Pedido de anulação do Paysandu vai a julgamento; caso dos Aflitos me fez lembrar da Curuzu, 1991

Edmo Sinedino,

Política. Quem diria. O Paysandu pedindo a anulação de uma partida por conta de um erro de um árbitro. O presidente acionou a Justiça e conseguiu, pelo menos a não homologação do resultado. Nossos dirigentes deveriam ter feito isso naquele fatídico 1991.

 Essa reclamação dos paraenses me faz  lembrar a safadeza do do ex-árbitro baiano Manoel Sarapião Filho, na partida Paysandu 3x1 ABC disputada em 1991 e válida pela Série B, quando, ele anulou um gol legítimo do ABC, validou um gol ilegal do Papão e ainda permitiu que a partida seguisse mesmo depois que parte do alambrado da Curuzu arriou, provocando invasão e total insegurança.

Depois, em 2015, em Natal, no Frasqueirão, o paulista Guilherme Ceretta de Lima, deu um pênalti absurdo e irreal para o mesmo Paysandu, expulsou injustamente Suelliton do ABC, ainda  mandou voltar a cobrança do pênalti perdida,  sem motivo, e mandou retirar uma faixa da torcida do alvinegro sem entender o sentido da frase “Diretas Já”. 

Todos os lances, absurdos, não se comparam com o pênalti (que não houve) que favoreceu o Náutico contra o Paysandu, mas, esse caso vai a julgamento...é o Brasil da CBF.

Na segunda-feira o presidente do clube paraense, Ricardo Gluck Paul, afirmou que iria acionar a Justiça Desportiva na tentativa de anular a partida alegando “erro de direito”. 

O Paysandu contratou o advogado fluminense Michel Assef Filho, que defendeu Ponte Preta contra o Aparecidense também em uma solicitação de impugnação de jogo - e saiu vitorioso. O escritório deu entrada com o pedido de anulação no STJD na última terça-feira.

O STJD

Paulo César Salomão Filho, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), confirmou o recebimento do pedido de impugnação da partida entre Paysandu e Náutico, disputada no último domingo, dia 8, no Recife. 

Em despacho divulgado no começo da noite desta sexta-feira, Paulo Salomão determina à CBF a não homologação da partida, mas nega o pedido de paralisação da Série C. Ainda não há data marcada para o julgamento no Pleno.


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