Petismo e o acordo condicionado

Leonardo Souza,

O clima ficou nada ameno entre o PT e o PMDB do Rio Grande do Norte. Todo mundo tem acompanhado as exigências, até justas, que o partido de Mineiro e Fátima tem feito para ficar ao lado do PMDB.

Acontece que nos últimos dias ficou ainda mais claro que o PMDB não vai ceder as condições, como também não vai disponibilizar a única vaga da coligação pro senado, ao Partido dos Trabalhadores. A opção para a composição majoritária ficou com o PSB, de Wilma de Faria.

Restou ao PT duas opções, a primeira seria bater a poeira da perna da calça, arregaçar as mangas, estralar o pescoço e aproveitar o episódio para dar a volta por cima. Ou, ficar lamentando por não ter sido o escolhido, chorando o acontecido.

Parece que os companheiros escolheram a segunda opção. E em meio a um mar de lamurias contra o partido de Garibaldi e Henrique, estão condenando agora, aquilo que eles já praticaram no passado. É o “acordão por condição”.

Em 2008, quando PSB, PMDB e outros tantos partidos, estavam juntos para apoiar a candidatura de Fátima Bezerra à prefeitura de Natal, esse mesmo PT afirmava que a união não era um acordão – como foi rotulado – mas a soma de esforços por uma causa maior, naquele caso, era Natal.

Seis anos depois, sendo preterido em união semelhante, o petismo usa agora o discurso pelo qual foi acusado. 'Estão formando um conluio'. Um conluio que o Partido dos Trabalhadores gostaria de participar, inclusive tolerando o PSB, caso fosse de Fátima Bezerra a vaga para o Senado.

Bom, se é um acordão, conluio ou algo do gênero, não entrarei no mérito. Mas, as duas composições são realmente bem parecidas, a diferença porém, é que o PV – então adversário do PT em 2008, não se prendeu em ser a vítima. Foi a luta e venceu a disputa.


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