra
Autoria: Carlos Lyra
Editora: Indus (Peermusic do Brasil)

11. ENTARDECENDO

Intérprete: Marcos Valle / João Donato
Autoria: Marcos Valle / João Donato
Editora: Conecta (Costa&Valle) / Acre Musical (Copyrigths)

12. BALANSAMBA

Intérprete: Roberto Menescal / Carlos Lyra
Autoria: Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli 
Editora: Warner Chappell

13. ATÉ QUEM SABE

Intérprete: Marcos Valle
Autoria: João Donato / Lysias Enio
Editora: Warner Chappell

14. BOSSA ENTRE AMIGOS

Intérprete: Carlos Lyra / Marcos Valle / Roberto Menescal / João Donato
Autoria: Roberto Menescal/Marcos Valle 
Editora: Albatroz (Nowa) / Tapajós (Sony/Atv)

15. ÚLTIMO AVISO

Intérprete: João Donato / Marcos Valle
Autoria: João Donato / Marcos Valle
Editora: Acre Musical (Copyrigths) / Conecta (Costa&Valle)

16. SAMBEANDO

Intérprete: Roberto Menescal / Carlos Lyra
Autoria: Roberto Menescal / Carlos Lyra
Editora: Albatroz (Nowa) / MCK



MPB em terras de Camões

O jornalista Nicolau Frederico reproduz artigo de seu colega, jornalista, cronista e escritor Woden Madruga que fala sobre sua leitura dos jornais de Portugal com destaque para os compositores e artistas da MPB que visitam e estão sempre por lá apresentando-se em seus shows. Nicolau também lembra sobre a cantora e compositora portuguesa e fadista Mariza e seu convidado especial, o maestro e violoncelista brasileiro Jaques Morelembaum.

Nicolau Frederico,

MPB em terras de Camões

Em sua coluna na TN (09/08/2018), o jornalista, professor e escritor Woden Madruga, como sempre generoso com este seu colega e amigo de 40 anos, registrou: “Nicolau Frederico, que andou por Portugal no correr de julho, me presenteia com alguns jornais que trouxe de lá  proporcionando um fim de semana de gostosas leituras nos alpendres das Queimadas. Nicolau é do ramo, jornalista, professor aposentado na área da comunicação social. Sabe das coisas. No seu roteiro português, de Porto a Lisboa, deu uma parada em Fátima para acender velas, rezar e abrir caminhos para algumas pesquisas. E foi juntando jornais em sua sacola. Exemplares de “Público”, “Correio da Manhã”, “Jornal i”, os três de Lisboa, e o “Jornal de Notícias”, do Porto.

O Brasil sempre é notícia nos jornais portugueses, sejam políticas ou da área cultural. Nossos artistas, principalmente cantores, aparecem com destaque em suas páginas.  No suplemento “Vidas”, do “Correio da Manhã (edição de sábado, 28 de julho), estão lá Caetano Veloso (ocupando página inteira) e Vanessa da Mata (quatro páginas). 

A matéria como Vanessa é uma entrevista. Título: “Vanessa da Mata – A cantora brasileira regressa ao país com um novo disco e a experiência de brincar com ritmos diferentes.” Muito boa a entrevista.  A notícia sobre Caetano: “Caetano Veloso: em palco com os filhos”, começa assim: “O verão de Caetano Veloso promete surpreender. O artista brasileiro, de 75 anos, está de volta a Portugal e com um espetáculo que tem todos os ingredientes para enternecer o público. É que o cantor não vai estar sozinho em palco, fazendo-se acompanhar pelos três filhos: Moreno, Zeca e Tom.”

Mas eu digo e acrescento, que além de degustar os doces de Aveiro (Ovos Moles), o Pastel de Nata (em Lisboa) e o Vinho do Porto (nas adegas maravilhosas das quintas de Pinhão, às margens do Rio Douro) e o famoso queijo de Lamego, me encantei com as músicas do Fado Moderno de Mariza (foto de Carlos Ramos), uma cantora e compositora lisboeta que espalha a sua voz e seu encantamento pelos diversos cantos do mundo.

A mais internacional artista portuguesa apresenta o sétimo álbum de sua jovem carreira em primeira mão nos Coliseus de Lisboa e Porto. Em poucos anos, Mariza passou de uma musicista local quase desconhecida, apoiada e incentivada apenas por um pequeno círculo de admiradores portugueses, para uma das mais aplaudidas estrelas mundiais, pelo seu carisma, simpatia e uma voz incrível!

Reconhecida pela imprensa internacional como uma das melhores vozes de todos os tempos, Mariza tem conquistado as plateias do público nas principais capitais europeias, asiáticas e nos Estados Unidos, bem como indicações aos mais importantes prêmios internacionais. No próximo mes de setembro, apresenta em primeira mão ao público português o seu mais recente CD “Mundo” (2018)

Até mesmo com nossos artistas de renome internacional como o maestro e violoncelista brasileiro Jaques Morelembaum nesta sensacional interpretação de “Ó gente da minha terra”, que deixo aqui para você, internauta, curtir esta semana.

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https://youtu.be/xlrQ3AqdnPc

Até a próxima!  


Bossa Nova, 60 anos

Nicolau Frederico,

Desde 2008 venho neste “Espaço MPB” comentando e divulgando um dos movimentos históricos que marcaram nossa Música Popular Brasileira. De uma batida de violão diferente da época do samba canção e de melodias que falam de amor, beleza, do dia-a-dia do brasileiro, da natureza, da mulher brasileira, do romance e de tantas outras coisas desse imenso Brasil, hoje tão esquecido neste mundo conectado.

Há 60 anos ela surgia como uma nuvem desconhecida no violão de um baiano que estava chegando no Rio de Janeiro e revolucionaria toda a história de nossa MPB. Tudo começou durante uma gravação de um disco de 78 rotações, na época “um compacto duplo” (gravações de duas músicas de cada lado).

Quem conta esta história neste “Espaço MPB” é o jornalista, cronista e escritor natalense Woden Madruga, colega e amigo há mais de quatro décadas, em sua coluna diária no jornal Tribuna do Norte. Com sua autorização, transcrevo seu comentário “Chega de Saudade” na edição do dia 10 de julho de 2018 (terça-feira):  

“Chega de Saudade

A Bossa Nova chega hoje, neste 10 de julho, aos 60 anos, sem envelhecer, mas anda sendo tocada e cantada pouco nos palcos brasileiros. Sou seu fã e, por uma deliciosa coincidência, passei o final da semana em Queimadas ouvindo João Gilberto em alguns cds, sem saber que era véspera das 60 primaveras do grande movimento cultural brasileiro. Sim, sou do tempo ainda dos cds, João cantando bossa nova e outros sambas, samba canção.

Aliás, dizem os mestres, que a bossa nova sucedeu ao samba canção com um tempero de jazz, essas bossas e tais. João Gilberto, um dos gênios da música brasileira, está fora de cena e longe dos refletores, com a saúde muito debilitada e atravessando “absoluta penúria financeira”, como li recentemente. Foi ele que marcou o início da bossa nova gravando “Chega de Saudade”, de Vinicius de Morais e Tom Jobim nos idos de 1958.
Vim saber desse aniversário, lendo, ontem, Ruy Castro, na Folha de S. Paulo: “Gravação de ‘Chega de Saudade’ foi um parto, mas elevou à eternidade som sem nome” e, a partir daí, conta essa história toda temperada com um pouco de futebol”:

- Onze dias antes, 29/6, o Brasil fora campeão do mundo pela primeira vez, na Copa da Suécia. Em condições normais, o baiano João Gilberto, 27, louco por futebol e torcedor do Vasco (o qual tinha três titulares na seleção: Vavá, Orlando e o capitão Bellini), ainda estaria saboreando aquela conquista. Mas era pouco provável que, ao subir ao quarto andar do edifício São Borja, no centro do Rio, naquele dia 10 de julho de 1958, João Gilberto pensasse em outra coisa que não fosse o disco que estava gravando. ”

Era nesse edifício São Borja que funcionava o estúdio da Odeon onde “Chega de Saudade” foi gravado. Ruy Castro conta mais:

- A gravação do 78 estava se constituindo numa batalha. O perfeccionismo do artista ameaçava enlouquecer os técnicos e o próprio Tom. Nada parecia satisfazê-lo. Mas Tom segurou a barra, em nome de algo que já suspeitava maior do que ele ou do que João Gilberto – um novo conceito, um novo ritmo, uma nova música. E só então, em alguma hora do dia, produziu-se a versão que João Gilberto consideraria perfeita, definitiva. Com “Chega de Saudade”, de um lado, e “Bim-Bom, do outro, aquela música, sem nome – só meses depois seria chamado de bossa nova – decolava para a eternidade. ”

Tem um norte-riograndense no restrito time dos percussores da bossa nova: o compositor Hianto de Almeida. Em seu livro “Chega de Saudade – A História e as Histórias da Bossa Nova” (Companhia das Letras, 1990), Ruy Castro, narrando os primeiros passos de João Gilberto, destaca:

- Para a sua grande estreia João Gilberto escolheu dois sambas-canção fresco do forno: “Quando ela sai”, de Alberto Jesus e Roberto Penteado, e “Meia Luz”, de Hianto de Almeida e João Luiz, - todos eles jovens compositores que circulavam na Murray”

Se o leitor quiser saber mais sobre Hianto de Almeida leia o “Dicionário da Música do Rio Grande do Norte”, de Leide Câmara. Ficará sabendo, também, que ele foi parceiro de Chico Anísio em inúmeras composições e também de Veríssimo de Melo (“Caju nasceu prá cachaça”).

Para festejar os 60 anos de “Chega de Saudade” nada melhor do que uma cachacinha acompanhada de caju, ouvindo João Gilberto. Claro. ”

Mas, com a licença do mestre Woden, eu não poderia de deixar de registar algo de um daqueles músicos que ainda hoje promovem e divulgam a Bossa Nova neste momento tão precioso, assim como o fiz nos 50 anos comemorados em 2008.

