O rendimento abaixo da crítica da equipe do ABC

Edmo Sinedino,

A situação do ABC é complicada. Essa queda vertiginosa na reta final do turno é muito preocupante e sinaliza sim muita dificuldade para a partida final,diante do América, quando precisa vencer.

O ABc não vem bem faz algum tempo. Aliás, poucos, poucos mesmo foram os jogos em que o time de Ranielle agradou aos torcedores. Sem falar na completa desilusão com os contratados de Giscard Salton.

Assim como no ano passando, o executivo de futebol só tem trazido jogadores sem qualidade, e feito opções, junto com Ranielle Ribeiro, treinador, que supreenderam e desagradaram.

Lembro, ainda, da opção de Henrique em detrimento de Cleiton. O zagueiro nunca se firmou, fraco, lento, ruim na saída de bola, elogiado por seu chute que, até agora, não se fez notar. Esse jogador dá sempre a impressão de estar muito acima do peso.

Cleiton, mais barato, de muito mais qualidade, inclusiuve no chute, foi dispensando. E aí vieram os absurdos maiores com as saídas de Tonhão,  Herivélton, Chiclete,  Arês, todos crucificados por motivos que, até hoje, poucos sabem realmente.

O castigo viria. Óbvio. Outros jogadores da base foram ignorados, dispensados - Daniel, Ítalo e Jardel, estranhamente emprestado ao Globo para manter Pedra de titular, entre outros. 

O ABC hoje não tem,ainda, um time. Falta um ala direito. Seu meio-campo é capenga, fica mais ainda sem o Guedes, meias sem qualidade - Xavier e Pepe Alvarez, esse último contratado como estrela e promessa de ídolo - e um ataque que, entendo, nada pode fazer.

Até mesmo jogadores de qualidade indiscutível - Anderson e Neto - sucumbem, não sei se mal posicionados, mal aproveitados, ou porque estão abaixo do rendimento.

Do centrovante Rodrigo Rodrigues, falar o que? Ele é de área Não tem habilidade, mas força e presença de área. O que pouco adianta se a bola não chega.

Contudo, sem medo de errar, digo que o mal maior do ABC está no meio-campo. A marcação é falha, a criatividade é nenhuma. Difícil encontrar caminhos para vitórias se esse setor não funciona.

O empate, modorrrento, diante do Força e Luz, neste domingo, deixou tudo ainda mais claro. No intervalo, a direção apresentou mais um reforço de Giscard Salton. O chileno Sagredo já recebeu a camisa 10 das mãos do presidente.

Essa camisa 10 um dia foi a segunda pele de um tal Alberi Ferreira de Matos, que tinha como companheiro de meia canxa um senhor uruguaio chamado Danilo Menezes Nuñes.


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