Ranilson Cristino Ferreira não é mais o "dono" do Força e Luz

Edmo Sinedino,

cristino23_09O Força e Luz não é mais a cara de Ranilson Cristino, um dos maiores desportistas da história de nosso futebol. Depois de 52 anos, Cristino cansou. "O futebol não é mais o mesmo, não se joga mais com o amor de antigamente, hoje só se fala em dinheiro e o risco é muito grande para quem faz futebol, por isso, para ter tranquilidade e evitando complicações futuras, assumindo dívidas que não possa honrar, resolvi negociar os direitos federativos do Força e Luz", disse,

Ranilson foi goleiro do Força e Luz, depois acumulou todas as funções que o torcedor possa imaginar - roupeiro, preparador físico, auxiliar técnico, supervisor, técnico, diretor de futebol e presidente. "Foram anos de muita luta, muito mais alegrias que tristezas, grandes e queridos amigos que já se foram, bate e sempre vai bater uma saudade, mas o tempo é implacável, a gente tem que seguir em frente. Espero que as pessoas que estão à frente do Forcinha agora possam ter sucesso", continuou.

Os anos de ouro do Força e Luz, depois de ser uma força da segunda divisão, foi na época de outro da Cosern patrocinadora, começo dos anos 1970, quando, em 1973, o Força e Luz contratou jogadores de renome nacional e brigou de igual para igual com ABC e América na disputa do títulos de dois anos seguidos.

Depois, com o corte do patrocínio da estatal, Ranilson passou a administrar praticamente sozinho a equipe, fazendo contratos de amizade e confiança com vários craques que fizeram história no futebol potiguar. Como muita gente trabalhava durante o dia, o Forcinha treinava à noite, na quadra da Cosern.

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 Arandir, Zoca, Valdecir Santana, Bebé, Wilde, Bastos, o próprio Ranilson, Bandeira, Djalma, todos eles funcionários da estatal, e que se empregaram por conta do futebol, se juntavam a Babau, Elson, Burunga, Nunes, Carlinhos Ataliba, Niltão, Ramos e muitos outros que chegavam, entre eles, eu, Cocó, Braz, Chico Explosão, Mário Chupa-Chapa, Tarcísio, oriundos das bases.

Mesmo depois que deixou a Cosern, Ranilson Cristino continuou no comando da equipe e mesmo nos anos que ficou fora das competições do profissional, sempre mantinha a documentação em dia, disputando pelo menos uma categoria.

A decisão de se afastar do Força e Luz vinha tomando corpo nos últimos anos e se concretizou a partir da proposta feita pelo empresário. Ranilson não revelou valores, até porque a negociação se deu por intermédio de uma quase permuta de imóvel. 

os dirigentes atuais iniciaram o trabalho de captação de valores com os ex-jogadores Carlos Mota, que deve coordenar as base, e o Célio Isidro, provavelmente o nome escolhido para comandar o time profissional na disputa da Segunda Divisão.


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