Daquela turma dos bossanovistas ele, ao lado de Carlinhos Lyra, João Donato e Marcos Vale, continuam produzindo, compondo, cantando e divulgando. Aos seus mais de oitenta anos e sessenta de carreira artística, o músico, compositor e produtor Roberto Menescal manda aqui o seu recado: 



Liz Rosa e “A Violeira”

Nicolau Frederico,

Abro o “Espaço MPB” esta semana para uma artista potiguar e mulher guerreira em nossa MPB. Cantora do primeiro naipe, sempre buscou na música a sua realização pessoal e profissional. Esta é Liz Rosa Gomes, que aqui conta a sua história de vida, postada em seu perfil no Facebook e devidamente autorizada a mim a divulgá-la aqui.  

LizRosa Gomes 

"Desde menina, caprichosa e nordestina

Que eu sabia, a minha sina era no Rio vir morar"

Eu tinha 18 anos e queria fazer minha primeira viagem sozinha. Nesta época minha grande amiga Lia Hollanda estava morando no Rio, então decidi lhe fazer uma visita e conhecer o Rio de Janeiro.

Lembro-me como se fosse hoje quando de manhã cedo o piloto avisara que estávamos próximos de pousar. Abri a Janela e dei de cara com um visual deslumbrante. Montanhas, mar e de longe ainda via a Igreja da Penha, linda e imponente.

Com a ansiedade que me é peculiar peguei meu táxi e fui para Copacabana. Eu nunca havia estado numa cidade grande antes. Tudo me encantava. A orla, o calçadão, os prédios enormes. Lembro que atravessar Nossa Senhora de Copacabana pra mim era um barato (rsrs).

Bastaram duas semanas no Rio para que eu me apaixonasse pela cidade. Depois dessa primeira viagem visitei o Rio pelo menos mais umas 4 vezes, e em 2007 aos 21 anos, me mudei prá cá de mala e cuia.

O primeiro apê que aluguei era ali na Rua Jangadeiros, pertinho da Praça General Osório, em Ipanema. Naquela época não era caro morar em Ipanema. Eu demorei anos até conseguir cantar no Rio. Eram poucas as casas que abriam suas portas prá que eu pelo menos desse uma canja... Sem shows, sozinha e sem grana, fui trabalhar como recepcionista numa academia de musculação perto de casa.

Todos os dias antes de ir trabalhar eu fazia a mesma coisa, andava até a praia contemplava o mar, chorava e pedia pra que Deus me desse força pra não desistir e que o Rio abrisse os braços pra mim. Anos se passaram até que eu conseguisse meu primeiro show e ainda mais anos até conquistar o respeito e o espaço que minha música merecia.

Foram 10 anos de Rio de Janeiro, 10 anos de muita luta, muito choro, muitas angústias, mas muitas conquistas e uma infinidade de amigos que tanto amo.

Há pouco mais de um ano me mudei pra NYC prá uma nova jornada. Novos amigos, novas provações, novas dores e novas conquistas.

Toda vez que me sinto sozinha ou angustiada eu ouço "A Violeira" (Tom Jobim/Chico Buarque) e lembro-me com orgulho da minha história, da saga da “Violeira” que tanto se confunde com a minha.


O samba na Marques da Sapucaí 2018: de críticas às homenagens

Nicolau Frederico,

As 13 Escolas de Samba do Grupo Especial da Liga das Escolas de Samba (Liesa) do Rio de Janeiro já definiram seus enredos para 2018 e as Alas de Compositores já estão esquentando os tamborins para o desfile na Marques da Sapucaí, no próximo fim de semana. As finais dos concursos de sambas-de-enredo aconteceram em setembro e outubro de 2017.

Este ano os compositores reservaram enredos em suas escolas que vão de críticas (Beija-Flor, Mangueira e Paraíso do Tuiuti) às homenagens e elegias (Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, Império Serrano, Mocidade Independente de Padre Miguel, Portela, Salgueiro, São Clemente, União da Ilha do Governador, Unidos da Tijuca e Vila Isabel).

Em 2018, 13 escolas vão se apresentar em dois dias de desfile, já que por conta dos acidentes ocorridos nas apresentações da Unidos da Tijuca e da Paraíso do Tuiuti nenhuma agremiação foi rebaixada para Série A do Grupo de Acesso. Eis uma sinopse dos sambas enredos do Carnaval Rio 2018:

BEIJA-FLOR crítica social-política e religiosa à desconfiança, falta de respeito e de amor à diversidade

Última escola da divulgar seu enredo, a Beija-Flor vai fazer uma crítica social-político-religiosa no carnaval deste ano, fazendo um paralelo entre a situação vivida pelo país atualmente e a história de “Frankenstein”, obra de Mary Shelley, que completa de 200 anos em 2018. E vai levar para a Sapucaí Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”. A escola vai criticar a desconfiança e a falta de respeito e de amor ao que é diferente.

"Oh pátria amada, por onde andarás

Seus filhos já não aguentam mais!

Você que não soube cuidar

Você que negou o amor

Vem aprender na Beija-Flor"

MANGUEIRAcrítica humorada à crise econômica

O carnavalesco Leandro Vieira promete fazer uma crítica bem humorada a quem se aproveita da crise econômica para acabar com a alegria da maior festa popular, o carnaval. Para isso a Estação Primeira de Mangueira vem com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, inspirado na frase da marchinha “Eu brinco”, de 1944.

A verde e rosa vai destacar a importância do carnaval como um traço da cultura popular, desde o tempo em que os foliões usavam polvilho na cara e limão de cheiro. Tem também os tambores de Zé Pereira, os cordões, as grandes sociedades, os bailes de máscara, os blocos e as batucadas nos bares. E propõe repensar do carnaval atual, que de tão luxuoso está se afastando do povo.

Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o carnaval!
Eu sou Mangueira meu senhor, não me leve a mal
Pecado é não brincar o carnaval!”

PARAÍSO DO TUIUTIcrítica à escravidão no Brasil e África

A Paraíso do Tuiuti também não perdeu tempo em escolher seu enredo. “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, de Jack Vasconcelos vai falar sobre os 130 anos da assinatura da Lei Áurea. Mas com um olhar crítico, lembra que não houve preparo para a libertação dos escravos. E que isso não trouxe mais cidadania nem igualdade de direitos para os ex-escravos. A escola também vai mostrar como foi a escravidão no norte da África, que era bom negócio para chefes negros, que escravizavam povos eslavos.

O samba-enredo da Tuiuti foi encomendado a Cláudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal.

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação”

GRANDE RIO homenagem ao centenário de Chacrinha, o Velho Guerreiro

Após homenagear Ivete Sangalo, a Grande Rio fará um tributo ao centenário de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, que foi celebrado no dia 30 de setembro último. O enredo será “Vai para o trono ou não vai?”. Os carnavalescos Renato Lage e Márcia Lage trabalharam no tema sobre o popular comunicador, que completaria 100 anos em 2017 se estivesse vivo. Márcia e Renato Lage, que estão estreando na escola de Duque de Caxias, vão lembrar os figurinos coloridos e espalhafatosos, pioneiro da Tropicália, a energia dos programas de calouros, as brincadeiras com o auditório e os artistas que ganharam destaque no cenário musical e os sucessos que marcaram o programa “Cassino do Chacrinha”, na rádio e na TV.

"Vem mulata o bumbum rebolar

Eu vou brilhar na TV ouvir de novo dizer

“Oh Terezinha! Oh Terezinha”

“Vai começar mais um Cassino do Chacrinha”

“Oh Terezinha! Oh Terezinha”

“A Grande Rio é o Cassino do Chacrinha”

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSEhomenagem ao Museu Nacional

Com o enredo “Uma noite real no Museu Nacional”, a Imperatriz Leopoldinense quer proporcionar ao público uma viagem fantástica pelo palácio que foi morada de reis e rainhas e depois abriu suas portas para a ciência. Como bem destaca o carnavalesco Cahê Rodrigues, é preciso destacar a importância da mais antiga instituição científica do país, que está completando 200 anos. O Nacional é também o maior museu de história natural e antropologia da América Latina.

IMPÉRIO SERRANO homenagem à China e a história da rota da seda

A Império Serrano vai fazer de tudo para se manter no grupo de elite com o enredo que fala da rota da seda. “O império do samba na rota da China”, que vai ser desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Ricardo, uma viagem pela cultura, pelo universo de tradições, heranças e invenções e pelos mistérios da China milenar. A escola vai contar com contará com os pesquisadores Helenise Guimarães e Roberto Vilaronga para o desenvolvimento do tema.

MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUELhomenagem à Índia

Na luta pelo bicampeonato, a Mocidade Independente de Padre Miguel apresentou a sinopse de seu enredo para o carnaval 2018. "Namastê... A essência que habita em mim saúda a que existe em você" tem como carnavalesco e autor Alexandre Louzada e teve a sinopse escrita pelo jornalista e escritor – biógrafo da agremiação – Fabio Fabato. A proposta, segundos os dois, é promover uma espécie de casamento entre Brasil e Índia, mostrando que boa parte de nossa identidade historicamente consagrada tem origem justamente em terras indianas.

Fabato, que não integra a comissão de carnaval da escola, ficou feliz com o convite: "Louzada é o único carnavalesco que ganhou em quatro escolas grandes diferentes. Nem Joãosinho Trinta fez isso. Ou seja, ele buscou entender o estilo da Mocidade e foi muito especial trocarmos ideias sobre como agradar o coração do torcedor - conta ele, que é autor de “As Três Irmãs – como um trio de penetras ‘arrombou a festa’”, primeira biografia da Estrela Guia da Zona Oeste.

PORTELA história da saga dos imigrantes europeus no Nordeste

A carnavalesca Rosa Magalhães, que está chegando numa Portela orgulhosa do título conquistado em 2017, vem com o enredo “De repente de lá pra cá e dirrepente de cá pra lá…”, que vai contar a saga de imigrantes em busca de liberdade e paz, mostrando como judeus fugidos da Europa no século XVII, com destino ao Nordeste do Brasil, tiveram papel fundamental na formação da cidade de Nova York.

A azul e branco de Madureira quer passar uma mensagem humanitária contra a discriminação, a perseguição religiosa e à intolerância à diversidade dos povos.

SALGUEIROelegia à força da mulher negra

A Acadêmicos do Salgueiro vai mais uma vez investir num tema que agrada muito sua comunidade. Com o enredo “Senhoras do ventre do mundo”, de autoria de Júlio Tavares, do centro de estudos africanos, Instituto Hoju, o carnavalesco vai destacar a importância e a força da mulher negra.

