"Pinceladas" sobre erros primários que contribuíram com o rebaixamento do ABC

Edmo Sinedino,

Na reta final, dois gols de Jefinho, dois gols de Wallyson. Um sinal de cegueira, ajundamento de erros que, muitas vezes, são determinantes numa campanha onde estão em disputa acesso e existe risco de rebaixamento.

Jefinho, sempre ele. Terminou a Série C com sete gols, e certamenta deve ser um dos artilheira da Terceirosa. No entanto, na sua real posição, de todos os artilheiros do Brasil, foi o que menos jogou, portanto, proporcionalmente, o que fez mais gols.

Mesmo assim, artilheiro, entre os maiores do Brasil, chegou a liderar, Jefinho jogava de falso 9 com o treinador Sérgio Soares, que preferia escalar Hélio Paraíba.

Depois, Jefinho teve a infelicidade de, em dois lances, perder chances claras de marcar, o que é absolutamente comum para quem joga dentro da área (ver Gabigol no jogo de quarta-feira passada contra o Inter), mas para ele foi sem perdão.

Não se falava em outra coisa na cidade. Até mesmo, vejam o absurdo, o treinador Roberto Fernandes se referiu aos gols para justificar não ter conseguido um resultado positivo.

De novo, Jefinho, com 18 gols na temporada, foi "condenado" a jogar fora de sua posição, fora da área, e até no banco. Claro, sob pressão, acabou caindo de rendimento, se recuperando nos dois jogos finais.

Se alguém me provar, justificar, que Jefinho deveria ter sido escalado fora de sua posição, teria menos merecimento que Hélio Paraíba e Lohan, promete, nunca mais falo de futebol.

Mas nessa hisstória do ABC na Série C não tivemos apenas o caso do Jefinho. Até o goleiro Edson, que salvou esse time duzentas vezes, também passou por isso.

O garoto Anderson, destaque do Estadual, craque de bola, perdeu um gol numa final, se redimiu, fez grandes jogos, inclusive um sob o comando de Roberto Fernandes, foi dispensato que enquanto Sagredo ficava e Caucaia assinava contrato.

Wanderson, destaque, no Estadual, com atuações determinantes, nunca foi devidamente aproveitado, e nem teve chance de começar jogando numa sequência de pelo menos três partidas.

Xavier, Sagredo, Pepe Alvarez, Neto, Éder, Pedra, Jonathan, Evandro, Valdemir, todos eles tiveram umas trezentas chances de jogar, mas nenhuma para Kaká, Wenderson, Yan, Vitinho, entre outros.

Sem falar nos absurdos das dispensas de Erivélton e Arês, que poderiam ter ajudado muito durante essa Série C de tantos equívocos cometidos. E nem vou mais falar de Tonhão, Fessin, Mathias, Berguinho, Dalberto, Jardel, entre tantos que já foram.


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