“É um apanhado geral desde o princípio feminino da criação que passa pelo lado espiritual, místico e até científico encontrados na África. E que tem tudo a ver com o Salgueiro, que há 50 anos celebrou esse tema com o desfile ‘De escravizada à rainha’”, definiu Alex de Souza, que vai celebrar grandes personalidades femininas como Rainha de Sabá, deusas egípcias, Hypátia de Alexandria, a primeira cientista mulher da Antiguidade, até as matriarcas negras brasileiras.

SÃO CLEMENTE - homenagem à Escola de Belas Artes

A São Clemente também vai prestar uma homenagem a outra instituição bicentenária: a Escola de Belas Artes. E o carnavalesco estreante, Jorge Luiz Silveira, com o enredo “Academicamente popular”, quer mostrar a união do clássico com o popular.

Para isto, vai contar desde a chegada da missão artística ao Brasil, nos anos 1800, a criação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios para o ensino nobre das artes, os traços do pintor que melhor retratou o povo e seus costumes tão diversos do europeu, como Debret até chegar ao carnaval. Ou seja, quando a academia, pelas mãos de Fernando Pamplona, chega às escolas de samba.

UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADORhomenagem à culinária nacional

Uma das últimas a anunciar o enredo para 2018, a União da Ilha do Governador, vai de “Brasil bom de boca”, de Severo Luzardo que vai convidar os foliões para um banquete sobre a culinária nacional, nascida da miscigenação do povo. No caldeirão, cores, história, sabores, irmandades, cultura, sons. Tudo misturado com uma pitada da energia insulana. Luzardo que surpreendeu com um show de cores e textura em sua estreia em 2017 promete apimentar ainda mais o carnaval carioca 2018. 

UNIDOS DA TIJUCA – homenagem ao ator, diretor e carnavalesco Miguel Fallabela

A Unidos da Tijuca vai prestar uma homenagem ao ator, autor e diretor Miguel Fallabela. O enredo “Um coração urbano: Miguel, o arcanjo das artes, saúda o povo e pede passagem”, os carnavalescos Annik Salmon, Hélcio Paim e Marcus Paulo vão contar a trajetória do artista, que entre outras coisas foi destaque, carnavalesco e dirigente de escola de samba.

Além de ter desfilado várias vezes, inclusive na Unidos da Tijuca, Falabella foi carnavalesco por quatro anos no Império da Tijuca – de 1993 a 1996. É autor também do enredo "A viagem fantástica do Zé Carioca à Disney", que marcou a estreia da Acadêmicos da Rocinha no Grupo Especial em 1997. A escola promete relembrar personagens e passagens dos quase 30 anos de carreira da vida do artista, com muita graça, irreverência e samba.

VILA ISABELhomenagem aos inventores e descobridores

Depois de acabar com o jejum de 33 anos da Portela com o campeonato de 2017, o carnavalesco Paulo Barros partir para voos mais altos e mais distantes e pousou na Unidos de Vila Isabel. Com o enredo “Corra que o futuro vem aí”, ele pretende mostrar tudo o que foi criado pelo homem e que contribuiu para os avanços da sociedade. Gênios, como Albert Einstein, Santos Dumont, Graham Bell, Thomas Edson, entre outros serão lembrados. “A Vila Isabel quer traçar uma trajetória de descobertas e invenções que nos trouxeram até aqui. E que podem nos levar ainda mais longe”, disse Paulo Barros na sinopse do enredo e que espera levar a escola a mais um campeonato neste carnaval.

Clique aqui e acesse os textos das letras dos enredos distribuídos à imprensa:

Com informações da Liga das Escolas de Samba (Liesa) do Rio de Janeiro e portal G-


Ao mestre, com carinho nos seus 80 anos

Nicolau Frederico,

nicolau-mEste 25 de outubro será comemorado com muita festa. Apesar dessas comemorações terem se iniciado há meses. Marca a data histórica dos 80 anos de um mestre, da música, da composição, da MPB, da Bossa Nova: Roberto Menescal.

Quem priva de sua amizade, o admira pela sua lealdade, fraternidade, simplicidade, tenacidade, conhecimento e vivência musical. Menesca, como é mais conhecido entre seus amigos, consegue transmitir momentos positivos e alegres em um bate-papo rápido ou em seus shows nos palcos pelo Brasil afora e nos diversos países que circula anualmente. Este ano ele reservou para comemorar seus 80 anos em diversas capitais brasileiras com o Projeto “Dia de luz, festa de sol”.

Diversos vídeos foram gravados, assim como entrevistas publicadas em revistas e jornais e divulgadas em programas de rádio e televisão. Mas um programa especial foi gravado e levado ao ar pelo Canal Brasil sobre os 60 anos da Bossa Nova.

Um livro contando sua vida e carreira artística será brevemente lançado e editado pelo selo Descobertas (Sonora Editora).  "Roberto Menescal — Um arquiteto musical" foi escrito pela prima do compositor, Claudia Menescal, e reúne fotos e histórias inéditas sobre a vida e a trajetória profissional do artista. Será lançado ainda em outubro na Livraria da Travessa, com a presença do biografado e uma surpresa para seus fãs.

nicolau-m2Fiz várias entrevistas e divulgo com o maior prazer e satisfação este grande brasileiro, compositor, músico e produtor Roberto Menescal. Sempre me recebeu e atendeu com cordialidade e presteza, além de ter concedido sua amizade. Tenho admiração e respeito pelo seu trabalho na MPB que ele leva não só em todos os recantos do Brasil, mas nos diversos continentes, como as Américas, a Europa e a Ásia, principalmente Japão e China.

Menescal, vai daqui o meu abraço, as felicitações pelo seus 80 anos bem vividos e a certeza de vê-lo feliz e com saúde nos seus 90 anos, ao lado de sua musa Yara, filhos e netos.

A bênção, Bossa Nova e viva Menesca! 

https://www.youtube.com/results?search_query=roberto+menescal

https://oglobo.globo.com/rio/bairros/roberto-menescal-prepara-shows-discos-para-comemorar-os-80-anos-21943243

http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/post/artistas-celebram-os-80-anos-de-vida-de-menescal-em-gravacao-no-rio.html

http://canalbrasil.globo.com/programas/faixa-musical/materias/roberto-menescal-celebra-aniversario-no-palco-ao-lado-de-icones-da-mpb.htm


"Mirá", o balanço do samba de Valéria Oliveira

Nicolau Frederico,

A compositora e cantora Valéria Oliveira lançou recentemente o seu nono disco de sua carreira musical. “Mirá”, resultado dos três últimos anos de sua dedicação, é puramente um disco com músicas de sua autoria e de parcerias com compositores cariocas e potiguares, composto de sambas e boleros. Tem o maestro Hildo Hora como produtor e Jubileu Filho como co-produtor em Natal. A distribuição nacional fica a cargo da Biscoito Fino.

Valéria Oliveira recebeu “Espaço MPB” para uma entrevista exclusiva que segue nesta edição.

Nicolau (Espaço MPB) Valéria, com este novo CD “Mirá”, quantos já editou na sua carreira artística?

Valéria – Este é o meu nono CD, fora alguns projetos especiais, que eu digo, como coletivos, discos de carnaval e outros projetos que eu produzi.

Nicolau (Espaço MPB) – Fale um pouco sobre o “Mirá”.

Valéria – É praticamente um disco com músicas autorais, com muitas parcerias com compositores potiguares, alguns que já ligados ao samba e outros não, mas que compuseram samba. É um disco que em sua maioria é composto de sambas, mas tem alguns boleros também. Fiz uma releitura apenas, mas todas as músicas são inéditas, com alguns compositores que me deram a honra de lançar suas obras.

Nicolau (Espaço MPB) – Você dá destaque em algumas delas?

Valéria – Tem algumas obras inéditas de compositores cariocas que eu tenho a maior admiração, como por exemplo a compositora Fátima Guedes. Então, estou lançando um samba dela, que se chama “Razante”; um samba de Moacir Luis em parceria com Délcio Luis que é “O amor que eterniza”, com a participação do próprio Moacir Luis; também estou lançando um samba do Rico Dias, que é um compositor carioca e que reside aqui em Natal; além de várias parcerias com compositoras potiguares como Simona Talma, Luis Gadelha, Ivando Monte, que é um cara super envolvido com a história do samba potiguar; com Vinicius Lins, também com uma veia forte do samba; e algumas músicas minhas sem parcerias.

Nicolau (Espaço MPB) – E na produção do CD, quem participa?

Valéria – Este disco tem a produção coparticipada com o maestro Hildo Hora, uma personalidade da história da música popular brasileira. Ele foi quem produziu meu disco anterior “Em águas claras”, em homenagem à cantora Clara Nunes, e esteve no lançamento do disco no Teatro Riachuelo, em 2013. Neste novo trabalho, um trabalho bem autoral, ele está comigo de novo em uma parceria maravilhosa. Sinto que estamos num crescendo, em termos de entendimento e de afinidade musical. O maestro é uma grande figura. Ele fez alguns arranjos para o disco, dirigiu algumas músicas e compartilhou esta produção comigo. A maioria desse trabalho de produção em Natal foi feita por Jubileu Filho, que também fez alguns arranjos do disco e está comigo neste trabalho uns três anos, especificamente para este disco. Ele pensou o disco comigo, passamos um ano e meio fazendo shows, até desembocar no CD.

Nicolau (Espaço MPB) – Falando sobre os seus nove discos que produziu, como você avalia este trabalho, como você vê o seu crescimento na música popular potiguar e brasileira?

Valéria – Bom, eu acho que cada trabalho é um momento único, reflete aquilo que você está vivendo naquele período, o que a gente escolhe para colocar no disco, em termos de repertório, de parcerias com as quais pretendemos trabalhar. Então eu considero toda esta parte da discografia, do estúdio, da produção fonográfica, como um grande aprendizado. A gente não pára de aprender, o tempo inteiro. O aprendizado é constante. O disco em sí, reflete isso, acho que reflete cada momento.

Nicolau (Espaço MPB) – Mas você tem algum xodó com alguns deles, não?

Valéria – Claro! Tenho alguns xodós com alguns deles, como por exemplo, eu gosto muito de um que fiz em 2007 que se chama “Leve são as pedras”. São momentos assim de uma transição mais radical, de representar com muita profundidade aquilo que estou vivendo. Também foi o meu primeiro disco autoral, que me apresentei como compositora. Talvez por isso tenha um gosto especial, um disco experimental, muito livre em que eu pude experimentar. São quatorze faixas com duas regravações: “A sua presença morena”, de Caetano Veloso e “O último por do sol”, de Lenine e Lula Queiroga.

Nicolau (Espaço MPB) – E “Em águas claras” enquadra-se também nessa categoria de xodó?

Valéria – É um deles também! Pois foi em um momento assim de uma interação muito grande com muitos mestres do nosso samba que entraram neste universo mágico de estúdio, com muita gente que eu admirava, com muita gente boa perto de mim e me apoiando e me acolhendo. A obra de Clara Nunes emocionando intensamente cada vez mais. A viagem que fiz a terra dessa cantora, os contatos com dona Mariquita, sua irmã; o pessoal da Velha Guarda da Portela, como o mestre Monarco, o Guaraci Sete Cordas e tantos outros. Eles me trouxeram coisas muito boas e essa coisa do aprendizado e do conhecimento “in loco” da linguagem do samba. Antes do lançamento do disco eu trouxe a Velha Guarda a Natal, em um show no Teatro Riachuelo. Foi um momento muito especial também que eu acho que não devo deixar de falar. E foi este CD que me levou assim para este trabalho atual no “Mirá”.

Nicolau (Espaço MPB) – Valéria, me parece que você agora está também envolvida em um movimento para a valorização da música potiguar, não é mesmo?

Valéria – É uma campanha chamada “Música potiguar, nosso som tem valor”, lançada no final do ano passado e estamos assim dia-a-dia criando força para que a música potiguar ocupe o seu devido lugar na cultura do estado. Assim, criando espaços para que os músicos, compositores, cantores e produtores musicais possam ter um lugar para apresentar suas músicas, composições e canções. O importante que este esforço da campanha envolva toda a cadeia produtiva da música potiguar para que a sociedade natalense e potiguar possa ver, conhecer e apoiar. Ainda enfrentamos muitas dificuldades. Estamos assim na busca incessante de plateia, de mostrar ao público a importância de se pagar para assistir o artista, pois ainda enfrentamos muito este entendimento para a valorização do artista no seu show. Assim, nós estamos nos apresentando de uma outra forma, nos mostrando e chegando mais perto desse público, falando mais sobre o nosso trabalho, falando mais uns sobre os outros nas suas redes sociais. O que a gente quer na realidade é criar esta empatia com o nosso público e com nós mesmos, fortalecendo essa divulgação e proximidade com o público potiguar.

Nicolau (Espaço MPB) – Você poderia destacar algum evento ou acontecimento já programado ou realizado nesta campanha?

Valéria – Sim! Eu destaco os pockets shows que estamos realizando com os artistas potiguares nas escolas públicas e privadas. E as conversas com os professores de arte para que possam aproveitar o material que os artistas apresentam em seus pockets shows. Isso é muito legal. Uma escola particular leva para uma outra escola pública a idéia da campanha. Temos pessoas que atuam como articuladores entre os artistas e os professores das escolas. Assim criamos uma rede de colaboração para que essa música chegue a esses alunos, para que, futuramente, esses jovens de hoje possam ter uma visão muito mais aprofundada e uma intimidade muito mais firme com esta música, do que a minha geração e as gerações anteriores. Só assim mudaremos este quadro em que a gente vive, em que as pessoas considerem justo pagar para assistir um artista potiguar, por um produto desse artista ou por show deste artista. Trago a experiência vivida no lançamento recente do meu disco “Mirá” no Teatro Riachuelo, que muito me emocionou e me senti gratificada pela grande presença do público que se fez presente e que me aplaudiu e se expandiu nas redes sociais. Quando isso acontece, o artista se sente recompensado e feliz, como me senti naquele momento. Que isso se multiplique por todos os artistas e que o público se sinta também recompensado quando paga para assistir o artista e que as atuais parcerias continuem e se multipliquem.


Relembrando o nosso maestro maior da MPB: Tom Jobim

Nicolau Frederico,

Em junho de 2013, o músico, compositor e produtor musical Roberto Menescal, a convite da cantora Camila Masiso, se apresentou no Teatro Riachuelo, aqui em Natal/RN, ao lado dos músicos potiguares Eduardo Tauffic (teclado) e Diogo Guanabara (violão).

Nesta comemoração dos 90 anos do nosso maestro maior, Tom Jobim, relembro uma das séries de entrevistas que fiz com Menescal. Ele falando sobre o agora eterno músico, compositor, cantor e maestro brasileiro, com quem conviveu de perto por longos anos.   

Nicolau –
Recentementea Folha de São Paulo lançou uma coleção “Tributo a Tom Jobim”, que vem somar aos dois filmes documentários de Nelson Pereira dos Santos, ao livro “Histórias de Canções: Tom Jobim” (Wagner Homem e Luiz Roberto Oliveira), à série de shows do Projeto Nívea Viva Tom Jobim e ao Instituto Tom Jobim (no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro). Sabemos que em 2014, se completam vinte anos de sua perda. E como foi sua convivência com este grande maestro, músico e compositor?

Menescal – O Tom é “sobre nós”! Para mim foi e continua sendo a grande figura da música popular brasileira. Ele foi muito generoso com esta geração da gente que veio quase dez anos depois dele, sempre nos ajudou sem dizer que estava nos ajudando. Ele nunca nos criticou, pelo contrário, ele dizia assim: “Ouvi uma música tua, “Rio”, gostei muito. Esgarcei ela quase toda!” Aí ele fazia: “Rio, maré mansa” e botava a letra “Por isso é que o meu Rio não era assim...” Aí eu perguntava a ele: “Como é Tom? Não é assim, mas vai ser assim.” Aí ele dizia que não queria modificar. Ele estava na verdade dando uma dica. Então, esta generosidade que ele tinha eu não conheço ninguém que a tivesse tido. O Tom foi o cara que me deixou uma marca muito grande. Eu estive semana passada no Instituto (Instituto Tom Jobim), lá no Jardim Botânico e falei com o Paulinho (Paulo Jobim, músico e filho de Tom Jobim): “Me deixa ficar um pouco andando sozinho por aqui...” Olha, fiquei muito feliz e emocionado e falei para mim mesmo que coisa bonita tudo isso, todo mundo tinha que conhecer e ver tudo aquilo. As pessoas não podem esquecer. Ali estavam os bilhetes escritos à mão: “Vinicius, você não acha bom isso aqui não? Vinicius, está coisa de “já botei o Cristo até demais. O que é isso? Nós precisamos respeitar.” E a resposta do Vinicius: “Ah, ah, ah!”
Nicolau – Os dois formaram uma dupla fantástica, não?

Menescal – Sem dúvida nenhuma.

Nicolau – Agora o Tom tinha uns parceiros interessantes. Olha o caso do Newton Mendonça, por exemplo, não é Menescal?

Menescal – É e tem gente que fala que o Newton se escondia. Eu conheci o Newton. Ele era aquele cara que não falava. O Tom, por sua vez, era expansivo, era brilhante. Quando abria a porta era aquele: “Oh!” Ele perguntava se o Newton estava e o Newton ficava num canto. São personalidades totalmente opostas. Um brilhava, mas o outro não queria brilhar. Mas as músicas deles foram feitas a quatro mãos. Na canção “Desafinado”, eles se entenderam perfeitamente. Ele foi o grande parceiro musical de Tom Jobim. Ninguém nunca escondeu ele. Era a sua personalidade. E morreu com 32 anos, muito cedo.

Com informações de Roberto Menescal, Dicionário Cravo Albin de MPB. Foto do Instituto Tom Jobim (Ana Lontra Jobim)



Jovem arquiteta potiguar apresenta projeto para Museu da MPB na Cidade do Natal

Nicolau Frederico,

Meses atrás a professora e consultora em Gestão de Logística, Karla Motta, me indagou se poderia auxiliar sua filha, formanda em Arquitetura e Urbanismo, Rebecka Motta Meira Pires, na sua Tese de Conclusão de Curso (TCC) na UFRN. Fiquei intrigado, pois sou jornalista e não domino a área de Rebecka.

Qual minha surpresa quando se referiu ao meu “hobby” como apreciador e divulgador da MPB. A TCC de sua filha referia-se a um Museu para a Música Popular Brasileira na Cidade do Natal. De imediato, coloquei o meu acervo pessoal bibliográfico sobre MPB à sua disposição e fiz uma visita para uma conversa inicial. De lá mesmo, mantive um contato com o músico, compositor e produtor Roberto Menescal para recebe-las no Rio de Janeiro, onde passariam alguns dias.

O que resultou deste esforço e interesse da jovem arquiteta recém-formada você vai conhecer nesta entrevista exclusiva que ela gentilmente concedeu a este “Espaço MPB”.

Espaço MPB - Rebecka, quais as razões ou fatos que a levaram a escolher seu TCC com um tema envolvendo a MPB?
Rebecka - Acredito que posso dizer que a música sempre se fez presente em minha vida, desde a infância, com grande influência do meu pai George (Meira Pires), como também da minha mãe, Karla. Meu pai tocava alguns instrumentos e estávamos sempre ouvindo alguma canção, usualmente canções da MPB. Com a morte dele em 2004, um dos meios que tive de ter a presença dele em minha vida foi e é através da música. Acredito que a música é um excelente meio de comunicação e aproximação dos mais diversos tipos de pessoas, tempos e culturas.

Espaço MPB - Você tem algum conhecimento ou alguém a motivou a optar pela MPB? Toca algum instrumento? Faz ou gosta de desse apresentar? Onde? Quando? Porque? Isso lhe faz feliz?
Rebecka - O Brasil é mundialmente conhecido por sua diversidade cultural e creio que uma das grandes formas de representação dessa cultura seja a música, em especial a Música Popular Brasileira, que é fruto de uma grande mistura e influencias dadas através dos séculos. Sabemos que, inicialmente, o Brasil era habitado por índios e eles já tinham a sua cultura musical, fazendo uso, principalmente, de instrumentos de sopro e percussão. Mais a frente, com a chegada dos portugueses e início da colonização tivemos uma miscigenação que acabou por gerar também uma fusão nos instrumentos e na forma de cantar e fazer música.
 A música é uma forma divertida de contar e conhecer a história de um povo, de um tempo. Através dela podemos nos "teles transportar" para momentos, como por exemplo em 1960, com as canções de protesto. É essa capacidade, essa forma interativa do conhecimento que me encanta e que me motivou por escolher a MPB como tema central para o desenvolvimento do meu projeto de conclusão de curso.
 Não toco nenhum instrumento, até tentei aprender violão, mas não obtive muito sucesso. Porém, tenho o costume de cantar, principalmente em eventos da Igreja Católica, fato esse que me deixa muito feliz. Tenho alguns amigos que são cantores aqui em Natal e as vezes sou convidada para fazer algumas pequenas participações em seus shows.

Espaço MPB - Em síntese, o seu TCC tem alguma finalidade, além da acadêmica, ou fica restrito apenas ao seu TCC?
Rebecka - A princípio o projeto desenvolvido possui finalidade apenas acadêmica, porém creio que seria extremamente interessante para a população da cidade do Natal ter um ambiente onde pudesse conhecer não somente a história da música popular brasileira – desde 1500 até 2016 -  como também ter a possibilidade de aprender a tocar nos instrumentos base da MPB, além de oficinas de canto popular. Acredito que o povo precisa conhecer a sua cultura para aprender a amá-la e respeitá-la da maneira que ela merece. 
 
Espaço MPB
- Você pensa ou propõe algum projeto que possa ser útil à sociedade, à Natal, ao Rio Grande do Norte? Você acredita que seja viável? O que falta ou necessita para que ele se torne uma realidade, na sua opinião?
Rebecka - Acredito que a criação de um espaço dedicado a cultura e o conhecimento dela por meio do povo é de extrema importância, uma vez que permite que nós conheçamos a nossa origem, de onde viemos, através de que movimentos as coisas em nossa sociedade estão como estão.
Ter um ambiente como esses seria realmente um sonho, porém hoje em dia temos alguns espaços que poderiam ser destinados para esse tipo de atividades, como o Parque da Cidade, localizado no prolongamento da Avenida Prudente de Moraes, mas a população, creio eu, não compreende bem o que tal obra significa para a cidade. Além de um marco por tratar-se de uma obra assinada pelo preciosíssimo Oscar Niemeyer, ainda possui uma paisagem encantadora, com um belo pôr-do-sol, além de espaços que poderiam ser destinados a cultura e o lazer.
Sou contra ao pensamento de que não devem ser criados espaços para a apreciação da cultura porque “as pessoas não a valorizam”, acredito que dando um primeiro passo, promovendo atividades que chamem a atenção da população, vamos, mesmo que aos poucos, criando essa necessidade de conhecimento e contemplação.  
 
Espaço MPB -
Na elaboração de seu TCC, principalmente quanto à MPB, você chegou a pesquisar o assunto, visitou, conheceu "in loco", ou entrevistou algum museu ou memorial sobre algum artista, compositor, cantor ou músico de nossa MPB, até mesmo pela Internet?
Rebecka - Antes de mais nada, a cultura sempre foi vista por minha família como algo primordial para a vida, pois como diz o meu avô Álvaro “podem nos tirar tudo menos aquilo que aprendemos” e creio que essa é realmente uma grande verdade. Diante disso, meus pais sempre incentivaram visitas a museus e a marcos que fizeram parte da história, para que nos fosse inserido esse desejo pelo conhecimento através de uma forma diferente.
Tive a oportunidade de cursar um semestre da minha graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidad Europea de Madrid, onde pude conhecer vários museus e templos históricos que “abriram os meus olhos” para que eu pudesse enxergar o que era a cultura e a importância dela para a minha formação.
Contando também com o apoio da minha mãe, pude conhecer museus como: o Louvre, Guggenhein em Bilbao, Museu da Língua Portuguesa, MASP, Museu do Amanhã, Espaço Cultural Tom Jobim, dentre muitos outros, além de auxílio dado por livros e pesquisas na internet.

 
Espaço MPB - O que você pretende fazer com o seu TCC e seu projeto? Registrar apenas como um trabalho acadêmico? Divulgar na mídia local, regional e nacional? Propor sua edição em um livro, e-book, fazer palestras ou buscar patrocinadores para o projeto?
Rebecka - Acredito que o projeto do Museu seja algo realmente inovador pelo tema que ele aborda, além da inserção de tecnologias atuais, porém creio que o projeto ficará apenas como trabalho acadêmico com função de auxiliar todo aquele aluno de Arquitetura e Urbanismo sonhador, que busca criar um local para ser apreciado não somente por sua estética, mas também por sua funcionalidade.


Garota de Ipanema, o amor é bossa

Nicolau Frederico,

Um boa dica para quem vai viajar ou programa sua viagem para esta quinzena final de novembro, com destino ao Rio de Janeiro: conhecer o novo Teatro Riachuelo Rio e sua excelente programação. Agora o Brasil já tem dois teatros Riachuelo: em Natal/RN e no Rio de Janeiro/RJ, com Nordeste e Sudeste unidos na arte do palco e da música.

Os acordes do violão da bossa nova são inconfundíveis. Um dos movimentos mais influentes da música popular brasileira, que revelou grandes nomes como Vinícius de Moraes, Tom Jobim e João Gilberto, dá o ritmo ao novo musical inédito da Aventura Entretenimento, “Garota de Ipanema, o amor é bossa”, que estreou no dia 26 de agosto último, na inauguração do Teatro Riachuelo Rio e encerra sua temporada no próximo dia 27 deste mês de novembro.

O novo centro de arte e cultura do Rio de Janeiro fica no mesmo prédio que abrigava o antigo Cine Palácio, tombado pelo patrimônio histórico. Após dois anos de intenso trabalho de restauração e intervenções modernas, o espaço é devolvido à cidade com uma platéia para 1000 pessoas.

Em um Rio de Janeiro dos anos 60, a história de amor de Zeca, um rapaz da Zona Sul carioca, e Deolinda, uma garota do Méier, será envolvida pelos clássicos que consagraram compositores e intérpretes brasileiros, como “Samba do avião”, “Ela é carioca”, “Chega de saudade” e “Carta ao Tom 74”.

A primeira trama de Thelma Guedes – autora de novelas como “Cordel encantado” e “Jóia rara” – para o teatro, tem direção de Gustavo Gasparani, que tem a carreira marcada por produções que envolvem a história da música brasileira (“Samba Futebol Clube” e “SamBRA, o musical – 100 anos de samba”).

Delia Fischer assina a direção musical, que contou com a supervisão de Roberto Menescal na seleção das canções que embalam o espetáculo. A compositora e arranjadora já esteve à frente da música de espetáculos como “Chacrinha, o musical” e “Elis, A Musical”.

“Garota de Ipanema, o amor é bossa” busca mostrar para o público um pouco da música, da beleza, da ginga e do charme cariocas que fizeram com que o Rio de Janeiro se tornasse uma das cidades mais amadas do mundo.

Serviço

Musical: Garota de Ipanema, o amor é bossa
Autora: Thelma Guedes
Direção: Gustavo Gasparini
Direção Musical: Délia Fischer , com a supervisão de Roberto Menescal
Dias e horários: 6ª – 20h; sáb. – 16h30 e 20h; dom. – 16h30
Temporada: de 26 de agosto de 2016 a 27 de novembro de 2016

Com informações do Teatro Riachuelo Rio e Aventura Entretenimento



Mestrinho do Acordeon faz apresentação gratuita com Sesi Big Band neste sábado à noite

Nicolau Frederico,

Após o sucesso alcançado na 7ª edição do Fest Bossa & Jazz, o projeto "Sesi Big Band Convida" chama Mestrinho em sua última apresentação do ano com show gratuito no Natal Shopping, às 20h deste sábado (19).

Mestrinho é natural de Sergipe, filho e neto de músicos, toca desde os seis anos e já dividiu palco com artistas consagrados como Dominguinhos - em diversos shows pelo Brasil; Gilberto Gil, que viajou para festivais pelo mundo; Elba Ramalho, com quem trabalhou durante três anos e fez turnês nacionais e internacionais; Diogo Nogueira, Luciana Mello, Jair Rodrigues, Geraldo Azevedo entre outros.

Em agosto, durante o Fest Bossa & Jazz, na praia da Pipa, o músico e tocador de acordeon, Mestrinho (SE), atraiu um público de mais de 10 mil pessoas na primeira noite de Festival e agora retorna para somar com a Sesi Big Band, orquestra de jazz formada pelos instrutores e professores do projeto SESI ARTE.

Artistas de renome nacional e regional sem unem a orquestra para se aventurar nas mais diversas áreas da música brasileira, com interpretações do próprio repertório, mas com arranjos exclusivos. Cantores como Ed Motta, Ivan Lins, Taryn Szpilman, Roberta Sá, Khrystal, Yamandú Costa e Lenine já passaram pelo projeto.

Em novembro, Mestrinho adentra a essa lista graças ao patrocínio da Cyrela Plano & Plano, Oi; apoio cultural Natal Shopping; promoção da Jovem Pan, G7 Comunicação, GB|HD, Golden Tulip; apoio Michelle Tour, Office, Pratika; realização SESI e Juçara Figueiredo Produções.

Serviço

Sesi Big Band convida Mestrinho
Quando: 19/11 (sábado)
Onde: Estacionamento do Natal Shopping
Horário: 20h
Entrada: Gratuita

Com informações da G7 Comunicação e Juçara Figueiredo Produções


Elis, o filme

Nicolau Frederico,

Anunciado neste fim de semana o aguardado "Elis, o filme": dia 24 de novembro nas telas dos cinemas brasileiros. Indiscutivelmente a maior cantora brasileira de todos os tempos, a vida da cantora gaúcha Elis Regina é contada nesta cinebiografia em ritmo energético e pulsante.

A "pimentinha" ardente (brilhantemente interpretada por Andréia Horta) sinalizou a mudança de estilos de Bossa Nova para MPB e viveu uma vida turbulenta. Ao mesmo tempo em que se chocava com a Ditadura Militar no Brasil, ela lutou com seus próprios demônios pessoais. “Elis”, o filme, está imbuído da  alma da cantora e do país que ela amava.

Premiado no Festival de Cinema, na cidade de Gramado/RS, o filme conta com o roteiro escrito pelo jornalista, escritor, compositor e produtor musical Nelson Motta. Tem na direção o cineasta Hugo Prata, em uma produção de  Fábio Zavala. O  elenco, preparado pela Maria Sílvia, a atriz Andréia Horta é a protagonista e vive a personagem de Elis Regina; os atores Lúcio Mauro Filho, Mièle; Gustavo Machado, Ronaldo Bôscoli e Rodrigo Pandolfo, Nelson Motta.

O filme narra a história da cantora a partir de seus 18 anos, mais precisamente na data de 31 de março de 1964, dia em que a cantora desembarcou na cidade do Rio de Janeiro e se deparou com o golpe militar.

Para conhecer os bastidores do filme e mais informações, acesse o blog oficial aqui

Por enquanto, fique com este trailer do filme:


Com informações da equipe de produção do  filme 


Fest Bossa & Jazz Circuito 2016, segunda edição, oferece oficinas e workshops a partir desta quarta-feira em Natal

Nicolau Frederico,

FRANK-IN-TPFalta pouco para os natalenses, visitantes e curiosos prestigiarem a segunda etapa da edição 2016 do Fest Bossa & Jazz e com ela aproveitar vários momentos de interação e aprendizado. A partir desta quarta-feira (24), além dos grandes shows nos palcos com artistas locais, nacionais e internacionais, o público pode participar de outras maneiras, como por exemplo, através das oficinas e workshops.

Nesta quarta-feira (24), haverá duas sessões da oficina “Construção de Instrumentos com Material Reciclável”, no SESC Zona Norte, localizado na Rua Paranduva, 2873, Conjunto Santa Catarina. A primeira, das 8h às 11h e a segunda das 14h às 17h. Já na quinta-feira (25), outras duas sessões dessas oficinas acontecem no SESC Cidadão de Ponta Negra, na Rua João Norberto, 444, Vila de Ponta Negra.  Sendo uma das 9h às 12h e outra das 14h às 17h. Lembrando que toda a programação do Fest Bossa & Jazz é gratuita.

Durante as oficinas ministradas pelo músico e artesão Alexandre Ferro e sua assistente Adriana Freitas, os participantes aprendem a confeccionar alguns tipos de instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis como: bobinas de papelão, garrafas plásticas e tampinhas. Alexandre fica responsável por todo o material necessário, mas sugere que os alunos levem latas (de leite, achocolatado, tinta) vazias e garrafas pet.  

filoWorkshops

Os workshops também vão acontecer nos dias 24 e 25 em Natal. Para os interessados em violão, o multi-instrumentista com 50 anos de carreira, Filó Machado (SP) estará a partir das 14h, na Escola de Música da UFRN. Ele abordará ao lado de Felipe Machado, harmonia, improvisação, condução rítmica e escolha de repertório.

Para os amantes de piano, no dia 25, Débora Gurgel adentra, às 14h a Escola de Música da UFRN, com sua experiência para abordar o tema “Arranjo na música popular brasileira”.

Shows

A segunda etapa do Fest Bossa & Jazz dispara o relógio para dar início ao Circuito 2016, com atrações locais, nacionais e internacionais compondo a programação gratuita. Após duas semanas de seleção ocorrida dentro das Prévias do Fest Bossa & Jazz Circuito 2016, o edital “Novos Talentos do RN” divulga os nomes dos vencedores que farão parte da programação deste grande Festival. Integram a equipe de artistas, o compositor, arranjador e pianista Frank Lemos (Palco Natal) e o jovem guitarrista e violonista, Nino Costa (Palco Pipa).

GRANA-INT-PO palco da Praça Ecológica de Ponta Negra vai esquentar nesta quarta-feira (24), após às 20 horas, com as seguintes atrações musicais: Clara Menezes, Frank Lemos, selecionado do “Novos Talentos do RN”; violonista Filó Machado (SP), Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), além das atrações do jazz internacional Grana Louise e Mark Lambert, dos Estados Unidos (EUA). 

O Festival conta com o patrocínio da Cosern – Grupo Neoenergia e Oi através do Governo do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Câmara Cascudo com apoio cultural da Oi Futuro, Cyrela Plano & Plano, SESI Sistema FIERN, Luck Receptivo, parceria do SESC Sistema Fecomércio, Castelo Casado – Iluminações e Estrutura e promoção da Inter TV Cabugi. A realização fica por conta de Juçara Figueiredo Produções, Secretaria de Turismo do Governo do RN, RN Sustentável e Emprotur através do Banco Mundial.

Para mais informações, acesse www.festbossajazz.com.br ou acompanhe as novidades pelas mídias sociais do Festival.



Agosto chega ao som do Fest Bossa & Jazz em Natal e Pipa

Nicolau Frederico,

bosaCom novas atrações nacionais e internacionais e lançamentos de novos talentos potiguares, a segunda etapa do Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, chega na praia de Ponta Negra (praça Ecológica), em Natal, nos dias 24 e 25 de agosto e na praia da Pipa (palco Principal), município de Tibau do Sul, nos dias 26, 27 e 28 de agosto.  

O lançamento da nova programação foi nesta terça-feira (26), no Espaço da Cyrella Plano & Plano, ao som da Street Band, pela produtora cultural Juçara Figueiredo e sua equipe. Juçara salientou em sua apresentação aos convidados presentes que “ O Fest Bossa & Jazz reúne no mesmo palco grandes nomes locais, nacionais e internacionais da melhor qualidade artística instrumental. Além de dar oportunidade aos ‘Novos Talentos do RN’ com edital que seleciona artistas potiguares para tocar no Palco Principal.” 

unnamedEsta é a sétima edição do Festival que já recebeu três mil crianças e jovens em suas oficinas e workshops. Pelo palco principal apresentaram-se mais de 100 atrações  nacionais e internacionais e novos talentos potiguares, proporcionando um intercâmbio entre artistas consagrados e os novos jovens músicos, compositores e cantores. Cerca de 200 mil pessoas já acompanharam as edições realizadas em Natal, Pipa, Mossoró e São  Miguel do Gostoso.

Juçara anunciou também para este ano, mais uma novidade, as caminhadas ecológicas, parceria com o Projeto TAMAR, incluindo palestras sobre preservação ambiental e sustentabilidade na praia da Pipa.  

Em Ponta Negra, Natal

Na programação, que tem Liz Rosa na curadoria musical e coordenação artística, bandas e músicos de encher os ouvidos em delírio. No primeiro dia (quarta, 24), em Natal, a potiguar Clara Menezes; o multi-instrumentista Filó Machado (SP), sobem ao palco da Praça Ecológica, logo após a americana Grana Louise se apresenta ao lado da Décio Caetano Blues Band. 

No segundo dia (quinta, 25), ainda em Natal, o primeiro a encantar o público será o vencedor do edital ‘Novos Talentos do RN’, seguido de Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), na sua fusão de melodias e ritmos brasileiros. A atração internacional fica por conta de Mark Lambert (EUA), guitarrista e arranjador que toca ao lado de Jimmy Duchowny (bateria), Jefferson Lescowich (baixo), Wanderson Cunha (trombone) e Vander Nascimento (trompete). Para não deixar saudades, tem Jam Session depois dos shows, nas duas noites.

Em Pipa

Terminando em Natal, a 80 km da Noiva do Sol, fica a paradisíaca Praia da Pipa que está com programação inspirada a deixar todos com gostinho de ‘quero mais’. Já no primeiro dia (sexta, 26) o Palco Principal recebe ‘Novos Talentos do RN’ a partir das 20h; Mestrinho (SE), acordeonista que promete fazer mistura de suas raízes nordestinas e jazz. Já às 23h, SESI Big Band convida Lenine (PE), considerado um artista completo que passeia como cantor, compositor, produtor musical, vencedor de cinco Grammy Latino, além de outras tantas premiações na Música Brasileira, APCA e mais de 500 canções gravadas por nomes renomados do país, para fazer mistura e encantar o público.

As atrações musicais do segundo dia (sábado, 27) em Pipa começam mais cedo, às 16h, no Palco Praça do Pescador, com Sunset Session – Tamareando na presença de Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN); Marco da Costa (RN) e Live Foyn Friis (Noruega). Para então partir para o Palco Principal, onde toca às 20h Mad Dogs convida Chico Chico (filho de Cássia Eller), a cantora e percussionista Júlia Vargas e o violinista Rodrigo Garcia.

Tem fôlego para mais?! Na mesma noite, às 21h30, o grupo carioca Bossacucanova (RJ) faz a mistura entre bossa nova com o suingue dos ritmos brasileiros e as batidas eletrônicas. Às 23h o internacional Raphael Wressnig (Áustria) mostra para o público suas técnicas autodidatas no blues, jazz, soul e funk. O último dia (domingo, 28) do Fest Bossa & Jazz – Circuito 2016 tem shows com apresentação da Oficina de Construção de Instrumentos e termina mais cedo com Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN) e a Jam Session. Diferente dos outros dias que começa às 00h30, neste último momento tem início às 16h, no Pipa Beach Club.

E, para segurar a ansiedade pela próxima edição, o público tem à disposição, durante todo o evento, uma loja com produtos personalizados do Festival (camisas, chapéus, entre outros). 

O Fest Bossa & Jazz que proporciona diversão e conhecimento é uma realização de Juçara Figueiredo Produções e parceria do SESC Sistema Fecomércio, do Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável e patrocínio da COSERN e OI, além dos apoios: Oi Futuro, SESI RN, Cyrela Plano & Plano e Luck Receptivo.

Acompanhe o Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, segunda etapa pelo link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações e fotos da G7 Comunicação e da produção do Fest Bossa & Jazz



Agosto chega ao som do Fest Bossa & Jazz em Natal e Pipa

Nicolau Frederico,

Com novas atrações nacionais e internacionais e lançamentos de novos talentos potiguares, a segunda etapa do Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, chega na praia de Ponta Negra (praça Ecológica), em Natal, nos dias 24 e 25 de agosto e na praia da Pipa (palco Principal), município de Tibau do Sul, nos dias 26, 27 e 28 de agosto.  
O lançamento da nova programação foi nesta terça-feira (26), no Espaço da Cyrella Plano & Plano, ao som da Street Band, pela produtora cultural Juçara Figueiredo e sua equipe. Juçara salientou em sua apresentação aos convidados presentes que “ O Fest Bossa & Jazz reúne no mesmo palco grandes nomes locais, nacionais e internacionais da melhor qualidade artística instrumental. Além de dar oportunidade aos ‘Novos Talentos do RN’ com edital que seleciona artistas potiguares para tocar no Palco Principal.” 

Esta é a sétima edição do Festival que já recebeu três mil crianças e jovens em suas oficinas e workshops. Pelo palco principal apresentaram-se mais de 100 atrações  nacionais e internacionais e novos talentos potiguares, proporcionando um intercâmbio entre artistas consagrados e os novos jovens músicos, compositores e cantores. Cerca de 200 mil pessoas já acompanharam as edições realizadas em Natal, Pipa, Mossoró e São  Miguel do Gostoso.
Juçara anunciou também para este ano, mais uma novidade, as caminhadas ecológicas, parceria com o Projeto TAMAR, incluindo palestras sobre preservação ambiental e sustentabilidade na praia da Pipa.  

Em Ponta Negra, Natal

Na programação, que tem Liz Rosa na curadoria musical e coordenação artística, bandas e músicos de encher os ouvidos em delírio. No primeiro dia (quarta, 24), em Natal, a potiguar Clara Menezes; o multi-instrumentista Filó Machado (SP), sobem ao palco da Praça Ecológica, logo após a americana Grana Louise se apresenta ao lado da Décio Caetano Blues Band. 

No segundo dia (quinta, 25), ainda em Natal, o primeiro a encantar o público será o vencedor do edital ‘Novos Talentos do RN’, seguido de Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), na sua fusão de melodias e ritmos brasileiros. A atração internacional fica por conta de Mark Lambert (EUA), guitarrista e arranjador que toca ao lado de Jimmy Duchowny (bateria), Jefferson Lescowich (baixo), Wanderson Cunha (trombone) e Vander Nascimento (trompete). Para não deixar saudades, tem Jam Session depois dos shows, nas duas noites.

Em Pipa

Terminando em Natal, a 80 km da Noiva do Sol, fica a paradisíaca Praia da Pipa que está com programação inspirada a deixar todos com gostinho de ‘quero mais’. Já no primeiro dia (sexta, 26) o Palco Principal recebe ‘Novos Talentos do RN’ a partir das 20h; Mestrinho (SE), acordeonista que promete fazer mistura de suas raízes nordestinas e jazz. Já às 23h, SESI Big Band convida Lenine (PE), considerado um artista completo que passeia como cantor, compositor, produtor musical, vencedor de cinco Grammy Latino, além de outras tantas premiações na Música Brasileira, APCA e mais de 500 canções gravadas por nomes renomados do país, para fazer mistura e encantar o público.

As atrações musicais do segundo dia (sábado, 27) em Pipa começam mais cedo, às 16h, no Palco Praça do Pescador, com Sunset Session – Tamareando na presença de Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN); Marco da Costa (RN) e Live Foyn Friis (Noruega). Para então partir para o Palco Principal, onde toca às 20h Mad Dogs convida Chico Chico (filho de Cássia Eller), a cantora e percussionista Júlia Vargas e o violinista Rodrigo Garcia.

Tem fôlego para mais?! Na mesma noite, às 21h30, o grupo carioca Bossacucanova (RJ) faz a mistura entre bossa nova com o suingue dos ritmos brasileiros e as batidas eletrônicas. Às 23h o internacional Raphael Wressnig (Áustria) mostra para o público suas técnicas autodidatas no blues, jazz, soul e funk. O último dia (domingo, 28) do Fest Bossa & Jazz – Circuito 2016 tem shows com apresentação da Oficina de Construção de Instrumentos e termina mais cedo com Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN) e a Jam Session. Diferente dos outros dias que começa às 00h30, neste último momento tem início às 16h, no Pipa Beach Club.

E, para segurar a ansiedade pela próxima edição, o público tem à disposição, durante todo o evento, uma loja com produtos personalizados do Festival (camisas, chapéus, entre outros). 

O Fest Bossa & Jazz que proporciona diversão e conhecimento é uma realização de Juçara Figueiredo Produções e parceria do SESC Sistema Fecomércio, do Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável e patrocínio da COSERN e OI, além dos apoios: Oi Futuro, SESI RN, Cyrela Plano & Plano e Luck Receptivo.

Acompanhe o Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, segunda etapa pelo link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações e fotos da G7 Comunicação e da produção do Fest Bossa & Jazz 


Maysa e a gratidão da bossa nova

Nicolau Frederico,

"Hoje Maysa estaria completando 80 anos de vida.Se não fosse a ela, a bossa teria demorado mais a acontecer. Nesse disco "O Barquinho", ela lançou esse e outros grandes sucessos desse, então, novo estilo. Saudades eternas dessa voz imortal.", afirmou esta semana em sua FanPage o compositor, músico e produtor, Roberto Menescal. Esta é a gratidão da turma da bossa nova à cantora e também compositora Maysa Figueira Monjardim, mãe do diretor de televisão, Jayme Monjardim. Na segunda (6) completaria seus 80 anos.

O jornalista e escritor Ruy Castro conta em seu livreto/CD número 16 "Maysa - "Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova (MEDIAfashion, 2008) que "Maysa inaugurou uma linha na nova música: a da bossa adulta, madura, ponderada. Na sua voz, canções como "O Barquinho", "Nós e o Mar" e "Ah! Se eu pudesse", todas da dupla Menescal/Bôscoli, perderam instantaneamente o ar infanto-juvenil com que foram compostas e ganharam em mistério e densidade...".   

Outra homenagem à cantora e compositora Maysa esta semana foi a do jornalista e radialista da CBN, João Carlos Santana, em sua "Sala de Música" . Se viva fosse, a artista completaria 80 anos. O jornalista e escritor Lira Neto, biógrafo de Maysa, foi seu convidado especial. Vale conferir a entrevista na rádio CBN, clicando Sala de Música na Rádio CBN

Com informações de Roberto Menescal, Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova e João Carlos Santana/Rádio CBN


Roberto Menescal: entre musical, filme e shows

Nicolau Frederico,

Encontrei o músico, compositor e produtor, Roberto Menescal, nos preparativos de sua apresentação com a cantora, compositora e pianista Leila Pinheiro, na pousada Só Alegria, em São Miguel do Gostoso. Como sempre, disponível para o nosso bate-papo.

Menescal não pára. Veio diretamente do Rio de Janeiro para Gostoso e voltou na madrugada depois da apresentação no Fest Bossa & Jazz Circuito 2016 ao lado de Leila. Neste ínterim, informou que sua agenda está repleta até o fim do ano. "Cara, todo mundo tá reclamando de trabalho. Eu não tenho tempo nem de pensar. Como você sabe, as coisas comigo vão acontecendo. Não tenho stress. Simplesmente, acontecem".

Garota de Ipanema, musical

Assim, sua agenda na segunda (30 mai) era um workshop com a equipe de coordenação do espetáculo inédito "Garota de Ipanema, o musical", que inaugura em agosto o Teatro Riachuelo, na Cinelândia, ocupando o local onde era o antigo Cine Palácio, com capacidade para mil espectadores. "Calainho (Luiz Calainho), Aniela Jordan e Fernando Campos (sócios na produtora teatral Aventura Entretenimento) me convidaram para dirigir o musical. Mas, eu disse que não dava, pois não posso me concentrar apenas neste projeto. Tenho a gravadora, os shows já agendados e a vida continua. Aceitei e estou dando uma consultoria no musical e dando minhas sugestões e recordando os momentos importantes que vivi na bossa-nova. Passo o clima da época!", afirmou o músico e produtor.

Menescal diz que são cerca de 70 pessoas que atuam como cantores, artistas e dançarinos. "Na verdade não será um musical sobre apenas os compositores de "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) mas sobre tudo aquilo aconteceu nos bastidores", afirma. Também a rede de lojas de moda Riachuelo é uma das parceiras no local do projeto, que leva o nome de Teatro Riachuelo. O novo espaço na Cinelândia vai abrigar eventos de dança, música, artes, teatro e literatura. O texto do musical é de Thelma Guedes, Alessandro Marson e Newton Cannito. A ficha técnica também traz o coreógrafo Alonso Barros (“Chacrinha – O Musical”) e o diretor Andrucha Waddington (de “Chacrinha – O Musical”).

Menescal, o filme

"O documentário que está em pré-produção pela DDFILMES, sob o olhar do nosso diretor Frederico Freitas, levará o público num mergulho por todas as células rítmicas de Roberto Menescal. Uma grande homenagem para este grande artista que completa 60 anos de carreira e 80 anos de vida", esta é a apresentação do documentário em sua FanPage "Menescal, o filme".

Lá também está registrado que "Seus primórdios, a formação da Bossa Nova, sua imprescindível atuação como produtor musical, o músico, o compositor, a paixão por bromélias e sua atual atividade na música brasileira, serão explorados em detalhes, em descobertas inéditas, histórias surpreendentes e opiniões não apenas sobre o que se foi, mas especialmente sobre o que ficou de tudo isso".

E o  que Menescal diz disso tudo? "Não fui eu que criei e propus esta homenagem!" afirma o compositor. "Eles me procuraram e perguntaram se eu topava fazer um documentário sobre a minha carreira na MPB, em especial na bossa-nova! Topei! E vamos ver no que dá!", conclui.   

Bossa Nova Hall

Outros compromissos de Menescal neste ano são os shows que vai apresentar agora em junho com Leila Pinheiro e no segundo semestre com Zélia Duncan, Marcos Vale, Chris Delano e Vanda Sá, no novo "point" musical carioca: o Bossa Nova Hall, conheça mais detalhe clicando aqui
http://www.bossanovamall.com.br/

Carnegie Hall: 54 depois

Um dos últimos compromissos este ano de Roberto Menescal será a participação em um show de comemoração dos 54 anos da Bossa Nova na "histórica e chuvosa noite da quarta-feira, 21 de novembro de 1962, no palco do Carnegie Hall, em Nova York (EUA)". Antes, em outubro ele segue para uma tournée pelo Japão, país que terá brevemente como residente fixa a cantora e compositora pernambucana, Andreia Amorim, que nos últimos anos teve Menescal como produtor e parceiro.   
   
Com informações exclusivas de Roberto Menescal e DDFilmes


Leila Pinheiro e Roberto Menescal: a noite da Bossa Nova em Gostoso

Nicolau Frederico,

Na mesa da calçada do Empório Balica, na praça da praia da Xêpa, acompanhei o palco Gostoso Jazz, na noite desta sexta-feira (27) com os sons magníficos do pianista, compositor e arranjador Hamleto Stamato e o músico Paulinho Trompete. O ponto alto foi quando convidaram a cantora potiguar Dani Cruz para se unir a eles, depois de elogiarem a performance da artista que iniciou sua carreira profissional há quatro anos e que fez a apresentação dessa edição do Fest Bossa & Jazz Circuito 2016, em São Miguel do Gostoso.

Quem não ficou até o fim, quando já virava os ponteiros do relógio, perdeu o grande show que o guitarrista e cantor do jazz norte-americano, Willie Walker, uma verdadeira lenda do "soul music" ofereceu ao público presente, principalmente aos fãs do jazz. Com uma voz vibrante e os sons eletrizantes que tirava de sua guitarra, Willie deixa saudades. Após o show, retornou a Natal e seguiu para sua tournée pelo Brasil nesta curta temporada. Mas a virada da madrugada foi em uma jazz session na Quintal Pizzaria, ao lado da pracinha.

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O sábado (28) começou às 10 horas com um "good morning jazz" na pracinha, já anunciando que a partir das 19 horas os músicos da "Bossa&Jazz Street Band" estarão novamente em cortejo pela cidade conclamando os moradores para mais uma rodada no palco Gostoso Jazz, com a segunda e última noite da programação. Enquanto isso, eram realizadas diversas oficinas e workshops no Centro de Cultura, sobre fotografia, gaita e construção de instrumentos musicais com recicláveis. 

No palco Gostoso Jazz

Quem abre a noite às 20 horas deste sábado é o guitarrista, cantor e compositor Diego Brasil, natural de Manaus e radicado em Natal. Começou a apresentar-se profissionalmente com apenas 15 anos. Munido de sua guitarra e seu belo timbre vocal, Diego ultrapassou as fronteira potigares e levou sua música à Noruega, Áustria, Dinamarca e Qatar. Comemorando 15 anos de carreira, Diego Brasil leva ao palco de São Miguel do Gostoso o show “Trilhas”.

Logo depois, apresenta-se a parceria entre a cantora e pianista paraense Leila Pinheiro e o compositor, produtor e guitarrista carioca Roberto Menescal. A amizade e a bossa nova uniu os dois na MPB e é antiga. Além do antológico LP “Benção Bossa Nova”, gravado por Leila em 1989 e com produção e arranjos de Menescal, a dupla lançou em 2007 o álbum “Agarradinhos”. Será um belo reencontro do duo, no repertório com as músicas mais representativas de suas carreiras e que ainda relembrará algumas canções desses dois primorosos álbuns.

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Finalizando,  a banda potiguar Moby Dick apresenta o virtuoso,talentoso e pioneiro do blues no Brasil, o gaitista carioca Flávio Guimarães. A banda tem quatorze anos de estrada e carrega na bagagem inúmeros shows, 2 CDs e 1 DVD lançados. Com um repertório super dançante e eclético, o grupo explora diversas tendências musicais, indo desde os clássicos da velha guarda do rock n’ roll, passando por quase todas as suas vertentes e chegando até o country e o blues. A virada na madrugada termina em uma "jam session" no Spaço Mix, à beira-mar.

O Fest Bossa&Jazz Circuito 2016 em Gostoso termina neste domingo (29) com a apresentação dos participantes selecionados na oficina ministrada pelo músico/artesão Alexandre Ferro, às 10 horas, no Spaço Mix. Logo depois, às 12 horas, no mesmo local haverá a última "jam session" e o encerramento.

Acompanhe mais informações pelo site oficial http://www.festbossaejazz.com.br ou nas redes e midias sociais facebook/festbossaejazz, instagran/festbossaejazz e twitter/fbjoficial

Com informações da produção do Fest Bossa&Jazz Circuito 2016 e G7 Assessoria de Comunicação.


Músico e artesão transforma recicláveis em instrumentos musicais para crianças

Nicolau Frederico,

O músico e artesão Alexandre Ferro, e também mestre na arte da Capoeira, começou na manhã desta sexta-feira (27) a ministrar as oficinas que ensinam crianças e jovens a transformar materiais recicláveis em instrumentos musicais. Alexandre usa recicláveis como: bobinas de papelão, cascas de coco, restos de madeira MDF, bambu, sementes, restos de fitas de embalagens industriais, garrafas plásticas "pet" e tampinhas de garrafas.

As oficinas fazem parte da programação do Fest Bossa&Jazz Circuito 2016, que chegou nesta sexta-feira (27) à cidade de São Miguel do Gostoso, no litoral norte potiguar, e que inclui também workshops com músicos, cortejo pela cidade com a Jazz Street Band, os shows de artistas potiguares, nacionais e internacionais no palco Gostoso Jazz e as Jam Session nos bistrôs.

Alexandre Ferro reuniu na manhã desta sexta-feira cerca de 50 crianças e jovens locais que aprenderam pela primeira vez, no Centro de Cultura, como se pode aproveitar dos materiais que se jogam fora a utilização na feitura de verdadeiros instrumentos de percussão para música, tais como: berimbau, pandeiro, chocalho, zabumba, tambor, tamborim e outros tipos de instrumentos musicais.

O músico e artesão, que mora com sua família na praia da Pipa, afirma que o seu "ganha-pão" era como mestre de capoeira, mas depois que descobriu o grande número de materiais recicláveis que encontrava jogado no lixo, decidiu incluir também na sua vida o aproveitamento desses materiais para colaborar na difusão da arte musical.

O convite da produtora Juçara Figueiredo para participar e organizar oficinas com esta finalidade, durante os festivais que ela promove anualmente, só trouxe incentivo e estímulo ao seu trabalho. Ele disse que se sente feliz e gratificado quando organiza as oficinas e constata a presença de grande número de crianças e jovens. "Só assim, estaremos de fato contribuindo para a preservação do meio ambiente e preparando as novas gerações para o cuidado com o futuro do planeta. De um modo saudável e sustentável", conclui Alexandre Ferro.

Nicolau Frederico, de São Miguel do Gostoso, Especial para Nominuto.com 


Circuito 2016 do Fest Bossa & Jazz em Mossoró e Gostoso neste final de maio

Nicolau Frederico,

logoO Fest Bossa & Jazz Circuito 2016 chegou nesta quarta (25) e quinta (26) na cidade de Mossoró, na região do Alto Oeste potiguar, e neste final de semana, sexta (27), sábado (28) e domingo (29) embala a praia de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte do Rio Grande do Norte.

Os dois dias em Mossoró confirmaram que a cidade merecia receber um festival com a mesma proposta. Mais de duas mil pessoas foram até a Estação das Artes e aproveitaram a véspera do feriado para ouvir boa música e degustar cardápios variados oferecidos pelos food trucks montados especialmente para o evento.

A primeira noite teve início com um cortejo da Bossa & Jazz Street Band, que percorreu as ruas do centro, saindo da Praça da Convivência até a Estação das Artes, convidando o público a participar dos shows. A Bossa & Jazz Street Band é formada por músicos do interior do Rio Grande do Norte, e coordenada pelo maestro português Eugênio Graça.

A Brazuka Jazz, banda local, abriu a noite no palco Mossoró e fez um passeio pela música brasileira, mostrando também suas influências jazzísticas. Como convidado especial da noite, a banda recebeu o produtor, cantor e compositor de suingue e timbre marcantes, Wilson Simoninha, que fez um show mesclando de clássicos com canções autorais. A música Sá Marina foi acompanhada pelo público, que contou e agradeceu com muitos aplausos.

A segunda atração foi o músico, compositor e arranjador do Pará, Ney Conceição, referência nacional quando o assunto é baixo elétrico. Sua apresentação foi acompanhada de outros músicos, em formato quarteto, e também agradou muito. A atração internacional encerrou a noite e fez muita gente dançar. Os americanos Shawn Holt and The Teardrops subiram ao palco passava das 23h, quando fez uma bela apresentação de blues, que encantou quem assistiu.

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Totalmente gratuito, o festival chega à cidade graças à realização do Governo do Estado, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável, e patrocínio da Cyrela Plano & Plano e o SESC como parceiro. A produção é da Juçara Figueiredo Produções e o apoio local da LUBE Produções e da prefeitura de Mossoró.

Fest chega "onde o vento faz a curva"

PERC-H

O festival continua nesta sexta-feira (27), na praia de São Miguel do Gostoso, com a oficina de construção de instrumentos musicais com a utilização de materiais recicláveis, sob a batuta do músico/artesão Alexandre Ferrão. Cinquenta crianças do local participaram da oficina que continuou à tarde, no Centro de Cultura da cidade. No mesmo local os músicos Flávio Guimarães e Paulinho Trompete apresentaram workshops de Gaita e de Trompete, também na parte da tarde.

Humberto-H

A partir das 19 horas haverá pela cidade um cortejo Bossa & Jazz Street Band, convocando a população para o show no palco Gostoso Jazz, instalado na praia da Xêpa, que começa às 20 horas, com a apresentação da cantora potiguar Dani Cruz e sua banda.

WoMAN-H

O Fest Bossa & Jazz é realizado pela Juçara Figueiredo Produções através de Leis de Incentivo à Cultura e de diversas parcerias e é membro fundador da ABRAFEST (Associação Brasileira dos Idealizadores e Produtores de Festivais de Música instrumental, jazz e blues do Brasil), associação que reúne os maiores festivais do gênero no país.

A programação completa você acompanha no site oficial disponível no link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações da produção do Fest Bossa&Jazz 2016

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